Micro-ondas

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Números do Last.fm

Por Yasmin Medeiros | 13/11/2009, 03h31

Essa eu pincei do Trabalho Sujo: um site que diz a numeração das músicas que você ouviu no Last.fm. A minha é essa, ó:

1000: The Bravery – Honest Mistake
2000: Sparklehorse – Box of stars
3000: The Smiths – Is It Really So Strange?
4000: Built to Spill – Sidewalk
5000: The Shins – Australia
6000: Broken Social Scene – Anthems for a Seventeen Year-Old Girl
7000: The American Analog Set – The Kindness of Strangers
8000: Broken Social Scene – Swimmers
9000: Nouvelle Vague – This Is Not a Love Song
10000: The Flaming Lips – Do You Realize??
11000: The Longcut – A Tried and Tested Method
12000: Broken Social Scene – Backyards
13000: Broken Social Scene – stars & sons (live)
14000: of Montreal – Jacques Lamure
15000: Hell on Wheels – Heard You On The Radio
16000: New Buffalo – No Party
17000: Zero 7 – When It Falls
18000: Spoon – You Got Yr. Cherry Bomb
19000: The Knife – Behind The Bushes
20000: Feist – Intuition
21000: Modest Mouse – Convienent Parking
22000: The Radio Dept. – Tell You About My Job
23000: Broken Social Scene – Fire Eye’d Boy
24000: Feist – Intuition
25000: Feist – Tout Doucement
26000: Cansei de Ser Sexy – Alcohol
27000: Mogwai – I Chose Horses
28000: Softlightes – The Ballad Of Theo & June
29000: Broken Social Scene – Major Label Debut (fast)
30000: Broken Social Scene – Swimmers
31000: Sparklehorse – Cruel Sun
32000: Feist – Let It Die
33000: Death Cab for Cutie – Company Calls
34000: Jason Collett – Papercut Hearts
35000: Pavement – Ann Don’t Cry
36000: The Jesus and Mary Chain – Just Like Honey
37000: Correcto – Walking To Town
38000: Someone Still Loves You Boris Yeltsin – Anne Elephant
39000: Rogue Wave – Fantasies
40000: Beulah – Popular Mechanics for Lovers
41000: Modest Mouse – Breakthrough
42000: Albert Hammond, Jr. – GfC
43000: Cake – Friend Is a Four Letter Word
44000: This Is Ivy League – Celebration
45000: Kent – Dom som försvann
46000: Metric – Raw Sugar
47000: Klaxons – Golden Skans
48000: Jason Collett – These Are the Days
49000: Built to Spill – Wherever You Go
50000: Hell on Wheels – Heard You On The Radio
51000: Radiohead – Bodysnatchers
52000: Editors – Fall
53000: Fatboy Slim – Praise You
54000: The Apples in Stereo – Radiation
55000: Low Vs Diamond – Song We Sang Away
56000: Kings of Convenience – I’d Rather Dance With You
57000: The Flaming Lips – Do You Realize??
58000: Shwayze – Roamin’
59000: Holly Tree – Bad Hair Day
60000: Bombay Bicycle Club – Emergency Contraception Blues
61000: The Apples in Stereo – Look Away
62000: She & Him – This Is Not a Test
63000: The Fauns – Come around again
64000: The Cardigans – Lovefool
65000: DJ Million Dollar Snake Babies – I Got Fancy Footwork
66000: Cat Power – You May Know Him

Summer’s gone

Por Yasmin Medeiros | 07/11/2009, 02h00

01

Se os clichês das comédias românticas costumam te irritar, (500) Days Of Summer provavelmente será a antítese desse sentimento. Não se trata de uma história de amor, tampouco daquelas onde o casal protagonista se separa e, após uma reviravolta, consegue ficar junto. E você torce por eles, mesmo sendo alertado nos minutos iniciais que você não verá um final feliz entre Summer (Zooey Deschanel, do She & Him) e Tom (Joseph Gordon-Levitt).

(500) Days Of Summer fala como o amor pode ser um grande constrangimento; é a personificação do “que seja eterno enquanto dure”. Mostra que afinidades – sejam elas quais forem – não são decisivas numa relação. E mostra como a vida não é, simplesmente, preto no branco. É colorida e cheia de opções (o filme usa a metáfora das estações). Chega a ser impossível não se identificar com um dos personagens, com as piadas e particularidades que todo casal tem.

Ao contrário do que somos levados a acreditar, grandes amores nem sempre duram…pra sempre. Mesmo que tenha tentado convencer, o filme não é otimista. Os tons neutros da fotografia denunciam e mostram uma L.A. bege, diferente do que estamos acostumados a ver, e como potencial cenário para decepções amorosas profundas, posto encabeçado há alguns anos no cinema por Nova Iorque.

A trilha sonora, as referências literárias (Dorian Gray) e cinematográficas (A Primeira Noite de um Homem) tornam (500) Days Of Summer um filme possível. É real. E isso assusta.

