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	<title>Próximos Capítulos &#187; negócio da china</title>
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	<description>Porque nós adoramos novelas!</description>
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		<title>Tititi</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 02:13:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Na boa, não vejo a hora de <strong>Tempos Modernos</strong> acabar. Primeiro, porque a novela é mais perdida que <strong>Bang Bang</strong>, <strong>Negócio da China</strong> e <strong>Sonho Meu</strong>  juntas. Segundo, porque quando ela acabar vai começar o remake de <strong>Tititi</strong>!</p>
<p>Vi Tititi primeiro aos seis anos, em 1985, e depois no Vale a pena ver de novo, em 1988, aos nove anos. Como tenho uma memória de elefante, ainda lembro de alguns detalhes da trama de Cassiano Gabus Mendes pras 19h &#8211; adoro novelas de 19h!</p>
<p>Bem, quando soube do remake minha primeira reação foi contrária porque guardo boas recordações da novela e não queria que uma nova produção pudesse acabar com isso.</p>
<p>A escolha de Murilo Benício para o papel de Ariclenes/Victor Valentim veio aguçar ainda mais essa rejeição. Fiquei inconformada, não acho que ele se encaixe no papel. Já li que ele mesmo está apavorado em interpretar um costureiro espanhol&#8230; Mas minha mãe e o André acham que ele tem tudo pra fazer um ótimo trabalho, baseados nos cacoetes mil que o Benício já apresentou em <strong>Fera Ferida, Vira-Lata, Pé na Jaca</strong>&#8230; Enfim.</p>
<p>Já a escolha de Alexandre Borges pra fazer André Spina/Jacques Leclair pra mim foi perfeita &#8211; ainda mais quando soube que fará par com a Cláudia Raia, que ficou com a Jacqueline de Sandra Bréa. Os dois já provaram que funcionam muito bem como casal, vide <strong>Engraçadinha, As Filhas da Mãe, Belíssima</strong>&#8230;</p>
<p>Lembrando com o André das velhinhas da trama &#8211; Yara Côrtes e Natália  Timberg &#8211; ficamos projetando quem poderia fazer os papéis de tia e mãe de André Spina, respectivamente. Ficamos em um nome só, o de Nicette Bruno e foi uma grata surpresa saber que ela ficará mesmo com o papel de Júlia! Já Cecília, a tia que faz vestidinhos de boneca e que Ari transforma em vestidos de alta costura, será interpretada pela não menos talentosa Regina Braga.</p>
<p>Alta costura essa que ficará pra trás no remake conduzido por Maria Adelaide Amaral. Ao invés da trama se passar em São Paulo, Belo Horizonte &#8211; e sua moda em ebulição no cenário nacional &#8211; servirá de palco pra novela.</p>
<p>As modas que Tititi lançou em 1985 não se restringiram apenas ao vestuário. A exemplo do perfume de <strong>Vereda Tropical</strong>, lançado um ano antes, o batom Boka Loka inventado por Victor Valentim pintou e bordou na boca das mulheres do Brasil inteiro. Lembro da minha mãe passando e meu pai fazendo de conta que a beijava só por causa do batom &#8211; porque era isso que falavam na novela: que ao passar o Boka Loka você atraía o desejo dos homens em te beijar! E eu acreditava piamente na encenação dos meus pais!</p>
<p>Tinha também as argolas usadas pela Gabriela de Myrian Rios. Elas tinham um lacinho colorido que mudava de acordo com a roupa que a personagem estava usando. Agora quem interpretará a Gabi será outra Rios: a Mariana, vinda de Malhação.</p>
<p>Além de Tititi, Maria Adelaide Amaral trabalhará com elementos de outras novelas de Cassiano Gabus Mendes. A trama principal de <strong>Plumas &amp; Paetês</strong> será aproveitada e participações especiais como a de Rafaela, de Marília Pêra em <strong>Brega &amp; Chique</strong>, e Mário Fofoca, de Luiz Gustavo (que foi o Ari da primeira Tititi), de <strong>Elas por Elas</strong> &#8211; que é uma novela que merece um remake até mais que Tititi, por ser mais antiga.</p>
