Fotos que você nunca vai ver. Nem eu.
Por Marmota | 31/10/2007, 23h15
Nem mesmo a garoa fina impediu nossa caminhada úmida entre a nova estação Biljmer Arena e o tradicional estádio do Ajax. Era a terceira vez que eu tentava entrar ali (a segunda com Lello Lopes). Finalmente, conseguimos. Portões, arquibancadas, corredores, gramado… Mas minhas férias, que acabaram há exatamente um mês, reservaram uma porção de lugares inéditos em Amsterdã – se bem que os melhores registros foram todos nos lugares de sempre, como nas estátuas da Rembrandtplein.
Nossa última noite foi em um restaurante português, na Zeedijk – calçadão que corre paralelamente à Red Light District. Nas paredes, tradicionais azulejos azuis -dedicados à Fernando Pessoa e aos grandes navegadores – dão as boas vindas ao lado de cachecóis portugueses e uma flâmula da semifinal da Euro 2004, justamente entre Portugal e Holanda. Além de gostosos, o bacalhau à Brás e o bife à portuguesa que pedimos estavam lindamente apresentados.

Copenhague, capital da Dinamarca, é um pouco mais limpa e organizada. Demos sorte a caminho da Pequena Sereia, símbolo nacional: esbarramos em uma “festinha do peixe” em uma praça perto do Christianborg. O sol estava alto o suficiente para refletir calmamente nos laguinhos que cercavam Kastellet, criando um efeito tão interessante quanto o do “cofrinho” de uma espanhola muito louca, que se atreveu a subir na estátua da sereia. Ah, sim, mais fotos de pratos exóticos: desta vez, um especial com quatro tipos de peixe em um dos restaurantes do tradicional Nyhavn.
O mais legal, no entanto, foi nossa presença em um boteco-balada, em frente ao Tivoli Park, para assistir ao enfadonho Suécia 0 x 0 Dinamarca. Registramos praticamente tudo: nossos uniformes veremelhos, os suecos malas, as belas dinamarquesas… Inclusive a que nos disse a frase mais simpática em toda a viagem: “thank you for support us tonight”!

Finalmente, Estocolmo. Imagens que vão permanecer para sempre na memória, desde os estreitos becos de Gamla Stan, os arredores de Telefonplan em obras ou a vista do morro do observatório. As melhores tomadas, no entanto, foram feitas no alto do Katarinahissen – o “Elevador Lacerda” local. Com direito a luz mais bacana de todo o dia: a do poente, bem atrás do simpático bairro de Slussen.
Foi na Suécia o passeio mais perdulário da viagem: o Globo, arena consagrada como a maior construção esférica do mundo. Fomos a pé de Skanstull, atravessando uma longínqua ponte a pé. Não adiantou muito: por razões quaisquer, não era possível entrar. Aquilo era uma cidade-fantasma. Enfim, ao menos era bem bonito.

Ficou com vontade de ver as fotos destes lugares todos? Pois saiba que eu também. Todas estas memórias fotográficas foram parar em um cartão de memória, substituído justamente quando deixávamos o Globo. Tanto o cartão quanto outros pertences de Lello Lopes foram surrupiados em um cybercafé horrendo, na praça Syntagma, em Atenas. Provavelmente algum picareta inutilizou dez dias que não voltam mais para fumar alguma coisa.
Mas enfim. Não temos imagens novas de Amsterdã, nenhuma de Copenhague e algumas poucas de Estocolmo. Aproveite para passear por aqui e conhecer ainda Praga e Paris. Mas vá logo, antes que algum grego idiota estrague nossa brincadeira outra vez.


Sabe aquela baranga que vive pentelhando você? Ou ainda aquela jabiraca que vive contando vantagem?
Há cerca de dois mil anos, o povo celta – que vivia em territórios próximos a atual França e Alemanha, festejavam o ano novo exatamente no dia 31 de Outubro, em uma homenagem ao Deus-Sol Baal.
Seria uma cena bastante curiosa. O presidente Lula, uma porção de governadores e ministros, jogadores de futebol, dirigentes, o técnico Dunga, imprensa, artistas, mulatas, bateria de escola de samba… Este verdadeiro trem da alegria, diante de uma tremenda expectativa, até que, subitamente, o presidente da Fifa Joseph Blatter anuncia: “hmmm, pensando bem, acho que o Brasil não vai ser a sede da Copa do Mundo em 2014″.
Cristovam Buarque já usava essa obviedade como mote de sua campanha eleitoral: a vida do cidadão brasileiro só vai melhorar no dia em que a educação virar prioridade de verdade. Só que o conceito de “educação” é amplo demais. Tem mais a ver com a formação ética e moral do sujeito, em comparação com aquelas disciplinas escolares baseadas no decoreba.
Mulheres, podem me bater diante da confissão a seguir. Mais uma vez, me vi atropelado pelo caminhão de informações não absorvidas, ao me dar conta de um crime essa semana: como eu nunca tinha ouvido falar em Maria da Penha?
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