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Que marmota é essa?

Por Marmota | 07/07/2009, 00h17

Estive recentemente em Fortaleza, uma das cidades do nordeste onde a expressão “marmota” está longe de ser apenas um apelido de infância. Inclusive alguns amigos questionaram: “você sabe o que esse seu apelido aí significa no Nordeste, não?

Para quem nunca ouviu, basta rever alguns capítulos de Senhora do Destino. Tanto Maria do Carmo (Suzana Vieira) quanto Sebastião (Nelson Xavier) não cansam de perguntar, diante de uma situação inusitada:

Peço emprestado a pergunta-título para compartilhar uma inquietação. A novela, maior sucesso das oito neste século, foi ao ar entre 2004 e 2005 – esses dias, como já escrevi aqui. Em cinco anos, muita informação já sumiu da Internet. Mas muito conteúdo publicado na época em que Senhora do Destino foi ao ar permanece disponível. Informações que contam todos os detalhes, inclusive os capítulos finais – este aqui é só um exemplo. Com algum esforço de busca, é possível baixar capítulos inteiros em vídeo, muito além dos recortes no YouTube que, diga-se, também revelam várias cenas do enredo. O mesmo se aplica a qualquer outra reapresentação produzida pós-web – como tentaram fazer com Belíssima e farão com o grande sucesso de Walcyr Carrasco antes de Caras & Bocas, Alma Gêmea.

E é incrível como, diante de tanta informação abundante, a maioria dos visitantes do Próximos Capítulos caem aqui procurando pelo que virá a seguir no Vale a Pena Ver de Novo! Que marmota é essa?

Para não frustrar quem chega aqui via Google, seguem algumas “marmotas” que ainda virão – boa parte delas rememoradas em pesquisas na web. Regininha vai engravidar de João Manoel, e vai ter que casar! Eleonora e Jenifer também casam! Nalva fica com o deputado Tomas Jeferson! Viriato não conta pra Duda que vai passar dois anos em Paris e ficam esse tempo todo longe! Nazaré aparece no casamento de Isabel com Edgard e foge espetacularmente no táxi de Constantino! Crescilda vai ser a puxadora de samba da escola, mas a Unidos de Vila São Miguel fica em terceiro no Carnaval, porque inventaram uns troços como celulares (assim como na novela toda)! Daiane vai engravidar de Bruno, mas no fim fica com Shao Lin! Ela se torna uma brasileira muito famosa (primeira mulher a ganhar o Nobel), assim como Bianca (a primeira presidente do Brasil)! Bruno vai ser sequestrado pelo próprio pai e, quando Shao Lin descobre e Do Carmo revela ao povo que foi presa por causa dele, o prefeito é morto a pedradas! Aliás, Do Carmo fica na mesma cela de Nazaré – que surta ao limpar privada de cadeia! Viviane termina a novela com o Senador Lima Duarte! Cláudia cai da escada e Naza, pensando que am menina morreu, confessa que matou Tarcísio Meira! Yara, que merecia mais na novela (isso merece um post sozinho), opta pela vida de executiva e deixa o Dado com o Dado! Seu Jacques consegue se aposentar e termina com a irmã de Djenane! Raul Cortez, com câncer (infelizmente), deixa a história mais cedo ao lado de Glória Menezes – os barões de Bonsucesso terminam em Paris, no auge! Mas antes de voar, diz a Leonardo que não

Ângela Vieira

Por Luciana | 16/05/2009, 22h22

Revendo Senhora do Destino no Vale a pena ver de novo, lembrei do quanto gosto da atriz Ângela Vieira e do quanto acho que de vez em quando ela é mal aproveitada nas novelas.

Isso não vale para a novela em questão, Senhora do Destino. A Gisela rouba as cenas muitas das vezes. Acho que é porque faz um papel humano – nem boazinha nem ruinzona.

Gosto do figurino da personagem, do timing lindo que ela tem com o mordomo Alfred – aliás, toda mulher nessa vida merecia um Alfred! – da cumplicidade com o marido (mesmo ele sendo detestável) e das tiradinhas fúteis também.