<p>Pra encabeçar a história de Plumas &amp; Paetês virá nada mais nada menos que a melhor: Christiane Torloni. Pela terceira vez, Torloni interpretará uma personagem de Eva Wilma em remakes. Por coincidência, ambas as novelas são as minhas preferidas de todos os tempos e tão bem sucedidas que por duas vezes foram exibidas no Vale a pena ver de novo: <strong>A Gata Comeu</strong> e <strong>A Viagem</strong>.</p>
<p>Fora as participações já citadas, de Marília Pêra e Luiz Gustavo, algumas figurinhas da primeira versão da novela voltarão em outros papéis &#8211; como já aconteceu em outros remakes da vida. Infelizmente, Cássio Gabus Mendes não fará parte dessa lista, pois já está escalado para a novela de Gilberto Braga que ficará no lugar de <strong>Passione</strong>, no horário nobre &#8211; e novela das oito é novela das oito, difícil de recusar.</p>
<p>Mas Malu Mader, que antes era Walkíria e fazia par com Cássio, vai participar da novela. Ela fará Suzana, personagem de Marieta Severo, que era mãe de Luti (personagem de Cássio) e ex-mulher de Ari.</p>
<p>Luti e Wal eram o Romeu &amp; Julieta moderninho sensação da novela. Filhos dos arquiinimigos Ari e André, eles até encenaram a cena do envenenamento dos amantes de Verona pra convencer os pais a deixarem que ficassem juntos.</p>
<p>O romance dos dois era embalado por Troca-troca, canção dos Fevers e uma das poucas músicas que lembro da trilha sonora da novela. Tititi, a música de abertura inesquecivelmente cantada pelo grupo Metrô e que tem que ser regravada pra tocar de novo nesse remake, e A vida é dura, dos Demônios da garoa com participação de Benito di Paula, que tocava todas as vezes que Ari aprontava das suas, completam a pequena lista que minha memória recorda.</p>
<p>E você, leitor, do que lembra?</p>
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		<title>Personagens com nomes esquisitos!</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 19:16:22 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A novela <strong>Três Irmãs</strong> acabou na semana passada e com ela se foi uma das personagens que mais arrancou risadas do André e da minha mãe por conta do nome: Gilda Sueli &#8211; vivida pela Bianca Byington.</p>
<p>Mas os amantes dos nomes esquisitos em novelas podem ficar tranquilos que Gilda Sueli foi sucedida por alguém a altura em <strong>Caras &amp; Bocas</strong>: o Pelópidas, de Marcos Breda! </p>
<p>Aí ficamos pensando, André e eu, nos nomes mais esdrúxulos que já passaram pelas novelas que vimos. </p>
<p>Lembramos dos filhos do Gaspar, de <strong>Top Model</strong> &#8211; aqueles que tinham nomes de celebridades: Jane Fonda, Elvis Presley, Ringo Starr, John Lennon; e dos nomes igualmente célebres dos filhos de Carmen Maura, em <strong>Vamp</strong>: Scarlett, Sigmund&#8230;</p>
<p>Lembramos das personagens de Jorge Amado que saíram dos livros e ganharam vida na televisão como Osnar, Carmosina, Ascânio e Amintas, de <strong>Tieta</strong>. Também tinha o Gladstone, vivido pelo Paulo José, mas esse foi invenção do Aguinaldo Silva&#8230; </p>
<p>Aguinaldo também se inspirou em contos de Lima Barreto e deles fez <strong>Fera Ferida</strong>, de onde conhecemos o Professor Praxedes, por exemplo.</p>
<p>Outro professor, o Astromar, vivia em Asa Branca, a mesma cidade da viúva Porcina, de <strong>Roque Santeiro</strong>. </p>
