sábado, 31 de março de 2007

Ele era seu leitor

Não tive a oportunidade de trocar mensagens com o Aldemir Silva, mas nunca ignorei sua popularidade: sempre esteve entre os mais lincados e comentados em blogs e listas Brasil afora. Soube em uma troca de e-mails na lista Blogosfera que Aldemir tinha parte do fígado transplantado, e ainda estava na fila esperando por uma cirurgia definitiva. Há pouco mais de um mês, ele havia sido internado, em estado grave. Certamente todos os seus amigos, conhecidos ou mesmo aqueles que nunca ouviram falar transmitiram, em algum momento, alguma energia positiva.

Claro que ninguém espera pelo pior. As últimas linhas que ele escreveu remetem a alguém com muita energia e vontade de viver: “eu posso demorar, mas voltarei com força total. Sempre que possível estarei repassando notícias minhas. Dessa vez não farei previsões de retorno. Possivelmente estarei lendo e comentando em blogs. Chega de chororô… Eu odeio isso. Em breve estarei completamente recuperado e de volta às habituais discussões”.

Alguém que gosto muito me escreveu neste sábado, apontando este post do Doufer. Tem uma longa lista de feeds, inclusive deste espaço aqui. Eram as leituras esporádicas do Aldemir, que infelizmente se foi. O e-mail continuava assim:

Ele tinha 25 anos, e era leitor seu...

Quando eu falo pra você se cuidar, cuidar da sua saúde, é porque não quero ler esse tipo de notícia nunca sobre você. Todo mundo vai morrer, é fato, mas se você se cuidar, pode morrer bem velhinho.

Pode me chamar de chata, eu não ligo. Volte para a academia. Pare de comer porcarias. Trate de jantar mais em casa, como o seu pai mandou, porque ele quer o seu bem, como eu.

Um dia eu não vou mais me meter na sua vida, mas esse dia definitivamente não é hoje.

Notícias como essa não trazem apenas tristeza. Elas costumam embutir aquela perguntinha chata: o que estamos fazendo com a nossa vida?

sexta-feira, 30 de março de 2007

As cinco melhores novelas das sete que eu vi

Antes de continuar, convém falarmos um pouco sobre essa mania irresistível, que já se tornou uma tradição secular. Assim, temos as cinco razões para se fazer listas do tipo Top 5:

#5 – Quer um jeito fácil de criar debates polêmicos ou mesmo provocar injustiças? Invente uma lista dessas. Todos vão dar razões incríveis para manter ou trocar um item, ou ainda brigar por causa daquela ausência imperdoável.

#4 – Cinco é um número perfeito. Listas como “as 100 mais” ou “as 500 mais” demandam semanas de preparação. Uma lista “top 10″ apresenta um ou outro item que está ali só para encher linguiça. Um “Top 7″ só funciona no rádio, já que sete músicas duram, mais ou menos, meia hora. E um “Top 3″ é extremamente limitado.

#3 – Eu também me identifico com Rob Fleming, o célebre personagem do filme “Alta Fidelidade”. Ele tinha talento para elaborar os mais diversos Top 5, especialmente quando a lista procura elencar todos os grandes foras de sua vida para, finalmente, corrigir todos os erros e acertar ao lado da pessoa certa (coisa que só funciona em filme).

#2 – Todo mundo faz Top 5 todos os dias. Seja em casa, no trabalho, em seus próprios blogs ou ainda em uma das inúmeras comunidades do Orkut (como esta ou esta). Mesmo aqui as listas já ocuparam espaço: tem várias no meu perfil, além de dois posts (um olímpico, outro comestível)

#1 – Quem faz listas acaba, inevitavelmente, fazendo uma auto-análise. Trata-se de uma forma simples de organizar pensamentos relevantes e resumir, em poucas palavras, a sua essência. Um jeito simples de comprovar isso é fazendo uma lista de cinco objetivos primordiais em um intervalo de tempo. Se você conseguir realizá-los, verá suas conquistas importantes com outros olhos.