O que acho interessante na Ângela Vieira é que ela transita bem entre os autores, não é da panelinha de nenhum. Talvez por isso não seja pegue as protagonistas…

A única protagonista da atriz foi Ava Maria, de Meu bem querer, novela que não foi lá esses espetáculos de trama nem audiência. Na verdade, a protagonista era Alessandra Negrini (loura!), mas Ângela fez mais bonito, de par com José Mayer.

Em Coração de estudante e Terra nostra, as personagens de Ângela, Esmeralda e Janete, causaram furor ao se envolver com personagens mais novos – Nélio e Josué, respectivamente.

Já em Por amor, a atriz vivia Virgínia e era irmã da segunda (e mais polêmica!) Helena vivida por Regina Duarte, e tinha um casamento e uma família aparentemente perfeitos… Até que o marido Rafael revelou que era bissexual.

As decepções – e não culpo Ângela por elas – ficam por conta de Kubanakan, Cobras & Lagartos e A favorita. Ângela Vieira rendia mais, muito mais do que Perla Perón, Celina e Arlete mostraram – inclusive rolou um afastamento da atriz da trama de Kubanakan por conta dessa falta de rendimento.

Celina foi daquelas personagens dispensáveis e Arlete eu esperava muito, muito mesmo da história, mas não rolou. Ela tinha um filho honesto com um político corrupto, mas o filho acabou se mostrando não tão honesto assim e o desenrolar da história foi meio curto, meio de afogadilho no fim da novela, desperdiçando o talento não só da atriz como de Milton Gonçalves, que fazia o político em questão.

Outra atriz desse naipe é a Totia Meireles, mas ela fica pra outro texto. ;)

As sogras mais terríveis das novelas!

Por Luciana | 29/04/2009, 15h19

Como o dia da sogra foi ontem, vai aqui uma homenagem à sogra de todas as minhas vidas, mãe do homem de todas as minhas vidas. Nem de longe ela é megera como certas sogras de novelas…

A sogra da vez é a implicantíssima Laksmi, de Caminho das Índias. Como se não bastasse implicar com a nora Indira, a sogra interpretada por Laura Cardoso implica também com as mulheres dos netos, com os netos, com a bisneta e com a empregada. Are baba!

Outra sogra inesquecível é a Dona Guiomar, de A viagem. Também feita por Laura Cardoso, no início da novela era a melhor sogra do mundo pro Raul. Mas, infelizmente, Dona Guiomar passou a ser obsediada pelo espírito do Alexandre, que queria se vingar do irmão. Com isso, de sogra do ano ela passou a sogra das trevas, atazanando a vida do genro e incentivando a filha a brigar e até traí-lo…

Já a sogra das minhas mais longínquas recordações é a Dona Marcelina, de Roque Santeiro. Assim como a neta Tânia, ela também não via com bons olhos o “noivado” do genro Sinhozinho Malta com a Viúva Porcina.

Tem algumas sogras que são megeras, mas são divertidas. É o caso da Dona Gema, mãe do Bello, em Perigosas Peruas. Ela ensinava errado para a nora as receitas das comidas favoritas do filho! Mas quando ele quis trocar a Cidinha pela Leda, ela ficou do lado da nora “original”.

Outra engraçadíssima era a Dona Josefa, de O cravo e a rosa. Sogra de Cornélio – o nome já diz – a velhinha fazia o genro escovar a gatinha de estimação dela, mesmo ele sendo alérgico; dava cobertura para as armações dos filhos; e se o Cornélio ousasse timidamente reclamar de algo, ela fazia a maior cara de vítima! Até quando foi raptada Dona Josefa fez da vida dos sequestradores um inferno!

A Ofélia feita por Nicette Bruno em Alma Gêmea também era garantia de diversão! Apesar do genro Osvaldo ser apaixonadíssimo pela esposa, Divina, a sogra arranjava motivos e mais motivos para implicar com ele.

Outra que está atualmente no ar que nem a Laksmi é a Dona Flaviana, de Senhora do Destino. Mesmo com a filha já falecida, ela mora com o genro Giovanni Improtta e os netos. E é claaaaaaro que ela torra a paciência do Dr. Jeová, ironizando o jeito de falar e vestir assim como o namoro com a ninfa-bebê Daniele, que tem idade pra ser neta dele!

