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Dossiê José Mayer: por que ele merece o #zemayerfacts

Por Marmota | 19/09/2009, 14h32

Quando este espaço lembrou das Helenas de Manoel Carlos, o “pegador” Zé Mayer já havia sido lembrado. Aliás, não há como ignorar sua fama de conquistador – fato que, inclusive, rendeu matéria exclusiva no Fantástico deste domingo. Enfim, graças a isso, o protagonista de Viver a Vida que só precisou de dois capítulos para conquistar a Helena de Taís Araújo, tornou-se um dos nomes mais citados da Internet nesta semana.

Wagner Martins mostrou como é possível misturar ingredientes como uma personalidade conhecida, fatos exagerados e a confiança estabelecida entre suas relações em rede para criar um “meme de laboratório”. Assim como o #chucknorrisfacts em 2005 e o #interneyfacts em 2007, surgiu o #zemayerfacts, em homenagem ao maior comedor de Helenas da teledramaturgia.

Como a interseção entre “telespectadores ligados em novela” e “tuiteiros da moda” é grande, a quantidade de citações para #zemayerfacts no Twitter ultrapassou as dez mil na última quarta-feira, segundo o Blablabra. A brincadeira com a fama do ator sexagenário chegou ao mainstream ao entrar para o segundo lugar dos trending topics. Tornou-se pauta da Folha, da Época e até do The Guardian. Aproveitando o hype, Paulo Seabra abriu, rapidamente, um site exclusivo para abrigar as contribuições populares.

Tudo porque Zé Mayer não tem Twitter pois todo mundo sabe a resposta dele para “What are you doing?”. Zé Mayer não conta carneirinhos, conta Helenas. Don Juan se deitou com mil mulheres; Zé Mayer que passou o telefone delas. Maria era virgem porque José não era Mayer. Deviam mudar o nome do jogo Pac-Man pra Pac Mayer. Quando jovem, Zé Mayer gostava de escrever em seu diário, que mais tarde ficou conhecido como “Kama Sutra”. Não foi à toa que a revolução sexual aconteceu nos anos 60, quando Zé Mayer atingiu a puberdade. Novelas com o Zé Mayer não duram mais que 9 meses por conta da epidemia de licenças-maternidade no elenco. Segundo a Teoria da Relatividade, Zé Mayer pode pegar você ontem. O acessório mais vendido no sex shop é uma máscara do Zé Mayer. Zé Mayer perdeu a virgindade aos 16. Segundos. Na casa do Zé Mayer nem o azeite é virgem. A primeira Helena que Zé Mayer pegou foi a Helena de Tróia. Se você falar Zé Mayer três vezes, você perde a virgindade. Noé poderia ter poupado metade do espaço da Arca. Bastaria levar Zé Mayer e uma fêmea de cada espécie. Estão perguntando direto “o que Zé Mayer fez para ter essa repercursão toda”? Resposta: você.

Com Maneco: Se levarmos em conta apenas suas participações em novelas do Manoel Carlos, o meme já se justifica. Sua primeira relação com uma Helena foi em 1995, quando Carlos Alberto terminou História de Amor ao lado de Regina Duarte. Isso depois da resolução de um verdadeiro “quadrado amoroso”: assim como em Viver a Vida, Zé Mayer começa casado com Lilia Cabral e, durante a trama, ainda se envolve com Carolina Ferraz.

Mais tarde, em 2000, entrou em cena o “garanhão” Pedro, dono do Haras de Laços de Família. Era casado com a insossa Eliete Cigarini, mas era apaixonado pela Helena de Vera Fischer. Mas acabou nos braços de Helena Ranaldi – e só não pegou a assanhada Íris, de Deborah Secco, por falta de vontade (pasme!) O Tiago Cordeiro reviu minha memória: ele até fica com a Helena Ranaldi, mas termina sim com a Deborah Secco – o que, cá pra nós, seria a minha escolha também.