Agora sim, vamos à lista que me motivou a criar listas regulares nesse espaço. Historicamente, e descontando a já consagrada “Malhação”, a Errei de Globo definiu bem suas três faixas novelísticas mais importante: a das seis, normalmente uma trama doce (ou “água com açúcar”) e, ultimamente, repleta de historinhas de época; a das oito, o “novelão” do horário nobre, que vem depois do Jornal Nacional; e finalmente, o horário das sete, marcada na maioria das vezes por historinhas engraçadinhas e agitadinhas. Talvez por isso, as mais legais.

#5A Viagem (1994): Essa é tão bacana que passou duas vezes no Vale a Pena Ver de Novo (em 97 e 2006)!!! A novela favorita da Luciana começa quando Alexandre, aquele que um dia vai nos brindar com o filme Chatô, é preso depois do irmão Caco Antibes denunciá-lo. Sempre prometendo vingança, o cururu se mata, vai parar no trágico Vale dos Suicidas e passa a atormentar a vida de todos: entre eles sua ex-namorada Andréa Beltrão, que se apaixona por Maurício Mattar, e o casal chave da história, Otávio Antônio Galã Fagundes e Christiane Diná Torloni. Os dois começam se odiando. Depois, se apaixonam. Depois morrem. Depois se encontram no céu e, com a força do amor, salvam o que resta da alma do Alexandre. Uma das músicas da trilha sonora internacional (que é excelente) é Linger, do Cranberries, que me faz lembrar uma das minhas piores paixões não correspondidas. Mas isso não vem ao caso.

#4Top Model (1989/90): Essa teve forte identificação com o público jovem, graças aos filhos do Nuno Leal Maia, vulgo Gaspar. Cinco filhos com mulheres diferentes, criados pela babá Naná, apaixonada por Gaspar. Mas a história principal era com a “modelo” do título, Malu Mader (a Duda), que era apaixonada pelo Taumaturgo Ferreira (o Lucas). Como em toda novela bacana, a força da trilha sonora era grande: tinha Oceano, do Djavan; Hey Jude do Kiko Zambianchi (aquela que, enquanto os Beatles cantam “remember…”, ele diz “esqueça…”); À Francesa, da Marina; Stay, do Oingo Boingo; Stairway to Heaven, do Led Zeppelin; Wish You Were Here, do Bee Gees… E finalmente, a marcante “no more boleroooosss”… Foi a primeira novela de Antônio Calmon, que ficaria mais conhecido no horário por outro grande sucesso:

#3Vamp (1991/92): Fenômeno espetacular de audiência entre a garotada da época. As meninas ficavam apaixonadas pelo Matosão. Os meninos, pela Luciana Vendramini. Uma legião torcia por Miss Penn Taylor (que anos mais tarde se rebaixaria a Santana, de Mulheres Apaixonadas) e o Capitão Jonas (um dos papéis mais legais do Reginaldo Faria!) contra a crueldade do Conde Vlad (Ney Latorraca) e sua assistente Mary Matoso (da divertida Patrícia Travassos). A clássica cidadezinha de Armação dos Anjos contava ainda com praticamente a mesma molecada de Top Model (sem qualquer coincidência) e a Rádio Corsário, capitaneada por Evandro Mesquita (que virou pretexto para um terceiro LP, além dos tradicionais Nacional e Internacional). Mas a trilha sonora tinha outras músicas marcantes: Elba Ramalho cantava Felicidade Urgente, Skid Row embalava a moçada com I Remember You, Claudia Natasha Ohana tapeava com Sympathy for the Devil… Sem falar em Noite Preta, que catapultou Vange Leonel para o sucesso (?). Tristemente, ao invés de reprisar Vamp outra vez (fizeram isso na Sessão Aventura), o mesmo Antônio Calmon inventou uma tal “O Beijo do Vampiro”. Blé.

#2Sassaricando (1987/88): Sílvio de Abreu era mestre em novelas das sete. A começar por Guerra dos Sexos, que entraria em muitos top 5 (menos no meu, simplesmente por não lembrar dela como merece). Fez ainda Vereda Tropical Cambalacho e Deus nos Acuda (novela que ressucitou a Dona Armênia). Mas Sassaricando virou moda. A trama, cheia de mistérios e rolos familiares, era encabeçada por Paulo Aparício Autran, Tônia Rebecca Carrero e Jandira Teodora Martini, que morre mas volta para assombrar o pobre Aparício. Este apelava sempre para São Sinfrônio, que surgiu na imagem de Cécil Thiré no último capítulo para revelar onde está o tesouro da família Abdalla. Tinha ainda o sensacional núcleo feirante, que consagrou Claudia Raia no papel de Tancinha, a encantadora vendedora de melões! E quem não teve vontade de aprender a Dança do Ventre após a enjoada Fedora rebolar ao som de Fatamorgana! Espetacular.

