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Porque nós adoramos novelas!

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Brincando de escalar remakes

Por Luciana | 20/05/2009, 12h21

Fiz um texto recentemente onde dizia que no dia que fizessem o remake de Tieta, Cássia Kiss podia perfeitamente fazer a Perpétua, visto o show que está dando como a também beata Mariana, em Paraíso.

Aí, o Trotta reclamou dizendo que pensava que eu ia escalar o elenco inteiro!

Bem, não me empolguei em fazer isso, mas fiquei animada pra outra coisa: sugerir remakes de novelas que não vi.

É tentador pedir remake de novelas que já vimos, mas ao mesmo tempo me faz pensar: se fizesssem o remake de Amor com amor se paga, que outra pessoa poderia viver o seu Nonô Correa do que o mesmo Ary Fontoura? Se fizessem o remake de Tititi, impossível não querer de novo Luiz Gustavo e Reginaldo Faria para reviverem os costureiros.

Então, se é pra fazer remake, que seja de algo que eu não vi e que, por isso, não me apeguei ao trabalho dos atores.

A primeira novela da minha lista é Sol de verão, de Manoel Carlos. Infelizmente acho difícil de acontecer, porque, ao contrário de Benedito Ruy Barbosa, Maneco ainda está em processo de plena criação, fazendo novelas novas.

Mas fica mesmo assim o pedido. Sol de verão é de 1982 e contava a história de Raquel que depois de 18 anos de casada, se divorcia e se apaixona por um mecânico vizinho da mãe dela. Já filha de Raquel, Clara, se apaixona por um rapaz surdo, ajudante da oficina mecânica.

Manoel Carlos escreveu Sol de verão para Jardel Filho, que segundo ele era um homem belíssimo, interpretar esse mecânico boa praça que se apaixona pra valer na meia-idade. Ele só não contava que Jardel fosse morrer durante a novela, mudando totalmente o rumo da trama – Maneco inclusive não quis continuar a escrever, pois pra ele a novela terminou quando o amigo faleceu. Lauro Cesar Muniz foi designado para cumprir a tarefa de levar Sol de verão até o final.

A trama do rapaz surdo também mobilizou o país – merchandising social dos bons de Manoel Carlos! – fazendo com que as crianças aprendessem a linguagem dos sinais. Mérito de Tony Ramos que com a sensibilidade de sempre deu vida a Abel.

Então, depois de muito matutar, pensei: em um remake de Sol de verão, Tony Ramos – figurinha carimbada das tramas de Manoel Carlos – ficaria com o papel que foi de Jardel Filho e Reynaldo Gianecchini interpretaria Abel. Ia ser lindo, sim?

Dancin’ Days eu também adoraria ver – pena que o Gilberto Braga tenha receio de refazê-la. Para viver a Júlia Mattos eu escalaria a Letícia Sabatella e para o papel do Cacá, o Wagner Moura – ambos são velhos conhecidos de Gilberto: Letícia fez O dono do mundo e Wagner, Paraíso tropical. Pra fazer a irmã de Júlia - tarefa que na primeira versão coube a Joana Fomm - chamaria Lília Cabral. E pra formar o casal jovem – que antes foi feito por Glória Pires e Lauro Corona – colocaria Carolina Oliveira e Miguel Rômulo.

Faz tempo, Aguinaldo Silva comentou um possível remake de Gabriela. Se não me engano, seria Camila Pitanga e eu penso e repenso e não encontro alternativa melhor. Para Nacib, chamava o Eduardo Moscovis. Para Edmundo Falcão, mais uma vez Wagner Moura, e repetia o par da minissérie JK e dava a Jerusa para Débora Falabella – que já fez duas novelas de Aguinaldo, Senhora do destino e Duas Caras. A rebelde Malvina ficaria pra Natália Dill e o Coronel Ramiro Bastos ficaria com José Wilker, que fez Edmundo Falcão na primeira versão, sendo o opositor do coronel.

Elas por elas fecha meu desejo por remakes, e aí foi a farra! Escolher sete atrizes que eu gosto para dar vida às amigas da trama de Cassiano Gabus Mendes. Aí vão: Cláudia Raia, Adriana Esteves, Viviane Pasmanter, Christiane Torloni, Letícia Spiller, Betty Lago e Ângela Vieira.

