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Porque nós adoramos novelas!

Arquivos: Remakes

Breves considerações sobre Sinhá Moça

Por Luciana | 16/04/2010, 13h26

Quando eu digo que vi a primeira versão de Sinhá Moça muita gente se espanta.

Mas é verdade.

Sou de um tempo em que a Sinhá Moça era estrábica que nem a Lucélia Santos. Sou de um tempo em que o Marcos Paulo ainda não tinha se embandeirado completamente pra ser diretor e fazia as vezes de Irmão do Quilombo.

Dia desses, algumas pessoas comentando sobre a Ana do Véu, e eu: em pensar que a primeira Ana do Véu foi a Patrícia Pillar… Essa sim, de uma beleza desconcertante que paralisou o público quando descobriu o rosto.

Agora, Patrícia Pillar é a mãe da Sinhá Moça. Uma Sinhá Moça muito mais delicada e competente, diga-se, feita por Débora Falabella – que ouve os versos de Laços de fita, de Castro Alves, da boca do Doutor Rodolfo feito por Danton Mello. Isso tudo com um efeito de cinema que é dos acabamentos mais bonitos que já fizeram pra novelas.

Quando a primeira versão de Sinhá Moça passou no Vale a pena ver de novo, eu lembro de assistir a novela com meu pai, espichados os dois na rede. Lembro que não perdíamos as diabruras do Barão de Araruna feito pelo Rubens de Falco – o Barão de Osmar Prado até que tem um toque de humanidade, onde já se viu?…

Hoje não tenho mais tempo de ver pela segunda vez a segunda versão da novela das seis de Benedito Ruy Barbosa, revigorada pelas filhas dele. Mas quem já viu Cabocla e Paraíso por esses tempos também não deve se lamentar.

Tititi

Por Luciana | 02/04/2010, 23h13

Na boa, não vejo a hora de Tempos Modernos acabar. Primeiro, porque a novela é mais perdida que Bang Bang, Negócio da China e Sonho Meu  juntas. Segundo, porque quando ela acabar vai começar o remake de Tititi!

Vi Tititi primeiro aos seis anos, em 1985, e depois no Vale a pena ver de novo, em 1988, aos nove anos. Como tenho uma memória de elefante, ainda lembro de alguns detalhes da trama de Cassiano Gabus Mendes pras 19h – adoro novelas de 19h!

Bem, quando soube do remake minha primeira reação foi contrária porque guardo boas recordações da novela e não queria que uma nova produção pudesse acabar com isso.

A escolha de Murilo Benício para o papel de Ariclenes/Victor Valentim veio aguçar ainda mais essa rejeição. Fiquei inconformada, não acho que ele se encaixe no papel. Já li que ele mesmo está apavorado em interpretar um costureiro espanhol… Mas minha mãe e o André acham que ele tem tudo pra fazer um ótimo trabalho, baseados nos cacoetes mil que o Benício já apresentou em Fera Ferida, Vira-Lata, Pé na Jaca… Enfim.

Já a escolha de Alexandre Borges pra fazer André Spina/Jacques Leclair pra mim foi perfeita – ainda mais quando soube que fará par com a Cláudia Raia, que ficou com a Jacqueline de Sandra Bréa. Os dois já provaram que funcionam muito bem como casal, vide Engraçadinha, As Filhas da Mãe, Belíssima

Lembrando com o André das velhinhas da trama – Yara Côrtes e Natália  Timberg – ficamos projetando quem poderia fazer os papéis de tia e mãe de André Spina, respectivamente. Ficamos em um nome só, o de Nicette Bruno e foi uma grata surpresa saber que ela ficará mesmo com o papel de Júlia! Já Cecília, a tia que faz vestidinhos de boneca e que Ari transforma em vestidos de alta costura, será interpretada pela não menos talentosa Regina Braga.

Alta costura essa que ficará pra trás no remake conduzido por Maria Adelaide Amaral. Ao invés da trama se passar em São Paulo, Belo Horizonte – e sua moda em ebulição no cenário nacional – servirá de palco pra novela.

