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Porque nós adoramos novelas!

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Tititi

Por Luciana | 02/04/2010, 23h13

Na boa, não vejo a hora de Tempos Modernos acabar. Primeiro, porque a novela é mais perdida que Bang Bang, Negócio da China e Sonho Meu  juntas. Segundo, porque quando ela acabar vai começar o remake de Tititi!

Vi Tititi primeiro aos seis anos, em 1985, e depois no Vale a pena ver de novo, em 1988, aos nove anos. Como tenho uma memória de elefante, ainda lembro de alguns detalhes da trama de Cassiano Gabus Mendes pras 19h – adoro novelas de 19h!

Bem, quando soube do remake minha primeira reação foi contrária porque guardo boas recordações da novela e não queria que uma nova produção pudesse acabar com isso.

A escolha de Murilo Benício para o papel de Ariclenes/Victor Valentim veio aguçar ainda mais essa rejeição. Fiquei inconformada, não acho que ele se encaixe no papel. Já li que ele mesmo está apavorado em interpretar um costureiro espanhol… Mas minha mãe e o André acham que ele tem tudo pra fazer um ótimo trabalho, baseados nos cacoetes mil que o Benício já apresentou em Fera Ferida, Vira-Lata, Pé na Jaca… Enfim.

Já a escolha de Alexandre Borges pra fazer André Spina/Jacques Leclair pra mim foi perfeita – ainda mais quando soube que fará par com a Cláudia Raia, que ficou com a Jacqueline de Sandra Bréa. Os dois já provaram que funcionam muito bem como casal, vide Engraçadinha, As Filhas da Mãe, Belíssima

Lembrando com o André das velhinhas da trama – Yara Côrtes e Natália  Timberg – ficamos projetando quem poderia fazer os papéis de tia e mãe de André Spina, respectivamente. Ficamos em um nome só, o de Nicette Bruno e foi uma grata surpresa saber que ela ficará mesmo com o papel de Júlia! Já Cecília, a tia que faz vestidinhos de boneca e que Ari transforma em vestidos de alta costura, será interpretada pela não menos talentosa Regina Braga.

Alta costura essa que ficará pra trás no remake conduzido por Maria Adelaide Amaral. Ao invés da trama se passar em São Paulo, Belo Horizonte – e sua moda em ebulição no cenário nacional – servirá de palco pra novela.

As modas que Tititi lançou em 1985 não se restringiram apenas ao vestuário. A exemplo do perfume de Vereda Tropical, lançado um ano antes, o batom Boka Loka inventado por Victor Valentim pintou e bordou na boca das mulheres do Brasil inteiro. Lembro da minha mãe passando e meu pai fazendo de conta que a beijava só por causa do batom – porque era isso que falavam na novela: que ao passar o Boka Loka você atraía o desejo dos homens em te beijar! E eu acreditava piamente na encenação dos meus pais!

Tinha também as argolas usadas pela Gabriela de Myrian Rios. Elas tinham um lacinho colorido que mudava de acordo com a roupa que a personagem estava usando. Agora quem interpretará a Gabi será outra Rios: a Mariana, vinda de Malhação.

Além de Tititi, Maria Adelaide Amaral trabalhará com elementos de outras novelas de Cassiano Gabus Mendes. A trama principal de Plumas & Paetês será aproveitada e participações especiais como a de Rafaela, de Marília Pêra em Brega & Chique, e Mário Fofoca, de Luiz Gustavo (que foi o Ari da primeira Tititi), de Elas por Elas – que é uma novela que merece um remake até mais que Tititi, por ser mais antiga.

Pra encabeçar a história de Plumas & Paetês virá nada mais nada menos que a melhor: Christiane Torloni. Pela terceira vez, Torloni interpretará uma personagem de Eva Wilma em remakes. Por coincidência, ambas as novelas são as minhas preferidas de todos os tempos e tão bem sucedidas que por duas vezes foram exibidas no Vale a pena ver de novo: A Gata Comeu e A Viagem.