Sei que talvez rolasse fogueirinha de egos, mas foram essas que me vieram à cabeça. Cláudia Raia por muito mais que A favorita; Adriana Esteves por O cravo e a rosa, Kubanakan e A lua me disse; Viviane Pasmanter por Mulheres de areia, Uga uga e Páginas da vida; Christiane Torloni, ah!, por A gata comeu, Selva de Pedra, A viagem, Cara e Coroa, Um anjo caiu do céu, América; Letícia Spiller por Quatro por quatroSenhora do destino; Betty Lago por Anos Rebeldes e Quatro por quatro; e Ângela Vieira por Coração de estudanteSenhora do destino.

Ufa!

Ângela Vieira

Por Luciana | 16/05/2009, 22h22

Revendo Senhora do Destino no Vale a pena ver de novo, lembrei do quanto gosto da atriz Ângela Vieira e do quanto acho que de vez em quando ela é mal aproveitada nas novelas.

Isso não vale para a novela em questão, Senhora do Destino. A Gisela rouba as cenas muitas das vezes. Acho que é porque faz um papel humano – nem boazinha nem ruinzona.

Gosto do figurino da personagem, do timing lindo que ela tem com o mordomo Alfred – aliás, toda mulher nessa vida merecia um Alfred! – da cumplicidade com o marido (mesmo ele sendo detestável) e das tiradinhas fúteis também.

O que acho interessante na Ângela Vieira é que ela transita bem entre os autores, não é da panelinha de nenhum. Talvez por isso não seja pegue as protagonistas…

A única protagonista da atriz foi Ava Maria, de Meu bem querer, novela que não foi lá esses espetáculos de trama nem audiência. Na verdade, a protagonista era Alessandra Negrini (loura!), mas Ângela fez mais bonito, de par com José Mayer.

Em Coração de estudante e Terra nostra, as personagens de Ângela, Esmeralda e Janete, causaram furor ao se envolver com personagens mais novos – Nélio e Josué, respectivamente.

Já em Por amor, a atriz vivia Virgínia e era irmã da segunda (e mais polêmica!) Helena vivida por Regina Duarte, e tinha um casamento e uma família aparentemente perfeitos… Até que o marido Rafael revelou que era bissexual.

As decepções – e não culpo Ângela por elas – ficam por conta de Kubanakan, Cobras & Lagartos e A favorita. Ângela Vieira rendia mais, muito mais do que Perla Perón, Celina e Arlete mostraram – inclusive rolou um afastamento da atriz da trama de Kubanakan por conta dessa falta de rendimento.

Celina foi daquelas personagens dispensáveis e Arlete eu esperava muito, muito mesmo da história, mas não rolou. Ela tinha um filho honesto com um político corrupto, mas o filho acabou se mostrando não tão honesto assim e o desenrolar da história foi meio curto, meio de afogadilho no fim da novela, desperdiçando o talento não só da atriz como de Milton Gonçalves, que fazia o político em questão.

Outra atriz desse naipe é a Totia Meireles, mas ela fica pra outro texto. ;)

As sogras mais terríveis das novelas!

Por Luciana | 29/04/2009, 15h19

Como o dia da sogra foi ontem, vai aqui uma homenagem à sogra de todas as minhas vidas, mãe do homem de todas as minhas vidas. Nem de longe ela é megera como certas sogras de novelas…

A sogra da vez é a implicantíssima Laksmi, de Caminho das Índias. Como se não bastasse implicar com a nora Indira, a sogra interpretada por Laura Cardoso implica também com as mulheres dos netos, com os netos, com a bisneta e com a empregada. Are baba!

Outra sogra inesquecível é a Dona Guiomar, de A viagem. Também feita por Laura Cardoso, no início da novela era a melhor sogra do mundo pro Raul. Mas, infelizmente, Dona Guiomar passou a ser obsediada pelo espírito do Alexandre, que queria se vingar do irmão. Com isso, de sogra do ano ela passou a sogra das trevas, atazanando a vida do genro e incentivando a filha a brigar e até traí-lo…

Já a sogra das minhas mais longínquas recordações é a Dona Marcelina, de Roque Santeiro. Assim como a neta Tânia, ela também não via com bons olhos o “noivado” do genro Sinhozinho Malta com a Viúva Porcina.