<p>Tem a cigana Dara, o libanês Rachid, a mulçumana Latifa, o frouxo Raj (tá, ele é o queridinho do momento, mas eu acho ele frouxo por não ficar com a Duda!) &#8211; esses são, digamos, temáticos. </p>
<p>Quem adora um nome diferente é o Miguel Falabella! Em <strong>A lua me disse</strong> tinha a Ademilde, a Sulanca, a Zelândia; já em <strong>Negócio da China</strong> teve a Semíramis, a Maralanis&#8230;</p>
<p>Cassiano Gabus Mendes homenageou Lima Duarte em <strong>Ti ti ti</strong>, nomeando um dos protagonistas de Ariclenes &#8211; pra quem não sabe, esse é o nome verdadeiro de Lima Duarte. O Ariclenes da novela foi vivido por Luiz Gustavo, mas todo mundo lembra dele como Vítor Valentim!</p>
<p>Voltando ao Aguinaldo Silva, tem a Crescilda de <strong>Senhora de Destino</strong>. Na mesma novela tem o Políbio que bem podia ser primo do Porfírio, de <strong>Meu bem, meu mal</strong>, novela de Cassiano&#8230;</p>
<p>Ainda falando em Cassiano Gabus Mendes, <strong>Que rei sou eu?</strong> contou com uma profusa lista de nomes estranhos: Pichot, Szmirá, Corcoran e&#8230; RAVENGAR! Nunca mais veremos ninguém com esse nome por aí, leitor.</p>
<p>Em <strong>Pecado Capital</strong> tem uma história que gosto muito: na 1ª versão, o nome da irmã da Lucinha era Emilene &#8211; Emilinha e Marlene (as duas maiores rivais da Era do Rádio), cantoras das quais os pais das meninas eram fãs; na 2ª versão, anos e anos depois, o nome mudou para Clarelis &#8211; Clara e Elis. A Emilene foi da Elisângela e a Clarelis da Leandra Leal. </p>
<p>Outros nomes que vieram de um livro foram os do frei Maltus e do ator Aramel, da minissérie <strong>Hilda Furacão</strong>. </p>
<p>Da turma de Benedito Ruy Barbosa tem o Deocleciano, de <strong>Renascer</strong>, e o Boanerges, de <strong>Cabocla</strong>. </p>
<p>Já Sílvio de Abreu criou a incrível Fedora, de <strong>Sassaricando</strong>, e o engraçadíssimo e gaguíssimo Fladson, de <strong>Belíssima</strong>.</p>
<p>Em <strong>Uga Uga</strong> tinha a Bionda e a Dona Pierina, mas é de <strong>Bebê a bordo</strong> o nome mais bacana que o Carlos Lombardi já colocou em uma personagem: Raio de Luar, mais conhecida como Raio!</p>
<p>Tão fofamente inspirado na hipongagem como a Raio era o Shiva Lênin, de <strong>A favorita</strong>. </p>
<p>Você lembra de alguém mais, leitor? Apelido não vale, até porque, ficarei devendo um texto só sobre apelidos&#8230; <img src='http://dialetica.org/proximoscapitulos/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  </p>
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		<title>O Rei das aberturas de novelas</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 19:08:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias, a Luciana citou Roupa Nova, atribuindo a eles o título de &#8220;campeão em trilhas sonoras de novela&#8221;. Fiquei lembrando como, realmente, algumas bandas e artistas atingem destaque ainda maior quando fazem parte da trilha sonora de uma novela.</p>
<p>Mais do que isso, como lembra Nilson Xavier em seu &#8220;Almanaque da Telenovela Brasileira&#8221;: até os anos 60, os cantores não gostavam de ter suas músicas atreladas a essas produções. Havia preconceito, vejam vocês! Só a partir de <b>O Cafona</b>, em 1969, com o sucesso de vendas da trilha, as coisas começaram a mudar.</p>
<p>Nesses últimos 40 anos, outros artistas são marcados por seus trabalhos em novelas. Nilson Xavier contou: Caetano Veloso e Gal Costa já ultrapassaram as cinquenta músicas em trilhas sonoras. Além do Roupa Nova, Simone, Fafá de Belém, Maria Bethânia, Marina Lima, Rita Lee, Fábio Jr., Milton Nascimento , Djavan e  Lulu Santos também são recorrentes.</p>
