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Porque nós adoramos novelas!

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Quando o patinho feio vira cisne

Por Luciana | 24/06/2009, 11h11

Dia desses, vasculhando vídeos de novelas no Youtube, revi uma cena memorável que fez nascer a vontade de escrever um texto que falasse das grandes transformações de personagens de novela.

Não se trata de transformações em que os atores novinhos, ao passar 20, 30 anos, são substituídos por atores maduros, como aconteceu em O casarão, Renascer, Senhora do destino e tantas outras.

Na verdade, eu me refiro àqueles personagens “patinhos feios”, que um belo dia ganham um banho de loja, um dia de princesa, e se transformam em cisnes – tipo Betty, a feia, manja?

A recordação mais antiga que tenho em relação a esse tipo de personagem é da Elisa, de Amor com amor se paga. Filha do avarento Nonô Correa, a transformação de Elisa veio depois que ela se casou e teve grana pra se vestir melhor, arrumar os cabelos, se maquiar.  Antes, era a própria Gata Borralheira.

Depois veio a Léo, de Vereda Tropical. Interpretada por Cristina Mullins, Maria Leopoldina mantinha uma paixão secreta por Marco, vivido por Paulo Betti. O problema é que além dele ser cego de amores pela Silvana, a Léo era gordinha e se vestia como um homem. Até o belo dia em que ela resolveu virar o jogo e começou a malhar sozinha e escondida. Mesmo assim, continuava a se vestir com roupas folgadas e visual desleixado. Até que apareceu linda, loura e magra na frente do Marco. Foi irresistível!

Em Livre para voar, Pardal se apaixona por uma operária da fábrica de cristais, sem saber que na verdade ela era a filha do dono da fábrica! Carla Camuratti deu vida à Bebel/Cristina e quando assumiu a verdadeira identidade foi uma mudança em tanto também…

Mas em Roque Santeiro a coisa mais linda era a Dona Lulu, de Cássia Kiss, querendo descobrir o mundo que o marido, Zé das Medalhas fingia não existir. Quanta diferença fizeram um batom e umas roupas novas em Dona Lulu… Sem contar o cabelo ao vento!

Em Tititi, a certinha Eduarda, ao se ver “traída” pelo namorado com a melhor amiga, vira punk! Uma visão meio distorcida dos punks, onde se vestir de preto, carregar na maquiagem e não tomar banho era lei…

Em Brega & Chique, a brega virou chique e a chique virou brega. Rosemere começou a ter aulas de etiqueta com Rafaela que, por sua vez, começou a vender quentinha pra fora.

A feirante Tancinha também foi uma que mudou muito. As roupas provocantes, o cabelo de juba de leão, o português incrivelmente errado, os modos estabanados foram todos trabalhados na escola de etiqueta Femina, em Sassaricando, tudo patrocinado pelo namorado publicitário Beto.

Já em Vale Tudo, a no início jeca Raquel com o passar de um ano voltou por cima, dona de um bufê, com roupas modernas e com cabelos tão esvoaçantes quanto os de Dona Lulu, só com a diferença do estilo cacheadão ao invés do liso puro da primeira.

Teve também o Sassá Mutema, de O Salvador da Pátria. Seria forçar a barra demais dizer que ele se transformou de patinho feio em cisne, mas que mudou, mudou. De bóia-fria virou político todo engravatado.

Cisne mesmo (eu diria príncipe!) quem virou foi o Doca, de Cássio Gabus Mendes, em Meu bem, meu mal. Dentro de um plano de vingança de Madame Mimi, Doca teve aulas de etiqueta, fez a barba, mudou o figurino e virou Eduardo Costabrava. Tudo pra conquistar a filha de Isadora Venturini, alvo de Mimi… Cássio Gabus em seu momento melhor (mentira, o momento melhor dele pra mim é Anos Rebeldes).

Em Lua cheia de amor, mais uma jeca – só que bem pior que a Raquel, de Vale Tudo -, Dona Genú. Marília Pêra interpretava a feirante que tinha aulas de boas maneiras para não envergonhar a filha perante aos pais do namorado. Inesquecível a frase de efeito que ela era treinada para dizer: “O Sol invade a sala”!