Tem algumas sogras que são megeras, mas são divertidas. É o caso da Dona Gema, mãe do Bello, em Perigosas Peruas. Ela ensinava errado para a nora as receitas das comidas favoritas do filho! Mas quando ele quis trocar a Cidinha pela Leda, ela ficou do lado da nora “original”.

Outra engraçadíssima era a Dona Josefa, de O cravo e a rosa. Sogra de Cornélio – o nome já diz – a velhinha fazia o genro escovar a gatinha de estimação dela, mesmo ele sendo alérgico; dava cobertura para as armações dos filhos; e se o Cornélio ousasse timidamente reclamar de algo, ela fazia a maior cara de vítima! Até quando foi raptada Dona Josefa fez da vida dos sequestradores um inferno!

A Ofélia feita por Nicette Bruno em Alma Gêmea também era garantia de diversão! Apesar do genro Osvaldo ser apaixonadíssimo pela esposa, Divina, a sogra arranjava motivos e mais motivos para implicar com ele.

Outra que está atualmente no ar que nem a Laksmi é a Dona Flaviana, de Senhora do Destino. Mesmo com a filha já falecida, ela mora com o genro Giovanni Improtta e os netos. E é claaaaaaro que ela torra a paciência do Dr. Jeová, ironizando o jeito de falar e vestir assim como o namoro com a ninfa-bebê Daniele, que tem idade pra ser neta dele!

Em Por Amor, Branca tinha uma adoração pelo filho mais velho, Marcelo. Mesmo torcendo pela ex-namorada dele, Laura, Branca aceitou Eduarda, a escolhida do filho, pra não criar atritos com ele.

Mas assim, aceitou a Eduarda naquelas, né? Quando o Marcelo voltou da lua-de-mel com a esposa, Branca mandou encher o quarto dos dois de rosas… Mesmo a Eduarda sendo alérgica!

E teve também a Violetinha, de Três irmãs, que além de acusar pela morte do filho, abriu inquérito contra a nora. Como a nora em questão era uma das três irmãs mocinhas da novela, não pegou nada pra ela e no final a Violetinha acabou caindo penhasco abaixo!

Ai ai, as sogras…

Triângulos amorosos inesquecíveis

Por Luciana | 27/04/2009, 10h10

Seja girando em torno da mocinha, seja girando em torno do mocinho, toda novela que se preze tem um triângulo amoroso.

Mas triângulo amoroso inesquecível é aquele em que o público fica realmente dividido – é quando o triângulo não é escaleno, não fica pendendo mais pra um lado. Triângulo amoroso perfeito é aquele em que a dúvida de com quem o fulano vai ficar divide até os últimos momentos os telespectadores.

O primeiro triângulo que me despertou isso, essa divisão de torcida, foi o protagonizado por Silvana – Luca – Verônica, em Vereda Tropical.

Apesar da Silvana ser a boazinha, fadada a ficar com o jogador de futebol Luca, a Verônica tinha uma coisa transgressora que chamava a minha atenção de criança. Ela batalhava pelo Luca, fazia coisas ruins, mas também era capaz de coisas bacanas – como depor a favor de Silvana, para que a moça ficasse com a guarda do filho.

O triângulo mais conhecido e adorado de todos os tempos veio logo depois de Vereda Tropical, mas não era de uma novela e, sim, de um seriado: Armação Ilimitada.

Lá, tínhamos a Dona Flor moderna, Zel, que “escolheu não escolher” e se tornou namorada tanto de Juba quanto de Lula. Era difícil mesmo escolher entre os dois, mas eu sempre fui mais da torcida do Lula, pelo jeito paternal dele com o Bacana.

A já citada Dona Flor também não virou novela, mas minissérie. E, assim como Zelda, sentia que precisa dos dois – Vadinho e Teodoro – para viver, porque eles afinal se completavam e a completavam.

Cidinha e Leda eram amigas de infância. Enquanto uma era mais esperta e a outra mais inteligente, faziam uma dupla imbatível.

Até que as duas se apaixonaram por Bello – Mário Gomes mais uma vez dividido entre uma loura e uma morena, como em Vereda Tropical.