Antes de abalar as estruturas de mais uma Helena – Christiane Torloni, em Mulheres Apaixonadas, em 2003, deu tempo de ficar mais um pouco com Helena Ranaldi e ser atiçado por Mel Lisboa, em seu auge, na minissérie Presença de Anita. Mas voltando: o médico César passou o rodo no consultório, namorando com Carolina Kasting e Camila Pitanga, antes de ficar com Helena.

Finalmente, a última incursão no mundo realista de Maneco até então foi em Páginas da Vida, em 2006, com o galã Greg. Desta vez ele começa casado com a Helena de Regina Duarte, mas não demora para trocá-la por carne fresca. Corre atrás de Natália do Vale e, antes de terminar nos braços de Danielle Winits ainda tasca uns beijinhos em Roberta Rodrigues!

Sem Maneco: Mesmo sem a ajuda de Manoel Carlos, José Mayer também se dá bem. Seu primeiro papel de destaque na TV já foi um galã, o Ulisses de Guerra dos Sexos, que dava uns pegas em Maria Zilda (isso já em 1983). Dois anos mais tarde ele vira piloto de lancha antes de catar Deborah Evelyn, a Lenita de A Gata Comeu, ao som de I Should Have Known Better (o conhecido tema do “bombeiro”).

Entre 1988 e 1989, Zé Mayer ataca em profundidade: primeiro como Fernando Flores, no par romântico ao lado de Malu Mader em Fera Radical (onde ele também pegava Carla Camuratti), depois como o mulherengo Osnar, o sonho de consumo da Cinira de Rosane Goffmann, certamente um de seus papéis mais marcantes, em Tieta. Isso porque pulamos sua passagem por Hipertensão em 1987, onde seu Raul Galvão só aparece na trama para tirar Carla Marins dos braços de César Filho!

Nos anos 90, Zé Mayer ainda pegou Silvia Pfeiffer em Meu Bem Meu Mal, Vera Fischer em Pátria Minha, Angela Vieira em Meu Bem Querer e Adriana Esteves (coincidentemente, uma Helena) em A Indomada – na pele do egípcio Teobaldo Faruk, em 1997. Nesse meio tempo, ainda foi Caíque, um pai desconfiado em De Corpo e Alma, já que seu filho era mulatinho. Só foi descobrir seu verdadeiro rebento com Maria Zilda ao encontrar Pinguim, numa favela – lembram disso?

Tão sóbrio quanto Caíque foi seu Dirceu de Castro, o jornalista engajado de Senhora do Destino, em 2004 – que passa a novela toda curtindo o amor da protagonista Suzana Vieira mas, num arrebatamento tipicamente Zé Mayer, tasca um beijo inconsequente em Marília Gabriela, que acaba se encantando com o até então rival. Dois anos antes, Zé Mayer ainda arruma um teminho “nos anos 40″ para se casar com Priscila Fantim em Esperança.

E o que dizer de seu papel anterior, o riponga ufólogo Augusto César de A Favorita, onde mesmo abandonado por Giulia Gam, acaba nos braços dela no final? E mais: sem fazer qualquer esforço, acordou ao lado de Juliana Paes sem roupa em sua cama!

Conseguiu contar quantas foram as incursões de alcova do Zé Mayer em novelas? Isso porque certamente faltaram algumas. Fique à vontade para me ajudar a lembrar.

Brincando de escalar remakes

Por Luciana | 20/05/2009, 12h21

Fiz um texto recentemente onde dizia que no dia que fizessem o remake de Tieta, Cássia Kiss podia perfeitamente fazer a Perpétua, visto o show que está dando como a também beata Mariana, em Paraíso.

Aí, o Trotta reclamou dizendo que pensava que eu ia escalar o elenco inteiro!

Bem, não me empolguei em fazer isso, mas fiquei animada pra outra coisa: sugerir remakes de novelas que não vi.

É tentador pedir remake de novelas que já vimos, mas ao mesmo tempo me faz pensar: se fizesssem o remake de Amor com amor se paga, que outra pessoa poderia viver o seu Nonô Correa do que o mesmo Ary Fontoura? Se fizessem o remake de Tititi, impossível não querer de novo Luiz Gustavo e Reginaldo Faria para reviverem os costureiros.

