Summer’s gone

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Se os clichês das comédias românticas costumam te irritar, (500) Days Of Summer provavelmente será a antítese desse sentimento. Não se trata de uma história de amor, tampouco daquelas onde o casal protagonista se separa e, após uma reviravolta, consegue ficar junto. E você torce por eles, mesmo sendo alertado nos minutos iniciais que você não verá um final feliz entre Summer (Zooey Deschanel, do She & Him) e Tom (Joseph Gordon-Levitt).

(500) Days Of Summer fala como o amor pode ser um grande constrangimento; é a personificação do “que seja eterno enquanto dure”. Mostra que afinidades – sejam elas quais forem – não são decisivas numa relação. E mostra como a vida não é, simplesmente, preto no branco. É colorida e cheia de opções (o filme usa a metáfora das estações). Chega a ser impossível não se identificar com um dos personagens, com as piadas e particularidades que todo casal tem.

Ao contrário do que somos levados a acreditar, grandes amores nem sempre duram…pra sempre. Mesmo que tenha tentado convencer, o filme não é otimista. Os tons neutros da fotografia denunciam e mostram uma L.A. bege, diferente do que estamos acostumados a ver, e como potencial cenário para decepções amorosas profundas, posto encabeçado há alguns anos no cinema por Nova Iorque.

A trilha sonora, as referências literárias (Dorian Gray) e cinematográficas (A Primeira Noite de um Homem) tornam (500) Days Of Summer um filme possível. É real. E isso assusta.

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Escrito por Yasmin Medeiros dia 7 novembro, 2009, 2:00. Tags: , , . Comente. (2).