Marmota, mais dos mesmos

Desde 2002, muito obrigado por nada.

Arquivos: março/2008

A verdade sobre o primeiro de abril

Por Marmota | 31/03/2008, 23h57

Todo mundo percebeu: como ocorre nos últimos quinhentos anos, tivemos um dia perfeito para chamar aquela baranga de miss, o chefe pentelho de meu querido ou mesmo aquele governante inútil de competente. O mundo, que normalmente já é uma mentira, celebrou hoje o seu dia oficial.

Não existe uma explicação precisa para a sua origem. Mas uma busca rápida no Google nos leva ao vilarejo de Gotham, na Inglaterra, por volta do Século XIII. Para evitar a cobrança de impostos do Rei John, todos os habitantes do lugar se fingiram de doidos durante a visita de um enviado real, justamente no dia primeiro de abril. Sua Majestade caiu na encenação dos moradores de Gothan, que desde aquele dia, comemoravam o “dia dos bobos”.

Existe ainda a versão que considero mais provável, que leva em conta a mudança para o calendário gregoriano, no Século XVI. Ela foi estabelecida na França, pelo Rei Carlos IX. Os franceses, acostumados em comemorar o ano novo na virada de março para abril, ficaram indignados e continuaram celebrando a passagem de ano nessa época.

Cambada de bobocas. Ou “peixes de abril”, como eram chamados por outros franceses, por conta da fartura nos rios durante a primavera européia. Foi nessa época que surgiram os primeiros convites para festas inexistentes, presentes descabidos, entre outras brincadeiras. O “bobo de abril” se espalhou pelo mundo com a mesma facilidade das intermináveis bobagens falsas – e clássicas nessa data.

O site Museum of Hoaxes – a palavra inglesa “hoax”, derivada de “hocus pocus”, é o memso que boato – fez uma seleção das 100 melhores pegadinhas de abril de todos os tempos: floresta de espaguete, decreto para mudar o valor de pi, entre outras asneiras que fizeram sucesso mesmo antes da web. Com a rede, então, o volume de histórias absurdas, porém sensacionais, só aumentou. Como não lembrar com carinho especial dos celulares gratuitos da Ericsson, dos rins roubados e vítimas em banheiras com gelo, ou mesmo dos gatinhos bonsai?

Mesmo com alertas sistemáticos – como este, da revista Wired, que lembra causos como a fonte de energia inesgotável, o grill George Foreman com entrada USB, a água desidratada, entre outros – hoje mesmo alguns veículos (principalmente alguns sites esportivos brasileiros) embarcaram na história da demissão do pentacampeão Felipão da seleção (ão?) portuguesa.

“Para um hoax dar certo e ser popular, ele não apenas precisa localizar algo na penumbra do nosso conhecimento, mas também deve apresentar suas afirmações de maneira a fazer as pessoas acreditarem num primeiro momento, embora seja ridículo se pensarmos um pouco mais a respeito”, diz Alex Boese, criador do Museum of Hoaxes, na matéria da Wired.

Mas nem tudo se resume a boatos ou brincadeiras de mau gosto – algumas com “fundo de verdade”, como bem lembram alguns visitantes. Meu amigo Bentão conta uma história sensacional, dos tempos em que ainda trabalhava num conhecido diário do interior paulista: num primeiro de abril qualquer, os leitores foram surpreendidos com manchetes falsas logo na primeira página do jornal. Todas elas. Eram “notícias que gostaríamos de ler”, nada muito absurdo. A capa correta, com as chamadas reais, estava na página dois.

A conclusão? Absurdo mesmo são as notícias de sempre, como se todos os dias fossem primeiro de abril… Em meio a piadinhas e mentirinhas, não custa nada trabalhar, ou mesmo torcer, para que algumas delas saiam da imaginação e tragam algo positivo em nossas vidas.

