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Audiência é problema de fuga ou de ruindade?

Por Marmota | 06/02/2010, 20h17

Não estou acompanhando a novela Tempos Modernos – ou seja, sou mais um que contribui para a baixa audiência da trama das sete. Assisti apenas a alguns relances dos primeiros capítulos. Não sei exatamente o porquê, mas não vi tantos defeitos assim na mistura que Bosco Brasil fez de 2001 Uma Odisséia No Espaço (aliás, será que o nome Bom Dia Frankestein, referência ao HAL9000 da novela, assustaria ainda mais o público) e Rei Lear (ou Rei Leal, com Gorette, Regiane e Cornélia “Nelinha” nos papéis de Goneril Regane e Cordélia).

A propósito, espero que seja apenas uma inspiração livre: na peça de Shakespeare, Leal renega seu filho bastardo e acaba rompendo duramente com Nelinha, que morre no final. Aliás, todo mundo morre no final.

Não importa: apesar da discussão bacana sobre o indivíduo que se enclausura numa redoma de segurança predial, todas as críticas que vejo são parecidas com as de Guilherme Werneck na Folha: personagens da galeria falando gírias que são uma brasa, mora, truta (inclusive Jairo Mattos, que com aquela cara de Karl Marx fez todas as adolescentes dos anos 90 esquecerem o galã Tadeu em Barriga de Aluguel); os diálogos infames entre Frank e os condôminos; piadas sem graça e sem timing…

Sem falar na desculpa de sempre: uma ex-BBB no elenco, independente de sua atuação ser boa ou não. Não vai demorar pro Aguinaldo Silva ser escalado para levantar o Ibope.

Enfim, as coisas também não parecem boas para a novela das oito/nove – que poderia se chamar Viver as Páginas das Mulheres da Vida Apaixonadas por Amor. Talvez nessa fase mais intempestiva, com Jorge e Miguel se estapeando por Luciana, Marcos e Bruno se estapeando pela esposa/madrasta Helena, além de Gustavo e Bettina se estapeando pra ver quem trai mais – tudo isso sendo observado com aquela carinha atônita da pequena Rafaela – os números podem até subir.

De qualquer forma, chama a atenção os números compilados pelo jornalista
Daniel Castro, do R7:

Repare que, no caso das sete, Tempos Modernos consegue ser pior que Bang Bang – considerado um dos maiores fracassos da década – ou As Filhas da Mãe, que precisou terminar logo já que ninguém compreendia aquela loucura toda… Ao mesmo tempo, é interessante observar o quanto as novelas globais estão perdendo audiência, ano a ano.

Uma das explicações mais evidentes já foi levantada aqui: as pessoas estão mudando seus hábitos. Passam mais tempo tomando chuva no trânsito, diante do computador mexendo em e-mails e redes sociais, ou mesmo na frente da TV, só que com outras aplicções, tais como videogames, DVDs ou transmissões à cabo.

Mas vejam: apesar dos números, novelas como Caras & Bocas receberam diversos elogios de seus espectadores. Mesmo Caminho das Índias, que teve seus altos e baixos, culminou com um prêmio internacional. De um jeito ou de outro, quando autores acertam a mão, a audiência parece não ser tão importante. Há quem elogie até mesmo Cama de Gato – apesar das três novelas conseguirem ter menos espectadores em relação a Alma Gêmea… Enfim, seria fuga de espectadores? Ruindade mesmo? Ambos?

Uma dúvida de ano novo mais um resumão

Por Luciana | 05/01/2010, 12h29

Será que em 2010 o Raj vai descobrir que tem um filho com a Duda e que a Maya, o Opash & Cia. esconderam isso dele a novela inteira?

Sim, continuo detestando o final hipócrita de Caminho das Índias.

Ainda bem que agora estamos todos vivendo a vida no Leblon, na Barra, em Petrópolis, em Búzios… Lugares bem mais próximos, bem mais bonitos e sem o risco de ficar alguma trama mal resolvida, porque o Manoel Carlos tem mania de deixar pra resolver todas as tramas no último capítulo, mas resolve!

Enfim.

No final das contas, minha novela favorita dessa última temporada está acabando e ela se chama Caras & Bocas. Ágil como um seriado, divertida como toda novela das sete que se preze tem que ser, com alguns vilões que até se arrependem e com várias mocinhas valentes sem muito chororô, bem mais verossímil.

Ontem começou Dalva & Herivelto e essa merece um texto só pra si. Só pra deixar o gostinho, fico com as palavras da autora, a Maria Adelaide Amaral, e digo que “ah, Dalva e Herivelto foram como Courtney e Kurt da Era do Rádio brasileira”. Será?

Semana que vem começa  Tempos Modernos e vamos aos destaques: Thiago Rodrigues fazendo par pela milésima vez com Fernanda Vasconcelos; Grazi do BBB de vilã, junto com o charme que é o Guilherme Weber; Felipe Camargo, voltando às novelas depois da temporada GLORIOSA de Som & Fúria, fazendo par com a Viviane Pasmanter; e, comandando essa massa toda que inclui ainda um robô chamado Frank – meio Transas & Caretas, lembra? -, ele, o NOSSO Antônio Fagundes!

Tá bom 2010 pra você?

PS – Ah é. Tem Cama de Gato. Bem, eu gosto do casalzinho Pedro e Débora e da musiquinha que o Nando Reis canta pra eles. Só.

Alma Gemia: uma sinopse

Por Marmota | 03/09/2009, 16h56

A estréia de Alma Gêmea no Vale a Pena Ver de Novo revela ao menos uma constatação: as novelas de Walcyr Carrasco estão na moda. Neste século, foram dele os grandes sucessos das seis: além desta, Chocolate com Pimenta e O Cravo e a Rosa – todas, não à toa, já reprisadas na hora do almoço. Sem falar que, inquestionavelmente, Caras & Bocas (de Walcyr Carrasco) é o melhor folhetim inédito em exibição na Globo.

Mas enfim. Em busca de informações sobre a história de amor entre Rafael e a índia Serena – reencarnação de Luna, ex-esposa do mocinho e assassinada com um tiro a mando de sua prima interesseira Cristina, muitos visitantes caem neste espaço utilizando uma curiosa combinação de palavras, que provocam até outro sentido: Alma Gemia. Gemia como sendo o pretérito imperfeito do verbo gemer e, evidentemente, sem acento circunflexo.

Sobre os próximos capítulos de Alma Gêmea, vale o mesmo raciocínio de Senhora do Destino: por ter sido exibida entre 2005 e 2006 (ou seja: ontem), é possível encontrar farto material sobre a história na Internet. E essa brincadeira vai continuar, a não ser que a faixa vespertina seja ocupada por novelas mais antigas, da era pré-Web.

Agora, lamento informar que não existe nenhuma novela de nome Alma Gemia. Mas se existisse, sua sinopse poderia ser algo assim.

Em plena década de 70, os irmãos Inácio, Décio e Lucrécio Pinto choram a morte de seu pai, o empresário H. Romeu Pinto, dono da Estrela Prateada, uma próspera fábrica de clipes para papel na pacata cidade de Vale Verde. A viúva e matriarca, Dona Valentina Grande, decide esconder o testamento do marido, com o intuito de promover a igualdade e fraternidade entre seus entes.

Mas a reconstrução da família Grande Pinto é interrompida quando, no tradicional Baile do Repolho, na sede da Associação Agrícola de Vale Verde, Dona Valentina é brutalmente atingida por um rastelo, arremessado do telhado. Um misto de desespero e ambição tomará conta dos irmãos, que alternarão altos e baixos em busca do assassino da mãe e do testamento perdido. As coisas se complicam quando um primo distante, Melo Pinto, retorna da Argentina e se une ao inescrupuloso prefeito, o Conde de Boa Vista, para tomar o controle da fábrica.

O episódio atrai a atenção de quatro descolados: Fred, Dafne, Velma e Salsicha. Atraídos pelo agito e curtição da Festa do Repolho, os garotos e seu cachorro Iscubidu decidem ficar em Vale Verde, em busca de respostas para o crime do rastelo. Gertrudes, a dona do pensionato, receberá não apenas os jovens, mas também figuras estranhas como Felizberto, um senhor que julga ter sido abduzido por extraterrestres. Nem mesmo suas diferenças de comportamento serão capazes de impedir uma linda história de amor.

Os mistérios ficarão ainda mais fortes quando os cidadãos de Vale Verde começarem a ouvir estranhos gemidos, durante à noite, vindos da fábrica Estrela Prateada.

Pronto, agora só falta chamar o Paulo Betti pro papel de delegado – aquele que aparecerá no fim para resolver todos os problemas da trama e ridicularizar os amigos do Iscubidu – e o Hans Donner pra bolar uma identidade visual batuta.

Isa TKM: em pensar que eu via Carrossel…

Por Luciana | 20/07/2009, 11h11

Eu não sei se ele é exatamente o público-alvo de Isa TKM, mas o fato é que o rapazinho de seis anos aqui de casa assiste a novelinha da Nickelodeon todos os dias – tipo, ele não vê Caras & Bocas, ele vê Isa TKM.

Pois bem.

Dia desses, resolvi acompanhar um capítulo com ele. Novelinha vai, novelinha vem, indaguei:

- Esse aí que é o namorado da Isa?

- Não… Eles já se beijaram, mas não são namorados…

- Hum… Mas por que não?

- Ah, porque ele tem medo de magoá-la.

* um minuto de silêncio.

Nessas horas, invariavelmente a gente cai na gargalhada e enche ele de beijos, sem medo de magoá-lo.

Checklist – De Sete Pecados a Caras & Bocas

Por Luciana | 08/07/2009, 23h07

Aproveitando o Checklist das personagens de Caminho das Índias, resolvi fazer o mesmo com a novela que atualmente é a que mais gosto: Caras & Bocas, de Walcyr Carrasco.

A novela anterior feita por Carrasco foi Sete Pecados e, assim como a atual, também passava no horário das sete.

Pra começo de conversa, o primeiro da lista tem que ser o diretor Jorge Fernando, que não veio de Sete Pecados, mas de Alma GêmeaChocolate com Pimenta – também novelas de Walcyr, mas só que de época e das seis.

Agora vamos aos atores!:

Amanda de Azevedo

Ary Fontoura

Carina Porto

Elizabeth Savala

Hilda Rebello

Julia Ruiz

Malvino Salvador

Marcelo Barros

Maria Zilda Bethlem

Rafael Zulu

Renata Castro Barbosa

Ricardo Duque

Sidney Sampaio

Thalma de Freitas

Wagner Santisteban

E mais David Lucas, Fulvio Stefanini, Fernanda Machado, Ana Lúcia Torre e Flávia Alessandra, de Alma Gêmea.

PS – Um comentário sobre a novela: se, em O cravo e a rosa, Catarina e Petruchio se tratavam carinhosamente de “onça” e “grosseirão, agora Dafne e Gabriel também resolveram ser “gentis” um com o outro em Caras & Bocas – enquanto ela é “dondoca”, ele é o “tosco”. Ah, as fórmulas…

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