Fora as participações já citadas, de Marília Pêra e Luiz Gustavo, algumas figurinhas da primeira versão da novela voltarão em outros papéis – como já aconteceu em outros remakes da vida. Infelizmente, Cássio Gabus Mendes não fará parte dessa lista, pois já está escalado para a novela de Gilberto Braga que ficará no lugar de Passione, no horário nobre – e novela das oito é novela das oito, difícil de recusar.

Mas Malu Mader, que antes era Walkíria e fazia par com Cássio, vai participar da novela. Ela fará Suzana, personagem de Marieta Severo, que era mãe de Luti (personagem de Cássio) e ex-mulher de Ari.

Luti e Wal eram o Romeu & Julieta moderninho sensação da novela. Filhos dos arquiinimigos Ari e André, eles até encenaram a cena do envenenamento dos amantes de Verona pra convencer os pais a deixarem que ficassem juntos.

O romance dos dois era embalado por Troca-troca, canção dos Fevers e uma das poucas músicas que lembro da trilha sonora da novela. Tititi, a música de abertura inesquecivelmente cantada pelo grupo Metrô e que tem que ser regravada pra tocar de novo nesse remake, e A vida é dura, dos Demônios da garoa com participação de Benito di Paula, que tocava todas as vezes que Ari aprontava das suas, completam a pequena lista que minha memória recorda.

E você, leitor, do que lembra?

De Dalva & Herivelto

Por Luciana | 07/01/2010, 16h32

Depois de Maysa, a homenageada da vez seria Isaurinha Garcia, mas disseram a Maria Adelaide Amaral que a história de Dalva de Oliveira com Herivelto Martins renderia mais, e ela mudou de planos.

Bem, mais do que a volta do Fábio Assunção, mais do que a trilha sonora impecável, mais do que o figurino encantador, o que estou curtindo mesmo em Dalva & Herivelto é a empolgação da minha mãe.

Minha mãe era menina quando o Trio de Ouro começou e lembra bem que minha avó e as irmãs (tias da minha mãe) eram super fãs deles, sabiam as canções todas e acompanharam a posterior briga de Dalva e Herivelto pela Revista do Rádio – a mesma que serviu de material de pesquisa para os produtores da minissérie da Globo.

No sábado passado, cheguei em casa tarde da noite e minha mãe estava acordada, no computador, lendo a página da minissérie e vendo quem viveria quem… Dercy, Linda e Dirce Batista, Grande Otelo, Francisco Alves, Emilinha, Marlene… Ficou relembrando as músicas com que Dalva e Herivelto passaram a duelar depois da separação e até cantarolou alguma coisa.

Foi quando fomos mais além e partimos em busca de um livro antigo que temos sobre a Era do Rádio e lá estavam todas elas: Dalva, Marlene, Emilinha, Ângela Maria, Linda e Dirce… Ficamos lendo artigos daquela época, vendo os vestidos, as coroações de Rainhas do Rádio, tudo enfim.

Minha mãe lembrou ainda que o Trio de Ouro chegou a vir a Belém e ela e minha avó o viu cantar ao vivo.

E ficamos pensando em quem hoje em dia faria um duelo musical como aquele que Dalva e Herivelto protagonizaram, em quem hoje em dia brigaria assim tão abertamente…

Maria Adelaide Amaral comparou o casal-título da minissérie com Courtey Love e Kurt Cobain e Nancy e Sid Vicious… Como diria a abertura daquela novela, “sei lá, sei lá…”.

PS – Ainda virá o dia que veremos Joelma & Chimbinha!

PS2 – Adoro ler biografias, adoro ver biografias.

PS3 – Um minuto de silêncio pra Dalva e Herivelto morarem na URCA! É muito A gata comeu nessa vida! ;)

Dossiê José Mayer: por que ele merece o #zemayerfacts

Por Marmota | 19/09/2009, 14h32

Quando este espaço lembrou das Helenas de Manoel Carlos, o “pegador” Zé Mayer já havia sido lembrado. Aliás, não há como ignorar sua fama de conquistador – fato que, inclusive, rendeu matéria exclusiva no Fantástico deste domingo. Enfim, graças a isso, o protagonista de Viver a Vida que só precisou de dois capítulos para conquistar a Helena de Taís Araújo, tornou-se um dos nomes mais citados da Internet nesta semana.