A Malu, de Viviane Pasmanter, só mudou mesmo no último capítulo de Mulheres de Areia, aparecendo toda de branco no meio do mato, diante de Alaor. Justo ela que passou a novela inteira vestida de preto, com os cabelos arrepiados e aquela maquiagem mais pesada que tudo…

Na divertida Quatro por Quatro, Tatiana era das mulheres vingativas a mais patinho feio. Usava óculos, gaguejava, andava com uns vestidões de maria-mijona. Até que ela conheceu o Bruno e decidiu dar um tapa no visual, deixando Cristiana Oliveira mostrar toda a beleza estrábica que lhe é peculiar.

Outra que foi discreta na mudança foi a bóia-fria e sem-terra Luana, que despertou o amor nada mais nada menos do que do Rei do Gado – só em novela mesmo. O chapelão para proteger do sol deu lugar aos cachos bem definidos de Patrícia Pillar, que começou a usar vestidinhos leves e de cores suaves.

Outra sem sal era a Dorothy, de A Indomada. Irmã da exuberante Scarlett, Dorothy era patinho feio total. Mais uma vez o amor foi o responsável pela transformação de uma personagem. Ao se apaixonar por Artêmio, Dorothy deixou a beleza de Flávia Alessandra vir à tona, sendo o primeiro papel de destaque da atriz.

Um adendo aqui: geralmente as transformações em novela são por conta da descoberta do amor ou da desilusão no amor…

Em Pecado Capital, a operária Lucinha viu a vida mudar de uma hora pra outra quando foi escolhida para estrelar uma campanha publicitária da empresa. Continuou bronca e barraqueira, mas os cabelos… Quanta diferença! Carolina Ferraz sempre fica mais linda de cabelo curto. Ela só não contava com a participação de Vera Fischer na reta final da novela e acabou perdendo o Salviano pra personagem da Vera. Difícil duelar com uma deusa…

Além de Malu, Viviane Pasmanter viu Maria João, de Uga Uga, também se tranformar quando Baldoque voltou. Da casca grossa mecânica, Maria passou a usar vestidinhos azuis, floridos, etc. e tal. E o mais engraçado é que assim como o Alaor, o Baldoque era vivido pelo Humberto Martins.

Assim como a Tatiana, de Quatro por Quatro, a Dorothy, de A Indomada, a Léo, de Vereda Tropical e a Elisa, de Amor com amor se paga, a Ana Francisca, de Chocolate com Pimenta, também usava óculos – óculos são sempre usados como recurso para enfeiar alguém na TV; puro preconceito. Depois de anos fora da cidade-natal, Aninha volta linda, rica e ruiva querendo vingança, mas tudo acaba em torta na cara nessa novela, e ela é feliz pra sempre com o Danilo.

Já em América, a Sol atravessa o deserto até chegar aos Estados Unidos para trabalhar como garçonete e dançarina. A pele queimada de sol, a expressão eterna de sofredora e as roupas andrajosas ficam pra trás e Sol muda da água pro vinho, com direito a maquiagem cintilante e modelitos curtinhos, justinhos, brilhosinhos…

Tão brilhosinhos quanto os ternos do Foguinho, de Cobras & Lagartos. Ao se apossar de uma herança que não foi deixada para ele, a personagem interpretada por Lázaro Ramos virou o perfeito novo rich, comendo profiteroles às pampas e cheio das jóias e brilhos. Ostentação pura que ele justificava com o fato de já ter sido muito humilhado no tempo que era homem-sanduíche na Saara.

Em Paraíso Tropical quem pediu ajuda a uma professora de boas maneiras foi a Bebel, vivida por Camila Pitanga. As roupas, os penteados e a maquiagem melhoraram, mas o vocabulário foi difícil de mudar… Impagável a frase feita – a exemplo de My fair lady – que Bebel repetiu exaustivamente no casamento de Camila e Fred: “Que boa idéia esse casamento primaveril em pleno outono!”.

Vale citar também dois casos de cisnes que viraram patinhos feios! Me refiro a Maria do Carmo, de Rainha da Sucata, que amargou uma fase “sucateeeeeeeeira” no meio da novela; e a Bianca, de Caras & Bocas que em breve largará o ar de patricinha adorável para começar a trabalhar como garçonete do bar do pai – a TREVA!