Então, se é pra fazer remake, que seja de algo que eu não vi e que, por isso, não me apeguei ao trabalho dos atores.

A primeira novela da minha lista é Sol de verão, de Manoel Carlos. Infelizmente acho difícil de acontecer, porque, ao contrário de Benedito Ruy Barbosa, Maneco ainda está em processo de plena criação, fazendo novelas novas.

Mas fica mesmo assim o pedido. Sol de verão é de 1982 e contava a história de Raquel que depois de 18 anos de casada, se divorcia e se apaixona por um mecânico vizinho da mãe dela. Já filha de Raquel, Clara, se apaixona por um rapaz surdo, ajudante da oficina mecânica.

Manoel Carlos escreveu Sol de verão para Jardel Filho, que segundo ele era um homem belíssimo, interpretar esse mecânico boa praça que se apaixona pra valer na meia-idade. Ele só não contava que Jardel fosse morrer durante a novela, mudando totalmente o rumo da trama – Maneco inclusive não quis continuar a escrever, pois pra ele a novela terminou quando o amigo faleceu. Lauro Cesar Muniz foi designado para cumprir a tarefa de levar Sol de verão até o final.

A trama do rapaz surdo também mobilizou o país – merchandising social dos bons de Manoel Carlos! – fazendo com que as crianças aprendessem a linguagem dos sinais. Mérito de Tony Ramos que com a sensibilidade de sempre deu vida a Abel.

Então, depois de muito matutar, pensei: em um remake de Sol de verão, Tony Ramos – figurinha carimbada das tramas de Manoel Carlos – ficaria com o papel que foi de Jardel Filho e Reynaldo Gianecchini interpretaria Abel. Ia ser lindo, sim?

Dancin’ Days eu também adoraria ver – pena que o Gilberto Braga tenha receio de refazê-la. Para viver a Júlia Mattos eu escalaria a Letícia Sabatella e para o papel do Cacá, o Wagner Moura – ambos são velhos conhecidos de Gilberto: Letícia fez O dono do mundo e Wagner, Paraíso tropical. Pra fazer a irmã de Júlia - tarefa que na primeira versão coube a Joana Fomm - chamaria Lília Cabral. E pra formar o casal jovem – que antes foi feito por Glória Pires e Lauro Corona – colocaria Carolina Oliveira e Miguel Rômulo.

Faz tempo, Aguinaldo Silva comentou um possível remake de Gabriela. Se não me engano, seria Camila Pitanga e eu penso e repenso e não encontro alternativa melhor. Para Nacib, chamava o Eduardo Moscovis. Para Edmundo Falcão, mais uma vez Wagner Moura, e repetia o par da minissérie JK e dava a Jerusa para Débora Falabella – que já fez duas novelas de Aguinaldo, Senhora do destino e Duas Caras. A rebelde Malvina ficaria pra Natália Dill e o Coronel Ramiro Bastos ficaria com José Wilker, que fez Edmundo Falcão na primeira versão, sendo o opositor do coronel.

Elas por elas fecha meu desejo por remakes, e aí foi a farra! Escolher sete atrizes que eu gosto para dar vida às amigas da trama de Cassiano Gabus Mendes. Aí vão: Cláudia Raia, Adriana Esteves, Viviane Pasmanter, Christiane Torloni, Letícia Spiller, Betty Lago e Ângela Vieira.

Sei que talvez rolasse fogueirinha de egos, mas foram essas que me vieram à cabeça. Cláudia Raia por muito mais que A favorita; Adriana Esteves por O cravo e a rosa, Kubanakan e A lua me disse; Viviane Pasmanter por Mulheres de areia, Uga uga e Páginas da vida; Christiane Torloni, ah!, por A gata comeu, Selva de Pedra, A viagem, Cara e Coroa, Um anjo caiu do céu, América; Letícia Spiller por Quatro por quatroSenhora do destino; Betty Lago por Anos Rebeldes e Quatro por quatro; e Ângela Vieira por Coração de estudanteSenhora do destino.