<p>Sem falar em Ana Carolina e Adriana Calcanhoto, que nos últimos anos repetiram o mesmo fenômeno de Guilherme Arantes nos anos 70 e 80, emplacando vários hits. </p>
<p>Seria insanidade contar quantas vezes cada artista aparece nos discos e CDs nacionais e derivados. Mas se contarmos apenas as aberturas de novelas, você saberia dizer quem é o intérprete que mais aparece?</p>
<p align="center"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=FkuflcS5fPw" target="_blank"><img src="http://dialetica.org/proximoscapitulos/files/2009/04/ney_clipe1.jpg" border="0" /></a><br /><i>Sempre que lembro de Ney Matogrosso, vem à memória esse&#8230; Mmmhhh&#8230; Ousado clipe do Fantástico.</i></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=qybt6hARr18" target="_blank"><img src="http://dialetica.org/proximoscapitulos/files/2009/04/ney_coquetel.jpg" border="0" align="right" /></a>Desde 1977, Ney Matogrosso apareceu cantando <a href="http://www.youtube.com/watch?v=v1NP3AcytO4" target="_blank">&#8220;Bandido Corazon&#8221;</a> na abertura de <b>Coquetel de Amor</b> &#8211; novela metalinguística de <b>Espelho Mágico</b>, foram oito aberturas na voz de Ney Matogrosso. Uma a mais em relação a Rita Lee, com Gal Costa completando o pódio. </p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DzLBKoJqyrg" target="_blank"><img src="http://dialetica.org/proximoscapitulos/files/2009/04/ney_pecado.jpg" border="0" align="left" /></a>O auge da carreira do ex-líder do Secos e Molhados coincidiu com sua presença em cinco aberturas entre o final dos anos 70 e o começo dos 80. Mais: a música &#8220;Não Existe Pecado ao Sul do Equador&#8221; (Chico Buarque), de <b>Pecado Rasgado</b> (1978) é a mesma que aparece na abertura de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=CCo28EtTPY4" target="_blank">Dona Anja</a>, exibida pelo SBT em 1997. Com dois adendos: a mais nova tinha ritmo de mambo, além do verso &#8220;vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor&#8221;, evidentemente proibido pela censura na versão anterior.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=50IhKLc5cWc" target="_blank"><img src="http://dialetica.org/proximoscapitulos/files/2009/04/ney_jogodavida.jpg" border="0" align="left" /></a><a href="http://www.youtube.com/watch?v=C-cwomyU0AQ" target="_blank"><img src="http://dialetica.org/proximoscapitulos/files/2009/04/ney_vereda.jpg" border="0" align="right" /></a>Dessa fase, as duas que me recordo com maior facilidade são as de duas comédias das sete: <b>Jogo da Vida</b> (1981), onde cantava &#8220;Vida vida que mais te quero ainda / linda vida que mais te faço linda&#8221;, e <b>Vereda Tropical</b> (1984), cujo tema de abertura era cantado em espanhol.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=j1DRVSulKJ4" target="_blank"><img src="http://dialetica.org/proximoscapitulos/files/2009/04/ney_paraiso.jpg" border="0" align="right" /></a>A primeira versão de <b>Paraíso</b>, de 1982, também tinha Ney Matogrosso na abertura. Promessas Demais, em uma canção assinada por Moraes Moreira, Zeca Barreto e o poeta Paulo Leminski. Depois dessas, ele demorou algum tempo para voltar a uma abertura da Globo. </p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=56RQJBNGb84" target="_blank"><img src="http://dialetica.org/proximoscapitulos/files/2009/04/ney_kubanacan.jpg" border="0" align="left" /></a><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Zlf0eEkefaA" target="_blank"><img src="http://dialetica.org/proximoscapitulos/files/2009/04/ney_china.jpg" border="0" align="right" /></a>Foi em 2003, com <b>Kubanacan</b> &#8211; a propósito, por razões misteriosas, a música-tema escreve-se &#8220;Coubanakan&#8221;. A oitava vez foi em <b>Negócio da China</b> (2008), onde o cantor aparece no primeiro capítulo cantando &#8220;Lig-Lig-Lig-Lé&#8221; em Macau, enquanto o mocinho briga com meio mundo no cassino &#8211; cenas que se repetiram em toda a abertura.</p>