Finalmente, a transformação que motivou esse texto: a da personagem vivida por Yoná Magalhães em Tieta, Tonha.

Amiga de meninice de Tieta, Tonha casou cedo com Zé Esteves, se tornando madrasta da amiga. Maltratada toda a vida pelo marido avarento, Tonha ganhou de presente de Tieta uma viagem a São Paulo assim que ficou viúva do traste.

Eu não sei de você, mas eu acho essa cena demais. Só Aguinaldo Silva e a equipe dele pra escrever!

As sogras mais terríveis das novelas!

Por Luciana | 29/04/2009, 15h19

Como o dia da sogra foi ontem, vai aqui uma homenagem à sogra de todas as minhas vidas, mãe do homem de todas as minhas vidas. Nem de longe ela é megera como certas sogras de novelas…

A sogra da vez é a implicantíssima Laksmi, de Caminho das Índias. Como se não bastasse implicar com a nora Indira, a sogra interpretada por Laura Cardoso implica também com as mulheres dos netos, com os netos, com a bisneta e com a empregada. Are baba!

Outra sogra inesquecível é a Dona Guiomar, de A viagem. Também feita por Laura Cardoso, no início da novela era a melhor sogra do mundo pro Raul. Mas, infelizmente, Dona Guiomar passou a ser obsediada pelo espírito do Alexandre, que queria se vingar do irmão. Com isso, de sogra do ano ela passou a sogra das trevas, atazanando a vida do genro e incentivando a filha a brigar e até traí-lo…

Já a sogra das minhas mais longínquas recordações é a Dona Marcelina, de Roque Santeiro. Assim como a neta Tânia, ela também não via com bons olhos o “noivado” do genro Sinhozinho Malta com a Viúva Porcina.

Tem algumas sogras que são megeras, mas são divertidas. É o caso da Dona Gema, mãe do Bello, em Perigosas Peruas. Ela ensinava errado para a nora as receitas das comidas favoritas do filho! Mas quando ele quis trocar a Cidinha pela Leda, ela ficou do lado da nora “original”.

Outra engraçadíssima era a Dona Josefa, de O cravo e a rosa. Sogra de Cornélio – o nome já diz – a velhinha fazia o genro escovar a gatinha de estimação dela, mesmo ele sendo alérgico; dava cobertura para as armações dos filhos; e se o Cornélio ousasse timidamente reclamar de algo, ela fazia a maior cara de vítima! Até quando foi raptada Dona Josefa fez da vida dos sequestradores um inferno!

A Ofélia feita por Nicette Bruno em Alma Gêmea também era garantia de diversão! Apesar do genro Osvaldo ser apaixonadíssimo pela esposa, Divina, a sogra arranjava motivos e mais motivos para implicar com ele.

Outra que está atualmente no ar que nem a Laksmi é a Dona Flaviana, de Senhora do Destino. Mesmo com a filha já falecida, ela mora com o genro Giovanni Improtta e os netos. E é claaaaaaro que ela torra a paciência do Dr. Jeová, ironizando o jeito de falar e vestir assim como o namoro com a ninfa-bebê Daniele, que tem idade pra ser neta dele!

Em Por Amor, Branca tinha uma adoração pelo filho mais velho, Marcelo. Mesmo torcendo pela ex-namorada dele, Laura, Branca aceitou Eduarda, a escolhida do filho, pra não criar atritos com ele.

Mas assim, aceitou a Eduarda naquelas, né? Quando o Marcelo voltou da lua-de-mel com a esposa, Branca mandou encher o quarto dos dois de rosas… Mesmo a Eduarda sendo alérgica!

E teve também a Violetinha, de Três irmãs, que além de acusar pela morte do filho, abriu inquérito contra a nora. Como a nora em questão era uma das três irmãs mocinhas da novela, não pegou nada pra ela e no final a Violetinha acabou caindo penhasco abaixo!

Ai ai, as sogras…

Seu Nonô Correa fazendo Caras & Bocas

Por Luciana | 19/04/2009, 14h14

Quinta-feira passada houve uma explosão em uma mina em Caras & Bocas.

