Marmota, mais dos mesmos

Desde 2002, muito obrigado por nada.

Arquivos: fevereiro/2008

Pega-pega

Por Marmota | 29/02/2008, 23h55

Pega no ganzê. Pega no ganzá. Pega no funiculi. Pega no funicular. Pega no Borba. Pega na mentira. Pega na veia. Pega na vassoura. Pega no batente. Pega na enxada. Pega no pesado. Pega na cozinha. Pega na estante. Pega no baú. Pega na lancheira. Pega no chicote. Pega no pé. Pega na mão. Pega no tranco. Pega no msn. Pega no skype. Pega no telefone. Pega no flagra. Pega na chaleira. Pega no carro. Pega no aviao. Pega no caminho. Pega na praia. Pega no campo. Pega no teleférico. Pega na geladeira. Pega no sofá. Pega na cama. Pega no chuveiro. Pega no colo. Pega no peito. Pega na cintura. Pega no bumbum. Pega no compasso. Pega na cabeça. Pega no tambor. Pega na boneca. Pega no balanço. Pega no oba. Pega na espada. Pega no meu. Pega no seu. Pega pra valer. Pega pega pega, pega pega pega pega, já peguei.

Cinco coisas que carregava em minha mochila escolar

Por Marmota | 28/02/2008, 23h59

A idéia dessa listinha vagabunda veio quando soube hoje cedo que a borracha TK Plast, um dos xodós da Faber Castell, pode provocar câncer graças a presença de uma substância de nome ftalato na composição do produto. A empresa, uma das mais antigas e consagradas do ramo, já avisou que nenhuma borracha produzida a partir de setembro passado possui esta substância.

Isso significa que a minha geração, que ostentava uma TK Plast na sala de aula, pode manifestar reações adversas? Eu duvido, porque só usava ela. Achava infinitamente melhor que a versão verde-prancha, útil apenas combinada com o tubo de uma caneta bic (vira uma excelente zarabatana), ou a versão Gre-Nal, metade azul metade vermelha, que não apagava piciroca nenhuma – pelo contrário, só borrava ou rasgava as folhas do meu caderno.

Parece ridículo “ostentar” uma TK Plast? Provavelmente porque nenhuma moça bonita da sua sala de aula virava para você e, com um sorriso meigo nos lábios, perguntava graciosamente: “mimpresta uma borracha?”. Até hoje os pais não entendem a necessidade de um estudante, especialmente a galera do primário e ginásio: material escolar é peça fundamental para formar a identidade e contribuir com a sociabilização estudantil.

Independente do ftalato (a empresa garante que a TK Plast sempre esteve em conformidade com as normas nacionais, sem falar na ausência de estudos conclusivos a respeito da tal substância), a borrachinha entraria facilmente no Top 5. Para que ninguém fique com vontade de enfiar uma na boca, vamos deixá-la apenas como menção honrosa. Os demais itens a seguir eram os desejos de consumo do meu “primeiro grau”.

#5 Caneta Kilométrica – Vamos esclarecer as coisas: sinônimo de caneta vendida a rodo é a Bic, e mesmo assim ela costuma estourar no bolso das camisas. Durante algum tempo, a Gillette do Brasil lançou um produto bacana, cuja campanha publicitária bateu de frente com a tradicional: chamava-se Kilométrica. Era toda na cor da tinta e, em seu corpo, o desenho bacana que ilustrava o comercial de TV: “Kilométrica, a caneta simpática por um preço milimétrico”.

De fato, era mais barata. Mas era bem ruinzinha. Tanto que a modinha da Kilométrica acabou assim que a Bic lançou a caneta que realmente pegou em qualquer sala de aula: a quatro cores. Ainda assim, vale registrar a presença de um produto que, certa vez, tentou peitar a caneta Bic.