<p align="center"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=KaCcv6TSZCY" target="_blank"><img src="http://dialetica.org/proximoscapitulos/files/2009/04/ney_clipe2.jpg" border="0" /></a><br /><i>Chinês come somente uma vez por mês!</i></p>
<p>Ah sim, voltando ao Roupa Nova: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u543463.shtml" target="_blank">esta reportagem da Folha</a> relembra que o grupo é recordista em temas de novelas entre os anos 80 e 90, repercutindo em sua aceitação popular. &#8220;Artista que diz que não faz trabalho direcionado para o público é mentiroso. Se não é para o público, vai fazer para quem? Então, é melhor nem gravar&#8221;, diz Ricardo Feghali, tecladista e vocalista da banda. O mesmo se aplica às novelas, não?</p>
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		<title>Guloseimas das novelas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 17:30:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Prometi à Lu, do Guloseima, que faria um texto sobre os acepipes das novelas, afinal, assim como nós, as personagens também cozinham e comem&#8230; Por questões literário-sentimentais, a primeira lembrança que me veio à cabeça foi a de Gabriela, cozinhando e encantando Nacib (e todos os clientes do Vesúvio) com os quitutes baianos: acarajé, vatapá, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prometi à Lu, do <a href="http://guloseima.net">Guloseima</a>, que faria um texto sobre os acepipes das novelas, afinal, assim como nós, as personagens também cozinham e comem&#8230;</p>
<p>Por questões literário-sentimentais, a primeira lembrança que me veio à cabeça foi a de <strong>Gabriela</strong>, cozinhando e encantando Nacib (e todos os clientes do Vesúvio) com os quitutes baianos: acarajé, vatapá, moqueca&#8230; Sem contar que ela própria, Gabriela, era feita de cravo e canela.</p>
<p>Quando uma novela conta com um bar, restaurante, lanchonete, padaria ou buffet, pode ter certeza que todos os personagens só irão até esse estabelecimento, como se ele fosse o único de toda São Paulo, de todo Rio de Janeiro; como se fosse, enfim, o <em>point</em> do momento.</p>
<p>E esses estabelecimentos são muitos: o buffet <strong>Marrom Glacê</strong>, de Madame Clô; a rede de cantinas da Mamma Vitória; a creperia Chez Silvie, de <strong>Vamp</strong>; o Pão Português, de <strong>Negócio da China</strong>; o restaurante grego Tebas, de <strong>Belíssima</strong>; o Monsieur Vatel, de <strong>Senhora do Destino</strong>; a cantina La Tavola de Michele, de Bina, em <strong>Vereda Tropical</strong>; o Castelo de São Jorge, de <strong>Duas Caras</strong>, o Bar da Dona Jura, em <strong>O Clone</strong>; o Frigideira, de <strong>Paraíso Tropical</strong>; o Pão com Linguiça, de <strong>A Favorita</strong>; a rede de padarias de Auxi e Alce, em <strong>Quatro por Quatro</strong>; o restaurante da livraria Dom Casmurro, de <strong>Laços de Família</strong>; a lanchonete Mingau, onde Virgínia foi trabalhar em <strong>Ciranda de Pedra</strong>; o bar Flor do Douro, de <strong>Sabor da Paixão</strong>; o restaurante de Vitório, em <strong>Alma Gêmea</strong>; a empresa de catering Paladar, de Raquel Acioli em <strong>Vale Tudo</strong>.</p>
