Marmota, mais dos mesmos

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Arquivos: setembro/2006

A misteriosa ética do “famarismo”

Por Marmota | 25/09/2006, 00h41

Um dos personagens mais inesquecíveis daquela viagem para a Alemanha que fiz há quase um ano era um dos cinco companheiros africanos lusoparlantes. Certamente a figura mais curiosa que já vi em toda a minha vida. Não vou julgá-lo agora, da mesma forma que não o fiz enquanto convivemos lado a lado. Até porque, seu país luta desde 1999 pela democratização, depois de uma longa e desgastante guerra civil. Aliás, dentro de seu ramo de atividade, recebeu o prêmio de melhor profissional de comunicação em 2004, concedido pela federação de futebol desta nação da costa ocidental africana.

Nas primeiras horas ao seu lado, não vi nada de errado com ele. Era um tipo físico diferente, magro, baixo – seu perfil lembra o do ET, o Extraterrestre, de Spielberg. Durante nossa primeira atividade em grupo, conversamos tranquilamente. Inclusive mostrou-se interessado em saber mais sobre o problema envolvendo a arbitragem no Brasil – uma prova de que o escândalo do Edílson e do Danelon cruzou o oceano e foi longe. Mas antes, a turma havia chamado sua atenção: o outono em Bonn não era dos mais quentes, e ele certamente ficaria com frio. Como ele não tinha nenhum agasalho extra, fiz questão de emprestar uma blusa que tinha levado a mais.

Poucos dias se passaram até que nosso amigo cometeu seu primeiro deslize. Quando parte do grupo chegou ao hotel, encontrou o recepcionista desesperado, tentando se comunicar em alemão ou inglês com o estranho hóspede, sem sucesso. Aliviado, o simpático atendente explicou que estava cobrando por algumas chamadas telefônicas feitas no quarto. “Mas eu não liguei, eu não liguei”, repetia, furioso, o nosso personagem. Alguém percebeu que as ligações eram todas para o celular de um dos nossos guias. “Ah, mas ele disse que eu podia ligar para ele, ele disse que podia”… Resumidamente, ele não tinha culpa. Era como se o problema fosse o telefone.

Na mesma semana, nosso amigo decidiu retornar do curso acompanhado – provavelmente para ter certeza de que chegaria bem ao hotel. Naquela tarde, por um descuido, pegamos o U-bahn errado. Nada preocupante: descemos na primeira (e erma) estação possível, tomamos o trem de volta e finalmente corrigimos nossa rota. No dia seguinte, as explicações.

- Pessoal, perdi-me outra vez.
- Mas o pá, tens que ter cuidado.
- Mas não fui eu, foram eles… Fala inglês, tinha o mapa…

“Fala inglês e tinha o mapa” foi uma espécie de mantra repetido exaustivamente por toda a turma, sempre às gargalhadas. Mas nem sempre conseguíamos nos divertir com seu estranho comportamento: logo outras atitudes estranhas viraram motivo de fofoca entre os colegas. “André, sabia que ele encomendou um aparelho de MD portátil daquela oferta em Colônia? Pois é, e reparou ainda que ele não tirou a sua blusa o tempo todo?”. Traduzindo: como é que alguém vindo de uma nação sabidamente problemática economicamente comprava um MD mas não um agasalho?

Ficou muito clara a mudança de postura: a figura comunicativa e interessada do primeiro dia foi se transformando, sabe-se lá por que motivo. Pode ter sentido a hostilidade ou os comentários dos colegas, ou espertamente pode ter se passado por vítima, esperando algum apoio ou ajuda. O fato é que ele não comprou eletrônico nenhum, e assim que ganhou uma sacola de roupas de um dos funcionários da Deutsche Welle, ele devolveu a minha blusa. Lavada.