Ufa!

Ângela Vieira

Por Luciana | 16/05/2009, 22h22

Revendo Senhora do Destino no Vale a pena ver de novo, lembrei do quanto gosto da atriz Ângela Vieira e do quanto acho que de vez em quando ela é mal aproveitada nas novelas.

Isso não vale para a novela em questão, Senhora do Destino. A Gisela rouba as cenas muitas das vezes. Acho que é porque faz um papel humano – nem boazinha nem ruinzona.

Gosto do figurino da personagem, do timing lindo que ela tem com o mordomo Alfred – aliás, toda mulher nessa vida merecia um Alfred! – da cumplicidade com o marido (mesmo ele sendo detestável) e das tiradinhas fúteis também.

O que acho interessante na Ângela Vieira é que ela transita bem entre os autores, não é da panelinha de nenhum. Talvez por isso não seja pegue as protagonistas…

A única protagonista da atriz foi Ava Maria, de Meu bem querer, novela que não foi lá esses espetáculos de trama nem audiência. Na verdade, a protagonista era Alessandra Negrini (loura!), mas Ângela fez mais bonito, de par com José Mayer.

Em Coração de estudante e Terra nostra, as personagens de Ângela, Esmeralda e Janete, causaram furor ao se envolver com personagens mais novos – Nélio e Josué, respectivamente.

Já em Por amor, a atriz vivia Virgínia e era irmã da segunda (e mais polêmica!) Helena vivida por Regina Duarte, e tinha um casamento e uma família aparentemente perfeitos… Até que o marido Rafael revelou que era bissexual.

As decepções – e não culpo Ângela por elas – ficam por conta de Kubanakan, Cobras & Lagartos e A favorita. Ângela Vieira rendia mais, muito mais do que Perla Perón, Celina e Arlete mostraram – inclusive rolou um afastamento da atriz da trama de Kubanakan por conta dessa falta de rendimento.

Celina foi daquelas personagens dispensáveis e Arlete eu esperava muito, muito mesmo da história, mas não rolou. Ela tinha um filho honesto com um político corrupto, mas o filho acabou se mostrando não tão honesto assim e o desenrolar da história foi meio curto, meio de afogadilho no fim da novela, desperdiçando o talento não só da atriz como de Milton Gonçalves, que fazia o político em questão.

Outra atriz desse naipe é a Totia Meireles, mas ela fica pra outro texto. ;)

Triângulos amorosos inesquecíveis

Por Luciana | 27/04/2009, 10h10

Seja girando em torno da mocinha, seja girando em torno do mocinho, toda novela que se preze tem um triângulo amoroso.

Mas triângulo amoroso inesquecível é aquele em que o público fica realmente dividido – é quando o triângulo não é escaleno, não fica pendendo mais pra um lado. Triângulo amoroso perfeito é aquele em que a dúvida de com quem o fulano vai ficar divide até os últimos momentos os telespectadores.

O primeiro triângulo que me despertou isso, essa divisão de torcida, foi o protagonizado por Silvana – Luca – Verônica, em Vereda Tropical.

Apesar da Silvana ser a boazinha, fadada a ficar com o jogador de futebol Luca, a Verônica tinha uma coisa transgressora que chamava a minha atenção de criança. Ela batalhava pelo Luca, fazia coisas ruins, mas também era capaz de coisas bacanas – como depor a favor de Silvana, para que a moça ficasse com a guarda do filho.

O triângulo mais conhecido e adorado de todos os tempos veio logo depois de Vereda Tropical, mas não era de uma novela e, sim, de um seriado: Armação Ilimitada.

Lá, tínhamos a Dona Flor moderna, Zel, que “escolheu não escolher” e se tornou namorada tanto de Juba quanto de Lula. Era difícil mesmo escolher entre os dois, mas eu sempre fui mais da torcida do Lula, pelo jeito paternal dele com o Bacana.