Em Por Amor, Branca tinha uma adoração pelo filho mais velho, Marcelo. Mesmo torcendo pela ex-namorada dele, Laura, Branca aceitou Eduarda, a escolhida do filho, pra não criar atritos com ele.

Mas assim, aceitou a Eduarda naquelas, né? Quando o Marcelo voltou da lua-de-mel com a esposa, Branca mandou encher o quarto dos dois de rosas… Mesmo a Eduarda sendo alérgica!

E teve também a Violetinha, de Três irmãs, que além de acusar pela morte do filho, abriu inquérito contra a nora. Como a nora em questão era uma das três irmãs mocinhas da novela, não pegou nada pra ela e no final a Violetinha acabou caindo penhasco abaixo!

Ai ai, as sogras…

São Jorge das Novelas

Por Luciana | 23/04/2009, 17h03

Bem, não se trata de novela, mas a primeira vez que “visualizei” São Jorge foi n’O Sítio do Pica-pau Amarelo. Ele ficou vidrado nos bolinhos da Tia Nastácia!

Tempos depois, vi Gabriela no Vale a pena ver de novo e tudo se passava lá em São Jorge dos Ilhéus.

A novela começa com a zona cacaueira sofrendo por causa da falta de chuva.

O Coronel Ramiro Bastos – Paulo Gracindo como sempre impecável – manda-chuva da cidade, resolveu então organizar uma procissão que envolvesse a cidade inteira pedindo para que chovesse em por lá!

Acontece que todo ano tem a procissão de São Jorge na cidade, mas o esperto decidiu acrescentar mais dois “reforços” ao ato religioso: São Sebastião (santo dos ricos) e Santa Madalena (dos boêmios e das prostitutas).

São Jorge? São Jorge é o santo dos pobres. Se choveu em Ilhéus? Lógico, ou você não lembra da cena da Sônia Braga de vestido de chita azul colado ao corpo pela chuva?

Depois o outro São Jorge que me vem a memória é beeeem mais recente: o do pai do Carlão, de Pecado Capital, o seu Raimundo – interpretado pelo fofo Roberto Bonfim, no remake feito por Glória Perez da novela de Janete Clair.

Ele vivia se pegando com aquele São Jorge, pedindo pro santo dar jeito e juízo na vida do filho, mas não teve muito sucesso não…

O mais recente São Jorge que apareceu em novelas foi o do restaurante do Bernardinho, de Duas Caras, o Castelo de São Jorge, sociedade dele com Juvenal Antena, o rei da Portelinha.

Antes disso, o mais bacana de todos, em minha sincera opinião: o São Jorge de Daniel de Oliveira, na minissérie Hoje é dia de Maria – 2ª Jornada.

Entre muitos personagens, Daniel deu vida a quatro cavaleiros na minissérie: o Cavaleiro Branco ou Cavaleiro da Aurora, o Cavaleiro do Fogo, o Cavaleiro da Noite e o Cavaleiro da Justiça, que era São Jorge.

E o São Jorge da sua memória qual é?

Quando inventarem casal mais bonito…

Por Luciana | 11/04/2009, 16h16

Quando a Diná descobriu que o Otávio estava com uma doença terminal, muita gente no lugar dela se desesperaria ou se conformaria. Mas não.

Ela colocou na cabeça que iria salvá-lo através da medicina alternativa – cromoterapia, musicoterapia, cristais, ar puro, massagem, alimentação saudável, meditação, etc.

Esse tipo de atitude rara e, por isso mesmo, bela, vinha do fato dela sentir um amor tão forte e pleno que a fazia acreditar de verdade que poderia vencer a morte.

Lembro do Pedro Bala, do livro Capitães da Areia, de Jorge Amado. Perante a bondade de Pirulito e o ódio de Sem-Pernas ele disse: Nem o ódio, nem a bondade – só a luta.

Por mais que a gente soubesse de cor e salteado que o Otávio Jordão morreria, foi bonito ver duas, três vezes aquela mulher lutando apaixonadamente por ele. Talvez por isso ele fosse tão apaixonado por ela também.

Quando inventarem casal mais bonito, eu paro de falar n’A viagem.

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