Mas ele continuou, até o último dia, negando toda a responsabilidade por qualquer ato praticado, culpando sempre os outros ou mesmo objetos inanimados. Nunca era ele. Seu semblante, porém, não transmitia nenhuma indicação de maldade, ingenuidade, burrice… Não dava pra saber as razões que o deixavam assim. Um dos colegas africanos, diante desse sintoma pouco comum, usou o primeiro nome do nosso amigo para criar uma nova palavra, de origem puramente afro-germano-portuguesa: “famarismo”. Substantivo masculino, identifica quem comete ações, mas não se responsabiliza por elas por razões desconhecidas.

A primeira notícia que tive do homem que inspirou o “famarismo” quando saí da Alemanha foi a de que ele deixou Bonn e foi para Lisboa. Dizem, na maldade, fugindo de alguma coisa. Como diria Dona Milu, usar do “famarismo” em detrimento a uma postura transparente e que não deixe dúvidas, é um grande mistério. E isso vale tanto para um humilde profissional da África quanto para um Presidente da República de um país sul-americano.

Esse texto aproveita o gancho da última semana antes da grande festa da democracia, além da sugestão interessante da Laura, do blog Caminhar, que propôs uma blogagem coletiva sobre ética.

Mas não me peçam para falar muito mais sobre política. Tenho evidentemente as minhas opiniões, uma enquete bobinha (sem pretensão de virar pesquisa eleitoral), muitas restrições ao partido do atual presidente e ao sistema de votos proporcionais para escolha do legislativo. Mas elas só valem para discussões acaloradas com pessoas de esquerda ou direita. Não nego a sua importância, mas a escolha dos nossos representantes ainda não é feita baseada nos decibéis dos aplausos ou dos gritos.

Quer debater e defender seu ponto de vista com unhas e dentes? Muito legal. Quer votar usando um nariz de palhaço e rir para não chorar? Legal também. Quer me convidar? Bacana, mas só se for para assistir.

Essa não! Italiana vende seu corpo em busca de emprego!!!

Por Marmota | 22/09/2006, 20h30

Pelas barbas do Flávio Prada! Notícia veiculada nesta sexta-feira no diário italiano La Repubblica, traduzida para o português pela Agência EFE, conta a história de Sara Ferretti, uma romana de 30 anos. Em uma atitude desesperada, segundo suas palavras, ela decidiu abrir um blog para fazer sua proposta.

Em italiano: “alla persona che mi offrirà un contratto reale, a tempo indeterminato con uno stipendio minimo di milleduecento euro, concederò una e soltanto una notte di sesso”. É, você entendeu bem. A autora do blog intitulado “Saradisperata” está disposta a se vender por uma noite (só uma) a um patrão que ofereça um contrato de verdade, com salário de 1.200 euros mensais. Logo nas primeiras linhas, ela diz que dá conta do recado, seja qual for o serviço: “senza falsa modestia posso tranquillamente affermare che riesco bene in ogni cosa che faccio”.

A história que a moça conta na introdução é interessante. Desde que começou a trabalhar, há dez anos, Sara não consegue construir uma carreira. Pelo contrário: sua experiência profissional está repleta de contratos curtos, temporários e inseguros. Ela vai mais longe, fazendo uma crítica dura ao sistema: “migliaia di ragazzi italiani sono nella mia stessa situazione e non c’è nessuno, nè governo nè sindacati, nè destra nè sinistra, che stia muovendo un dito per rimediare a questo scandalo”.

Não é muito diferente de um certo país tropical do outro lado do Atlântico. Mas até onde se sabe, sem levar em conta a prática disseminada do teste do sofá, é um caso raro de alguém que, segundo suas palavras, não pensa na fama, mas sim em um futuro promissor. Enfim, seguindo a tendência universal, sacanagem dá ibope: em uma semana, foram mais de 250 mil visitantes e, nesse único post, mais de três mil comentários. Entre todos os desesperados por um trabalho desse planeta, ao menos ela conseguiu chamar a atenção.