<p>Muitos desses lugares tinham especialidades, como o famoso pastel da Dona Jura; o sanduíche natural que Raquel vendia pela praia de <strong>Vale Tudo</strong>; o bacalhau do Bernadinho do Castelo de São Jorge, que ficava na Portelinha; o bolinho de bacalhau do Flor do Douro; as saladinhas da Dom Casmurro; a galinha feita por Esmeralda, em <strong>Coração de Estudante</strong>&#8230;</p>
<p>E o que dizer dos títulos de novela sugestivos como <strong>Pão pão, Beijo Beijo</strong>, <strong>Chocolate com Pimenta</strong> e <strong>Sabor da Paixão</strong>?</p>
<p>Mais sugestivos ainda eram os pratos afrodisíacos preparados pela bibliotecária Ilka Tibiriçá para o seu Ataliba Timbó com quem &#8220;só casando&#8221; ela iria ficar em <strong>Fera Ferida</strong>&#8230;</p>
<p>Também teve muita gente que ganhou a vida em novela fazendo quentinha, como a ex-milionária Rafaela, de <strong>Brega &amp; Chique</strong>; sendo garçom, como o conde de Parma fajuto, de <strong>A Gata Comeu</strong>; produzindo queijos como o Petruchio, de <strong>O Cravo e a Rosa</strong>; fazendo bolos e tortas como na Deli de Hilda, de <strong>Mulheres Apaixonadas</strong> ou como a Clarisse, de <strong>Sete Pecados</strong>; preparando tapioca na rua, como a Preta, de <strong>Da Cor do Pecado</strong>.</p>
<p>Outros, já com a vida ganha, só quiseram desfrutar de profiteroles, como o Foguinho, de <strong>Cobras &amp; Lagartos</strong>; ficar sarados como os filhos da Mamuska, ao tomar a sopa fortificante que ela preparava; se deliciar com o leitão a pururuca de Dona Purezinha, de <strong>Desejo Proibido</strong>; e até mesmo, num clima divertidamente mórbido, beber sangue congelado, como os vampiros de <strong>Vamp</strong>.</p>
<p>Tem determinadas cenas envolvendo comidas que eu preciso lembrar aqui: a mais do que comentada cena do puro desperdício onde Paulo Autran e Fernanda Montenegro jogam o café da manhã inteiro um na cara do outro &#8211; depois o povo não entende os motivos do Paulo Autran ter raramente topado fazer TV; a italiana Leonora dando alcachofra no jantar dos patrões brasileiros e a surpresa que eles tiveram ao ver aquela &#8220;flor&#8221; para ser comida com as mãos, ali, dentro do prato deles; e a homenagem à Miriam Pires, que faleceu durante as gravações de <strong>Senhora do Destino</strong>, onde o livro <em>A cozinha de Dona Clementina</em> foi lançado.</p>
<p>Como o texto começa citando motivos literário-sentimentais, assim ele terminará: com a lembrança de <strong>Dona Flor e seus Dois Maridos</strong> &#8211; que não foi novela, foi minissérie, eu sei &#8211; e da escola de culinária dela, a Sabor &amp; Arte, com a qual Vadinho fazia o trocadilho mais deliciosamente canalha que consigo lembrar agora: &#8211; Flor, quero saborear-te.</p>
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		<title>Qual a pior novela das seis que você já viu?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 21:08:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marmota</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Das seis]]></category>
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		<category><![CDATA[Novelas de época]]></category>
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		<description><![CDATA[É injusto pensar que a ousadia não funciona em novelas. E que a fórmula manjada &#8220;novelinha de época ou rural água-com-açúcar&#8221; seja a única que funciona no horário das 18 horas. E que Negócio da China, que interrompeu a sequência época-rural (vinda desde 2005 ao fim de Como uma Onda) teria melhor sorte se fosse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É injusto pensar que a ousadia não funciona em novelas. E que a fórmula manjada &#8220;novelinha de época ou rural água-com-açúcar&#8221; seja a única que funciona no horário das 18 horas. E que <b>Negócio da China</b>, que interrompeu a sequência época-rural (vinda desde 2005 ao fim de <b>Como uma Onda</b>) teria melhor sorte se fosse programada às 19 horas (como previsto, diga-se), onde só funcionam &#8220;novelinhas jovens e bem humoradas&#8221;.</p>
