Archive for junho, 2009

 

Belém, a cidade da fofoca

“A força mais destrutiva do universo é a fofoca”
Luís Fernando Veríssimo

Sou paraense, mas passei a morar em Belém somente em 2004. Logo que cheguei, só pensava no que tinha de ruim por aqui: calor, sujeira, esgotos a céu aberto e, claro, a violência. Com o passar do tempo, vi que a famosa cidade das mangueiras além de calorenta, também é muito calorosa. E falo isso pensando nas pessoas que vivem aqui. Ô, gente bacana! Foi aqui que comecei a entender aquele conceito de hospitalidade com os poucos, porém bons amigos que conquistei durante esse tempo.

Só que nada, nada mesmo, foi tão marcante como a principal característica da capital paraense: a de cidade provinciana. Aqui, você não precisa conhecer alguém para saber sobre a vida dela. E, quando a conhece, ela certamente sabe quem é outra pessoa do seu convívio. Tenho um amigo, o Anderson Araújo, que costuma dizer que, em Belém, um dia se acaba experimentando saliva até dos seus desafetos. Porque sim, aqui também é um rodízio de relacionamentos amorosos. Fulano, que ficou com Cicrano, que vai pegar Beltrano e vai beijar Fulano também. Uma bagunça!

Recentemente, um caso de gripe suína foi confirmado na cidade. E, como bons seguidores do código de ética da medicina, ninguém da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) citou o nome do paciente. Mas quem disse que as pessoas sossegaram? É claro que não. Até hoje vejo gente comentando o assunto e fazendo milhões de contatos para descobrir de onde saiu a tal garota. E para quem pensa que a preocupação é a disseminação da doença, está enganado. É pura fofoca mesmo.

Outra situação muito engraçada foi a criação do www.fotolog.com/querocausar, uma espécie de mural de ofensas que critica quem vai a uma festa chamada Meachuta. A primeira idéia que temos de alguém que não gosta de determinado local é que não sabe nada sobre a vida das pessoas que o freqüentam. Mas não. Os posts são repletos de detalhes sobre a vida alheia. Detalhes até então desconhecidos por muita gente. Surreal!

No meio jornalístico, a coisa chega a extrapolar todos os limites da normalidade. Porque, além das fofocas verdadeiras, muita mentira é dita nas redações mais badaladas de Belém City. Eu, inclusive, já fui vítima de muitas delas. E, sabe, nem me preocupo quando falam de mim. O problema é quando dizem que fiz algo que nem aproveitei. Uma pena.

Por causa disso, decidi homenagear vocês, meus caros fofoqueirinhos e fofoqueirinhas – porque não existe nada mais “mulherzinha que falar dos outros:

Posted by Tainá Aires under Jornalismo  •  7 Comments

Ele não está tão a fim de você

Por que ele não te ligou, não é mais tão carinhoso e não te chama mais de meu amor? Minha querida, a resposta é simples: ele não está tão a fim de você. A frase – que é título de um dos filmes mais “mulherzinha” que já vi – pode ser um tanto cruel, mas ninguém pode negar que ela corresponde à realidade de 99,9% das mulheres que já se apaixonaram pelo menos uma vez na vida. E ela fica ainda mais clara quando você vê suas amigas chorando que nem idiotas ou correndo atrás de um cara que já disse bilhões de vezes que está em outra.

No filme, todos aqueles pitis tipicamente femininos são relatados. O melhor e mais clássico exemplo é do desespero de ligar para a pessoa do sexo oposto. Aquela dúvida de eu ligo ou não ligo que falta enlouquecer qualquer ser humano com o mínimo de sensibilidade no coração. Mas o que mais chama atenção no filme é como todas nós, eu disse TODAS mesmo, somos bobas quando o assunto é amor. Não que isso seja alguma novidade, mas – pelamordedeus! – isso beira o retardamento mental.

Por mais que o dito cujo deixe claro que não quer compromisso nenhum, as mulheres sempre acham que serão as salvadoras da pátria e vão fazê-lo mudar de idéia com muita charme e sedução. Santa ignorância. E, enquanto a gente passa o dia inteiro pensando nele, provavelmente ele está assistindo a um jogo na televisão, tomando cerveja ou até mesmo fazendo sexo com a outra.

O mais engraçado disso tudo é o papel das amigas na história. Por que toda mulher inventa uma desculpa ridícula para fazer a outra feliz? É sempre com aquele papo de que o homem é canalha, que não merece o seu amor, que a namorada nova dele é horrorosa. Peraí, né? Vamos ter um pouco de bom senso, queridas, por mais difícil que isso seja. Ele sempre foi sincero contigo, vai aprender a gostar de si mesma e a nova companhia dele é muito gostosa mesmo. Mentir pra quê? Nem dói falar a verdade.

Eu sonho com o dia em que nunca mais vou ver mulher chorando por causa de homem. Chega, já deu no saco! Sexo frágil é o caramba, #$%¨##$! Vamos curtir a vida e ser felizes como se não houvesse amanhã. Pronto, falei!

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Cheguei!

Depois de muita insistência da Luciana, decidi criar meu blog. Somos amigas de universidade (fora dela também) e há tempos que prometo publicar meus textos em um registro web, como diz nosso querido professor Mário Camarão. Ela queria que eu falasse de moda, beleza e todas essas coisas meio “fúteis” do universo feminino. Mas acredito que posso expressar minha humilde opinião sobre outros assuntos. Até porque, meus queridos, minha cabecinha sabe muito mais que isso.

Nesse post inaugural, quero apenas desejar boas vindas a todos que vão acompanhar nos próximos meses um pedacinho da minhas idéias, experiências e também, é claro, o meu lado mulherzinha.

Um grande abraço e divirtam-se.

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