(Postado em 01/04/2004)

A morena do Galeão

Por Marmota | 30/03/2008, 23h54

Rio de Janeiro (RJ) – Eu até posso entender a necessidade das conexões em vôos domésticos nacionais – tudo para atender a demanda, além de contribuir para a tranquilidade de aeroportos modestos como o de Vitória – que comporta uns três embarques por vez, no máximo. Para o meu azar, nenhum deles para Guarulhos.

“Tanto o que já decolou quanto o próximo para São Paulo, depois do seu, descem em Congonhas, mas o embarque já está encerrado… Puxa, você vai chegar tarde, hein?”, comentou a mocinha do check-in, ao constatar que minha viagem levaria cinco vezes mais tempo para acabar – eu não sei o que se passava na cabeça de quem marcou essa passagem.

Agora estou aqui, na sala de embarque verde do Galeão, fazendo uma aposta particular: quantos serão os minutos de atraso desta vez? Em minha última passagem pelo Tom Jobim, foram uns cento e poucos. Funcionários ignoraram nossa capacidade de obter notícias e diziam que a culpa era do mau tempo (inexistente) em São Paulo. Já instalado na poltrona, o comandante pediu desculpas, alegando congestionamento no tráfego aéreo… Aeroportos são assim: informação correta é tão abundante quanto rede wi-fi a custo zero.

Tudo que me resta é ficar sentado nessa cadeira futurística esperando pela gravação da voz rouca anunciar o vôo 1903. A minha frente, uma família de alemães – pai, mãe, filha e genro – caçoavam do inglês gravado e com sotaque a cada “flight, one, six, zero, now boarding, gate five”. Perto dali, uma senhora corpulenta, pinçada de uma cena com a Whoopi gravada naquelas igrejas festivas do Brooklyn, tentava convencer o filho, de uns quatro anos, a parar quieto. Ficou impossível: o baixinho encontrou uma menininha, da mesma idade. Ficaram se olhando, sorriram, brincaram… Até que, finalmente, se despediram. Os alemães, que também sorriram com a cena, também foram embora dali.

E o tempo não passa, que tédio. Se o quiosque de café não fosse tão mal acabado, juro que tomaria um agora. Prefiro pegar um toblerone na Laselva e passar o tempo. Mal volto ao meu lugar, em frente ao portão quatro, e ela aparece. Vestido lilás, decotado, pequena mala de rodinhas. Sentou exatamente na minha frente. Tirou da mala um livro vermelho, grosso, parecido com aquele do Philip Kotler. Mas ela não tinha pinta de publicitária. Ela tinha era um belo decote.

Continuo com o laptop aberto, digitando como se fosse algo muito sério enquanto belisco algumas lascas de Toblerone. Uma voz perdida invade minha orelha. “Olhe pra ela e oferece esse chocolate aí! E seja discreto, pare de olhar pros peitos dela!”. A morena continua ali, concentrada em sua leitura. Mando a voz calar a boca: e daí? Quantas morenas como esta já não sentaram na sua frente, no aeroporto ou em qualquer lugar, e seguiram suas vidas sem jamais imaginar que eu existo.

Fico imaginando quantas pessoas já tiveram coragem de levantar de um banco de aeroporto para conversar, e quantas destas se transformam em algo frutífero. Imagino ainda qual seria a diferença entre o Galeão e uma balada: a morena também faria parte de um ambiente de alta rotatovidade, onde não há nada que sustente qualquer relação além de detalhes como um decote.

Acabam de chamar meu vôo, e ela nem se mexeu. Quer saber? Deixa ela seguir para a vida dela, feliz da vida. Provavelmente, quando chegar em casa, a imagem dela vai sumir junto com a da família alemã, da gordinha e das crianças. Melhor assim. Não quero que minhas histórias sejam tão efêmeras quanto uma espera na sala de embarque.

Marmota indica: Abertura

Por Marmota | 29/03/2008, 23h52

Vitória (ES)Acabei de retornar de uma noite muito agradável num simpático barzinho na capital capixaba – mas antes, Rafael Silva fez questão de me levar no point bloguístico de Vitória, onde pedimos um dos mais tradicionais petiscos locais. Mas enfim, já é tarde, e não terei condições físicas de detalhar nada agora. Não deixem de me cobrar ainda neste domingo nesta segunda.

Sempre achei estranho o fato do binômio Vitória-Vila Velha “esconder” seu potencial turístico para o resto do país. Discorda? Pergunte a qualquer conhecido seu qual seria seu próximo destino litorâneo: se alguém lhe apontar alguma localidade “depois do filho e antes do Amém”, talvez a opção mais próxima seja Guarapari.

Alguns conhecidos paulistanos compartilhavam comigo uma opinião descabida: “Vitória é uma cidade tão bonita quanto o Rio, mas com uma vantagem: não tem carioca”. Pois mesmo alguns nativos acabam derrubando facilmente esse ponto de vista: “os capixabas são muito frios, mal-educados. Os turistas não sentem nenhuma receptividade, nem mesmo ao entrar num táxi”.

“É assim mesmo, Rafa?”, questionei, diante dessa opinião contundente. Nos dois dias que estive em Vitória, materializei contatos virtuais bem bacanas – tanto nos bares quanto fora deles, além de ter sido devidamente ciceroneado, com direito a moqueca na despedida. “Em geral, é sim, sinto isso desde que vim pra cá”. Tá explicado: o Rafa não é de Vitória…

Ainda assim, se um dia estiver de passagem e quiser viabilizar uma noite tipicamente blogueira (altos papos e muito networking), a sugestão é o Bar Abertura, o mesmo que deu as boas vindas ao pessoal do último BlogCamp.

Localização: ***BOM. Não confunda os endereços: o Bar Abertura mais antigo (desde 1996) fica no Jardim da Penha, na chamada Rua da Lama (Av. Anísio Fernandes Coelho), ponto de encontro de boêmios e universitários da Ufes. O segundo foi inaugurado a menos de um ano. Maior, com área interna, mais calmo mas não menos badalado, é o da Praia do Canto, na região chamada de “Triângulo das Bermudas” (R. Joaquim). Conseguimos ir a pé a partir da orla do Camburi.

Ambiente: ****MUITO BOM. Cabem 480 pessoas no descontraído Abertura. Parece muito? “Se chegássemos umas dez, onze horas, teríamos que ficar de fora”, explicou Rafa. Como aparecemos bem cedo, conseguimos ficar bem perto de um ventilador, o que contribuiu para uma noite agradável regada a um longo bate-papo. E realmente, quando saímos, o movimento era muito maior – aliás, lugar muito bem frequentado por gente bonita e elegante.

Atendimento: ****MUITO BOM. Mesmo os garçons nitidamente novatos foram bem atenciosos e sem demora. Também não há preocupação com horário: às sextas e aos sábados, o bar fecha às quatro da manhã. Haja papo e cerveja.

Acepipes: *****PEÇA O KIEBER. O cardápio também tem isca de peixe e pastel de siri, camarão e bacalhau. Mas o destaque da casa é o tal Kieber – nome derivado de Kiev, como explica o cardápio. O petisco é uma invenção do Alexandre Carvalho, um dos proprietários, e não tem qualquer segredo: lascas de peito de frango grossas e estreitas, enroladas e presas num palito de dente com queijo e presunto; o conjunto é empanado com ovo e fina farinha de rosca e frito, servidos aos montes numa “cama” de repolho ralado. O kit ainda traz um molho tártaro e uma cumbuquinha de madeira, para os palitos inutilizados. Pedimos duas, de tão gostoso.

Preço: ***NORMAL. Pelo valor do cardápio, a porção de Kieber poderia ser bem maior (R$ 19,90). Mas vale o investimento mesmo assim. Para quem se satisfaz com bebidas geladas, o bar atende todas as expectativas.

Avaliação geral: ****APAREÇA CEDO. Entre os três lugares que visitei (Petiscaria, Partido Alto e Abertura), este sem dúvida foi o melhor ambiente (lógico que o papo no Petiscaria compensou o atendimento estranho de lá). Mas para aproveitar bem a noite no Abertura, é importante chegar bem antes das dez horas. Assim, toda a informalidade do Abertura pode ser contemplada sem estresse. Obviamente, o último BlogCamp foi um dos temas da nossa “mini-desconferência”, cujo tema “quem pegou quem” revelou altas surpresas inacreditáveis… Mas enfim.

Quer ganhar um Coolnex Card do Marmota?

Por Marmota | 28/03/2008, 23h59

Vitória (ES) – Podem me chamar de anti-social e o escambau. Sim, vim buscar pessoalmente os meus Coolnex Cards, lançados no último feriado, durante o BlogCamp. Ainda não conclui se valeu a pena ou não ter perdido a viagem, mas enfim. O fato é que o Rafael Silva deve me entregar os cartões que restam, após a rapelada de Páscoa, em uma “mini-desconferência” capixaba.

A partir do momento que estiver com os cards na mão, pode ser que até o Natal você receba o seu. Foi assim com os primeiros cartões que recebi: distribui pra muita gente via correio, meses depois (aliás, alguns sequer receberam ainda). Desta vez, não sei exatamente quantos vou mandar. Algumas dezenas. Tudo depende da quantidade de interessados.

Mas vontade de ganhar não basta. Para faturar um card do MMM, vá agora mesmo na caixa de comentários e complete as três frases a seguir.

1. Quando leio as coisas que o Marmota escreve no blog, eu…

2. Para mim, a frase “blogueiro famoso é igual a Miss Cangaíba” é…

3. Se alguém me diz que é possível ganhar dinheiro com blogs, eu…

Sim, a frase 3 é recorrente. Quem já escreveu esta na última vez pode até repetir a dose.

Não preciso dizer: valem respostas positivas e negativas. As mais bacanas (segundo o meu julgamento) valem um cartão (que em poucos anos pode valer alguns milhões ou uma mariola no Mercado Livre). Lembrando que, independente da sua participação, você pode perfeitamente imprimir um – como ele vale uma música, é só pedir um MP3 do Nenhum de Nós ou do Kleiton e Kledir..

A Santa Ceia segundo os Estúpidos

Por Marmota | 27/03/2008, 23h54

Depois de sete anos de história, a Sexta-feira Santa semi-pagã na churrascaria parece ter esgotado todo o estoque de bobagens atreladas à religiosidade. Prefiro acreditar que o baixo índice de histórias cabeludas seja reflexo das ausências espontâneas de três personagens fundamentais: Sakate, um dos maiores desconhecedores do catecismo; Trotta, mais um cristão para defender o time de MC Empada; e Lello, o herege graças à Deus.

Já imaginávamos que o nosso “bebê diabo” refugaria diante da namorada, sabidamente católica. Mas eu ouvi de sua própria boca, com todas as letras: “eu deixo ele ir, não quero virar a Yoko Ono dos seus amigos”. Mais: no começo da semana, Lello confirmou presença, desmentindo todas as tendências. No fim, o bobão, todo apaixonado, desistiu de sua cadeira cativa na ceia da Paixão por vontade própria. Imperdoável.

“A gente bem que podia sair daqui e invadir o apartamento daquela bichona”, sugerimos ainda com a maminha na manteiga respingando na boca. Seria muita sacanagem: da última vez que fizeram isso com ele, num domingo à noite, ele simplesmente deixou de olhar na cara da pessoa. Optamos por algo mais sossegado, porém sabidamente ineficiente: bombardeio de SMS.

“Vai, anotem aí: nove nove zero zero, vinte quatro meia nove. Agora podem escrever o que quiser”. Dada a ordem, a avalanche de adjetivos pouco polidos durou uns vinte minutos. Pena que a frase mais legal, “Lello! Boiola! ***** com a carola!” foi vetada, em total respeito ao casal. Para compensar, antigos fantasmas foram invocados: “Lello, estou grávida”, escreveu uma moça na mesa, cujo nome remete a um episódio lamentável – talvez ele nem saiba, mas a tal gravidez da nossa querida amiga (não da xará de seu passado) é mesmo verdade.

Minutos mais tarde, outra furona decide ligar. “Não sei o quê, não sei o quê, fui na despedida de uma amiga, não sei o quê, não sei o quê, já é tarde bagarai”. Tudo bem, naquela altura do jantar, bastava ela cooperar com o spam telefônico. “Pegou o número? Beleza. Pode escrever o que quiser. Chama de viado, ladrão, maconheiro, palmeirense, qualquer ofensa dessas”.

Provavelmente o celular do Lello estava desligado – afinal, havia muito mais a fazer do que receber mensagens. Que sirva de lição: mesmo à distância, outros fiéis companheiros da nossa tradição derramaram seus recados, como símbolo da eterna aliança. Isso feito em nossa memória, amém.

Festa da carne – Como os maiores debatedores estavam longe do Paulista Grill, restou para Narazaki, Fagundes e Adilson divagarem, rapidamente, sobre os temas de praxe.

- Afinal, por que diabos carne de boi não pode, mas peixe e frango podem?
- A carne do peixe é branca, por isso pode… Mas frango acho que não…
- Pode sim, o Vaticano autorizou alguns anos atrás, por causa do aumento dos preços dos peixes.
- E essa gordura da picanha aqui? É branca! Posso comer?
- E essa lata de refrigerante aqui? É vermelha! Então não pode!!!

As meninices só acabaram quando ressuscitaram o significado do jejum, da purificação… Tudo aquilo que se faz depois do Carnaval – esta sim a autêntica “festa da carne” para os cristãos.

- E por que a quarta-feira é de Cinzas? É porque o ano renasce como a fênix?
- Pois é… É cada nome… Cinzas, dia de Ramos… Tem a ver com a Praça Ramos? Com o Tony Ramos?
- Olha, se é a festa da carne, eu não sei. Tudo que eu posso dizer é que no Carnaval os homens cheiram mais bacalhau, e não na Sexta-feira Santa…

Infame. Só faltaram ressuscitar a piada do “qual a parte do corpo da mulher que cheira bacalhau”.

Enfim, a Santa Ceia – Cansados de questionar bobagens sem chegar a qualquer conclusão, Fagundes tratou de arrumar logo uma. Sem sombra de dúvidas, a melhor explicação que já ouvi sobre a histórica celeuma da carne vermelha.

- A história é muito simples. Como os apóstolos não eram lá muito abastados, a última ceia precisava ser como qualquer festa na periferia: cada um tinha que trazer alguma coisa. Simão e Pedro levariam um prato de doce; Bartolomeu e Tadeu, algum salgado. João levaria bebidas, e Mateus o carvão. Então, no começo da noite, me aparece Judas, com a maior cara de pau: “pessoal, desculpe, mas eu não trouxe a carne”. Mas é um traidor de uma figa!
- Garçom, a conta.

Pena que ninguém lembrou também de elencar os novos pecados (manipulação genética, uso de drogas, pedofilia, aborto, desigualdade social e a poluição ambiental) e relacioná-los com a carne vermelha. Belém belém, mais perguntas para o ano que vem. Se possível, longe do Paulista Grill, cujo preço está pra lá de Jerusalém. Se Deus quiser, por que não viabilizar nosso churrasquinho à luz do dia, em Aparecida?

Ok, admito que aí já seria demais… Não?

Não deixe de perder os anos anteriores:

- A Via Sacra segundo os Estúpidos

- O Evangelho segundo os Estúpidos
- O Pentecostes segundo os Estúpidos
- A Paixão segundo os Estúpidos
- A Gênese segundo os Estúpidos

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