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Porque nós adoramos novelas!

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Checklist – De Amazônia a Caminho das Índias

Por Luciana | 06/07/2009, 12h12

Comentei com o André semana passada o quanto acho a atriz Brenda Haddad graciosa e bonita, e que gosto dela desde a minissérie Amazônia.

Aí, entramos no site da minissérie e ficamos relembrando o elenco e o enredo da minissérie que contou a história do Acre, terra da autora de Caminho das Índias e da Brenda Haddad, a Rani, esposa do Komal.

A primeira surpresa foi perceber que o blogueiro-escada-da-norminha Indra não foi o primeiro papel de André Arteche: em Amazônia ele viveu Toinho, que era apaixonado pela Ritinha feita por Brenda!

Aí, resolvemos fazer o checklist de quem foi da Amazônia direto pra Índia, com escala na Lapa (rá!), deixando claro que não entendemos esse repetição de elenco nas obras de determinados autores como panelinha, longe disso; é preferível acreditar que em time que está ganhando não se mexe (clichê!) e que determinados atores funcionam melhor nas tramas de certos autores – o que seria do Manoel Carlos sem o José Mayer, da Glória Perez sem o Victor Fasano, do Gilberto Braga sem a Malu Mader, do Aguinaldo Silva sem a Suzana Vieira, do Silvio de Abreu sem a Cláudia Raia, do Carlos Lombardi sem o Humberto Martins?

Brenda Haddad

André Arteche

Alexandre Borges

Anderson Müller

André Gonçalves

Antônio Calloni

Betty Gofman

Cacau Melo

Caio Blat

Christiane Torloni

Christóvam Neto

Débora Bloch

Humberto Martins

Jandira Martini

José de Abreu

Lima Duarte

Luci Pereira

Mussunzinho

Neuza Borges

Odilon Wagner

Osmar Prado

Paula Pereira

Silvia Buarque

Totia Meirelles

Vera Fischer

e Victor Fasano.

Ah, Juliana Paes, Eva Todor, Nívea Maria, Duda Nagle, Caco Ciocler, Cissa Guimarães, Murilo Rosa, Eliane Giardini, Cleo Pires e Bruno Gagliasso vieram de América; Danton Mello veio de Hilda Furacão; Marcelo Brou, Letícia Sabatella e Stênio Garcia vieram de O clone.

Faltou alguém?

Quando fala o coração

Por Luciana | 22/06/2009, 11h11

Depois do sucesso de Maysa – quando fala o coração, a Globo já está preparando a minissérie que abrirá 2010. Será sobre mais uma cantora das antigas, Dalva de Oliveira.

Foi inevitável pensar: Dalva – quando fala o coração.

Ao contrário da busca por uma desconhecida para viver Maysa – no caso a atriz Larissa Maciel -, a intérprete de Dalva já é uma velha conhecida: Cláudia Abreu.

Daqui a 30 anos, prepare-se: teremos um combo de Joelma – quando fala o coração, Ivete – quando fala o coração, Stefhany – quando fala o coração…

Fico imaginando quem fará as musas acima citadas… Provavelmente essas atrizes que hoje são adolescentes, tipo Isabelle Drummond, Carolina de Oliveira, Bruna Marquezine, Marcela Barrozo…

Brincando de escalar remakes

Por Luciana | 20/05/2009, 12h21

Fiz um texto recentemente onde dizia que no dia que fizessem o remake de Tieta, Cássia Kiss podia perfeitamente fazer a Perpétua, visto o show que está dando como a também beata Mariana, em Paraíso.

Aí, o Trotta reclamou dizendo que pensava que eu ia escalar o elenco inteiro!

Bem, não me empolguei em fazer isso, mas fiquei animada pra outra coisa: sugerir remakes de novelas que não vi.

É tentador pedir remake de novelas que já vimos, mas ao mesmo tempo me faz pensar: se fizesssem o remake de Amor com amor se paga, que outra pessoa poderia viver o seu Nonô Correa do que o mesmo Ary Fontoura? Se fizessem o remake de Tititi, impossível não querer de novo Luiz Gustavo e Reginaldo Faria para reviverem os costureiros.