A já citada Dona Flor também não virou novela, mas minissérie. E, assim como Zelda, sentia que precisa dos dois – Vadinho e Teodoro – para viver, porque eles afinal se completavam e a completavam.

Cidinha e Leda eram amigas de infância. Enquanto uma era mais esperta e a outra mais inteligente, faziam uma dupla imbatível.

Até que as duas se apaixonaram por Bello – Mário Gomes mais uma vez dividido entre uma loura e uma morena, como em Vereda Tropical.

Foi difícil torcer em Perigosas Peruas por uma ou por outra, porque apesar  de torcer pela dona de casa Cidinha, eu adorava a Leda por ser uma jornalista bem sucedida!

No final, prevaleceu o lance da família e o Bello ficou com a Cidinha. Pra Leda surgiu um sósia do Bello! Rá!

No remake de Mulheres de Areia, graças a interpretação de Glória Pires, confesso que torcia um pouco pela Raquel sim.

Ora, a Ruth era muito boazinha, leitor! Ao invés de desfazer toda a farsa que a irmã armou, ela aceitou passivamente que o Marcos se casasse com a Raquel!

Fora isso, a Raquel tinha charme e, além da Malu, era a única que peitava o Dr. Virgílio.

Outro remake famoso com triângulo amoroso igualmente famoso foi o de Pecado Capital.

Eu vinha da torcida por Milena e Nando, de Por Amor, e era natural que torcesse por Lucinha e Carlão, já que também eram interpretados por Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis.

Mas quando o Salviano Lisboa de Francisco Cuoco declamou o Poema dos Olhos da Amada, de Vinicius de Moraes, olhando bem nos olhos da Lucinha, eu me rendi.

Pena que no final teve uma reviravolta louca e a Glória Perez meteu a Vera Fischer na jogada pra ficar com o Cuoco!

Outro triângulo em que a Carolina Ferraz se meteu foi em História de amor. Ela vivia a mimada Paulinha que disputava o Carlos com a Helena.

Apesar de lógico estar predestinado que a Helena ia se dar bem, a Paulinha era que nem a Verônica, de Vereda Tropical: capaz tanto de maldades quanto de bondades. Talvez por isso tenha se dado bem no final, mesmo que sem o Carlos…

Verônica e Paulinha eram personagens bem próximas da realidade, da humanidade. Não eram absolutamente boas nem absolutamente ruins. Tinham nuances. Não eram politicamente corretas e chatas como as mocinhas, por isso eu curtia as duas.

Assim como curtia a judia Camille, de Esperança. Era por ela que eu torcia pra o Toni ficar. Mas todo mundo começou a torcer pela tal de Maria, que o Walcyr Carrasco (ao assumir a novela no lugar do atual maior remakeiro da paróquia Benedito Ruy Barbosa) acabou transformando a Camille numa mini-vilã e a afastando de vez do mocinho!

Outro que se deixou levar pela vontade do público foi o Aguinaldo Silva, ao levar em conta uma enquete feita no site de Senhora do Destino pra decidir quem ficaria com Maria do Carmo: Dirceu ou Giovanni.

O segundo venceu e confirmou o que Aguinaldo sempre afirma: o melhor casal de novela é Suzana Vieira e José Wilker (pra mim, há controvérsias, mas enfim).

Assim como Maria do Carmo & Giovanni, outro casal que contrariou a máxima de que o amor do primeiro capítulo é o amor do fim da novela foi o Ed e a Sol, de América.

Sol amargou a novela inteira o amor desencontrado que sentia por Tião e vice-versa. Mas nessa eu SEMPRE torci pelo Ed, vivido pelo fofo Caco Ciocler (que é por sinal a única pessoa pra quem eu torço em Caminho das Índias – torço pelo Murilo dele e pela Silvia, de Débora Bloch)! Porque ele era inteligente, delicado, carinhoso e apaixonado pela Sol. Já o bronco do Tião…

E o mais recente desses triângulos todos foi Flora – Zé Bob – Donatela. Quando percebi que o Zé Bob estava apaixonado mesmo pela Donatela, foi fácil deduzir que ela era a mocinha, afinal, o mocinho não se apaixonaria pela bandida…

Mesmo com toda essa tradição de triângulos amorosos em novelas, minisséries e seriados, tem aqueles casos em que os personagens se veem envolvidos com até três pretendentes!

