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Porque nós adoramos novelas!

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Soap-opera* songs

Por Luciana | 05/04/2009, 13h29

Dia desses, fiz uma lista de músicas do meu Blip.fm para gravar um CD para o André.

Mas não eram músicas quaisquer…

Eram todas as músicas de novela que eu já postei no Blip – só as nacionais… Se eu fosse relacionar as internacionais também, a lista seria beeem maior!

Quando mandei a lista, ele levou um baita susto… Será que você vai levar também?

Ou melhor: será que você vai lembrar das personagens que foram embaladas por essas canções?

Pra ajudar, vou dar a dica das novelas das quais elas fazem parte:

Amigo do sol, amigo da lua – A gata comeu
Além da última estrela – Renascer
Lembra de mim – História de amor
Lua e flor – O salvador da pátria
Baby – Anos rebeldes
Ao que vai chegar – Livre para voar
Beijinho doce – A favorita
Espanhola – Que rei sou eu?
Vieste – Estrela-guia
O dono da bola – Vereda tropical
Encontros e despedidas – Senhora do destino
Foi assim – Rainha da sucata
Alegria, alegria – Anos rebeldes
Falando de amor – Por amor
Figura – Mulheres de areia
Quase não dá para ser feliz – Bebê a bordo
Carrossel – Carrossel
Varinha de condão – Carrossel
Céu de Santo Amaro – Cabocla
Noites com sol – Fera ferida
Transas e caretas – Transas e caretas
Vamos fugir – Caminho das Índias
Elas por elas – Elas por elas
Troca troca – Ti ti ti
Guerra dos sexos – Guerra dos sexos
Ai ai ai ai ai – Mulheres de areia
Meu bem querer – Meu bem querer / A indomada
Meu bem, meu mal – Meu bem, meu mal
Pensar em você – Belíssima
À primeira vista – O rei do gado
Templo – Esperança
Na rua, na chuva, na fazenda – Era uma vez
Cantada – Desejos de mulher
Nada pra mim – Malhação
Papel marchê – Corpo a corpo
Vitoriosa – Roque Santeiro
Dona – Roque Santeiro
Outra vez – Dancin’ days
Pessoa – Fera ferida
Conquistador barato – Bambolê
Só pra o vento – A gata comeu
Ti ti ti – Ti ti ti
Fera radical – Fera radical
Sexy iemanjá – Mulheres de areia
Tipo one way – A gata comeu
Milagres do povo – Tenda dos milagres
Anos dourados – Anos dourados
Fera ferida – Fera ferida
Explode coração – Explode coração
Perigo – Selva de pedra
Bandeira – Por amor
Eu te amo – Cara ou coroa
Não-identificado – O amor está no ar
Eu sei que vou te amar – Anjo mau / Paraíso tropical / América
Babilônia maravilhosa – Top model
Aguenta coração – Barriga de aluguel
Sob medida – Porto dos milagres
Começo, meio e fim – Felicidade
A viagem – A viagem
Eu queria ter uma bomba – A gata comeu
Sonhos – Suave veneno
Perigosa – A gata comeu
Espelhos d’água – Malhação
Pra você eu digo sim – As filhas da mãe
Festa do amor – Bambolê
Você me vira a cabeça – Da cor do pecado
Pelado – Brega & Chique
Palavras – Da cor do pecado
Quem sabe isso quer dizer amor – Cabocla
Yolanda – Esperança
Borboleta – O meu pé de laranja-lima
Quando o amor acontece – Marisol
Todo sentimento – Vale tudo
Mordida de amor – Bebê a bordo
Resposta – Andando nas nuvens
Pela luz dos olhos teus – Mulheres apaixonadas
Gabriela – Gabriela
Alegre menina – Gabriela
Fica comigo – Top model

* Soap-opera é a ópera do sabonete… Isso porque os sabonetes anunciavam nos intervalos das novelas norte-americanas… É mais ou menos isso…

Do dia em que encontramos a Jô e o professor na Urca

Por Luciana | 18/03/2009, 16h16

O que fazer no Rio de Janeiro em um domingo ensolarado? Ir à praia ou ir à Urca-visitar-as-locações-de-A-gata-comeu?

Pedi singelamente a segunda opção à Viva e à Luna e fui atendida. Apesar de nem saberem que raios de novela a gente estava falando tanto, as meninas foram de boa com a gente até o bairro onde a Jô e o professor moravam.

E elas foram explicando que a Urca é o bairro mais sossegado e, por isso mesmo, mais cobiçado do Rio de Janeiro, que só tem uma entrada e que essa entrada também é a saída e por isso não tem quase perigo por lá, que o Rei Roberto Carlos mora lá!

Lógico que, na hora, todo o meu amor e o meu carinho por Ipanema, bossa nova, Vinicius & Cia. foi embora e eu entrei em transe por causa da Urca.

E passamos na praça onde os meninos brincavam; passamos na ponte da qual o professor jogou a Jô no mar; passamos talvez pelo prédio onde a Jô morava; passamos pela igreja onde o casal principal se casou; passamos, enfim, pela praia onde a novela termina ao som de Só pra o vento, do Ritchie.

Almoçamos em um bar/restaurante chamado Garota de Ipanema da Urca (hahahahahahaha!), bem de frente para a praia da Urca.

Depois passeamos pelo morro da Urca; vimos o bondinho, mas não subimos; fomos tomar uns sorvetes exóticos na Sorvete Brasil, bem aos pés do Pão de Açúcar; passeamos por lá, mas sem que a novela ficasse tão presente quanto no primeiro momento.

Seguimos pra Ipanema e todo o meu amor e o meu carinho voltou.

Dois dias depois, o sol apareceu outra vez e decidimos ir à praia. Se arruma daqui, se arruma dali, pega o carro. Quando saímos do estacionamento do hotel, a chuva caiu lindamente. Puxa, se a praia tinha miado, para onde iríamos?

Para a Urca, lógico.

Passear mais uma vez pelas ruas tranqüilas, tentar enxergar uma ou outra casa das personagens da novela, fazer fotinhas na igreja do Padre Aurélio.

Contei para o André de um grupo que se formou em 2001, quando A gata comeu foi reprisada pela segunda vez no Vale a pena ver de novo, e que também fez aquele tipo de passeio nostálgico que estávamos fazendo.

O grupo, na época, ficou tentando imaginar quem faria o casal protagonista no caso de um remake: Cláudia Raia e Edson Celulari, Letícia Sabatella e Marcos Palmeira, Viviane Pasmanter e Humberto Martins.

Eu ainda prefiro que reprisem. Um remake hoje não teria a mesma singeleza de A gata comeu – mesmo sabendo que A gata comeu é um remake de A barba azul… Não teria também o charme das locações da Urca – muito provavelmente uma Urca artificial seria construída no Projac…

Se perder em uma ilha deserta não daria mais, afinal, bastaria ligar do celular… Sonambulismo, amnésia, bateu-levou… Telefonemas anônimos… Um cara que se finge de cego, um outro que se finge de conde… Seria difícil trazer isso para os dias de hoje, mas reprisando a gente sempre se teletransporta…

Sem contar que Jô e Fábio pra mim são Christiane Torloni e Nuno Leal Maia. Sempre.

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