Sara diz que não pretende responder qualquer comentário: limita-se a dizer que já recebeu sim todo tipo de coisa. De propostas reais, inclusive de empresas ligadas ao Vaticano (desde que, evidentemente, Sara feche seu blog), até críticas a sua postura, especialmente daqueles que não possuem qualquer virtude e precisam batalhar no mercado de trabalho usando vias, hmmm, normais. Um dos visitantes declarou ter ficado impressionado com a história, e mostrou interesse em conhecê-la para trocar experiências sobre o tema. Sobre emprego, obviamente.

Inevitavelmente, meu primeiro pensamento diante da notícia foi um pouco machista: “se eu fizesse algo assim, não teria a menor chance de conseguir trabalho”. Ainda que o mundo tenha mudado muito, realmente, não chegaria proposta alguma no meu e-mail.

Com um nível maior de aprofundamento, lembramos do que Mestre Mauro Amaral diz aos seus discípulos: o futuro do emprego é o trabalho freelancer, e que o mercado de trabalho é uma selva devoradora de gente despreparada. Será mesmo que, com toda experiência e qualificação que dispomos, vamos precisar dar aquele algo mais para subir na vida?

Módulo para paulistadas no navegador GPS

Por Marmota | 20/09/2006, 19h48

Motoristas de São Paulo vão ganhar neste mês um novo aliado para a guerra diária do trânsito: um navegador por GPS portátil, lançado pelo Guia Quatro Rodas, equipamento semelhante ao que já existe em outras regiões do mundo. Vi o brinquedinho pela primeira vez num táxi em Paris, e o motorista não teve a menor dificuldade para seguir do aeroporto de Orly até, a rue Saint-Antoine, perto da estação Saint-Paul do metrô, no centro do Marais.

Aliás, os taxistas da capital paulista deviam ser obrigados a instalar o co-piloto via satélite. Costumo dizer que há uma diferença conceitual entre os motoristas de táxi no Rio e em São Paulo. Os primeiros costumam questionar “qual caminho prefere”: pela praia, pelo aterro, pelo centro… Os segundos perguntam “hmmmm, qual é mesmo o caminho”, tentando lembrar de que lado fica a rua ou o bairro desejado, sem sucesso. Obviamente, tanto aqui como em qualquer lugar, o GPS poderia inibir o espertalhão, aquele que dá cento e duzentas voltas para percorrer alguns quarteirões.

Mas enfim. O navegador portátil vai custar R$ 2.300, praticamente cem vezes mais que o bom, velho e indispensável guia de ruas tradicional. No atual estágio, a relação entre custo e benefício não compensa, já que o novo equipamento faz o mesmo serviço de um colega treinado no banco do passageiro. E sem a voz metalizada na frase “vire na próxima à direita”.

A coisa deve mudar, evidentemente, com a evolução do navegador. Um acordo com a CET, por exemplo, pode fazer com que o aparelho ajude os motoristas a fugirem das vias congestionadas, traçando rotas alternativas no mesmo instante. Como ainda é possível sonhar sem multas ou pontos na carteira, por que não um equipamento programado para executar as irremediáveis paulistadas?

Aqui cabe uma definição para derrubar qualquer má interpretação. Paulistada não é sinônimo de barbeiragem, ou seja lá como você define. A barbeiragem tradicional é inconsciente. Acontece quando o cururu não sinaliza, ignora os retrovisores, acelera ou freia na hora errada… Situações provocadas por imprudência, imperícia ou ingenuidade.

A autêntica paulistada é consciente. Todo paulistano, especialista no complexo trânsito de São Paulo, acredita que sabe quais são os melhores momentos para ignorar o sinal vermelho, o aviso de retorno ou conversão proibidos, mudar de faixa ou piscar a luz alta sem pedir licença… Normalmente a paulistada funciona, aumentando a confiança – e, porque não dizer, a arrogância – do motorista, que sempre vai ter razão.