As modas que Tititi lançou em 1985 não se restringiram apenas ao vestuário. A exemplo do perfume de Vereda Tropical, lançado um ano antes, o batom Boka Loka inventado por Victor Valentim pintou e bordou na boca das mulheres do Brasil inteiro. Lembro da minha mãe passando e meu pai fazendo de conta que a beijava só por causa do batom – porque era isso que falavam na novela: que ao passar o Boka Loka você atraía o desejo dos homens em te beijar! E eu acreditava piamente na encenação dos meus pais!

Tinha também as argolas usadas pela Gabriela de Myrian Rios. Elas tinham um lacinho colorido que mudava de acordo com a roupa que a personagem estava usando. Agora quem interpretará a Gabi será outra Rios: a Mariana, vinda de Malhação.

Além de Tititi, Maria Adelaide Amaral trabalhará com elementos de outras novelas de Cassiano Gabus Mendes. A trama principal de Plumas & Paetês será aproveitada e participações especiais como a de Rafaela, de Marília Pêra em Brega & Chique, e Mário Fofoca, de Luiz Gustavo (que foi o Ari da primeira Tititi), de Elas por Elas – que é uma novela que merece um remake até mais que Tititi, por ser mais antiga.

Pra encabeçar a história de Plumas & Paetês virá nada mais nada menos que a melhor: Christiane Torloni. Pela terceira vez, Torloni interpretará uma personagem de Eva Wilma em remakes. Por coincidência, ambas as novelas são as minhas preferidas de todos os tempos e tão bem sucedidas que por duas vezes foram exibidas no Vale a pena ver de novo: A Gata Comeu e A Viagem.

Fora as participações já citadas, de Marília Pêra e Luiz Gustavo, algumas figurinhas da primeira versão da novela voltarão em outros papéis – como já aconteceu em outros remakes da vida. Infelizmente, Cássio Gabus Mendes não fará parte dessa lista, pois já está escalado para a novela de Gilberto Braga que ficará no lugar de Passione, no horário nobre – e novela das oito é novela das oito, difícil de recusar.

Mas Malu Mader, que antes era Walkíria e fazia par com Cássio, vai participar da novela. Ela fará Suzana, personagem de Marieta Severo, que era mãe de Luti (personagem de Cássio) e ex-mulher de Ari.

Luti e Wal eram o Romeu & Julieta moderninho sensação da novela. Filhos dos arquiinimigos Ari e André, eles até encenaram a cena do envenenamento dos amantes de Verona pra convencer os pais a deixarem que ficassem juntos.

O romance dos dois era embalado por Troca-troca, canção dos Fevers e uma das poucas músicas que lembro da trilha sonora da novela. Tititi, a música de abertura inesquecivelmente cantada pelo grupo Metrô e que tem que ser regravada pra tocar de novo nesse remake, e A vida é dura, dos Demônios da garoa com participação de Benito di Paula, que tocava todas as vezes que Ari aprontava das suas, completam a pequena lista que minha memória recorda.

E você, leitor, do que lembra?

Brincando de escalar remakes

Por Luciana | 20/05/2009, 12h21

Fiz um texto recentemente onde dizia que no dia que fizessem o remake de Tieta, Cássia Kiss podia perfeitamente fazer a Perpétua, visto o show que está dando como a também beata Mariana, em Paraíso.

Aí, o Trotta reclamou dizendo que pensava que eu ia escalar o elenco inteiro!

Bem, não me empolguei em fazer isso, mas fiquei animada pra outra coisa: sugerir remakes de novelas que não vi.

É tentador pedir remake de novelas que já vimos, mas ao mesmo tempo me faz pensar: se fizesssem o remake de Amor com amor se paga, que outra pessoa poderia viver o seu Nonô Correa do que o mesmo Ary Fontoura? Se fizessem o remake de Tititi, impossível não querer de novo Luiz Gustavo e Reginaldo Faria para reviverem os costureiros.

Então, se é pra fazer remake, que seja de algo que eu não vi e que, por isso, não me apeguei ao trabalho dos atores.

A primeira novela da minha lista é Sol de verão, de Manoel Carlos. Infelizmente acho difícil de acontecer, porque, ao contrário de Benedito Ruy Barbosa, Maneco ainda está em processo de plena criação, fazendo novelas novas.

