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Porque nós adoramos novelas!

Arquivos: Mexicanas

A bênção mexicana

Por Luciana | 16/07/2009, 16h16

Estou há tempos para confessar: já tive uma fase intensa de novelas mexicanas.

Ao contrário da maioria, que só assistiu a Carrossel e olhe lá, eu vi umas tantas outras novelas mexicanas.

Qualquer dia desses vou escrever melhor sobre cada uma delas, mas por hora quero dizer que uma das coisas que acho mais bonitas em novelas mexicanas é o lance da bênção.

Os pais ou avós sempre abençoam suas crianças e jovens. Ao contrário do que acontece em algumas regiões do Brasil, lá no México a bênção consiste no sinal da cruz e de algumas palavras de consagração – no Brasil, no máximo, se diz: Deus te abençoe e se estende a mão para a pessoa que está pedindo a benção beijar…

Pra ilustrar, selecionei a última bênção que Luciana Vidal dá para a filha Cristina, em O Privilégio de Amar – em pensar que comecei a ver essa novela só porque a personagem principal se chamava Luciana…

Cristina vai se casar com Vitor Manuel, e antes pede a bênção da mãe. Veja AQUI.

Soap-opera* songs

Por Luciana | 05/04/2009, 13h29

Dia desses, fiz uma lista de músicas do meu Blip.fm para gravar um CD para o André.

Mas não eram músicas quaisquer…

Eram todas as músicas de novela que eu já postei no Blip – só as nacionais… Se eu fosse relacionar as internacionais também, a lista seria beeem maior!

Quando mandei a lista, ele levou um baita susto… Será que você vai levar também?

Ou melhor: será que você vai lembrar das personagens que foram embaladas por essas canções?

Pra ajudar, vou dar a dica das novelas das quais elas fazem parte:

Amigo do sol, amigo da lua – A gata comeu
Além da última estrela – Renascer
Lembra de mim – História de amor
Lua e flor – O salvador da pátria
Baby – Anos rebeldes
Ao que vai chegar – Livre para voar
Beijinho doce – A favorita
Espanhola – Que rei sou eu?
Vieste – Estrela-guia
O dono da bola – Vereda tropical
Encontros e despedidas – Senhora do destino
Foi assim – Rainha da sucata
Alegria, alegria – Anos rebeldes
Falando de amor – Por amor
Figura – Mulheres de areia
Quase não dá para ser feliz – Bebê a bordo
Carrossel – Carrossel
Varinha de condão – Carrossel
Céu de Santo Amaro – Cabocla
Noites com sol – Fera ferida
Transas e caretas – Transas e caretas
Vamos fugir – Caminho das Índias
Elas por elas – Elas por elas
Troca troca – Ti ti ti
Guerra dos sexos – Guerra dos sexos
Ai ai ai ai ai – Mulheres de areia
Meu bem querer – Meu bem querer / A indomada
Meu bem, meu mal – Meu bem, meu mal
Pensar em você – Belíssima
À primeira vista – O rei do gado
Templo – Esperança
Na rua, na chuva, na fazenda – Era uma vez
Cantada – Desejos de mulher
Nada pra mim – Malhação
Papel marchê – Corpo a corpo
Vitoriosa – Roque Santeiro
Dona – Roque Santeiro
Outra vez – Dancin’ days
Pessoa – Fera ferida
Conquistador barato – Bambolê
Só pra o vento – A gata comeu
Ti ti ti – Ti ti ti
Fera radical – Fera radical
Sexy iemanjá – Mulheres de areia
Tipo one way – A gata comeu
Milagres do povo – Tenda dos milagres
Anos dourados – Anos dourados
Fera ferida – Fera ferida
Explode coração – Explode coração
Perigo – Selva de pedra
Bandeira – Por amor
Eu te amo – Cara ou coroa
Não-identificado – O amor está no ar
Eu sei que vou te amar – Anjo mau / Paraíso tropical / América
Babilônia maravilhosa – Top model
Aguenta coração – Barriga de aluguel
Sob medida – Porto dos milagres
Começo, meio e fim – Felicidade
A viagem – A viagem
Eu queria ter uma bomba – A gata comeu
Sonhos – Suave veneno
Perigosa – A gata comeu
Espelhos d’água – Malhação
Pra você eu digo sim – As filhas da mãe
Festa do amor – Bambolê
Você me vira a cabeça – Da cor do pecado
Pelado – Brega & Chique
Palavras – Da cor do pecado
Quem sabe isso quer dizer amor – Cabocla
Yolanda – Esperança
Borboleta – O meu pé de laranja-lima
Quando o amor acontece – Marisol
Todo sentimento – Vale tudo
Mordida de amor – Bebê a bordo
Resposta – Andando nas nuvens
Pela luz dos olhos teus – Mulheres apaixonadas
Gabriela – Gabriela
Alegre menina – Gabriela
Fica comigo – Top model

* Soap-opera é a ópera do sabonete… Isso porque os sabonetes anunciavam nos intervalos das novelas norte-americanas… É mais ou menos isso…

Rabito, Rabito, rá rá rá!

Por Luciana | 16/03/2009, 16h16

Entre duendes e fadas A terra encantada espera por nós Abra o seu coração, Em uma canção, em uma só voz”

Um dia desses, idealizando Top 5 esdrúxulos que eu jamais faria, pensei nesse: Top 5 de Cachorros de Novela. Seria uma bela ironia porque, na vida real, eu morro de medo de cachorro, mas na televisão eu adoro!

