Essa eu pincei do Trabalho Sujo: um site que diz a numeração das músicas que você ouviu no Last.fm. A minha é essa, ó:
1000: The Bravery – Honest Mistake 2000: Sparklehorse – Box of stars 3000: The Smiths – Is It Really So Strange? 4000: Built to Spill – Sidewalk 5000: The Shins – Australia 6000: Broken Social Scene – Anthems for a Seventeen Year-Old Girl 7000: The American Analog Set – The Kindness of Strangers 8000: Broken Social Scene – Swimmers 9000: Nouvelle Vague – This Is Not a Love Song 10000: The Flaming Lips – Do You Realize?? 11000: The Longcut – A Tried and Tested Method 12000: Broken Social Scene – Backyards 13000: Broken Social Scene – stars & sons (live) 14000: of Montreal – Jacques Lamure 15000: Hell on Wheels – Heard You On The Radio 16000: New Buffalo – No Party 17000: Zero 7 – When It Falls 18000: Spoon – You Got Yr. Cherry Bomb 19000: The Knife – Behind The Bushes 20000: Feist – Intuition 21000: Modest Mouse – Convienent Parking 22000: The Radio Dept. – Tell You About My Job 23000: Broken Social Scene – Fire Eye’d Boy 24000: Feist – Intuition 25000: Feist – Tout Doucement 26000: Cansei de Ser Sexy – Alcohol 27000: Mogwai – I Chose Horses 28000: Softlightes – The Ballad Of Theo & June 29000: Broken Social Scene – Major Label Debut (fast) 30000: Broken Social Scene – Swimmers 31000: Sparklehorse – Cruel Sun 32000: Feist – Let It Die 33000: Death Cab for Cutie – Company Calls 34000: Jason Collett – Papercut Hearts 35000: Pavement – Ann Don’t Cry 36000: The Jesus and Mary Chain – Just Like Honey 37000: Correcto – Walking To Town 38000: Someone Still Loves You Boris Yeltsin – Anne Elephant 39000: Rogue Wave – Fantasies 40000: Beulah – Popular Mechanics for Lovers 41000: Modest Mouse – Breakthrough 42000: Albert Hammond, Jr. – GfC 43000: Cake – Friend Is a Four Letter Word 44000: This Is Ivy League – Celebration 45000: Kent – Dom som försvann 46000: Metric – Raw Sugar 47000: Klaxons – Golden Skans 48000: Jason Collett – These Are the Days 49000: Built to Spill – Wherever You Go 50000: Hell on Wheels – Heard You On The Radio 51000: Radiohead – Bodysnatchers 52000: Editors – Fall 53000: Fatboy Slim – Praise You 54000: The Apples in Stereo – Radiation 55000: Low Vs Diamond – Song We Sang Away 56000: Kings of Convenience – I’d Rather Dance With You 57000: The Flaming Lips – Do You Realize?? 58000: Shwayze – Roamin’ 59000: Holly Tree – Bad Hair Day 60000: Bombay Bicycle Club – Emergency Contraception Blues 61000: The Apples in Stereo – Look Away 62000: She & Him – This Is Not a Test 63000: The Fauns – Come around again 64000: The Cardigans – Lovefool 65000: DJ Million Dollar Snake Babies – I Got Fancy Footwork 66000: Cat Power – You May Know Him
Se os clichês das comédias românticas costumam te irritar, (500) Days Of Summer provavelmente será a antítese desse sentimento. Não se trata de uma história de amor, tampouco daquelas onde o casal protagonista se separa e, após uma reviravolta, consegue ficar junto. E você torce por eles, mesmo sendo alertado nos minutos iniciais que você não verá um final feliz entre Summer (Zooey Deschanel, do She & Him) e Tom (Joseph Gordon-Levitt).
(500) Days Of Summer fala como o amor pode ser um grande constrangimento; é a personificação do “que seja eterno enquanto dure”. Mostra que afinidades – sejam elas quais forem – não são decisivas numa relação. E mostra como a vida não é, simplesmente, preto no branco. É colorida e cheia de opções (o filme usa a metáfora das estações). Chega a ser impossível não se identificar com um dos personagens, com as piadas e particularidades que todo casal tem.
Ao contrário do que somos levados a acreditar, grandes amores nem sempre duram…pra sempre. Mesmo que tenha tentado convencer, o filme não é otimista. Os tons neutros da fotografia denunciam e mostram uma L.A. bege, diferente do que estamos acostumados a ver, e como potencial cenário para decepções amorosas profundas, posto encabeçado há alguns anos no cinema por Nova Iorque.
Era seu aniversário de 28 anos. Meg não queria uma festa, só queria colocar a cabeça pra fora da janela e fumar um cigarro. Marlboro Red, porque Light é coisa de mulherzinha. Arrumou a estante de cds três vezes naquele dia. Não encontrou a capa do Doolittle e lamentou a perda do Psychocandy. Pensou no passado. Desistiu de pensar no passado. Roeu uma unha. A de sempre, do dedo mindinho da mão esquerda. Recebeu telefonemas, ensaiou a mesma resposta pra todos, não atendeu duas tias e um primo. Deletou contatos da agenda do celular, consolou a melhor amiga, leu críticas de cinema. Ouviu o telefone tocar. Pelo ringtone amargo, soube logo quem era: Pedro, seu antigo amor. Enquanto O Raio que O Parta dos Superguidis ecoava do celular, Meg hesitou atender. Não resistiu. Às 22h30 daquele dia, o diálogo mais desconfortável entre ex-namorados foi iniciado:
- Te liguei pra te desejar parabéns e tudo de bom. Não esqueci o dia, tá vendo?
- É, 25 de dezembro não é uma data difícil de ser esquecida. Como você tá?
- Bem, e você? O que fez hoje?
Fazia tempo que Pedro não demonstrava interesse pela vida de Meg. Empolgada, ela descreveu todo o seu dia. A resposta veio curta e fria do outro lado da linha:
- Eu imaginei. Você continua tão previsível.
Meg suspirou, olhou o relógio e só teve forças pra soltar um “você tem razão”. Arrumou as almofadas do sofá e fugiu do apartamento. Nessa mesma noite, Ricardo saiu de casa prometendo nunca mais se apaixonar. Eles dançaram ao som dessa música: