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Figurati, schifosa: chegou o Bingo de Passione!

Por Marmota | 29/07/2010, 20h59

Numa conversa com a especialista em novelas Bia Cardoso, um diálogo chamou minha atenção: “puxa, sempre que acompanho Passione, fico perdida com os diálogos em italiano da novela… Não entendo metade das coisas que eles dizem! Aliás… Bem que podíamos bolar uma espécie de bingo, não?”.

Pois eis que, graças a um trabalho colaborativo em dupla, em poucos minutos já estava pronto!

Agora, antes de cada capítulo começar, leve uma cópia da cartela acima e uma caneta diante da TV e divirta-se! A propósito, aceitamos sugestões para novas versões da brincadeira.

Passione, a novela favorita do meu pai

Por Marmota | 06/06/2010, 23h55

“Será que a véia vai dar o dinheiro pra esse malandro?”

Essa foi a última das reações do meu pai, diante do último capítulo de Passione. Por mais que a trama de Sílvio de Abreu, que substituiu a lenta e engatada Viver a Vida, esteja atravessando problemas no Ibope, ao menos em uma residência a história está fazendo algum sucesso.

Eu me arrisco a dizer, inclusive, que Passione é uma novela do gênero masculino. Por uma única razão: se o estereótipo da mulher consiste em uma fortaleza sem perder a ternura, a visão generalista do homem é a de um ser sacana, com desvio de valores mais acentuado. E é essa a impressão predominante, ao menos nestas primeiras semanas.

Senão, vejamos. Ao invés de Fernanda Montenegro e Cleyde Yáconis, que juntas somam quase duzentos anos de vida, os holofotes estão apontados para o casal Reynaldo Gianechinni e Mariana Ximenes, no papel de golpistas da zona leste. A bonitona, aliás, é neta de uma velha sebosa, que alicia uma jovem a qualquer fiscal da prefeitura que apareça no pedaço. Maitê Proença é a encarnação da sacanagem: a cada capítulo, ela encontra um moleque e lhe “passione” o rodo. Nem mesmo Tony Ramos, que era pra ser um italiano gente boa, escapa: sem muitas explicações, um mafioso de criativo nome Don Pepe aparece para tirar uma onda! Que badola!

Não é a primeira vez que o tema “Ibope” permeia uma discussão sobre uma telenovela. Esse, especificamente, é o caso de imaginar realmente uma fuga de telespectadores para outras informações. Difícil imaginar, no entanto, que Passione afugente seu público por excesso de ousadia: a discussão envolvendo valores é o pano de fundo para outras histórias, que mantém uma novela interessante: dramas familiares, romances, comédia e um mistério, que já sabemos quando será (por volta do centésimo capítulo), mas não sabemos qual.

Passione vai decolar, sem sombra de dúvidas. E meu pai não vai perder.

Alinne Moraes: de Silvia a Luciana ou Dos banhos de Miguel & Luciana

Por Luciana | 06/04/2010, 19h44

Quero registrar uma constatação sobre Alinne Moraes e outra sobre Luciana, personagem dela em Viver a vida.

Eu jurava que quem ia vencer o Melhor Atriz do Faustão era a Lília Cabral. Mas resolveram dar o prêmio ATRASADO a Alinne Moraes.

Afinal, quem há de negar que Silvia, a vilã franjuda de Duas Caras, não merecia todos os prêmios?

Enfim.

Sobre a Luciana, as duas cenas mais lindas da novela o Manoel Carlos reservou pra ela.

Duas cenas de banho.

Uma na virada do ano, banho de mar com Miguel.

Outra, ontem, após ser pedida em casamento, no chuveiro de casa.

Lindas. Tocantes. Mágicas.

PS – Minha mãe e eu concordamos: a verdadeira HELENA de Viver a vida é a Teresa, de Lília Cabral.

PS2 – Meu sabonete líquido é igual ao que a Luciana passou no Miguel ontem. É de mel e limão e é incrível!

PS3 – Quando Alinne se ausentou da novela por problemas de saúde, que marasmo foi aquele?

Audiência é problema de fuga ou de ruindade?

Por Marmota | 06/02/2010, 20h17

Não estou acompanhando a novela Tempos Modernos – ou seja, sou mais um que contribui para a baixa audiência da trama das sete. Assisti apenas a alguns relances dos primeiros capítulos. Não sei exatamente o porquê, mas não vi tantos defeitos assim na mistura que Bosco Brasil fez de 2001 Uma Odisséia No Espaço (aliás, será que o nome Bom Dia Frankestein, referência ao HAL9000 da novela, assustaria ainda mais o público) e Rei Lear (ou Rei Leal, com Gorette, Regiane e Cornélia “Nelinha” nos papéis de Goneril Regane e Cordélia).