#1Que Rei Sou Eu (1989): A melhor novela das sete de todos os tempos, sem sombra de dúvidas. Tanto que já rendeu post aqui, onde já falei muito sobre Jean Pierre, Ravengar e cia, sempre ao som de Bamboleo, How can I go on e Eternal Flame. Seu autor, Cassiano Gabus Mendes, era outro especialista em novelas das sete: além dessa, escreveu Ti Ti Ti, de 1985 – ano em que foi cunhada a excelente frase “a gata comeu o tititi do roque santeiro na tenda dos milagres”, retratando o que a TV exibia na época de maneira brilhante. A sátira ao mundo da alta costura tinha uma abertura cheia de lápis e tesouras brigando (além do tema da Banda Metrô), em alusão ao duelo entre Jacques Leclair (olha o Reginaldo Faria de novo!) e Victor Valentim (também conhecido como Mário Fofoca, Juca Pirama, seu Vavá e até Luiz Gustavo). A última cena, com os dois já velhinhos e ainda brigando (e um “nuuuuunca” vindo do céu) é antológica, e merece uma menção honrosa. Cassiano Gabus Mendes fez também Brega e Chique, Perigosas Peruas Elas por Elas e sua última, O Mapa da Mina (que era até bacaninha).

Enfim, não custa nada encerrar com uma listinha vagabunda de cinco novelas das sete que eu fiz questão de não assistir: Desejos de Mulher, Olho no Olho (o que era aquele bando de anormal!!!), Uga-Uga (e todas as suas variantes com Marcos Pasquim), As Filhas da Mãe (grande fiasco) e a atual Bang Bang (fiasco maior que o anterior).

Atualizado: Cumpadi Inagaki tem razão. Fiz confusão entre “Cassiano Gabus Mendes” e “Perigosas Peruas” (que é do Carlos Lombardi, assim como Vereda Tropical) porque o pai do Cássio e do Tato fez parte do elenco (era o velho Torremolinos). Sobre Guerra dos Sexos, foi o que eu escrevi: vai ser uma injustiça, mas escolhi cinco novelas que eu vi. E reafirmo: quer um jeito fácil de provocar injustiças e criar polêmica? Faça listas! :-)

(Postado em 12/02/2006)

quinta-feira, 29 de março de 2007

Barcamp, segundo dia: gafanhotos devastando sustentabilidades

O Alexandre Fugita complementou com propriedade a definição feita pelo Mr. Manson sobre a “materialização de uma lista de discussão”: o melhor do Barcamp foi o networking. A reação de cumprimentar e conversar frente a frente com alguém que, no dia-a-dia, não passa de um e-mail ou uma URL, chega a ser inusitada.

Difícil mesmo é atrelar o nome do blog ou site à pessoa. Fora os meus comparsas de sempre, consegui reconhecer o próprio Fugita, além do professor Sérgio Efe Ponto Lima e do Rafael Sbarai – pena que só lembrei de onde o conhecia bem depois. Também fui apresentado ao Fabrício, ao Paulo Bicarato e à Lúcia Freitas. Sem falar no Carlos Cardoso, que ao contrário da postura sisuda, curta e grossa comum em sua presença online, é um cara sorridente, do tipo bonachão e extremamente simpático.

Pois é, deu para contar nos dedos. Muito pouco em um ambiente com cento e duzentas pessoas. Só um bom tempo depois eu vim a saber que o sujeito que cumprimentei após chamar o Inagaki de ponte-pretano era o Fábio Morróida. Que a mocinha muito simpática e sorridente que acenou para mim no fim do evento era a Bia Kunze. E o que mais me impressionou: se você encontrar na rua o Tupi da Taba, jamais vai perceber que é ele mesmo.