Wagner Martins mostrou como é possível misturar ingredientes como uma personalidade conhecida, fatos exagerados e a confiança estabelecida entre suas relações em rede para criar um “meme de laboratório”. Assim como o #chucknorrisfacts em 2005 e o #interneyfacts em 2007, surgiu o #zemayerfacts, em homenagem ao maior comedor de Helenas da teledramaturgia.

Como a interseção entre “telespectadores ligados em novela” e “tuiteiros da moda” é grande, a quantidade de citações para #zemayerfacts no Twitter ultrapassou as dez mil na última quarta-feira, segundo o Blablabra. A brincadeira com a fama do ator sexagenário chegou ao mainstream ao entrar para o segundo lugar dos trending topics. Tornou-se pauta da Folha, da Época e até do The Guardian. Aproveitando o hype, Paulo Seabra abriu, rapidamente, um site exclusivo para abrigar as contribuições populares.

Tudo porque Zé Mayer não tem Twitter pois todo mundo sabe a resposta dele para “What are you doing?”. Zé Mayer não conta carneirinhos, conta Helenas. Don Juan se deitou com mil mulheres; Zé Mayer que passou o telefone delas. Maria era virgem porque José não era Mayer. Deviam mudar o nome do jogo Pac-Man pra Pac Mayer. Quando jovem, Zé Mayer gostava de escrever em seu diário, que mais tarde ficou conhecido como “Kama Sutra”. Não foi à toa que a revolução sexual aconteceu nos anos 60, quando Zé Mayer atingiu a puberdade. Novelas com o Zé Mayer não duram mais que 9 meses por conta da epidemia de licenças-maternidade no elenco. Segundo a Teoria da Relatividade, Zé Mayer pode pegar você ontem. O acessório mais vendido no sex shop é uma máscara do Zé Mayer. Zé Mayer perdeu a virgindade aos 16. Segundos. Na casa do Zé Mayer nem o azeite é virgem. A primeira Helena que Zé Mayer pegou foi a Helena de Tróia. Se você falar Zé Mayer três vezes, você perde a virgindade. Noé poderia ter poupado metade do espaço da Arca. Bastaria levar Zé Mayer e uma fêmea de cada espécie. Estão perguntando direto “o que Zé Mayer fez para ter essa repercursão toda”? Resposta: você.

Com Maneco: Se levarmos em conta apenas suas participações em novelas do Manoel Carlos, o meme já se justifica. Sua primeira relação com uma Helena foi em 1995, quando Carlos Alberto terminou História de Amor ao lado de Regina Duarte. Isso depois da resolução de um verdadeiro “quadrado amoroso”: assim como em Viver a Vida, Zé Mayer começa casado com Lilia Cabral e, durante a trama, ainda se envolve com Carolina Ferraz.

Mais tarde, em 2000, entrou em cena o “garanhão” Pedro, dono do Haras de Laços de Família. Era casado com a insossa Eliete Cigarini, mas era apaixonado pela Helena de Vera Fischer. Mas acabou nos braços de Helena Ranaldi – e só não pegou a assanhada Íris, de Deborah Secco, por falta de vontade (pasme!) O Tiago Cordeiro reviu minha memória: ele até fica com a Helena Ranaldi, mas termina sim com a Deborah Secco – o que, cá pra nós, seria a minha escolha também.

Antes de abalar as estruturas de mais uma Helena – Christiane Torloni, em Mulheres Apaixonadas, em 2003, deu tempo de ficar mais um pouco com Helena Ranaldi e ser atiçado por Mel Lisboa, em seu auge, na minissérie Presença de Anita. Mas voltando: o médico César passou o rodo no consultório, namorando com Carolina Kasting e Camila Pitanga, antes de ficar com Helena.

Finalmente, a última incursão no mundo realista de Maneco até então foi em Páginas da Vida, em 2006, com o galã Greg. Desta vez ele começa casado com a Helena de Regina Duarte, mas não demora para trocá-la por carne fresca. Corre atrás de Natália do Vale e, antes de terminar nos braços de Danielle Winits ainda tasca uns beijinhos em Roberta Rodrigues!