A propósito, espero que seja apenas uma inspiração livre: na peça de Shakespeare, Leal renega seu filho bastardo e acaba rompendo duramente com Nelinha, que morre no final. Aliás, todo mundo morre no final.

Não importa: apesar da discussão bacana sobre o indivíduo que se enclausura numa redoma de segurança predial, todas as críticas que vejo são parecidas com as de Guilherme Werneck na Folha: personagens da galeria falando gírias que são uma brasa, mora, truta (inclusive Jairo Mattos, que com aquela cara de Karl Marx fez todas as adolescentes dos anos 90 esquecerem o galã Tadeu em Barriga de Aluguel); os diálogos infames entre Frank e os condôminos; piadas sem graça e sem timing…

Sem falar na desculpa de sempre: uma ex-BBB no elenco, independente de sua atuação ser boa ou não. Não vai demorar pro Aguinaldo Silva ser escalado para levantar o Ibope.

Enfim, as coisas também não parecem boas para a novela das oito/nove – que poderia se chamar Viver as Páginas das Mulheres da Vida Apaixonadas por Amor. Talvez nessa fase mais intempestiva, com Jorge e Miguel se estapeando por Luciana, Marcos e Bruno se estapeando pela esposa/madrasta Helena, além de Gustavo e Bettina se estapeando pra ver quem trai mais – tudo isso sendo observado com aquela carinha atônita da pequena Rafaela – os números podem até subir.

De qualquer forma, chama a atenção os números compilados pelo jornalista
Daniel Castro, do R7:

Repare que, no caso das sete, Tempos Modernos consegue ser pior que Bang Bang – considerado um dos maiores fracassos da década – ou As Filhas da Mãe, que precisou terminar logo já que ninguém compreendia aquela loucura toda… Ao mesmo tempo, é interessante observar o quanto as novelas globais estão perdendo audiência, ano a ano.

Uma das explicações mais evidentes já foi levantada aqui: as pessoas estão mudando seus hábitos. Passam mais tempo tomando chuva no trânsito, diante do computador mexendo em e-mails e redes sociais, ou mesmo na frente da TV, só que com outras aplicções, tais como videogames, DVDs ou transmissões à cabo.

Mas vejam: apesar dos números, novelas como Caras & Bocas receberam diversos elogios de seus espectadores. Mesmo Caminho das Índias, que teve seus altos e baixos, culminou com um prêmio internacional. De um jeito ou de outro, quando autores acertam a mão, a audiência parece não ser tão importante. Há quem elogie até mesmo Cama de Gato – apesar das três novelas conseguirem ter menos espectadores em relação a Alma Gêmea… Enfim, seria fuga de espectadores? Ruindade mesmo? Ambos?

Uma dúvida de ano novo mais um resumão

Por Luciana | 05/01/2010, 12h29

Será que em 2010 o Raj vai descobrir que tem um filho com a Duda e que a Maya, o Opash & Cia. esconderam isso dele a novela inteira?

Sim, continuo detestando o final hipócrita de Caminho das Índias.

Ainda bem que agora estamos todos vivendo a vida no Leblon, na Barra, em Petrópolis, em Búzios… Lugares bem mais próximos, bem mais bonitos e sem o risco de ficar alguma trama mal resolvida, porque o Manoel Carlos tem mania de deixar pra resolver todas as tramas no último capítulo, mas resolve!

Enfim.

No final das contas, minha novela favorita dessa última temporada está acabando e ela se chama Caras & Bocas. Ágil como um seriado, divertida como toda novela das sete que se preze tem que ser, com alguns vilões que até se arrependem e com várias mocinhas valentes sem muito chororô, bem mais verossímil.

Ontem começou Dalva & Herivelto e essa merece um texto só pra si. Só pra deixar o gostinho, fico com as palavras da autora, a Maria Adelaide Amaral, e digo que “ah, Dalva e Herivelto foram como Courtney e Kurt da Era do Rádio brasileira”. Será?

Semana que vem começa  Tempos Modernos e vamos aos destaques: Thiago Rodrigues fazendo par pela milésima vez com Fernanda Vasconcelos; Grazi do BBB de vilã, junto com o charme que é o Guilherme Weber; Felipe Camargo, voltando às novelas depois da temporada GLORIOSA de Som & Fúria, fazendo par com a Viviane Pasmanter; e, comandando essa massa toda que inclui ainda um robô chamado Frank – meio Transas & Caretas, lembra? -, ele, o NOSSO Antônio Fagundes!

Tá bom 2010 pra você?

PS – Ah é. Tem Cama de Gato. Bem, eu gosto do casalzinho Pedro e Débora e da musiquinha que o Nando Reis canta pra eles. Só.

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