Então, se é pra fazer remake, que seja de algo que eu não vi e que, por isso, não me apeguei ao trabalho dos atores.

A primeira novela da minha lista é Sol de verão, de Manoel Carlos. Infelizmente acho difícil de acontecer, porque, ao contrário de Benedito Ruy Barbosa, Maneco ainda está em processo de plena criação, fazendo novelas novas.

Mas fica mesmo assim o pedido. Sol de verão é de 1982 e contava a história de Raquel que depois de 18 anos de casada, se divorcia e se apaixona por um mecânico vizinho da mãe dela. Já filha de Raquel, Clara, se apaixona por um rapaz surdo, ajudante da oficina mecânica.

Manoel Carlos escreveu Sol de verão para Jardel Filho, que segundo ele era um homem belíssimo, interpretar esse mecânico boa praça que se apaixona pra valer na meia-idade. Ele só não contava que Jardel fosse morrer durante a novela, mudando totalmente o rumo da trama – Maneco inclusive não quis continuar a escrever, pois pra ele a novela terminou quando o amigo faleceu. Lauro Cesar Muniz foi designado para cumprir a tarefa de levar Sol de verão até o final.

A trama do rapaz surdo também mobilizou o país – merchandising social dos bons de Manoel Carlos! – fazendo com que as crianças aprendessem a linguagem dos sinais. Mérito de Tony Ramos que com a sensibilidade de sempre deu vida a Abel.

Então, depois de muito matutar, pensei: em um remake de Sol de verão, Tony Ramos – figurinha carimbada das tramas de Manoel Carlos – ficaria com o papel que foi de Jardel Filho e Reynaldo Gianecchini interpretaria Abel. Ia ser lindo, sim?

Dancin’ Days eu também adoraria ver – pena que o Gilberto Braga tenha receio de refazê-la. Para viver a Júlia Mattos eu escalaria a Letícia Sabatella e para o papel do Cacá, o Wagner Moura – ambos são velhos conhecidos de Gilberto: Letícia fez O dono do mundo e Wagner, Paraíso tropical. Pra fazer a irmã de Júlia - tarefa que na primeira versão coube a Joana Fomm - chamaria Lília Cabral. E pra formar o casal jovem – que antes foi feito por Glória Pires e Lauro Corona – colocaria Carolina Oliveira e Miguel Rômulo.

Faz tempo, Aguinaldo Silva comentou um possível remake de Gabriela. Se não me engano, seria Camila Pitanga e eu penso e repenso e não encontro alternativa melhor. Para Nacib, chamava o Eduardo Moscovis. Para Edmundo Falcão, mais uma vez Wagner Moura, e repetia o par da minissérie JK e dava a Jerusa para Débora Falabella – que já fez duas novelas de Aguinaldo, Senhora do destino e Duas Caras. A rebelde Malvina ficaria pra Natália Dill e o Coronel Ramiro Bastos ficaria com José Wilker, que fez Edmundo Falcão na primeira versão, sendo o opositor do coronel.

Elas por elas fecha meu desejo por remakes, e aí foi a farra! Escolher sete atrizes que eu gosto para dar vida às amigas da trama de Cassiano Gabus Mendes. Aí vão: Cláudia Raia, Adriana Esteves, Viviane Pasmanter, Christiane Torloni, Letícia Spiller, Betty Lago e Ângela Vieira.

Sei que talvez rolasse fogueirinha de egos, mas foram essas que me vieram à cabeça. Cláudia Raia por muito mais que A favorita; Adriana Esteves por O cravo e a rosa, Kubanakan e A lua me disse; Viviane Pasmanter por Mulheres de areia, Uga uga e Páginas da vida; Christiane Torloni, ah!, por A gata comeu, Selva de Pedra, A viagem, Cara e Coroa, Um anjo caiu do céu, América; Letícia Spiller por Quatro por quatroSenhora do destino; Betty Lago por Anos Rebeldes e Quatro por quatro; e Ângela Vieira por Coração de estudanteSenhora do destino.

Ufa!

Triângulos amorosos inesquecíveis

Por Luciana | 27/04/2009, 10h10

Seja girando em torno da mocinha, seja girando em torno do mocinho, toda novela que se preze tem um triângulo amoroso.

