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Porque nós adoramos novelas!

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Do dia em que encontramos a Jô e o professor na Urca

Por Luciana | 18/03/2009, 16h16

O que fazer no Rio de Janeiro em um domingo ensolarado? Ir à praia ou ir à Urca-visitar-as-locações-de-A-gata-comeu?

Pedi singelamente a segunda opção à Viva e à Luna e fui atendida. Apesar de nem saberem que raios de novela a gente estava falando tanto, as meninas foram de boa com a gente até o bairro onde a Jô e o professor moravam.

E elas foram explicando que a Urca é o bairro mais sossegado e, por isso mesmo, mais cobiçado do Rio de Janeiro, que só tem uma entrada e que essa entrada também é a saída e por isso não tem quase perigo por lá, que o Rei Roberto Carlos mora lá!

Lógico que, na hora, todo o meu amor e o meu carinho por Ipanema, bossa nova, Vinicius & Cia. foi embora e eu entrei em transe por causa da Urca.

E passamos na praça onde os meninos brincavam; passamos na ponte da qual o professor jogou a Jô no mar; passamos talvez pelo prédio onde a Jô morava; passamos pela igreja onde o casal principal se casou; passamos, enfim, pela praia onde a novela termina ao som de Só pra o vento, do Ritchie.

Almoçamos em um bar/restaurante chamado Garota de Ipanema da Urca (hahahahahahaha!), bem de frente para a praia da Urca.

Depois passeamos pelo morro da Urca; vimos o bondinho, mas não subimos; fomos tomar uns sorvetes exóticos na Sorvete Brasil, bem aos pés do Pão de Açúcar; passeamos por lá, mas sem que a novela ficasse tão presente quanto no primeiro momento.

Seguimos pra Ipanema e todo o meu amor e o meu carinho voltou.

Dois dias depois, o sol apareceu outra vez e decidimos ir à praia. Se arruma daqui, se arruma dali, pega o carro. Quando saímos do estacionamento do hotel, a chuva caiu lindamente. Puxa, se a praia tinha miado, para onde iríamos?

Para a Urca, lógico.

Passear mais uma vez pelas ruas tranqüilas, tentar enxergar uma ou outra casa das personagens da novela, fazer fotinhas na igreja do Padre Aurélio.

Contei para o André de um grupo que se formou em 2001, quando A gata comeu foi reprisada pela segunda vez no Vale a pena ver de novo, e que também fez aquele tipo de passeio nostálgico que estávamos fazendo.

O grupo, na época, ficou tentando imaginar quem faria o casal protagonista no caso de um remake: Cláudia Raia e Edson Celulari, Letícia Sabatella e Marcos Palmeira, Viviane Pasmanter e Humberto Martins.

Eu ainda prefiro que reprisem. Um remake hoje não teria a mesma singeleza de A gata comeu – mesmo sabendo que A gata comeu é um remake de A barba azul… Não teria também o charme das locações da Urca – muito provavelmente uma Urca artificial seria construída no Projac…

Se perder em uma ilha deserta não daria mais, afinal, bastaria ligar do celular… Sonambulismo, amnésia, bateu-levou… Telefonemas anônimos… Um cara que se finge de cego, um outro que se finge de conde… Seria difícil trazer isso para os dias de hoje, mas reprisando a gente sempre se teletransporta…

Sem contar que Jô e Fábio pra mim são Christiane Torloni e Nuno Leal Maia. Sempre.

Quer rever novelas velhas? Youtube!

Por Luciana | 12/03/2009, 16h16

Não resisti.

O movimento do André ontem aqui em prol das novelas velhas no Vale a pena ver de novo me pareceu uma boa desculpa para contar que nos últimos meses revi Renascer todinha no Youtube.

Queria rever só algumas cenas, mas, enquanto elas não eram postadas, acabei vendo foi tudo.

Um rapaz de boa alma, de login Renascer93, resolveu postar aquela que para ele é a melhor novela de todos os tempos.

Para mim, é uma das melhores e por isso valeu a pena vê-la de novo no Youtube.

Revi o casamento do Coronelzinho com a Santinha; Sandra e João Pedro dançando em câmera lenta no forró na casa de Jacutinga; a pior cena do mundo que foi o suicídio de Tião Galinha – foi logo depois que o meu pai morreu e tudo que se relacionava à morte naquele momento me chocava demais -; Eliana dizendo que Damião era o Charles Bronson brasileiro – era o que toda mídia falava quando Jackson Antunes surgiu naquela novela -; seu Rachid e dona Yolanda dançando sozinhos pela casa; o casamento (lindo, lindo, lindo) da professorinha Lu.

E, por fim, no fim, revi o reencontro de José Inocêncio e Maria Santa, quando ele morre e ela vem buscá-lo para ficarem finalmente juntos outra vez.

Não tem jeito: adoro reencontros.

Rever uma novela nada mais é do que um reencontro não só com o autor, o diretor, os atores, mas também com os modos e as modas da época e, por que não?, com a gente mesmo.

Fazem a gente lembrar as roupas, os penteados, as gírias até, que usávamos. Lembro sempre que na época de Mulheres de Areia minhas amigas diziam que eu, na época com um cabelão, parecia com a Raquel! Mesmo Raquel e Ruth sendo feitas pela mesmíssima atriz, elas me achavam parecida só com a Raquel, sem explicar muito bem o motivo. Vai ver que era porque se tratava da gêmea má…

Muitas novelas já estão na íntegra – ou pelo menos bem perto disso – no Youtube. A viagem, por exemplo.

Mulheres de Areia também, O Cravo e a Rosa, Por Amor, História de Amor, Cara e Coroa, Anjo Mau.

A comunidade de fãs da Christiane Torloni no Orkut – que também tem um canal no Youtube – está fazendo o possível para postar A Gata Comeu na íntegra também (eu tooooooorço tanto!).

Sempre procuro por Tititi, Vereda Tropical, Vale Tudo, Fera Radical, mas tem muito pouco ainda.

Procuro e adoro também cenas das primeiras versões de novelas que só vi agora: Mulheres de Areia, A Viagem – ambas com Eva Wilma -, Anjo Mau – com Suzana Vieira.

Enfim. André, vá para o Youtube, rapazinho. Está valendo muito mais a pena ultimamente…

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