Mas fica mesmo assim o pedido. Sol de verão é de 1982 e contava a história de Raquel que depois de 18 anos de casada, se divorcia e se apaixona por um mecânico vizinho da mãe dela. Já filha de Raquel, Clara, se apaixona por um rapaz surdo, ajudante da oficina mecânica.

Manoel Carlos escreveu Sol de verão para Jardel Filho, que segundo ele era um homem belíssimo, interpretar esse mecânico boa praça que se apaixona pra valer na meia-idade. Ele só não contava que Jardel fosse morrer durante a novela, mudando totalmente o rumo da trama – Maneco inclusive não quis continuar a escrever, pois pra ele a novela terminou quando o amigo faleceu. Lauro Cesar Muniz foi designado para cumprir a tarefa de levar Sol de verão até o final.

A trama do rapaz surdo também mobilizou o país – merchandising social dos bons de Manoel Carlos! – fazendo com que as crianças aprendessem a linguagem dos sinais. Mérito de Tony Ramos que com a sensibilidade de sempre deu vida a Abel.

Então, depois de muito matutar, pensei: em um remake de Sol de verão, Tony Ramos – figurinha carimbada das tramas de Manoel Carlos – ficaria com o papel que foi de Jardel Filho e Reynaldo Gianecchini interpretaria Abel. Ia ser lindo, sim?

Dancin’ Days eu também adoraria ver – pena que o Gilberto Braga tenha receio de refazê-la. Para viver a Júlia Mattos eu escalaria a Letícia Sabatella e para o papel do Cacá, o Wagner Moura – ambos são velhos conhecidos de Gilberto: Letícia fez O dono do mundo e Wagner, Paraíso tropical. Pra fazer a irmã de Júlia - tarefa que na primeira versão coube a Joana Fomm - chamaria Lília Cabral. E pra formar o casal jovem – que antes foi feito por Glória Pires e Lauro Corona – colocaria Carolina Oliveira e Miguel Rômulo.

Faz tempo, Aguinaldo Silva comentou um possível remake de Gabriela. Se não me engano, seria Camila Pitanga e eu penso e repenso e não encontro alternativa melhor. Para Nacib, chamava o Eduardo Moscovis. Para Edmundo Falcão, mais uma vez Wagner Moura, e repetia o par da minissérie JK e dava a Jerusa para Débora Falabella – que já fez duas novelas de Aguinaldo, Senhora do destino e Duas Caras. A rebelde Malvina ficaria pra Natália Dill e o Coronel Ramiro Bastos ficaria com José Wilker, que fez Edmundo Falcão na primeira versão, sendo o opositor do coronel.

Elas por elas fecha meu desejo por remakes, e aí foi a farra! Escolher sete atrizes que eu gosto para dar vida às amigas da trama de Cassiano Gabus Mendes. Aí vão: Cláudia Raia, Adriana Esteves, Viviane Pasmanter, Christiane Torloni, Letícia Spiller, Betty Lago e Ângela Vieira.

Sei que talvez rolasse fogueirinha de egos, mas foram essas que me vieram à cabeça. Cláudia Raia por muito mais que A favorita; Adriana Esteves por O cravo e a rosa, Kubanakan e A lua me disse; Viviane Pasmanter por Mulheres de areia, Uga uga e Páginas da vida; Christiane Torloni, ah!, por A gata comeu, Selva de Pedra, A viagem, Cara e Coroa, Um anjo caiu do céu, América; Letícia Spiller por Quatro por quatroSenhora do destino; Betty Lago por Anos Rebeldes e Quatro por quatro; e Ângela Vieira por Coração de estudanteSenhora do destino.

Ufa!

Triângulos amorosos inesquecíveis

Por Luciana | 27/04/2009, 10h10

Seja girando em torno da mocinha, seja girando em torno do mocinho, toda novela que se preze tem um triângulo amoroso.

Mas triângulo amoroso inesquecível é aquele em que o público fica realmente dividido – é quando o triângulo não é escaleno, não fica pendendo mais pra um lado. Triângulo amoroso perfeito é aquele em que a dúvida de com quem o fulano vai ficar divide até os últimos momentos os telespectadores.