<p>Pois eu conheço ao menos uma pessoa que não deve ter perdido o desfecho da trama nesta sexta-feira 13 (talvez isso explique alguma coisa), aplaudindo a trama de Miguel Falabella &#8211; se bem que, de tão apaixonada pelo moço, é capaz até de contemplar aquela maluquice do <b>Toma Lá Dá Cá</b>. Mas enfim. A verdade é que também considero injusto o &#8220;lig-lig-lig-lé&#8221; acabar carregando consigo o rótulo de &#8220;peor audiência do horário ever&#8221;.</p>
<p>O que, convenhamos, não desqualifica uma história. Antes, uma das detentoras do título foi <b>Sabor da Paixão</b>, de Ana Maria Moretzsohn, repleta de críticas e encurtada para não dar mais prejuízo. Novela que, para a mentora intelectual deste blog, era muito boa &#8211; especialmente as tramas paralelas.</p>
<p>&#8220;Tinha uma do Claudio Lins e da Vanessa Loes, que não podiam ter filhos. Então adotavam uma menina &#8211; só que ela topou para salvar o casamento, pois estavam em crise. E ele estava envolvido com outra moça&#8230; Quando ele finalmente sai de casa ameaçando levar a menina, ela percebeu que não conseguia viver sem a menina, e disse que a filha dela ficava! Ela realmente se apegou a menina, isso fez com que ele se apaixonasse outra vez por ela e largasse a namorada! A menina era negra, e a Vanessa branquíssima&#8230; O povo olhava e ela criava o maior barraco, defendia a menina&#8230;&#8221;, lembra <a href="http://dialetica.org/agridoce" target="_blank">Luciana</a>.</p>
<p>&#8220;Tinha outra histéria legal: o Lima Duarte morre e a Cassia Kiss fica viúva. Ela acaba casando com o veterano garçom do restaurante da família, que era o Pedro Paulo Rangel. Mas antes de casar ela descobre que ele não sabe ler! Ele sempre dava desculpa da vista, e já sabia o cardapio de cor! Quando ela descobre, ela o ensina a ler!<br />
Muito bonito!&#8221;, conclui.</p>
<p>Outras produções também esbarraram em questões externas, como horário de verão, final de ano, eventos esportivos ou concorrência &#8211; como <b>Salomé</b>, em 1991, uma história muito bacana mas ofuscada pelo fenômeno Aqui Agora, do SBT. Teve ainda <b>Eterna Magia</b>, cuja surpresa não estava na ambientação (mais uma de época) mas nas bruxas e afluentes (até Paulo Coelho entrou na roda). O ambiente soturno, que sustentava a trama inicial, não caiu no gosto popular. Mas no fim, para a Luciana, a história se salvou &#8211; muito graças às atuações de Thiago Rodrigues, Osmar Prado e Irene Ravache.</p>
<p>Enfim, não entrávamos em consenso a respeito de histórias ruins para o horário. Mesmo fazendo parte da formulinha de sempre, adoramos <b>Esplendor</b> e <b>Vida Nova</b>, por exemplo. &#8220;Não gostei de <b>O Sexo dos Anjos</b>, <b>Sonho Meu</b> e <b>Anjo de Mim</b>&#8220;, disse. Três injustiças, no meu ponto de vista. A primeira, confesso, não lembro bem (então não conta). A segunda era divertida, e aproveitou o carisma do casal de <b>Renascer</b>. Já a terceira é uma daquelas que, se voltasse no &#8220;Vale a Pena Ver de Novo&#8221;, cairia no gosto do povo. Podíamos meter o pau em <b>Estrela-Guia</b>, da Sandy. Mas como era a Sandy (e a novela foi curtinha), é desnecessário.</p>
<p>Finalmente, encontramos algumas bombas em comum, suficientes para um pódio respeitável. Para respaldar nossas escolhas, vou recorrer a uma terceira opinião para reforçar nossas escolhas: os comentários de Nilson Xavier, responsável pela <a href="http://www.teledramaturgia.com.br" target="_blank">maior referência do gênero na web</a>.</p>