Foi difícil torcer em Perigosas Peruas por uma ou por outra, porque apesar  de torcer pela dona de casa Cidinha, eu adorava a Leda por ser uma jornalista bem sucedida!

No final, prevaleceu o lance da família e o Bello ficou com a Cidinha. Pra Leda surgiu um sósia do Bello! Rá!

No remake de Mulheres de Areia, graças a interpretação de Glória Pires, confesso que torcia um pouco pela Raquel sim.

Ora, a Ruth era muito boazinha, leitor! Ao invés de desfazer toda a farsa que a irmã armou, ela aceitou passivamente que o Marcos se casasse com a Raquel!

Fora isso, a Raquel tinha charme e, além da Malu, era a única que peitava o Dr. Virgílio.

Outro remake famoso com triângulo amoroso igualmente famoso foi o de Pecado Capital.

Eu vinha da torcida por Milena e Nando, de Por Amor, e era natural que torcesse por Lucinha e Carlão, já que também eram interpretados por Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis.

Mas quando o Salviano Lisboa de Francisco Cuoco declamou o Poema dos Olhos da Amada, de Vinicius de Moraes, olhando bem nos olhos da Lucinha, eu me rendi.

Pena que no final teve uma reviravolta louca e a Glória Perez meteu a Vera Fischer na jogada pra ficar com o Cuoco!

Outro triângulo em que a Carolina Ferraz se meteu foi em História de amor. Ela vivia a mimada Paulinha que disputava o Carlos com a Helena.

Apesar de lógico estar predestinado que a Helena ia se dar bem, a Paulinha era que nem a Verônica, de Vereda Tropical: capaz tanto de maldades quanto de bondades. Talvez por isso tenha se dado bem no final, mesmo que sem o Carlos…

Verônica e Paulinha eram personagens bem próximas da realidade, da humanidade. Não eram absolutamente boas nem absolutamente ruins. Tinham nuances. Não eram politicamente corretas e chatas como as mocinhas, por isso eu curtia as duas.

Assim como curtia a judia Camille, de Esperança. Era por ela que eu torcia pra o Toni ficar. Mas todo mundo começou a torcer pela tal de Maria, que o Walcyr Carrasco (ao assumir a novela no lugar do atual maior remakeiro da paróquia Benedito Ruy Barbosa) acabou transformando a Camille numa mini-vilã e a afastando de vez do mocinho!

Outro que se deixou levar pela vontade do público foi o Aguinaldo Silva, ao levar em conta uma enquete feita no site de Senhora do Destino pra decidir quem ficaria com Maria do Carmo: Dirceu ou Giovanni.

O segundo venceu e confirmou o que Aguinaldo sempre afirma: o melhor casal de novela é Suzana Vieira e José Wilker (pra mim, há controvérsias, mas enfim).

Assim como Maria do Carmo & Giovanni, outro casal que contrariou a máxima de que o amor do primeiro capítulo é o amor do fim da novela foi o Ed e a Sol, de América.

Sol amargou a novela inteira o amor desencontrado que sentia por Tião e vice-versa. Mas nessa eu SEMPRE torci pelo Ed, vivido pelo fofo Caco Ciocler (que é por sinal a única pessoa pra quem eu torço em Caminho das Índias – torço pelo Murilo dele e pela Silvia, de Débora Bloch)! Porque ele era inteligente, delicado, carinhoso e apaixonado pela Sol. Já o bronco do Tião…

E o mais recente desses triângulos todos foi Flora – Zé Bob – Donatela. Quando percebi que o Zé Bob estava apaixonado mesmo pela Donatela, foi fácil deduzir que ela era a mocinha, afinal, o mocinho não se apaixonaria pela bandida…

Mesmo com toda essa tradição de triângulos amorosos em novelas, minisséries e seriados, tem aqueles casos em que os personagens se veem envolvidos com até três pretendentes!

Era o caso de Quequé, da minissérie Rabo de Saia, as voltas com as três mulheres: Eleuzina, Santinha e Nicinha – em mais uma daquelas situações em que se “escolhe não escolher”; de Denizard, de O outro, divididaço entre Índia do Brasil, Laura e Glorinha da Abolição – ficando no final com a primeira; e de Ingrid, de Rainha da Sucata, a francesinha que ficou com “as três filhinhas” de Dona Armênia, Gerson, Gera e Gino!