O primeiro triângulo que me despertou isso, essa divisão de torcida, foi o protagonizado por Silvana – Luca – Verônica, em Vereda Tropical.

Apesar da Silvana ser a boazinha, fadada a ficar com o jogador de futebol Luca, a Verônica tinha uma coisa transgressora que chamava a minha atenção de criança. Ela batalhava pelo Luca, fazia coisas ruins, mas também era capaz de coisas bacanas – como depor a favor de Silvana, para que a moça ficasse com a guarda do filho.

O triângulo mais conhecido e adorado de todos os tempos veio logo depois de Vereda Tropical, mas não era de uma novela e, sim, de um seriado: Armação Ilimitada.

Lá, tínhamos a Dona Flor moderna, Zel, que “escolheu não escolher” e se tornou namorada tanto de Juba quanto de Lula. Era difícil mesmo escolher entre os dois, mas eu sempre fui mais da torcida do Lula, pelo jeito paternal dele com o Bacana.

A já citada Dona Flor também não virou novela, mas minissérie. E, assim como Zelda, sentia que precisa dos dois – Vadinho e Teodoro – para viver, porque eles afinal se completavam e a completavam.

Cidinha e Leda eram amigas de infância. Enquanto uma era mais esperta e a outra mais inteligente, faziam uma dupla imbatível.

Até que as duas se apaixonaram por Bello – Mário Gomes mais uma vez dividido entre uma loura e uma morena, como em Vereda Tropical.

Foi difícil torcer em Perigosas Peruas por uma ou por outra, porque apesar  de torcer pela dona de casa Cidinha, eu adorava a Leda por ser uma jornalista bem sucedida!

No final, prevaleceu o lance da família e o Bello ficou com a Cidinha. Pra Leda surgiu um sósia do Bello! Rá!

No remake de Mulheres de Areia, graças a interpretação de Glória Pires, confesso que torcia um pouco pela Raquel sim.

Ora, a Ruth era muito boazinha, leitor! Ao invés de desfazer toda a farsa que a irmã armou, ela aceitou passivamente que o Marcos se casasse com a Raquel!

Fora isso, a Raquel tinha charme e, além da Malu, era a única que peitava o Dr. Virgílio.

Outro remake famoso com triângulo amoroso igualmente famoso foi o de Pecado Capital.

Eu vinha da torcida por Milena e Nando, de Por Amor, e era natural que torcesse por Lucinha e Carlão, já que também eram interpretados por Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis.

Mas quando o Salviano Lisboa de Francisco Cuoco declamou o Poema dos Olhos da Amada, de Vinicius de Moraes, olhando bem nos olhos da Lucinha, eu me rendi.

Pena que no final teve uma reviravolta louca e a Glória Perez meteu a Vera Fischer na jogada pra ficar com o Cuoco!

Outro triângulo em que a Carolina Ferraz se meteu foi em História de amor. Ela vivia a mimada Paulinha que disputava o Carlos com a Helena.

Apesar de lógico estar predestinado que a Helena ia se dar bem, a Paulinha era que nem a Verônica, de Vereda Tropical: capaz tanto de maldades quanto de bondades. Talvez por isso tenha se dado bem no final, mesmo que sem o Carlos…

Verônica e Paulinha eram personagens bem próximas da realidade, da humanidade. Não eram absolutamente boas nem absolutamente ruins. Tinham nuances. Não eram politicamente corretas e chatas como as mocinhas, por isso eu curtia as duas.

Assim como curtia a judia Camille, de Esperança. Era por ela que eu torcia pra o Toni ficar. Mas todo mundo começou a torcer pela tal de Maria, que o Walcyr Carrasco (ao assumir a novela no lugar do atual maior remakeiro da paróquia Benedito Ruy Barbosa) acabou transformando a Camille numa mini-vilã e a afastando de vez do mocinho!

Outro que se deixou levar pela vontade do público foi o Aguinaldo Silva, ao levar em conta uma enquete feita no site de Senhora do Destino pra decidir quem ficaria com Maria do Carmo: Dirceu ou Giovanni.