Claro que, de acordo com a lei, esses momentos nunca deveriam existir. Mas já que a paulistada é inevitável, ao menos que seja com segurança, garantida pelo sistema de navegação via satélite. “Para chegar ao seu destino, siga sempre em frente, vire à direita a 500 metros, depois à direita e novamente à direita. Aguarde no cruzamento e espere o sinal verde. Agora, como são três e meia da manhã… Quer mesmo saber? Encoste antes do semáforo à esquerda, ligue à seta e espere o sinal vermelho… Não, não precisa, agora não vem ninguém. Vai, agora, ninguém está vendo mesmo…”.

Tudo bem, depois que o país inteiro se comoveu com cinco jovens mortos num acidente, alguém pode dizer que o “módulo paulistada para o GPS” não seja uma boa idéia. Concordo. Talvez fosse mais útil um “bloqueador etílico”… Enfim, não se trata de uma apologia ao crime no volante, mas sim uma constatação seguida por uma mensagem: mantenha a responsabilidade ao dirigir por você e pelos demais motoristas, e assuma os riscos de suas paulistadas, especialmente as aparentemente inofensivas.

Novas armas para conquistar a rede de verdade

Por Marmota | 15/09/2006, 00h46

Há uma grande expectativa para que a Internet se consolide como um verdadeiro espaço democrático, onde qualquer um tenha condições de trocar idéias coletivamente e, nesse movimento, gerar conhecimento e formar uma sociedade cada vez mais preparada para os desafios do nosso cotidiano. Pessoalmente, minha visão é menos otimista: ainda vejo a tal “inclusão digital” como um simples “deixem um computador com Internet pro nosso amigo”, então o povo repassa e-mails com apelos, promoções inexistentes e não-textos do Veríssimo… Que raio de conhecimento gerado é esse?

Nesse ritmo, é como se a rede estivesse sendo conquistada por uma horda de bárbaros, enquanto alguns poucos recantos bacanas se interligam, focados naquela expectativa positiva. Uma das razões para isso é a sensação de que faltam informações mais claras e objetivas aos internautas medievais. Na verdade, muitas delas sempre estiveram por aí, disponíveis para quem garimpá-las e selecioná-las via Google.

Pois a dupla Ana Carmen Foschini e Roberto Romano Taddei, jornalistas tarimbados da rede, não só garimparam o essencial, como também empacotaram tudo em verdadeiras cartilhas tanto para os navegantes da pedra lascada quanto para os veteranos. A série de livros digitais Conquistando a Rede, lançada nesta semana, é fundamental para quem pretende participar dessa gigantesca e interminável conversa em rede.

A coleção é formada por livrinhos de 48 páginas cada, trazendo um “faça você mesmo” detalhado, acompanhado por definições claríssimas e um breve histórico dos mais populares formatos de publicação online possíveis. A começar pelo bom e velho blog, passando por edição de som e veiculação de podcasts e chegando ao tratamento de imagens e vídeos voltados para flogs e vlogs.

Mas entre as quatro publicações, sem dúvida a mais relevante é sobre jornalismo cidadão. Assunto que dá o tom dos outros três livros, pois é a motivação de qualquer indivíduo conectado em compartilhar informações que dão sentido a uma potencial conquista da rede. Além de condensar de maneira didática as definições do Dan Gillmor, temos um verdadeiro manual básico de redação, que reforça aquelas dicas da primeira aula da faculdade de comunicação para qualquer um: definir o que é ou não notícia, ouvir as pessoas certas e os dois lados da história, checar e cuidar bem de todas as informações…

Se você já achou interessante, tem mais. Para reforçar a idéia do “vamos participar todos juntos da conquista da rede”, os autores decidiram lançar o conteúdo dos quatro livros na própria web, usando uma licença do Creative Commons para distribuir a obra. Isso mesmo: qualquer um pode baixar os livros sem pagar nada e espalhar a boa nova, desde que se dê os devidos créditos e não use-os para fins comerciais. O lançamento não poderia ter sido em lugar mais adequado: no banco de cultura do site Overmundo, provavelmente a mais relevante iniciativa de jornalismo cidadão no Brasil.