Era o caso de Quequé, da minissérie Rabo de Saia, as voltas com as três mulheres: Eleuzina, Santinha e Nicinha – em mais uma daquelas situações em que se “escolhe não escolher”; de Denizard, de O outro, divididaço entre Índia do Brasil, Laura e Glorinha da Abolição – ficando no final com a primeira; e de Ingrid, de Rainha da Sucata, a francesinha que ficou com “as três filhinhas” de Dona Armênia, Gerson, Gera e Gino!

Mais algum triangulinho?

Seu Nonô Correa fazendo Caras & Bocas

Por Luciana | 19/04/2009, 14h14

Quinta-feira passada houve uma explosão em uma mina em Caras & Bocas.

No dia seguinte, eu de bobeira no sofá, a secretária aqui de casa surge na sala e:

- Ei, Luciana, tu vistes a novela das sete ontem?
- Algumas partes…
- Vistes a explosão que teve?
- Ah, sim…
- O seu Nonô Correa vai morrer?

Um minuto de silêncio pra minha cara olhando pra ela.

Depois de responder que ele ia morrer sim e dela ter feito uma cara triste pela morte dele, eu fiquei lembrando que talvez Amor com amor se paga, a novela do “seu Nonô Correa”, tenha sido a primeira que eu vi com o Ary Fontoura – e vi na companhia de minha interlocutora, que já trabalha em minha casa há quase 30 anos.

De 1984 pra cá, Ary Foutoura já fez tantos e tantos trabalhos… O prefeito de Asa Branca, em Roque Santeiro; terníssimo Romeu, de Hipertensão – que afinal era o pai verdadeiro da Carina -; os igualmente malucos Nero, de Bebê a bordo, e Artur da Tapitanga, de Tieta; o atrapalhado médium Seu Tibério, da melhor-novela-do-mundo A viagem; o deputado Pitágoras, que de tão bom apareceu em A indomada e em Porto dos Milagres; o “meninão” Ludovico, de Chocolate com pimenta; um outro Romeu, dessa vez às voltas com uma Julieta querida, vivida por Nicette Bruno, em Sete Pecados; e o rouba-cenas Silveirinha, de A favorita, que chegou até a ser cotado como o possível assassino de Marcelo Fontini, mesmo o autor dizendo desde sempre que só podia ser Flora ou Donatela…

Mesmo com toda essa galeria de sucessos – e olha que aí estão listados só os personagens de novelas que eu vi e me lembro de 1984 em diante – ela foi lembrar justamente do “seu Nonô Correa”!

Eu só posso acreditar que esse é um daqueles casos de personagens inesquecíveis – é que nem a Jô Penteado pra mim: logo depois de A gata comeu, Christiane Torloni fez a Fernanda, do remake de Selva de Pedra, e, apesar dela não ser a mocinha, era por ela que eu torcia, por conta da Jô – até porque, convenhamos, a Fernanda vivida por Christiane Torloni dava de dez a zero na insossa Simone, de Fernanda Torres! Até mesmo depois da Diná, de A viagem, a lembrança da Jô ainda é a mais forte, acho que por ter sido a primeira.

E o melhor é que daqui a pouco, quando minha secretária voltar do final de semana na casa do namorado, poderei contar o que o André pertinentemente observou: o corpo do “seu Nonô Correa” foi dado como desaparecido, logo, ele pode não ter morrido de fato…

PS – Ainda falando sobre Caras & Bocas: incrível a semelhança entre a ex-paquita Thalita Ribeiro (a atriz que viveu a Dafne jovem) e a Flávia Alessandra, que interpreta a personagem na fase adulta. Além da semelhança, a Thalita trabalhou muito bem, pena que foi só no primeiro capítulo a participação.

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