O segundo venceu e confirmou o que Aguinaldo sempre afirma: o melhor casal de novela é Suzana Vieira e José Wilker (pra mim, há controvérsias, mas enfim).

Assim como Maria do Carmo & Giovanni, outro casal que contrariou a máxima de que o amor do primeiro capítulo é o amor do fim da novela foi o Ed e a Sol, de América.

Sol amargou a novela inteira o amor desencontrado que sentia por Tião e vice-versa. Mas nessa eu SEMPRE torci pelo Ed, vivido pelo fofo Caco Ciocler (que é por sinal a única pessoa pra quem eu torço em Caminho das Índias – torço pelo Murilo dele e pela Silvia, de Débora Bloch)! Porque ele era inteligente, delicado, carinhoso e apaixonado pela Sol. Já o bronco do Tião…

E o mais recente desses triângulos todos foi Flora – Zé Bob – Donatela. Quando percebi que o Zé Bob estava apaixonado mesmo pela Donatela, foi fácil deduzir que ela era a mocinha, afinal, o mocinho não se apaixonaria pela bandida…

Mesmo com toda essa tradição de triângulos amorosos em novelas, minisséries e seriados, tem aqueles casos em que os personagens se veem envolvidos com até três pretendentes!

Era o caso de Quequé, da minissérie Rabo de Saia, as voltas com as três mulheres: Eleuzina, Santinha e Nicinha – em mais uma daquelas situações em que se “escolhe não escolher”; de Denizard, de O outro, divididaço entre Índia do Brasil, Laura e Glorinha da Abolição – ficando no final com a primeira; e de Ingrid, de Rainha da Sucata, a francesinha que ficou com “as três filhinhas” de Dona Armênia, Gerson, Gera e Gino!

Mais algum triangulinho?

São Jorge das Novelas

Por Luciana | 23/04/2009, 17h03

Bem, não se trata de novela, mas a primeira vez que “visualizei” São Jorge foi n’O Sítio do Pica-pau Amarelo. Ele ficou vidrado nos bolinhos da Tia Nastácia!

Tempos depois, vi Gabriela no Vale a pena ver de novo e tudo se passava lá em São Jorge dos Ilhéus.

A novela começa com a zona cacaueira sofrendo por causa da falta de chuva.

O Coronel Ramiro Bastos – Paulo Gracindo como sempre impecável – manda-chuva da cidade, resolveu então organizar uma procissão que envolvesse a cidade inteira pedindo para que chovesse em por lá!

Acontece que todo ano tem a procissão de São Jorge na cidade, mas o esperto decidiu acrescentar mais dois “reforços” ao ato religioso: São Sebastião (santo dos ricos) e Santa Madalena (dos boêmios e das prostitutas).

São Jorge? São Jorge é o santo dos pobres. Se choveu em Ilhéus? Lógico, ou você não lembra da cena da Sônia Braga de vestido de chita azul colado ao corpo pela chuva?

Depois o outro São Jorge que me vem a memória é beeeem mais recente: o do pai do Carlão, de Pecado Capital, o seu Raimundo – interpretado pelo fofo Roberto Bonfim, no remake feito por Glória Perez da novela de Janete Clair.

Ele vivia se pegando com aquele São Jorge, pedindo pro santo dar jeito e juízo na vida do filho, mas não teve muito sucesso não…

O mais recente São Jorge que apareceu em novelas foi o do restaurante do Bernardinho, de Duas Caras, o Castelo de São Jorge, sociedade dele com Juvenal Antena, o rei da Portelinha.

Antes disso, o mais bacana de todos, em minha sincera opinião: o São Jorge de Daniel de Oliveira, na minissérie Hoje é dia de Maria – 2ª Jornada.

Entre muitos personagens, Daniel deu vida a quatro cavaleiros na minissérie: o Cavaleiro Branco ou Cavaleiro da Aurora, o Cavaleiro do Fogo, o Cavaleiro da Noite e o Cavaleiro da Justiça, que era São Jorge.

E o São Jorge da sua memória qual é?

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