02

Strangers in the wind

Por Yasmin Medeiros | 03/11/2009, 02h26

Era seu aniversário de 28 anos. Meg não queria uma festa, só queria colocar a cabeça pra fora da janela e fumar um cigarro. Marlboro Red, porque Light é coisa de mulherzinha. Arrumou a estante de cds três vezes naquele dia. Não encontrou a capa do Doolittle e lamentou a perda do Psychocandy. Pensou no passado. Desistiu de pensar no passado. Roeu uma unha. A de sempre, do dedo mindinho da mão esquerda. Recebeu telefonemas, ensaiou a mesma resposta pra todos, não atendeu duas tias e um primo. Deletou contatos da agenda do celular, consolou a melhor amiga, leu críticas de cinema. Ouviu o telefone tocar. Pelo ringtone amargo, soube logo quem era: Pedro, seu antigo amor. Enquanto O Raio que O Parta dos Superguidis ecoava do celular, Meg hesitou atender. Não resistiu. Às 22h30 daquele dia, o diálogo mais desconfortável entre ex-namorados foi iniciado:

- Te liguei pra te desejar parabéns e tudo de bom. Não esqueci o dia, tá vendo?

- É, 25 de dezembro não é uma data difícil de ser esquecida. Como você tá?

- Bem, e você? O que fez hoje?

Fazia tempo que Pedro não demonstrava interesse pela vida de Meg. Empolgada, ela descreveu todo o seu dia. A resposta veio curta e fria do outro lado da linha:

- Eu imaginei. Você continua tão previsível.

Meg suspirou, olhou o relógio e só teve forças pra soltar um “você tem razão”. Arrumou as almofadas do sofá e fugiu do apartamento. Nessa mesma noite, Ricardo saiu de casa prometendo nunca mais se apaixonar. Eles dançaram ao som dessa música:

Tipos para evitar – avião

Por Yasmin Medeiros | 21/10/2009, 11h23

Um avião está longe de ser o lugar mais confortável do planeta; poltrona apertada, banheiro minúsculo, ambiente ligeiramente claustrofóbico – não há pra onde fugir. E, claro, tudo isso pode piorar se você for escolhido para ficar ao lado de uma pessoa inconveniente. Dependendo da duração do seu voo, o jeito é respirar fundo e tentar abstrair a presença do seu companheiro de viagem – uma tarefa um tanto quanto difícil, já que vocês irão dividir o mesmo espaço por algumas (e talvez longas) horas.

Listo, então, os piores tipos de passageiros que você pode encontrar a 18 mil pés de altura:

O bexiga frouxa:

A menos que você esteja na janela, vai se incomodar um bocado toda vez que o (a) cidadão (ã) levantar pra ir ao banheiro. Dormir nem pensar. Você vai estar em constante movimento.

O galanteador:

É o terror das mulheres a bordo. “Vai ficar onde em São Paulo? Me dá seu telefone, vamos nos encontrar” e outras abordagens canalhas. Você só quer ler um livro, ouvir uma música e um completo estranho fica puxando conversa. Se fosse numa festa você daria a desculpa clássica do banheiro e nunca mais voltava, certo? Mas e no avião? Abrir a saída de emergência, se trancar no banheiro a viagem inteira? Não dá. Ou você apela pra grosseria ou faz a boa moça e escuta o mala a viagem inteira. E, claro, não podemos descartar a hipótese do cidadão ser interessante. Nesse caso, vai fundo. Eu nunca tive sorte.

O teimoso:

Essa pessoa vai reclinar sua poltrona na hora da decolagem, vai colocar bagagem de mão na frente da saída de emergência, vai tirar o cinto de segurança na hora do pouso e vai ligar o telefone celular pra jogar. “Mas tá em modo de voo”, ele vai responder quando a aeromoça vier, pela vigésima vez, adverti-lo.

O que ronca:

Esse tipo de passageiro pode ter seus vinte e poucos anos, ser um senhor, uma senhora. Não tem como saber. Você se acomoda na poltrona, pega seu exemplar da Revista Tam e começa a folhear. Silêncio absoluto. Não mais: o tio do lado esquerdo começou a roncar loucamente e só te resta colocar o MP3 player no último volume ou tomar meio Dormonid e cair em sono profundo.

O deslumbrado:

Com certeza encheu o saco da moça do check-in pedindo assento na janela. Você não consegue ler, não consegue dormir e nem assistir um filme porque o carinha vai observando toda a paisagem – mesmo ela sendo igual durante 90% do trajeto.

O engenheiro:

Acompanhou as reportagens especiais do Fantástico sobre acidentes aéreos e acha que sabe tudo sobre a mecânica de um avião. Durante o voo, discorre sobre o reverso e o que pode acontecer se o equipamento não funcionar corretamente durante o pouso. Para os medrosos, sugiro iPod no volume máximo e meio Rivotril.

O espaçoso:

Uma poltrona não é suficiente. Essa pessoa precisa encostar em você. O tempo t-o-d-o.

O empresário que não tem dinheiro pra comprar um fone de ouvido:

Ele sempre entra no avião falando no celular (um Blackberry). Sempre confunde o número da poltrona no cartão de embarque (afinal, ele tem coisas mais importantes pra se preocupar), tira o laptop de última geração da maleta e abre um documento Excel cheio de números e coisas que você não entende. Até aí tudo bem – o problema começa quando ele coloca um DVD da Roupa Nova pra rolar e não tem um fone pra te privar da tortura. O Rivotril também funciona nesses casos.

Viajar comigo é sempre divertido.

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