Minha conclusão foi evidente. “Preciso sintonizar melhor o ambiente para não perder a chance de me aproximar de pessoas que admiro. Com certeza o segundo dia vai ser bem diferente, vai dar até para conversar decentemente com algumas destas figuraças do primeiro dia”. A previsão só não se concretizou graças a uma prematura…

Sensação de roubada!!! – O segundo dia de “desconferências” estava marcado para o espaço Gafanhoto, inaugurado seis dias antes. Escolado graças ao dia anterior, ignorei o horário oficial (nove horas) e programei minha chegada ao local para depois das dez, imaginando que a turma já estaria pronta para os debates.

Que esperança. Mal botei os pés no simpático recanto da Avenida Rebouças e veio a pergunta: “onde estão todos?”. Mais alguns passos e, no lounge, seis pessoas. Seis! Era o Pocket Barcamp!!!

Não tinha nada a fazer, a não ser sentar e esperar. E o primeiro “painel” do dia foi bem interessante. O Marcelo Antunes defendeu a realização do “Churrascamp”, com as desconferências do vinagrete, da linguiça e da picanha. Depois outra pessoa citou um filme que eu não conhecia, “Pirates of Silicon Valley”, que conta a história de Bill Gates e a Microsoft. Provavelmente foi o Luiz Rocha, que ainda descreveu o Centro de Tecnologia IBM, em Hortolândia, para os atentos Mário Nogueira e George Guimarães.

Soube depois que a “sensação de roubada” do Marcelo foi bem maior. Ele conta que chegou na esquina da Rebouças com a Faria Lima pouco antes das nove. Deu uma caminhada e não encontrou o lugar. Perguntou para o segurança de um prédio onde era, e ouviu um “nunca ouvi falar desse Gafanhoto, mas pergunta ali no hotel, eles sabem tudo”. Pois também não sabiam. Mais uma caminhada até que, finalmente, o Gafanhoto aparece. Como ele chegou muito antes de todos, encontrou o lugar vazio e fechado. Que beleza, hein?

Minutos depois, a Roberta Zouain apareceu, encorpando a “ala da comunicação”. Antes mesmo do Pedro Markun e da Gabriela reforçaram o time, o dono da casa, Cazé Peçanha (sem a buzininha) cumprimentou a meia dúzia de três ou quatro pessoas presentes (pediu ainda para preservar a natureza e os poucos copos descartáveis). E enquanto a casa enchia, até ficar mais ou menos com a metade de membros de sábado, rolou mais uma desconferência paralela: um papo sobre celulares, ou se preferir, estação multimídia portátil compatível com rss, além de conteúdo produzido exclusivamente para a plataforma. Tivemos que interromper quando estávamos praticamente na Nova Zelândia, enviando sms em maui.

Daniel e os “xiitas do long tail” – Lembrei de armar uma sala para discutir “web 3.0 flex” quando alguém sugeriu uma conversa sobre “modelos heréticos de desenvolvimento web”. Quando vi que a sugestão partiu do Ronaldo, decidi admitir minha ignorância e partir para a sala onde certamente veríamos o tema mais quente: sustentabilidade de negócios na web (ele também participou desta).

Ali conheci pessoalmente duas grandes figuras: o Jonas Galvez e o Danilo Medeiros, criador do Wasabi. Algumas palavras-chave do debate: reprodutibilidade digital, cultura da informação grátis, startups, formas do usuário não pagar, valor intangível do serviço, reputação em pequenas comunidades… Foi um bate-papo muito entusiasmado, onde o Fernando Trevisan teve um bom trabalho para moderar os mais empolgados. Mas é como bem disse o Luiz Rocha: ao menos deu para refinar bastante a pergunta que precisamos responder.

Uma das contribuições mais interessantes foi a do alemão Daniel Giesbrecht. Ele citou sua tese de mestrado baseada em sistemas “open source”, defendendo a sua aplicação desde a indústria de softwares até o vestuário. Sua apresentação, em inglês, fez com que eu lamentasse minha fuga das aulinhas do CNA. Num outro momento do dia, tentei agradecê-lo pelas explicações, demonstrando ainda meus parcos conhecimentos em seu idioma local:

- Hi, Dan! Thanks, and sorry about my poor english. But I know some words in Deutsh. Hallo! Guten Tag! Einz cola und einz bratwurst mit kartoffeln!