As armas para conquistar a rede estão disponíveis. Agora vem a parte mais difícil do “faça imprensa com as próprias mãos”: despertar a iniciativa nos bárbaros medievais…

Em tempo, deu no Terra: para Dan Gillmor, a imprensa tradicional está perdendo espaço para o “jornalista-cidadão”. Mmmhhh…

Saia com ele de uma vez, vai…

Por Marmota | 12/09/2006, 11h57

Quando reencontrei o Doni esses dias, a pauta principal girou em torno de Alcebíades, seu amigo carioca metido a cafajeste, e seus métodos discutíveis, porém eficientes, de abordagem ao sexo oposto. Tentamos concluir o que leva Alcebíades e seus genéricos a ter um perfil bem destacado no site Não Saia Com Ele, espécie de “Orkut dos Cafas”, já que muitas mulheres preferem exatamente esse perfil. Mesmo quando elas detestam esse tipo, são eles que acabam caindo em suas vidas sempre.

Pode ser puro azar, mas sinto na pele que Alcebíades tem razão. Obviamente cometi algumas faltas nas oportunidades que tive. Quer dizer, algumas, não. Foram muitas. Mas sempre fiz o que pude para mostrar gentileza, paciência, presteza e afins… Só que a imagem do cara bacana, que entende, que respeita, enfim, essa postura não se sustenta por muito tempo sem a sombra do cafajeste. Dizem que procuram um sujeito romântico, mas inevitavelmente acabam agindo ao contrário. Então o “você é uma pessoa incrível” dos primeiros dias dá lugar ao “o problema não é você, sou eu” dos últimos, pra não magoar muito.

Não são raros os dias em que o Baixo Astral, personificado na figura de Guilherme Karam naquele filme da Xuxa, aparece do meu lado e diz que eu jamais vou ser feliz ao lado de alguém. Das duas, uma: seja por não ter o “lado safado” desenvolvido e desmotivar as moças que estejam por perto, seja por esperar por alguém que está distante demais da realidade, a ponto de tornar qualquer possibilidade num conto de fadas. Infelizmente, dentro do limitado universo de mulheres da minha vida, Baixo Astral tem razão.

Eu tenho uma teoria, e já falei dela outro dia. Durante muito tempo, as mulheres foram perseguidas com a cultura machista do “quando um homem fica com várias, é o cara; quando uma mulher fica com vários, é galinha”. Mais do que isso: as mulheres cansaram de ser maltratadas, de sofrer com gente que não presta.

Realmente, os estereótipos do garanhão e da submissa permanecem muito fortes. Mas ao invés de valorizar os poucos bons moços que restaram, elas decidiram virar o jogo em busca de direitos iguais. Agora é a vez delas se divertirem, e para isso um boboca não serve: que venha o cafa, pois ele sabe como fazer. E onde entra o boboca? Ah, ele é aquele cara legal, que serve para ouvir, dar atenção…

A tendência, evidentemente, é cansar dessa vida. Quando isso acontecer, é hora de se encostar naquele que der “mais segurança”. Pode ser qualquer um, até o boboca. Mas quase ninguém lembra deles. “Tem muita gente querendo o telefone do Alcebíades”, diz o Doni, um pouco indignado.

Depois eu, ele e alguns poucos é que somos loucos, estamos perdendo nosso tempo com nossas convicções ao invés de cairmos na gandaia da vala comum. Mas se você, sua ingrata, quer mesmo saber, eu até me chateio de vez em quando, mas no fundo eu não me importo. Vai logo atrás do Alcebíades e de todos os outros caras bacanas dessa lista e sai contando vantagem para suas amigas, sem esquecer de lembrá-las o quanto fui “bonzinho demais”. Não preciso de você ou de qualquer uma das suas amigas fúteis para ser feliz.

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