Mas triângulo amoroso inesquecível é aquele em que o público fica realmente dividido – é quando o triângulo não é escaleno, não fica pendendo mais pra um lado. Triângulo amoroso perfeito é aquele em que a dúvida de com quem o fulano vai ficar divide até os últimos momentos os telespectadores.

O primeiro triângulo que me despertou isso, essa divisão de torcida, foi o protagonizado por Silvana – Luca – Verônica, em Vereda Tropical.

Apesar da Silvana ser a boazinha, fadada a ficar com o jogador de futebol Luca, a Verônica tinha uma coisa transgressora que chamava a minha atenção de criança. Ela batalhava pelo Luca, fazia coisas ruins, mas também era capaz de coisas bacanas – como depor a favor de Silvana, para que a moça ficasse com a guarda do filho.

O triângulo mais conhecido e adorado de todos os tempos veio logo depois de Vereda Tropical, mas não era de uma novela e, sim, de um seriado: Armação Ilimitada.

Lá, tínhamos a Dona Flor moderna, Zel, que “escolheu não escolher” e se tornou namorada tanto de Juba quanto de Lula. Era difícil mesmo escolher entre os dois, mas eu sempre fui mais da torcida do Lula, pelo jeito paternal dele com o Bacana.

A já citada Dona Flor também não virou novela, mas minissérie. E, assim como Zelda, sentia que precisa dos dois – Vadinho e Teodoro – para viver, porque eles afinal se completavam e a completavam.

Cidinha e Leda eram amigas de infância. Enquanto uma era mais esperta e a outra mais inteligente, faziam uma dupla imbatível.

Até que as duas se apaixonaram por Bello – Mário Gomes mais uma vez dividido entre uma loura e uma morena, como em Vereda Tropical.

Foi difícil torcer em Perigosas Peruas por uma ou por outra, porque apesar  de torcer pela dona de casa Cidinha, eu adorava a Leda por ser uma jornalista bem sucedida!

No final, prevaleceu o lance da família e o Bello ficou com a Cidinha. Pra Leda surgiu um sósia do Bello! Rá!

No remake de Mulheres de Areia, graças a interpretação de Glória Pires, confesso que torcia um pouco pela Raquel sim.

Ora, a Ruth era muito boazinha, leitor! Ao invés de desfazer toda a farsa que a irmã armou, ela aceitou passivamente que o Marcos se casasse com a Raquel!

Fora isso, a Raquel tinha charme e, além da Malu, era a única que peitava o Dr. Virgílio.

Outro remake famoso com triângulo amoroso igualmente famoso foi o de Pecado Capital.

Eu vinha da torcida por Milena e Nando, de Por Amor, e era natural que torcesse por Lucinha e Carlão, já que também eram interpretados por Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis.

Mas quando o Salviano Lisboa de Francisco Cuoco declamou o Poema dos Olhos da Amada, de Vinicius de Moraes, olhando bem nos olhos da Lucinha, eu me rendi.

Pena que no final teve uma reviravolta louca e a Glória Perez meteu a Vera Fischer na jogada pra ficar com o Cuoco!

Outro triângulo em que a Carolina Ferraz se meteu foi em História de amor. Ela vivia a mimada Paulinha que disputava o Carlos com a Helena.

Apesar de lógico estar predestinado que a Helena ia se dar bem, a Paulinha era que nem a Verônica, de Vereda Tropical: capaz tanto de maldades quanto de bondades. Talvez por isso tenha se dado bem no final, mesmo que sem o Carlos…

Verônica e Paulinha eram personagens bem próximas da realidade, da humanidade. Não eram absolutamente boas nem absolutamente ruins. Tinham nuances. Não eram politicamente corretas e chatas como as mocinhas, por isso eu curtia as duas.

Assim como curtia a judia Camille, de Esperança. Era por ela que eu torcia pra o Toni ficar. Mas todo mundo começou a torcer pela tal de Maria, que o Walcyr Carrasco (ao assumir a novela no lugar do atual maior remakeiro da paróquia Benedito Ruy Barbosa) acabou transformando a Camille numa mini-vilã e a afastando de vez do mocinho!

Outro que se deixou levar pela vontade do público foi o Aguinaldo Silva, ao levar em conta uma enquete feita no site de Senhora do Destino pra decidir quem ficaria com Maria do Carmo: Dirceu ou Giovanni.

O segundo venceu e confirmou o que Aguinaldo sempre afirma: o melhor casal de novela é Suzana Vieira e José Wilker (pra mim, há controvérsias, mas enfim).

Assim como Maria do Carmo & Giovanni, outro casal que contrariou a máxima de que o amor do primeiro capítulo é o amor do fim da novela foi o Ed e a Sol, de América.

Sol amargou a novela inteira o amor desencontrado que sentia por Tião e vice-versa. Mas nessa eu SEMPRE torci pelo Ed, vivido pelo fofo Caco Ciocler (que é por sinal a única pessoa pra quem eu torço em Caminho das Índias – torço pelo Murilo dele e pela Silvia, de Débora Bloch)! Porque ele era inteligente, delicado, carinhoso e apaixonado pela Sol. Já o bronco do Tião…

E o mais recente desses triângulos todos foi Flora – Zé Bob – Donatela. Quando percebi que o Zé Bob estava apaixonado mesmo pela Donatela, foi fácil deduzir que ela era a mocinha, afinal, o mocinho não se apaixonaria pela bandida…

Mesmo com toda essa tradição de triângulos amorosos em novelas, minisséries e seriados, tem aqueles casos em que os personagens se veem envolvidos com até três pretendentes!

Era o caso de Quequé, da minissérie Rabo de Saia, as voltas com as três mulheres: Eleuzina, Santinha e Nicinha – em mais uma daquelas situações em que se “escolhe não escolher”; de Denizard, de O outro, divididaço entre Índia do Brasil, Laura e Glorinha da Abolição – ficando no final com a primeira; e de Ingrid, de Rainha da Sucata, a francesinha que ficou com “as três filhinhas” de Dona Armênia, Gerson, Gera e Gino!

Mais algum triangulinho?

São Jorge das Novelas

Por Luciana | 23/04/2009, 17h03

Bem, não se trata de novela, mas a primeira vez que “visualizei” São Jorge foi n’O Sítio do Pica-pau Amarelo. Ele ficou vidrado nos bolinhos da Tia Nastácia!

Tempos depois, vi Gabriela no Vale a pena ver de novo e tudo se passava lá em São Jorge dos Ilhéus.

A novela começa com a zona cacaueira sofrendo por causa da falta de chuva.

O Coronel Ramiro Bastos – Paulo Gracindo como sempre impecável – manda-chuva da cidade, resolveu então organizar uma procissão que envolvesse a cidade inteira pedindo para que chovesse em por lá!

Acontece que todo ano tem a procissão de São Jorge na cidade, mas o esperto decidiu acrescentar mais dois “reforços” ao ato religioso: São Sebastião (santo dos ricos) e Santa Madalena (dos boêmios e das prostitutas).

São Jorge? São Jorge é o santo dos pobres. Se choveu em Ilhéus? Lógico, ou você não lembra da cena da Sônia Braga de vestido de chita azul colado ao corpo pela chuva?

Depois o outro São Jorge que me vem a memória é beeeem mais recente: o do pai do Carlão, de Pecado Capital, o seu Raimundo – interpretado pelo fofo Roberto Bonfim, no remake feito por Glória Perez da novela de Janete Clair.

Ele vivia se pegando com aquele São Jorge, pedindo pro santo dar jeito e juízo na vida do filho, mas não teve muito sucesso não…

O mais recente São Jorge que apareceu em novelas foi o do restaurante do Bernardinho, de Duas Caras, o Castelo de São Jorge, sociedade dele com Juvenal Antena, o rei da Portelinha.

Antes disso, o mais bacana de todos, em minha sincera opinião: o São Jorge de Daniel de Oliveira, na minissérie Hoje é dia de Maria – 2ª Jornada.

Entre muitos personagens, Daniel deu vida a quatro cavaleiros na minissérie: o Cavaleiro Branco ou Cavaleiro da Aurora, o Cavaleiro do Fogo, o Cavaleiro da Noite e o Cavaleiro da Justiça, que era São Jorge.

E o São Jorge da sua memória qual é?

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