De um jeito cínico, mas verdadeiro, ensaio do francês Pierre Bayard ajuda quem deseja falar sobre livros - mesmo sem ter lido uma única página

Quando decidi escrever sobre o que já li e, ao mesmo tempo, me posicionar como um leitor e incentivador do livro digital, lembrei de um título óbvio para começar a empreitada.

Baseia-se em uma pergunta comum a qualquer um que, diante de outro aficcionado por leituras, pretende incrementar sua lista de títulos.

A pergunta é: como falar dos livros que não lemos?

BAYARD, Pierre. How to Talk About Books You Haven’t Read. New York, NY: Bloomsbury Publishing USA, 2010
ISBN: 9781596917149
ASIN: B0049U444U
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O professor de literatura Pierre Bayard apresenta a figura do “não-leitor”, alguém tão (ou mais) relevante do que o devorador de páginas.

“Isso quer dizer que você não leu todos os livros que apresenta neste site?” O que você acha? De toda forma, você nunca vai saber. O que vale mesmo é acreditar que eu realmente conheço todos eles.

É como o próprio professor Bayard sugere: somos a soma de todos os livros acumulados em nossas bibliotecas internas.

Isso explica o que ele chama de “Teoria do não-leitor”: mais importante do que as ideias propostas por um autor é a sua repercussão, a forma como seu pensamento se espalha e provoca sua rede de leitores.

Mesmo que não tenham virado qualquer página.

Saiba mais sobre este livro no GoodReads ou no Google Books

Ficou com vontade de ler a respeito desta incrível prática, constante em meios como a sala dos professores da Universidade ou nas ruas de Parati durante a Flip?

Pois bem. O fato da versão em português, editada pela Objetiva, ser difícil de achar (vai ter que ir na Estante Virtual ou em seu sebo de confiança) é uma das razões para escrever este blog – e tentar subir a hashtag #euleioebooks.

Eu presumo que, como boa parte dos títulos que fizeram algum barulho em seu lançamento, não faz sentido reimprimir uma obra e colocá-la a venda para um número reduzido de compradores. Já não é fácil botar na rua e vender livros ultimamente.

Minha questão com ebooks é simples: quem gosta de ler vai comprar a versão digital sim. E mesmo se forem poucos, estamos falando de um arquivo EPUB (ou AZW, no caso da Amazon). Só dá trabalho para gerá-lo uma vez, não ocupa espaço na estante e pode ficar disponível na loja por tempo indeterminado.

Hoje, se eu quiser ler (ou não) este ebook no Kindle, preciso comprar a versão em inglês.

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