<p>É claro que você pode questionar e lembrar de outras buchas. Vamos lá?</p>
<p>Bronze: <a href="http://www.teledramaturgia.com.br" target="_blank">Quem é Você</a></p>
<p>&#8220;Ivani Ribeiro escreveu o argumento dessa novela pouco antes de falecer, em 1995 (o título original era Caminho dos Ventos), e passou para Solange Castro Neves, sua habitual colaboradora. Ela escreveu apenas os 24 primeiros capítulos, e, ao desentender-se com a Globo, deixou a novela nas mãos de Lauro César Muniz, que continuou a trama&#8221;, lembra Nilson Xavier. Ou seja: é a típica novela que está tudo preparado pra dar merda.</p>
<p>&#8220;Era com a Elizabeth Savalla e o filho dela com o Marcelo Picchi. Ele se vestia de mulher, tipo Victor e Victoria. Fazia par com a Mylla Christie. A vilã era a Cassia Kiss. Ela tinha inveja da irmã, o pai delas se nao me engano era o Cuoco e o marido o Capri, acho. Ah, era fraquinha. Nem lembro o enredo. A única coisa bacana era a abertura, com a musica dos mascarados do Chico Buarque&#8221;. Céus, pra Luciana não lembrar de uma novela recente, é porque era ruim pacas.</p>
<p>Prata: <a href="http://www.teledramaturgia.com.br/agora.htm" target="_blank">Agora é que São Elas</a></p>
<p>Eu gosto do Ricardo Linhares. Ao lado do Aguinaldo Silva, participou de grandes sucessos das oito. E sem a Leonor Bassères, colaboradora fiel de Gilberto Braga até seu falecimento em 2004, foi com Linhares que o autor deu vida a inesquecível Bebel, em <b>Paraíso Tropical</b>. Enfim, com toda a franqueza, não há muito o que falar de uma novela cuja trilha sonora internacional foi impedida de ir às lojas, já que a história seria sumariamente interrompida.</p>
<p>&#8220;Cara, o casal principal era Falabella e Vera Fischer. Medo. Ela casada com o Paulo Famoso Quem Gorgulho, e ele ainda casado com a Cala Boca Magda&#8221;, apavora-se Luciana. Realmente, como lembra Nilson Xavier, os protagonistas não combinaram: &#8220;o autor avisou que usaria de realismo fantástico&#8230; Como o acidente na rede de esgoto que levou uma vaca para os ares, e a estranha alergia que deixou o prefeito Juca Tigre literalmente roxo. Mais irreal do que os delírios do autor, porém, é ver Vera Fischer no papel de mulher comum e Miguel Falabella como galã apaixonado&#8221;. Cruzes.</p>
<p>O ouro, com méritos: <a href="http://www.teledramaturgia.com.br/amorar.htm" target="_blank">O Amor Está no Ar</a></p>
<p>Rodrigo Santoro, cuja presença cinematográfica aqui e lá fora o tornou um dos nomes mais respeitados da categoria, poderia facilmente suprimir esta passagem de seu currículo. &#8220;Tinha um lance de ET. A menina era abduzida. Voltava um ano depois e encontrava o namorado pegando a mãe dela. Muito bobo!&#8221;. Não, Lu. Muito bobo não. É muito ruim pacaraio!!!</p>
<p>&#8220;Apesar da boa trama inicial, a novela não cativou o público. Nem mesmo ETs e a discussão sobre existência ou não de vida em outros planetas foi suficiente para manter o telespectador&#8221;. Pô, Nilson! Você deve ser amigo do Alcides Nogueira. Boa trama inicial??? Francamente.</p>
<p>Menção honrosa para <a href="http://www.teledramaturgia.com.br/gente.htm" target="_blank">Gente Fina</a>. Nívea Maria. Hugo Carvana. Lizandra Tande Samuel Souto. Quatro semanas de amor em noites de luar. Um lance com dinheiro. Quem matou Gracindo Júnior. E ninguém lembra de mais nada&#8230; De qualquer forma, não devia ser tão ruim quanto nosso pódio.</p>
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