sábado, 30 de junho de 2007
Cinco clipes de poperô unânimes (e cinco que eu gostava)
Não sou especialista em música, mas sei que a minha geração, que moldou sua personalidade nos anos 90, foi intensamente influenciada por avanços tecnológicos e pela presença maciça da informática em praticamente todos os aspectos de nossas vidas. Inclusive no som que chegava aos nossos ouvidos.
Então o barateamento e a capacidade adequada de processamento dos modernos computadores fizeram com que DJs do mundo todo (especialmente na Europa) experimentassem toda sorte de batidas eletrônicas com uma letra bem rasa e descompromissada (ou alguma música antiga que fique joinha com roupagem nova), vocais de hip hop e uma voz feminina afinada para o refrão. Com o exagero da expressão “pump it up” nesse tipo de experimento, nascia o que os adolescentes da minha época chamavam de poperô – espécie de balaio (ainda que errôneo) que congrega tudo que, oficialmente, chama-se eurobeat, dance music, new wave, flash house, techno, oréver.
E eu não tenho a menor vergonha em dizer: fui um adolescente apaixonado por poperô. Tudo bem, passava a maior parte das baladinhas na mesa… Mas quando começava o poperô, eu pulava dali e chacoalhava meu tecido adiposo no ritmo do bate-estaca. Era praticamente uma catarse individualista. Tenho certeza de que eu não era o único: a maioria das FMs paulistanas, principalmente Jovem Pan e Transamérica, aproveitaram a popularização do poperô e massificaram sua programação. A 97FM, que até hoje reserva um espaço dedicado, entre outras velharias, ao poperô, começou como rádio rock, mas se vendeu à música eletrônica, abarcando mais fãs.
Mas enfim. Como a onda nostálgica está cada vez mais forte, vamos aproveitar esta noite de sábado para fazer uma pequena festinha anos 90. Com vocês, dois Top 5 dedicados ao nosso passado saltitante. A começar com…
Cinco poperôs unânimes
#5 Technotronic – Pump Up The Jam – Não tinha como não colocar os bregas belgas e a música que praticamente deu origem a todo o movimento.
” color=”#CC0000″>#4 Corona – Rhythm Of The Night – Tenho certeza que muita gente começou a curtir “poperô” por causa da carioca Olga de Souza, que projetou para o mundo o nome da ducha.
” color=”#CC0000″>#3 Double You – Please Don’t Go – Esse carinha, batizado William Naraine, foi uma espécie de ícone. Essa música (e todas do seu primeiro CD) tinham exatamente a mesma fórmula – o seguinte, The Blue Album, era bem mais batuta.
” color=”#CC0000″>#2 Haddaway – Rock My Heart – Em 1993, esse cururu estourou nas paradas com What Is Love. Logo depois veio Life e a baladinha I Miss You. Mas desse primeiro álbum (e único que presta), essa era a mais legal.
” color=”#CC0000″>#1 L.A. Style – I’m Raving – Em 1995, o poperô chegava ao seu auge, prestes a iniciar sua curva decadente (ou evolução, como queiram). Mas ainda dava para cantar “ô né né, né né ô né né” (em tempo, essa música é de 1993 – obrigado, Marcelo!).
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Agora, vamos aos meus…
Meus cinco poperôs preferidos
#5 Dr. Alban – It’s My Life – Devo ter a musiquinha desse nigeriano-sueco em umas três ou quatro fitas cassete diferentes…
” color=”#CC0000″>#4 MC Sar & The Real McCoy – Another Night – A fita cassete desse projeto era uma das minhas preferidas. “Run Away” talvez tenha feito muito mais barulho, mas essa me traz lembranças melhores.
” color=”#CC0000″>#3 2 Brothers On the 4th Floor – Dreams – O ano de 1994 já havia consagrado este projeto e muitos outros, a começar por “Never Alone” (legal também). Mas dançar essa era mais divertido.
” color=”#CC0000″>#2 Sunscreen – Love U More – Provavelmente ninguém lembra desse grupinho inglês. Conheci essa música numa viagem ao RS em julho de 1993, numa época em que a Rede Atlântida (a FM da RBS) também despejava poperô na programação.
” color=”#CC0000″>#1 AB Logic – The Hitman – Aplica-se a mesma regra: no fim daquele ano de 1993, a Atlântida ainda abusava do Poperô. Usou essa musiquinha até para apresentar um programa especial do tradicional concurso Garota Verão. Enfim, fora essas reminiscências locais, ainda acho bacana.
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Puxa, faltou Ace of Base, Ice MC, DJ Bobo, Masterboy, La Bouche, Nicki French e a maioria dos nomes que se repetiam nas Sete Melhores da Pan. Esse é o tipo de post que exige um volume 2, não acham?

Era um final de expediente como outro qualquer. Nossa turma de amigos estúpidos (que hoje, infelizmente, se vê raramente) bebericava e beliscava acepipes em uma das mesas do complexo de bares da “Prainha Paulista” – aqueles que a gente acaba se acostumando, apesar dos apuros no atendimento.
Nas últimas vezes que encontrei com Seu Armando na região da Paulista, celebrava com ele a 