#4 Lapiseira Poly – Eu sempre odiei lápis. Mesmo os coloridos: sempre fui um péssimo artista, escolhia sempre as piores cores da minha caixa de 32. Também não sabia acertar o apontador. Errava a mão em todas as versões, inclusive na mais bacana de todos os tempos: aquele em formato de capacete, que armazenava os restos mortais dos lápis.

Joguei tudo fora quando descobri minha primeira lapiseira. Era uma Compactor, que usava aqueles grafitãos bem grossos, que vinham com um apontador na ponta superior. Talvez indignado com o apontador, migrei para a versão 0.5 assim que a Faber Castell (sempre ela) lançou a simpática Poly – também anunciada com alarde na mídia, graças a um bichinho animado e sorridente (cujos passos eram acompanhados pela onomatopéia bonachona “poly”).

#3 Liquid Paper – Eu sempre adorei caneta. Carregava um peso, uma responsabilidade infinitamente superior a do lápis: “se errou, não dá pra apagar”. Quer dizer, há quem acredite na eficácia daquela borracha Gre-Nal até hoje. Mas enfim. Óbvio que eu errava usando caneta. E muito. Meus cadernos eram repletos de riscos e borrões desconexos com trechos pretensiosamente inteligíveis.

O mundo mudou quando a Paper Mate trouxe para o Brasil, já no final dos anos 80, a primeira versão do Liquid Paper. Tinha o criativo slogan “é líquido e certo”. Era uma embalagem de vidro, com rótulo preto. E o tal “branquinho” tinha cheiro de tinta (tenho certeza de que muita gente ficou doidona cheirando aquele vidrinho). A fórmula era realmente avançada para a época: além da versão “branquinho”, eera possível comprar o “solvente”, caso o produto ressecasse de vez.

E era batata, claro. Em poucas semanas, a rosca do Liquid Paper esfarelava, e pra resolver só com solvente. Sem falar que, por ser novidade, a patota praticamente “rebocava” os cadernos com o negócio. No fim do ano, os cadernos eram verdadeiras “lazanhas” de papel, palavras e corretor ortográfico líquido…

#2 Estojo com compartimentos – Durante todo o primário, mantive até o fim um companheiro de madeira para transportar meus lápis, canetas, TK Plast e apontador. A partir da quinta série, troquei por um estojo mais maleável, desses de tecido emborrachado. Entrei no curso técnico bastante satisfeito com os meus dois receptáculos velhos de guerra.

Agora, se existia algo capaz de causar inveja em qualquer moleque eram os estojos mais invocados, repleto de zíperes e portinholas fechadas com imãs, elástico prendedores de lápis, apontadores embutidos ou saltitantes… Uma festa ainda mais intensa que o festival de lancheiras dos tempos áureos de infância.

#2 Caderno universitário Salesiano – Sem qualquer contexto, o nome “brochura” já transmite uma sensação ruim, desagradável. Uma brochura. Quando me libertei da obrigação dos cadernuchos encapados com papel pardo ou dobradura, parti para os cadernos em espiral. Quando o ginásio chegou, fiz questão de levar o mais bacana de todos: o caderno de dez matérias Salesiano, da linha “Imagem & Mensagem”. aquele com cores e lacunas semicirculares nas folhas.

O tempo passou e a marca mudou na época que a Kalunga entrou no negóocio, trocando o nome para Spiral. Mas as capas diferentes e temáticas nunca saíram de moda. E pensando nele, no meu estojo manchado de corretor, nas canetas estouradas e na caixinha de grafites em pedacinhos, dá até vontade de voltar para a quinta série, onde tudo parecia mais fácil.

Estacione na Vila Olímpia, se puder

Por Marmota | 27/02/2008, 23h54

Estou prestes a completar quatro meses de trabalho na região que, na primeira metade do século passado, mantinha características semelhantes a outras regiões mais distantes do centro: repleta de chácaras e terrenos alagadiços. Na metade seguinte, essa área foi rodeada por quatro avenidas largas e movimentadas: a Marginal Pinheiros, a Avenida dos Bandeirantes, a Avenida Santo Amaro e a Avenida Juscelino Kubitchek.