Mais algum triangulinho?

Personagens com nomes esquisitos!

Por Luciana | 15/04/2009, 16h16

A novela Três Irmãs acabou na semana passada e com ela se foi uma das personagens que mais arrancou risadas do André e da minha mãe por conta do nome: Gilda Sueli – vivida pela Bianca Byington.

Mas os amantes dos nomes esquisitos em novelas podem ficar tranquilos que Gilda Sueli foi sucedida por alguém a altura em Caras & Bocas: o Pelópidas, de Marcos Breda!

Aí ficamos pensando, André e eu, nos nomes mais esdrúxulos que já passaram pelas novelas que vimos.

Lembramos dos filhos do Gaspar, de Top Model – aqueles que tinham nomes de celebridades: Jane Fonda, Elvis Presley, Ringo Starr, John Lennon; e dos nomes igualmente célebres dos filhos de Carmen Maura, em Vamp: Scarlett, Sigmund…

Lembramos das personagens de Jorge Amado que saíram dos livros e ganharam vida na televisão como Osnar, Carmosina, Ascânio e Amintas, de Tieta. Também tinha o Gladstone, vivido pelo Paulo José, mas esse foi invenção do Aguinaldo Silva…

Aguinaldo também se inspirou em contos de Lima Barreto e deles fez Fera Ferida, de onde conhecemos o Professor Praxedes, por exemplo.

Outro professor, o Astromar, vivia em Asa Branca, a mesma cidade da viúva Porcina, de Roque Santeiro.

Tem a cigana Dara, o libanês Rachid, a mulçumana Latifa, o frouxo Raj (tá, ele é o queridinho do momento, mas eu acho ele frouxo por não ficar com a Duda!) – esses são, digamos, temáticos.

Quem adora um nome diferente é o Miguel Falabella! Em A lua me disse tinha a Ademilde, a Sulanca, a Zelândia; já em Negócio da China teve a Semíramis, a Maralanis…

Cassiano Gabus Mendes homenageou Lima Duarte em Ti ti ti, nomeando um dos protagonistas de Ariclenes – pra quem não sabe, esse é o nome verdadeiro de Lima Duarte. O Ariclenes da novela foi vivido por Luiz Gustavo, mas todo mundo lembra dele como Vítor Valentim!

Voltando ao Aguinaldo Silva, tem a Crescilda de Senhora de Destino. Na mesma novela tem o Políbio que bem podia ser primo do Porfírio, de Meu bem, meu mal, novela de Cassiano…

Ainda falando em Cassiano Gabus Mendes, Que rei sou eu? contou com uma profusa lista de nomes estranhos: Pichot, Szmirá, Corcoran e… RAVENGAR! Nunca mais veremos ninguém com esse nome por aí, leitor.

Em Pecado Capital tem uma história que gosto muito: na 1ª versão, o nome da irmã da Lucinha era Emilene – Emilinha e Marlene (as duas maiores rivais da Era do Rádio), cantoras das quais os pais das meninas eram fãs; na 2ª versão, anos e anos depois, o nome mudou para Clarelis – Clara e Elis. A Emilene foi da Elisângela e a Clarelis da Leandra Leal.

Outros nomes que vieram de um livro foram os do frei Maltus e do ator Aramel, da minissérie Hilda Furacão.

Da turma de Benedito Ruy Barbosa tem o Deocleciano, de Renascer, e o Boanerges, de Cabocla.

Já Sílvio de Abreu criou a incrível Fedora, de Sassaricando, e o engraçadíssimo e gaguíssimo Fladson, de Belíssima.

Em Uga Uga tinha a Bionda e a Dona Pierina, mas é de Bebê a bordo o nome mais bacana que o Carlos Lombardi já colocou em uma personagem: Raio de Luar, mais conhecida como Raio!

Tão fofamente inspirado na hipongagem como a Raio era o Shiva Lênin, de A favorita.

Você lembra de alguém mais, leitor? Apelido não vale, até porque, ficarei devendo um texto só sobre apelidos… ;)

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