Sem Maneco: Mesmo sem a ajuda de Manoel Carlos, José Mayer também se dá bem. Seu primeiro papel de destaque na TV já foi um galã, o Ulisses de Guerra dos Sexos, que dava uns pegas em Maria Zilda (isso já em 1983). Dois anos mais tarde ele vira piloto de lancha antes de catar Deborah Evelyn, a Lenita de A Gata Comeu, ao som de I Should Have Known Better (o conhecido tema do “bombeiro”).

Entre 1988 e 1989, Zé Mayer ataca em profundidade: primeiro como Fernando Flores, no par romântico ao lado de Malu Mader em Fera Radical (onde ele também pegava Carla Camuratti), depois como o mulherengo Osnar, o sonho de consumo da Cinira de Rosane Goffmann, certamente um de seus papéis mais marcantes, em Tieta. Isso porque pulamos sua passagem por Hipertensão em 1987, onde seu Raul Galvão só aparece na trama para tirar Carla Marins dos braços de César Filho!

Nos anos 90, Zé Mayer ainda pegou Silvia Pfeiffer em Meu Bem Meu Mal, Vera Fischer em Pátria Minha, Angela Vieira em Meu Bem Querer e Adriana Esteves (coincidentemente, uma Helena) em A Indomada – na pele do egípcio Teobaldo Faruk, em 1997. Nesse meio tempo, ainda foi Caíque, um pai desconfiado em De Corpo e Alma, já que seu filho era mulatinho. Só foi descobrir seu verdadeiro rebento com Maria Zilda ao encontrar Pinguim, numa favela – lembram disso?

Tão sóbrio quanto Caíque foi seu Dirceu de Castro, o jornalista engajado de Senhora do Destino, em 2004 – que passa a novela toda curtindo o amor da protagonista Suzana Vieira mas, num arrebatamento tipicamente Zé Mayer, tasca um beijo inconsequente em Marília Gabriela, que acaba se encantando com o até então rival. Dois anos antes, Zé Mayer ainda arruma um teminho “nos anos 40″ para se casar com Priscila Fantim em Esperança.

E o que dizer de seu papel anterior, o riponga ufólogo Augusto César de A Favorita, onde mesmo abandonado por Giulia Gam, acaba nos braços dela no final? E mais: sem fazer qualquer esforço, acordou ao lado de Juliana Paes sem roupa em sua cama!

Conseguiu contar quantas foram as incursões de alcova do Zé Mayer em novelas? Isso porque certamente faltaram algumas. Fique à vontade para me ajudar a lembrar.

Brincando de escalar remakes

Por Luciana | 20/05/2009, 12h21

Fiz um texto recentemente onde dizia que no dia que fizessem o remake de Tieta, Cássia Kiss podia perfeitamente fazer a Perpétua, visto o show que está dando como a também beata Mariana, em Paraíso.

Aí, o Trotta reclamou dizendo que pensava que eu ia escalar o elenco inteiro!

Bem, não me empolguei em fazer isso, mas fiquei animada pra outra coisa: sugerir remakes de novelas que não vi.

É tentador pedir remake de novelas que já vimos, mas ao mesmo tempo me faz pensar: se fizesssem o remake de Amor com amor se paga, que outra pessoa poderia viver o seu Nonô Correa do que o mesmo Ary Fontoura? Se fizessem o remake de Tititi, impossível não querer de novo Luiz Gustavo e Reginaldo Faria para reviverem os costureiros.

Então, se é pra fazer remake, que seja de algo que eu não vi e que, por isso, não me apeguei ao trabalho dos atores.

A primeira novela da minha lista é Sol de verão, de Manoel Carlos. Infelizmente acho difícil de acontecer, porque, ao contrário de Benedito Ruy Barbosa, Maneco ainda está em processo de plena criação, fazendo novelas novas.

Mas fica mesmo assim o pedido. Sol de verão é de 1982 e contava a história de Raquel que depois de 18 anos de casada, se divorcia e se apaixona por um mecânico vizinho da mãe dela. Já filha de Raquel, Clara, se apaixona por um rapaz surdo, ajudante da oficina mecânica.