No dia seguinte, eu de bobeira no sofá, a secretária aqui de casa surge na sala e:

- Ei, Luciana, tu vistes a novela das sete ontem?
- Algumas partes…
- Vistes a explosão que teve?
- Ah, sim…
- O seu Nonô Correa vai morrer?

Um minuto de silêncio pra minha cara olhando pra ela.

Depois de responder que ele ia morrer sim e dela ter feito uma cara triste pela morte dele, eu fiquei lembrando que talvez Amor com amor se paga, a novela do “seu Nonô Correa”, tenha sido a primeira que eu vi com o Ary Fontoura – e vi na companhia de minha interlocutora, que já trabalha em minha casa há quase 30 anos.

De 1984 pra cá, Ary Foutoura já fez tantos e tantos trabalhos… O prefeito de Asa Branca, em Roque Santeiro; terníssimo Romeu, de Hipertensão – que afinal era o pai verdadeiro da Carina -; os igualmente malucos Nero, de Bebê a bordo, e Artur da Tapitanga, de Tieta; o atrapalhado médium Seu Tibério, da melhor-novela-do-mundo A viagem; o deputado Pitágoras, que de tão bom apareceu em A indomada e em Porto dos Milagres; o “meninão” Ludovico, de Chocolate com pimenta; um outro Romeu, dessa vez às voltas com uma Julieta querida, vivida por Nicette Bruno, em Sete Pecados; e o rouba-cenas Silveirinha, de A favorita, que chegou até a ser cotado como o possível assassino de Marcelo Fontini, mesmo o autor dizendo desde sempre que só podia ser Flora ou Donatela…

Mesmo com toda essa galeria de sucessos – e olha que aí estão listados só os personagens de novelas que eu vi e me lembro de 1984 em diante – ela foi lembrar justamente do “seu Nonô Correa”!

Eu só posso acreditar que esse é um daqueles casos de personagens inesquecíveis – é que nem a Jô Penteado pra mim: logo depois de A gata comeu, Christiane Torloni fez a Fernanda, do remake de Selva de Pedra, e, apesar dela não ser a mocinha, era por ela que eu torcia, por conta da Jô – até porque, convenhamos, a Fernanda vivida por Christiane Torloni dava de dez a zero na insossa Simone, de Fernanda Torres! Até mesmo depois da Diná, de A viagem, a lembrança da Jô ainda é a mais forte, acho que por ter sido a primeira.

E o melhor é que daqui a pouco, quando minha secretária voltar do final de semana na casa do namorado, poderei contar o que o André pertinentemente observou: o corpo do “seu Nonô Correa” foi dado como desaparecido, logo, ele pode não ter morrido de fato…

PS – Ainda falando sobre Caras & Bocas: incrível a semelhança entre a ex-paquita Thalita Ribeiro (a atriz que viveu a Dafne jovem) e a Flávia Alessandra, que interpreta a personagem na fase adulta. Além da semelhança, a Thalita trabalhou muito bem, pena que foi só no primeiro capítulo a participação.

A nova Perpétua

Por Luciana | 17/04/2009, 16h16

Se hoje Aguinaldo Silva fizesse um remake de Tieta, eu sugeriria Cássia Kiss para o papel de Perpétua.

Afina, a Mariana vivida pela atriz em Paraíso, de Benedito Ruy Barbosa, é quase uma irmã gêmea da personagem criada por Jorge Amado, adaptada por Aguinaldo Silva e inesquecivelmente interpretada por Joana Fomm.

Assim como Perpétua achava o filho Ricardo um santo e desejava fervorosamente que ele se tornasse padre, Mariana acredita piamente que a filha Maria Rita é uma santinha que se tornará freira.

Ao invés do coque de Perpétua, Cássia Kiss usa um cabelão solto de beata a pregar pra lá e pra cá contra o filho do diabo, Zeca.

Não seria sacrifício para Aguinaldo escalar Cássia para um possível remake de Tieta já que eles são velhos conhecidos.

Quem não se lembra da reprimida (e depois liberada) Dona Lulu, de Roque Santeiro; ou da bibliotecária Ilka Tibiriçá que era louca pra casar em Fera Ferida; ou ainda da maquiavélica Adma, de Porto dos Milagres?