Nos anos 90, o prefeito Paulo Maluf começou a revolucionar a região outrora calma e silenciosa. Fez o alargamento dos rios Uberaba e Uberabinha, acabando com as enchentes;prolongou a Faria Lima e a Hélio Pelegrino, cruzando a Juscelino e todo o bairro até Moema. Novos bares, casas de shows e prédios comerciais transformaram completamente o ambiente, proporcionando a circulação de umas 120 mil pessoas.

Não fosse esse crescimento exagerado, jamais poderia entregar o título de “bairro mais insuportável de São Paulo” à Vila Olímpia. Peço desculpas aos moradores antigos, mas não é nem um pouco saudável circular pelas ruas estreitas durante qualquer hora comercial. Moças elegantemente vestidas circulam por calçadas esburacadas, driblando seus saltos das obras na rua Olimpíadas, Fidêncio Ramos e Gomes de Carvalho. Durante a hora do almoço, hordas de executivos e funcionários abarrotam os arredores da Ramos Batista, atrás de restaurantes que só funcionam entre 11 e 15h.

Bem que a prefeitura poderia transformar todas elas em extensos boulevares, calçadões capazes de contrastar com os edifícios inteligentes e realçar o ritmo frenético de seus visitantes esporádicos. Seria lindo sair do escritório e curtir uma “happy hour” diante da potencial oferta de mesas numa área dessas. Faria questão de chegar à pé sim, seja de ônibus, de trem (vindo de Osasco, beirando o rio Pinheiros) ou de metrô, por que não?

Hoje caminhar pelo bairro já é uma tortura. Chegar com o carro é ainda pior. Imagine que as quatro grandes vias representam tubulações de alta pressão, e as ruas mais estreitas do bairro são vasos capilares entupidos de gente e linhas de ônibus articulados… A tendência é a de suicídio coletivo quando ficarem prontos o shopping center do bairro e a ligação da Faria Lima com a Berrini via Elvira Ferraz, Olímpiadas e Gomes de Carvalho. Mais gente, o horror.

Enfim, lembro do meu primeiro dia de trabalho. Decidi parar o carro num estacionamento da Juscelino e caminhar algumas quadras até o escritório. Mal entrei e esbocei sair do carro para ser abordado:

- É mensal?
- Não, mas posso vir a ser…
- Ah, não tem vaga, não.
- Tudo bem, então eu pago o estacionamento avulso…
- Não, não! Eu disse que não tem vaga nenhuma, só mensal. Vá embora.
- Agora mesmo… E se serve de sugestão, tire aquela placa de “estacione aqui”, já que ela não funciona…

Foram longas semanas em busca de um estacionamento capaz de suprir minhas necessidades. Nos primeiros dias, continuava sem encontrar um único paradouro com vagas abertas. Logo encontrei um maior, na rua Funchal. Escolha perfeita, não fosse o horário de fechamento: oito da noite. “É que todo mundo vai embora cedo”, avisou.

Finalmente, depois de longa peregrinação, encontrei um estacionamento 24 horas, com vagas e a preço justo. Mas ficava na Avenida Vicente Pinzon, o que corresponde à “periferia mal-encarada” da Vila Olímpia. Levava dez minutos de caminhada entre o lugar e o meu prédio – inclusive à noite, quando o pedaço se transformava em uma perfeita bocada. O arrependimento veio logo no primeiro dia, quando entreguei meu comprovante.