Manoel Carlos escreveu Sol de verão para Jardel Filho, que segundo ele era um homem belíssimo, interpretar esse mecânico boa praça que se apaixona pra valer na meia-idade. Ele só não contava que Jardel fosse morrer durante a novela, mudando totalmente o rumo da trama – Maneco inclusive não quis continuar a escrever, pois pra ele a novela terminou quando o amigo faleceu. Lauro Cesar Muniz foi designado para cumprir a tarefa de levar Sol de verão até o final.

A trama do rapaz surdo também mobilizou o país – merchandising social dos bons de Manoel Carlos! – fazendo com que as crianças aprendessem a linguagem dos sinais. Mérito de Tony Ramos que com a sensibilidade de sempre deu vida a Abel.

Então, depois de muito matutar, pensei: em um remake de Sol de verão, Tony Ramos – figurinha carimbada das tramas de Manoel Carlos – ficaria com o papel que foi de Jardel Filho e Reynaldo Gianecchini interpretaria Abel. Ia ser lindo, sim?

Dancin’ Days eu também adoraria ver – pena que o Gilberto Braga tenha receio de refazê-la. Para viver a Júlia Mattos eu escalaria a Letícia Sabatella e para o papel do Cacá, o Wagner Moura – ambos são velhos conhecidos de Gilberto: Letícia fez O dono do mundo e Wagner, Paraíso tropical. Pra fazer a irmã de Júlia - tarefa que na primeira versão coube a Joana Fomm - chamaria Lília Cabral. E pra formar o casal jovem – que antes foi feito por Glória Pires e Lauro Corona – colocaria Carolina Oliveira e Miguel Rômulo.

Faz tempo, Aguinaldo Silva comentou um possível remake de Gabriela. Se não me engano, seria Camila Pitanga e eu penso e repenso e não encontro alternativa melhor. Para Nacib, chamava o Eduardo Moscovis. Para Edmundo Falcão, mais uma vez Wagner Moura, e repetia o par da minissérie JK e dava a Jerusa para Débora Falabella – que já fez duas novelas de Aguinaldo, Senhora do destino e Duas Caras. A rebelde Malvina ficaria pra Natália Dill e o Coronel Ramiro Bastos ficaria com José Wilker, que fez Edmundo Falcão na primeira versão, sendo o opositor do coronel.

Elas por elas fecha meu desejo por remakes, e aí foi a farra! Escolher sete atrizes que eu gosto para dar vida às amigas da trama de Cassiano Gabus Mendes. Aí vão: Cláudia Raia, Adriana Esteves, Viviane Pasmanter, Christiane Torloni, Letícia Spiller, Betty Lago e Ângela Vieira.

Sei que talvez rolasse fogueirinha de egos, mas foram essas que me vieram à cabeça. Cláudia Raia por muito mais que A favorita; Adriana Esteves por O cravo e a rosa, Kubanakan e A lua me disse; Viviane Pasmanter por Mulheres de areia, Uga uga e Páginas da vida; Christiane Torloni, ah!, por A gata comeu, Selva de Pedra, A viagem, Cara e Coroa, Um anjo caiu do céu, América; Letícia Spiller por Quatro por quatroSenhora do destino; Betty Lago por Anos Rebeldes e Quatro por quatro; e Ângela Vieira por Coração de estudanteSenhora do destino.

Ufa!

Casais que se amam e se odeiam

Por Luciana | 25/04/2009, 22h21

O capítulo de Caras & Bocas acabou há pouco e eu não resisti: liguei para o André para compartilhar.

- Ei, Caras & Bocas é a melhor novela do momento!

- Ah é, por quê?

- Cara, ela tem os melhores ganchos hoje. O capítulo acabou e eu pensei: “Puxa, vou ter que esperar até segunda!”.

- Nossa…

- É que ela tem uma coisa que eu adoro muito: casais que se amam e se odeiam, que passam a novela TODA brigando feito cão e gato.

- Ah, tipo a gente!

- É! Escreverei sobre isso e dedicarei o texto a você!

***

Para o André.

***

“E sozinha eu te chamo
Bem baixinho eu reclamo
Que vontade de dizer

Te amo…”

Sim, adoro casais que se amam, mas brigam que é uma beleza. Quando não são os protagonistas, acabam roubando a cena.