Era para ser engraçadinho, mas ele pareceu não ter entendido porque diabos eu pedi um refrigerante, salsicha e batatas. Deve ter me achado um idiota.

Mas enfim. Quase no fim da discussão, alguém começa a falar, de maneira incisiva, quase doutrinária, sobre “modelos de negócios personalizados para nichos específicos, que vão torná-los relevantes, necessários e blá blá blá”… Ao final da tese, alguém aponta:

- Ei, você também leu A Cauda Longa, do Chris Andreson!

Impressionante como alguns livros se transformam em verdades absolutas, praticamente em bíblias distribuídas para verdadeiras seitas. Não surpreende, portanto, ouvir alguém perguntar, depois de tanta conversa: “eu só não entendi muito bem aquele lance da cauda longa, o que é?”. Vai que ele descubra e seja convertido também.

A verdade estava fora – O pau comeu em todas as “sinapses coletivas oficiais” no Gafanhoto. A sala maior, como foi chamada, protagonizou uma longa discussão sobre o futuro do Barcamp, que só terminou no fim da tarde, quando o tema já era, mais uma vez, modelos de negócios (dinheeeeiro). Em outro canto, o Hernani Dimantas (outro ídolo que não cumprimentei) e mais uma galera conversavam sobre o projeto Metareciclagem. E antes do debate sobre o novo perfil do consumuidor, proposta por Gustavo Moura e Marco Gomes, uma turma de programadores da pesada passou o tempo conjugando todos os verbos das especificidades do protocolo http no futuro do pretérito do ruby on rails.

Foi a oportunidade perfeita para comprovarmos mais uma obviedade do Barcamp: as melhores conversas rolaram fora das salas. Praticamente a mesma turma que se encontrou na praça de alimentação do Eldorado, durante o almoço, deu uma escapada para o café: Roberta, Danilo, Marco (que, diga-se, usava uma camiseta muito bacana da grife Cove) e o Gilberto Jr. Praticamente uma desconferência multidisciplinar na padaria San Siro, uma das mais tradicionais de Pinheiros.

Quando tudo já estava praticamente concluído, no começo da noite, outra “mini-conferência” sobre as dificuldades da prática jornalística (especialmente em entrevistas-mala) foi protagonizada pela Lívia Vilela – e testemunhada com total interesse pelo Gabriel Tonobohn: “não sei exatamente pra que serviu a discussão, nem qual o foco dela, mas que foi legal foi”, diz. Mal sabe ele que o assunto só acabou quando os últimos sobreviventes encerraram a noite, bem longe do Gafanhoto.

E foi ali no mezanino do Bar Balcão, após mais algumas horas de muito bate-papo com o Marcelo, o Tiago Dória, o Trevisan, o Markun, a Roberta, a Stefanie, o João Gabriel, entre outros, além de um intenso trabalho do John Cleese (nosso garçom), que o Barcamp finalmente acabou.

E vejam que coisa: só depois de toda essa odisséia, na calçada da Rua Melo Alves, já na madrugada de segunda-feira, eu consegui cumprimentar o André Avorio e parabenizá-lo pelo belo trabalho após tanto esforço – logística que rendeu, segundo ele, “olheiras e noites sem dormir, mas que lhe valeram contatos inimagináveis, além da consciência de que o Barcamp mudou a vida de muita gente”.

Pode ser que a sua vida não tenha mudado muito, mas convenhamos: esse cara merece uma salva de palmas.

Ah, sim, entre tantas perguntas sem resposta após este final de semana, uma delas merece atenção especial: para que servem as fendas da mesa de centro posicionada na pequena salinha do Gafanhoto? Minha teoria: como a mesa é baixinha, e não existem cadeiras, o ambiente serve para servir comida japonesa, e os buracos da mesa são reservatórios de molho shoyu.

(Escreveu/está escrevendo/escreverá sobre? Não esqueça das tags para o Technorati , para reunir tudo que foi dito sobre. Você também pode incluir a tag , para que o Jonas Galvez possa traduzir isso tudo no Blogamundo).

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