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Tipos para evitar – avião

Por Yasmin Medeiros | 21/10/2009, 11h23

Um avião está longe de ser o lugar mais confortável do planeta; poltrona apertada, banheiro minúsculo, ambiente ligeiramente claustrofóbico – não há pra onde fugir. E, claro, tudo isso pode piorar se você for escolhido para ficar ao lado de uma pessoa inconveniente. Dependendo da duração do seu voo, o jeito é respirar fundo e tentar abstrair a presença do seu companheiro de viagem – uma tarefa um tanto quanto difícil, já que vocês irão dividir o mesmo espaço por algumas (e talvez longas) horas.

Listo, então, os piores tipos de passageiros que você pode encontrar a 18 mil pés de altura:

O bexiga frouxa:

A menos que você esteja na janela, vai se incomodar um bocado toda vez que o (a) cidadão (ã) levantar pra ir ao banheiro. Dormir nem pensar. Você vai estar em constante movimento.

O galanteador:

É o terror das mulheres a bordo. “Vai ficar onde em São Paulo? Me dá seu telefone, vamos nos encontrar” e outras abordagens canalhas. Você só quer ler um livro, ouvir uma música e um completo estranho fica puxando conversa. Se fosse numa festa você daria a desculpa clássica do banheiro e nunca mais voltava, certo? Mas e no avião? Abrir a saída de emergência, se trancar no banheiro a viagem inteira? Não dá. Ou você apela pra grosseria ou faz a boa moça e escuta o mala a viagem inteira. E, claro, não podemos descartar a hipótese do cidadão ser interessante. Nesse caso, vai fundo. Eu nunca tive sorte.

O teimoso:

Essa pessoa vai reclinar sua poltrona na hora da decolagem, vai colocar bagagem de mão na frente da saída de emergência, vai tirar o cinto de segurança na hora do pouso e vai ligar o telefone celular pra jogar. “Mas tá em modo de voo”, ele vai responder quando a aeromoça vier, pela vigésima vez, adverti-lo.

O que ronca:

Esse tipo de passageiro pode ter seus vinte e poucos anos, ser um senhor, uma senhora. Não tem como saber. Você se acomoda na poltrona, pega seu exemplar da Revista Tam e começa a folhear. Silêncio absoluto. Não mais: o tio do lado esquerdo começou a roncar loucamente e só te resta colocar o MP3 player no último volume ou tomar meio Dormonid e cair em sono profundo.

O deslumbrado:

Com certeza encheu o saco da moça do check-in pedindo assento na janela. Você não consegue ler, não consegue dormir e nem assistir um filme porque o carinha vai observando toda a paisagem – mesmo ela sendo igual durante 90% do trajeto.

O engenheiro:

Acompanhou as reportagens especiais do Fantástico sobre acidentes aéreos e acha que sabe tudo sobre a mecânica de um avião. Durante o voo, discorre sobre o reverso e o que pode acontecer se o equipamento não funcionar corretamente durante o pouso. Para os medrosos, sugiro iPod no volume máximo e meio Rivotril.

O espaçoso:

Uma poltrona não é suficiente. Essa pessoa precisa encostar em você. O tempo t-o-d-o.

O empresário que não tem dinheiro pra comprar um fone de ouvido:

Ele sempre entra no avião falando no celular (um Blackberry). Sempre confunde o número da poltrona no cartão de embarque (afinal, ele tem coisas mais importantes pra se preocupar), tira o laptop de última geração da maleta e abre um documento Excel cheio de números e coisas que você não entende. Até aí tudo bem – o problema começa quando ele coloca um DVD da Roupa Nova pra rolar e não tem um fone pra te privar da tortura. O Rivotril também funciona nesses casos.

Viajar comigo é sempre divertido.

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