Seja por machismo x feminismo, seja por implicância, seja por um equívoco, um mal-entendido, os casais brigam.

Jô e Fábio, de A gata comeu, são os primeiros da minha lista, não só por adorá-los, mas pela ordem cronológica mesmo.

A Jô era super acostumada a fazer e desfazer dos homens, já tinha tido oito noivos, até que conheceu o professor, que era adepto do “bateu, levou”. Eles se estapearam bastante até se entenderem…

A Val e o Luti, de Ti ti ti, não chegaram a se estapear, mas implicaram bastante um com o outro até começarem a namorar.

Um dos casos de coadjuvantes que chamaram pra si as atenções, os problemas pintaram mesmo pra eles quando descobriram que os pais, André e Ari, eram inimiguinhos de infância! Rolou até uma simulação de Romeu & Julieta pra que os pais permitissem o namoro deles…

Aí veio a vingativa Cláudia, de Fera Radical, fazer justiça com as próprias mãos com o assassino da família dela.

A Cláudia só não contava em se apaixonar pelo Fernando, um dos filhos do casal com o qual ela veio ajustar contas.

Os dois viviam em pé de guerra, até que resolveram virar sócios, morar juntos, mesmo não indo um com a cara do outro… Pra se apaixonarem foi só um pé!

Ainda lembro nitidamente do Fernando andando a cavalo com o filho deles e ela emparelhando com eles de moto, no fim da novela.

Coadjuvantes também eram a Malu e o Alaor, de Mulheres de Areia. Por esses eu torcia muito!

A Malu tinha uma birra enorme com o pai, que propôs adiantar a herança da moça se ela se casasse. Ela foi e casou com o Alaor, um peão da fazenda da prima!

A Malu fazia o gênero moderninha, mas era virgem. Se casou deixando bem claro que era um contrato apenas, um acordo e que nada rolaria entre ela e o marido.

Até que ela se apaixonou… Aí vieram mil artimanhas pra conquistar o Alaor, inclusive contando com a ajuda da irmã dele. Lembro que ele resistiu bastante, e só tomou uma atitude quando ela o chamou de bicha na cara dura! Rá!

Ah, depois vem Diná e Otávio, de A viagem. A Diná odiava o Otávio porque ele tinha sido decisivo na condenação do irmão dela, o Alexandre. O Otávio por sua vez a achava uma mulher maluca de pedra que até invadir o escritório dele invadiu!

Até que ele entendeu que a Diná era a mulher de todas as vidas dele e correu atrás do prejuízo, partindo pra melhor das conquistas de um homem por um mulher feitas em uma telenovela.

Assim como Dafne e Gabriel – o casal pivô desse texto – Catarina e Petruchio são criações de Walcyr Carrasco. Na verdade, são criações de Shakespeare, mas a adaptação para a São Paulo dos anos 20 é toda mérito do autor de O cravo e a rosa.

A feminista e o machão brigaram que brigaram até o diabo dizer chega. Catarina era a onça, Petruchio o grosseirão!

Aí, pra variar, ela se apaixonou – na maioria das vezes são as mulheres que se apaixonam e tentam seduzir… Entre mil intriguinhas e equívocos, o casal conseguiu se acertar e teve até gêmeos! A cena da primeira noite de amor de Catarina e Petruchio é das coisas mais delicadas que já vi até hoje na TV. A novela era tão adorada que chegou a se cogitar que virasse seriado!

E, agora, em meio a febre indiana, a novela que estou adorando é Caras & Bocas. Walcyr Carrasco se redime a cada dia que passa de Sete Pecados com a novela onde a filha adolescente faz de tudo pra unir o pai e a mãe, separados por – sempre eles! – mal-entendidos. Tudo bem, a filha faz isso porque não quer ficar pobre – e a mãe tem que casar pra ter direito a fortuna do avô – mas isso já é outra história…

Cansada de remakes e de novelas com homens frouxos, minha torcida agora é toda para Dafne e Gabriel, mesmo sabendo que eles ainda vão brigar muuuuito até ficarem juntos.

Mas é assim que tem mais sabor. ;)

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