Lembro ainda que em Fera Ferida Cássia e Joana eram irmãs – será que é por isso que estou achando as duas tão parecidas ao ver Paraíso?

Personagens com nomes esquisitos!

Por Luciana | 15/04/2009, 16h16

A novela Três Irmãs acabou na semana passada e com ela se foi uma das personagens que mais arrancou risadas do André e da minha mãe por conta do nome: Gilda Sueli – vivida pela Bianca Byington.

Mas os amantes dos nomes esquisitos em novelas podem ficar tranquilos que Gilda Sueli foi sucedida por alguém a altura em Caras & Bocas: o Pelópidas, de Marcos Breda!

Aí ficamos pensando, André e eu, nos nomes mais esdrúxulos que já passaram pelas novelas que vimos.

Lembramos dos filhos do Gaspar, de Top Model – aqueles que tinham nomes de celebridades: Jane Fonda, Elvis Presley, Ringo Starr, John Lennon; e dos nomes igualmente célebres dos filhos de Carmen Maura, em Vamp: Scarlett, Sigmund…

Lembramos das personagens de Jorge Amado que saíram dos livros e ganharam vida na televisão como Osnar, Carmosina, Ascânio e Amintas, de Tieta. Também tinha o Gladstone, vivido pelo Paulo José, mas esse foi invenção do Aguinaldo Silva…

Aguinaldo também se inspirou em contos de Lima Barreto e deles fez Fera Ferida, de onde conhecemos o Professor Praxedes, por exemplo.

Outro professor, o Astromar, vivia em Asa Branca, a mesma cidade da viúva Porcina, de Roque Santeiro.

Tem a cigana Dara, o libanês Rachid, a mulçumana Latifa, o frouxo Raj (tá, ele é o queridinho do momento, mas eu acho ele frouxo por não ficar com a Duda!) – esses são, digamos, temáticos.

Quem adora um nome diferente é o Miguel Falabella! Em A lua me disse tinha a Ademilde, a Sulanca, a Zelândia; já em Negócio da China teve a Semíramis, a Maralanis…

Cassiano Gabus Mendes homenageou Lima Duarte em Ti ti ti, nomeando um dos protagonistas de Ariclenes – pra quem não sabe, esse é o nome verdadeiro de Lima Duarte. O Ariclenes da novela foi vivido por Luiz Gustavo, mas todo mundo lembra dele como Vítor Valentim!

Voltando ao Aguinaldo Silva, tem a Crescilda de Senhora de Destino. Na mesma novela tem o Políbio que bem podia ser primo do Porfírio, de Meu bem, meu mal, novela de Cassiano…

Ainda falando em Cassiano Gabus Mendes, Que rei sou eu? contou com uma profusa lista de nomes estranhos: Pichot, Szmirá, Corcoran e… RAVENGAR! Nunca mais veremos ninguém com esse nome por aí, leitor.

Em Pecado Capital tem uma história que gosto muito: na 1ª versão, o nome da irmã da Lucinha era Emilene – Emilinha e Marlene (as duas maiores rivais da Era do Rádio), cantoras das quais os pais das meninas eram fãs; na 2ª versão, anos e anos depois, o nome mudou para Clarelis – Clara e Elis. A Emilene foi da Elisângela e a Clarelis da Leandra Leal.

Outros nomes que vieram de um livro foram os do frei Maltus e do ator Aramel, da minissérie Hilda Furacão.

Da turma de Benedito Ruy Barbosa tem o Deocleciano, de Renascer, e o Boanerges, de Cabocla.

Já Sílvio de Abreu criou a incrível Fedora, de Sassaricando, e o engraçadíssimo e gaguíssimo Fladson, de Belíssima.

Em Uga Uga tinha a Bionda e a Dona Pierina, mas é de Bebê a bordo o nome mais bacana que o Carlos Lombardi já colocou em uma personagem: Raio de Luar, mais conhecida como Raio!

Tão fofamente inspirado na hipongagem como a Raio era o Shiva Lênin, de A favorita.

Você lembra de alguém mais, leitor? Apelido não vale, até porque, ficarei devendo um texto só sobre apelidos… ;)

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