- São vinte reais, senhor.
- Não, não, eu sou mensalista, inclusive já fiz o pagamento, veja.
- In, rapaz! Esse papel aí é só pra quem paga avulso…
- Ah é? Eu pensava que fosse como qualquer lugar, onde você recebe um comprovante de que seu carro está aqui…
- Nada disso, seu comprovante é esse recibo do pagamento mensal…

Mas que várzea! Então eu só precisava deixar o carro ali nas mãos daqueles cururus e, quando reaparecesse, bastava dar um alô ao baiaba da noite e sair – fiquei com a nítida impressão que poderia sair de lá a cada noite com um carro diferente…

Assim, retomei a peregrinação em busca do estacionamento perfeito. Passei longas semanas alternando o estacionamento do meu prédio e outros dois mais próximos – um deles com lava rápido bastante convidativo. Sempre que chegava, perguntava para o mesmo manobrista: “e aí, abriu vaga?”. Rapidamente fiquei conhecido como “o cara da vaga”. Certa vez, o moleque do lava rápido respondeu minha piadinha com a revelação que todos já sabiam:

- Não tem vaga, né? Melhor para vocês, que estão enchendo o rabo com o meu dinheiro…
- É, eles tão ligados. Daqui a pouco eles liberam uma vaga pra ti.

Recusei a safadeza quando ouvi a boa notícia do nosso Gildo: “pode vir que abriu vaga no prédio, é só pagar”. Resolvida a epopéia do estacionamento, afinal. Agora é só continuar desviando das elegantes moças de salto alto no meio da rua.

Em tempo, a Clarissa Passos também adora São Paulo.

Nove!

Por Marmota | 26/02/2008, 23h54

A historinha a seguir parece boba, mas acreditem: vale referência.

Segunda série de uma partidinha de boliche amistosa entre amigos. Começo derrubando oito pinos, e em mais um erro de lançamento, atinjo apenas um na segunda bola, somando nove.

É a vez do especialista Roque Santa Cruz, que acerta nove. na primeira Mas não consegue direcionar a redonda para confirmar o spare. “Competição empatada!”, grito, na brincadeira.

Lello Lopes dá uma rateada: três pinos. Mas no “segundo serviço” põe pra cair mais seis e segue na briga. Total de nove. Aumento o tom de voz e grito ainda mais alto: “competição empataaaada!!!”.

Nessa altura, todo mundo grita: “nove, nove…”. Ainda mais quando Caio, após derrubar sete, atende ao pedido da galera, que grita “mais dois”. Todos, em uníssono, erguem os punhos e gritam “nove, nove”, enquanto gargalham.

É a vez de Lu, novata na arte do boliche. Consegue seis. “Mais três”, gritam os demais. Ciente de sua inexperiência, responde com cara de “não vai rolar”. Mas rolou!!!

Num raio de centenas de metros, era possível ouvir: “NOVE, NOVE, NOVE…”.

Era o êxtase, compartilhado na mesma sintonia através do nove. Aquilo fez com que todos rissem como em poucas oportunidades. Fez com que sonhassemos em mais “noves” em nosso dia-a-dia.

Mas enfim. O Zé tratou de cortar logo o clima derrubando os dez pinos.

(Postado em 24/07/2005. E estou com saudades de um boliche com os amigos.)

Copa *PIIIII* Libertadores e o patrocínio esportivo

Por Marmota | 25/02/2008, 23h55

Alegria alegria, torcida brasileira! A temporada do futebol está recém decolando: nesta semana, o São Paulo faz sua estréia na Copa *PIIIII* Libertadores, jogando na Colômbia. Outros clubes brasileiros também estarão em campo: o Santos terá um páreo duro em casa, diante do *PIIIII* Guadalajara. A propósito, perceberam que, em 2008, a montadora japonesa *PIIIII* deu lugar aos espanhóis do Banco *PIIIII* no patrocínio do nome? Enfim, a Conmebol está feliz da vida: as duas empresas associaram uma grana preta ao evento.

É um alento saber que ainda existem competições atraentes, cujos gastos (lícitos ou não) podem ser financiados graças a contratos como esse. Óbvio que há muitos interesses por todos os lados (alguns indignos, como a indústria dos direitos de transmissão), mas analisando friamente, a imagem das empresas que patrocinam o esporte melhora diante do público. E com dinheiro bem investido, os atletas também crescem.

