Vai, Barrica: talvez seja melhor esperar o Massa…
Por Marmota | 30/08/2009, 23h52
“E o post sobre a vitória do Rubinho, hein? Todos aguardamos ansiosamente. Vai, Barrica!!!”. Foi assim que o @fabiomatos_ lembrou a mim o tempo que passei sem escrever sobre Fórmulla 1 por aqui. Foi num tempo em que a polêmica da temporada era o difusor da Brawn GP, onde todos se perguntavam “até quando a Brawn GP reinaria sozinha nas pistas”.
Pois é. Já passamos pela 12ª prova. Deu tempo de todas as escuderias alcançarem a antiga “favorita” (inclusive a endividada Force India, que chegou a um inédito segundo lugar neste domingo!); tempo para Jenson Button perder pontos importantes e se ver ameaçado pelo companheiro de equipe ou ainda por Vettel e Webber, pilotos de outro fenômeno de 2009, a Red Bull; tempo para o favorito da maioria, Felipe Massa, ter seu capacete alvejado por uma mola serelepe e fazer um país torcer por sua recuperação; tempo de ver Schumacher ensaiar um retorno mas, aos 40 do segundo tempo, dar lugar a Luca “Badyouare”, como dizem os ingleses; e finalmente, tempo da relação pessoal entre Flavio Briatore e Nelsinho Piquet culminar com a demissão do piloto – o que pode ter revelado uma das histórias mais absurdas que já ouvi: afinal, o brasileiro rodou a pedido da Renault para provocar a presença do “carro madrinha” e ajudar o então vencedor do GP de Cingapura em 2008, Fernando Alonso?
Mas enfim. Diante destes acontecimentos todos, sobrou uma razão para os brasileiros acordarem cedo nas manhãs de domingo. Ok, existem outras além da que me refiro. Mas é sempre conveniente lembrar de um sujeito que nasceu pobre, passou maus bocados e suou muito até subir de categoria e passar por maus bocados na Jordan, na Ferrari… Talvez um dos maiores erros de sua carreira seja falar demais, como assumir a responsabilidade após a morte do Senna… Ou acreditar realmente que pode ser o campeão mundial da temporada.
Então veio o GP de Valencia, aquele onde Schumacher estrearia, o primeiro após Rubinho tentar <piada fraca>pregar uma peça</piada fraca> no amigo. Ao final, o nosso Barrica venceu – foi a centésima vitória brasileira na história da F1, e a décima na carreira do próprio. No pódio, a McLaren de Robinho e a Ferrari de Kimi, como há muito não se via neste ano.
Assim, caí na besteira de acordar bem cedo neste domingo. Afinal, aquele cara que fez os melhores tempos da pré-temporada, quase aposentado mas que está prestes a ser confirmado na Brawn GP em 2010, poderia realmente vencer outra vez. Ou marcar pontos e torcer para Button capotar ou algo assim. O quarto lugar no grid do tradicional circuito de Spa-Francorchamps e a estratégia interessante (pouco combustível para sair à frente de três carros mais lentos) realmente me entusiasmou.
Aí sua embreagem deu pau, e Rubinho travou na largada pela terceira vez este ano, mostrando que continua o mesmo Rubinho de sempre.
Mas a zica durou pouco. O acidente pós-largada, envolvendo os calouros Romain Grosjean e Jaime Alguersuari, fizeram um favor a Barrichello: Hamilton e Button também caíram fora. O Safety Car também ajudou Barrica, que mudou sua estratégia em busca de recuperação. Seguiu firme, chegou a fazer uma bela ultrapassagem em Webber até chegar em sétimo – poderia ser um sexto lugar e três pontos ao invés de dois, não fosse uma nova “zicada”. Perto de alcançar Kovalainen, viu seu motor fumegar. O vazamento de óleo fez com que Barrica chegasse no sufoco, com direito a incêndio após a bandeirada.
No fim das contas, não foi ruim. Bom pro Barrica e pro Raikkonen, que levou a escuderia italiana pela primeira vez à vitória em 2002. Aliás, deu Ferrari de ponta a ponta, já que “Badyouare” foi o último. Mas enfim, bem que o Massa podia estar na Bélgica, mostrando a todos como se faz.
(Para acompanhar e entender de verdade o mundo do automobilismo, leia a Bárbara Franzin, o Felipe Motta, o Ivan Capelli, o Livio Oricchio, o Fábio Seixas e o Flávio Gomes).



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