Aconteceu que meu Top 5 não passou de um Top 2 porque não consegui lembrar de cinco cachorros além do Maradona de Gaspar Kundera & família e do Rabito! Rabito, Rabito, rá rá rá! Hahahahahahahahahahahaha!

Como eu jamais faria um Top 5 que dirá um Top 2 desse naipe, esse texto vai ser todo dedicado ao Rabito e a sua turma, afinal, ele é Top 1 total pra quem assistiu à novela Carrossel.

Na época, a Globo passava em seu horário nobre a novela O Dono do Mundo: a Malu Mader era virgem e noiva de um cara; o Antônio Fagundes era chefe do noivo dela e a desvirginou antes do casamento, antes do noivo. Novelão…

Foi quando a professora Helena abriu as portas da Escola Mundial e seus alunos começaram a povoar a vida de muitas, muitas crianças e pré-adolescentes no Brasil. Eu incluso.

Eu não sei na sua escola, mas na minha todo mundo “brincava” de Carrossel, apelidando uns aos outros pelos nomes das personagens. Era tão séria a coisa que a menina mais inteligente da sala ia com o cabelo partido pro lado e duro de gel, idêntico ao da Maria Joaquina! E é lógico que eu não vou dizer quem eu era…

A história de Carrossel era bem mais acessível que a d’O Dono do Mundo: alunos de uma turminha de 2ª série viviam conflitos familiares e aventuras divertidas, sempre permeando suas ações com algum tipo de “mensagem do bem”, e tendo como eterna guardiã a professora Helena.

Era fácil gostar de Carrossel porque todos os estereótipos estavam lá; tudo o que a gente já foi um dia – ou ainda é.

Tinha o Cirilo que, era apaixonado e desprezado pela garota mais bonita, rica e inteligente da sala, Maria Joaquina, que por sua vez era preconceituosa e arrogante. A Laura, a menina gorda e romântica que é zoada por todos, mas que não liga muito porque afinal adora comer – nomeei de gorda porque acho hipocrisia chamá-la de “gordinha”. O Daniel, por quem a Laurinha era apaixonada.

Estudioso, amigo e cavalheiro – não à toa ele era o Presidente da Patrulha Salvadora!

O Jorge, o menino que chega de outra escola, arranca suspiros no início, mas depois mostra que é um chatinho. O Kokimoto e o Paulo, os endiabrados que pregavam tachinhas nas cadeiras dos colegas além de artimanhas mais pesadas, que faziam a irmã de Paulo, Marcelina, ficar sempre preocupada com ele. A Carmem, que convivia em casa com a crise do casamento dos pais e ia mal nos estudos por conta disso. A Bibi, que era de outro país, outra cultura.

O Jaime Palilo, querido e inesquecível, dono de um coração tão grande quanto ele próprio; sempre complicado nos estudos, a força do Jaime vinha da família amorosa que ele tinha. O Davi, judeuzinho que tinha uma tartaruguinha de estimação, era muito amigo da avozinha dele e apaixonado pela Valéria. A Valéria, a menina de óculos, sempre armando alguma travessura, mesmo sendo louca pela professora Helena.

E tinha o Mário. Sem piadinhas, por favor. O Mário era órfão de mãe e tinha uma madrasta que fez curso com as madrastas da Branca de Neve e da Cinderela. Ele chegou à turma como o garoto problemático, bem pior que Paulo e Koki. Mas tudo acabou mudando quando o pastor alemão Rabito apareceu na vida dele.

Eu devo confessar que chorei muito com o Mário. Toda vez que ele era ameaçado de ficar sem aquele cachorro era terrível pra mim.

Quem já rotulou ou já foi rotulado na vida entende e se identifica com Carrossel porque, repito, estão todos lá: o apaixonado desprezado, a bonita e preconceituosa, a gorda romântica, o nerd, o chato, os arteiros, a irmã caçula ignorada na escola, a filha de pais separados, a gringa, o burro amigão, o judeu, a quatro olhos, o órfão.

O órfão que tinha como melhor amigo um cachorro que, de tão querido por todos, era membro honorário da já citada Patrulha Salvadora – uma espécie de clube dos meninos, onde ao invés de se dedicarem a jogos e brincadeiras, se detinham em ajudar os amigos – que sonho de crianças, não?

A impressão que tenho hoje em dia é que foi sonho mesmo. Até pra eles, já que muitos dos atores só trabalharam em Carrossel e depois seguiram outras carreiras. Até pro SBT, que hoje em dia está trabalhando em uma adaptação da novela, a ser ambientada em uma escola municipal da periferia de São Paulo…

Eu não sei. Carrossel pra mim é aquela de 16 anos atrás, com aquela imagem ora verde, ora azul, com aquela dublagem, com aquele ambiente. Com as bichorras, com dois atores interpretando o Firmino, com o São Martim dos Pobres, com os cafés da manhã que pareciam almoço – um universo todo mexicano que pra gente passava natural. Bem mais natural que Antonio Fagundes na pele de um vilão…

Carrossel pra mim sou eu, você e todas as crianças que viveram aqueles dias. Brasileiras, mexicanas, ricas, pobres – crianças.

Carrossel pra mim é a lembrança do Rabito que era um cachorro que eu adorava, mesmo morrendo de medo de cachorro. Carrossel pra mim é uma celebração das mais divertidas: Rabito, Rabito, rá rá rá!

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