Ocorre que a mídia brasileira já enraizou em suas entranhas a nociva prática de ignorar solenemente qualquer marca associada a clubes, estruturas, competições e derivados. No caso da Libertadores, por exemplo, os únicos veículos que citaram nominalmente o nome do Banco *PIIIII* foram o canal a cabo Fox e a rádio Bandeirantes. Enfim, é um comportamento esperado: quando o Atlético Paranaense assinou o primeiro contrato de “naming rights” no país, atrelando a Arena da Baixada a uma marca e chamando-a de *PIIIII* Arena, praticamente ninguém citava a empresa de impressoras e copiadoras.

Mas em matéria de “larga desse papinho de incentivo, se é empresa e tem lucro, só aparece aqui pagando”, a campeã é a Globo. Só faltava mesmo implicar com o *PIIIII* Guadalajara, por causa do uísque – na verdade, o time tem esse nome porque *PIIIII* também é o nome de um cabrito selvagem mexicano. De resto, a emissora, que monopoliza os direitos de transmissão de praticamente todas as competições relevantes do país, desconhecem o uso do bom senso desde as entrevistas fora de cmampo, feitas em close extremo (para driblar o painel dos patrocinadores), e vão até o fim no quesito “desinformação”.

O Luiz Fernando Bindi, aqui e aqui, chama a atenção para duas aberrações recentes. Ignorou a *PIIIII*, universidade particular que que dá nome a um clube de futebol no Rio Grande do Sul, chamando-o de Canoas, cidade onde joga. E durante a Copa São Paulo, o *PIIIII*, clube que leva o nome do grupo de Abílio Diniz e potencial revelador de novos talentos, era chamado ora pela sigla PAEC, ora por Embu – cidade onde o time estabeleceu sua sede recentemente.

Mas é nas outras modalidades que o sumiço das marcas é mais feroz. Na Fórmula 1, enquanto montadoras como *PIIIII* e *PIIIII* podem, o energético *PIIIII* vira RBR. E no vôlei, o banco *PIIIII*, que investe no Osasco desde os tempos em que se chamava *PIIIII*, nunca aparece. É o único caso onde o uso da cidade faz sentido: o desodorante *PIIIII*, que dá nome ao time de Bernardinho, vira Rio de Janeiro; já a companhia telefônica *PIIIII*, que mantém o time há dois anos, era Brasília e agora é Brusque. E o Macaé quase acabou com a desistência da *PIIIII*, de telefonia celular – foi salva pela fabricante de remédios *PIIIII*. E você lembra do primeiro time do Giba, campeão da Superliga em 97 e vice no ano seguinte? Fosse a Globo, chamaria de Rio de Janeiro, ao invés de usar a marca de material esportivo *PIIIII*.

Mas o vôlei, que há anos recebe um polpudo patrocínio do *PIIIII*, o mais antigo banco do Brasil, ao menos está bem na fita. Ao contrário do basquete, que recebe verba ainda menor da estatal energética *PIIIII*, refletindo em perrengues sucessivos dos tradicionais clubes sediados em Americana, Franca, Sorocaba e Ourinhos. No fundo do poço, aparecem os outros atletas olímpicos, doidos por iniciativas semelhantes à da empresa de limpeza doméstica *PIIIII*, que entre 2005 e 2007, manteve o projeto “Mulheres que fazem o Brasil Brilhar”. Afinal, se é para serem ignoradas no fim, pra quê investir em esporte?

Ah sim, agora que a mensagem ficou clara, podemos substituir os *PIIIII* por Santander, Chivas, Toyota, Kyocera, Ulbra, Pão de Açúcar, Ferrari, Renault, Red Bull, Finasa, Rexona, Brasil Telecom, Oi, Cimed, Olympikus, Banco do Brasil, Eletrobrás e BomBril.

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