sexta-feira, 31 de março de 2006
A mensagem mais horrorosa que já vi na minha vida
Não sei de quem foi a idéia, nem qual foi o primeiro cururu a enviar esse texto por e-mail. O fato é que eu não consigo segurar minha indignação toda vez que reencontro com ele. Leia até o fim e depois diga se não tenho razão.
O menino, cego de nascença, ia fazer 10 anos. Faltavam poucos dias e, à tarde, o pai do menino chega para ele e diz:
- Meu filho, mandei vir dos Estados Unidos um colírio que vai curar a sua cegueira. É um remédio maravilhoso, milagroso. Só uma gotinha em cada olho e você vai poder enxergar!
O menino ficou todo feliz e disse:
- Que bom, pai. Agora eu vou poder saber como é você, como é a mamãe, meus amigos, o azul, o feio, as meninas, as flores, tudo! Que dia o remédio chega?
- Eu te aviso. – disse o pai.
E todo dia o pai chegava do trabalho e o menino corria pra ele, aflito, batendo nos moveis, gritando:
- Chegou, papai? Chegou?
No dia 28 de março, o pai chegou em casa, aproximou- se do filho e balançou um vidrinho no ouvido dele e perguntou:
- Sabe o que é isto, filhinho?
- Sei, sei! – gritou o menino. É o colirio! É o colirio!
- Exatamente, meu filho. É o colirio.
- Que bom! – disse o menino. Agora eu vou pode ver as coisas, saber se eu pareço com você, saber a cor dos olhos da mamãe,usar meus lápis de cores, ver os pássaros, o céu, as borboletas. Vamos, papai, pinga logo este colirio nos meus olhos!
- Não. Hoje, não – disse o pai. – Mandei chamar seus avós, todos os nossos parentes; eles chegam no dia de seu aniversário, quero pingar o colirio com todo mundo aqui em sua volta…
E o menino disse meio conformado:
- É. O senhor tem razão. Quem já esperou 10 anos, espera mais uns dias. Vai ser bom. Ai eu vou poder ficar conhecendo todos os meus parentes de uma vez!
E foi dormir, mas não conseguiu. Passou a noite toda rolando na cama, pra lá, pra cá.
Quando foi no dia seguinte,dia 29 de março, cedinho, ele acordou o pai.
- Papai, pinga num olho só. Num olho só. Eu fico com ele fechado até a vovó chegar, juro!
O pai disse:
- Não. Aprenda a esperar!
- Mas, papai, eu quero ver a vida, papai. Eu quero ver as coisas.
- Tudo tem a sua hora, meu filho. No dia do seu aniversário você verá.
O menino ceguinho passou sem dormir o dia 29, o dia 30 e o dia 31. Quando foi ali pelas dez horas da noite ele chegou pro pai e disse:
- Papai, só faltam duas horas para o meu aniversário. Pinga agora, papai!!!
O pai pediu que ele esperasse a hora certa. Assim que o relógio terminasse de bater as doze badaladas, ele pingaria o colírio nos olhos do menino. E o menino esperou. À meia- noite, toda a família do garoto se reuniu no centro da sala e aguardou o final das doze badaladas.
O menino ouviu uma por uma, sofrendo. Bateram as dez, as onze e as doze!
- Agora, papai. Agora! O colírio!!!
O pai pegou o vidrinho, pingou uma gota num olho.
Outra no outro.
- Posso abrir os olhos papai?
- Ainda Não! – disse o pai. – Tem que esperar um minuto certo, senão estraga tudo.
Vamos lá: 60… 59… 58… 57…
E foi contando: 34… 33… 32…
E o menino de cabecinha erguida esperando: 26… 25… 24…
E toda a família em volta esperando! 10… 9… 8…
7… 6… 5…
4…
3…2…1…e JÁ!
O menino abriu os olhos e exclamou:
- Ué, mas eu não estou enxergando nada…
E a família toda grita:
PRIMEIRO DE ABRIL!!!
(Para você não perder a viagem, uma notícia relevante sobre o 1º de abril.)

O ano de 2006 traz duas efemérides redondas relacionadas a Juscelino Kubitschek de Oliveira. Em 31 de janeiro de 1956, exatos 50 anos, o ex-prefeito de BH e ex-governador de MG assumiu a Presidência da República. E em 22 de agosto de 1976, exatos trinta anos, morreu em um acidente na Via Dutra, próximo a Resende, em um episódio que até hoje rende discussões conspiratórias sobre possibilidades de um assassinato premeditado.

Aconteceu, virou Manchete – Entre tantos livros e publicações que pegaram carona no fenômeno JK, destaque para a edição especial da Revista Manchete, que traz uma série de textos e fotos imperdíveis sobre a vida do ex-presidente. Aliás, a revista de Adolpho Bloch, criada em 1952, foi aos poucos tomando o lugar de O Cruzeiro como a mais lida revista semanal baseada em fotojornalismo. Mais do que isso: Manchete e Brasília cresceram juntas – não à toa, Adolpho Bloch era personagem representativo na minissérie.
Diferente de todas as crianças da minha época, nunca quis ser astronauta. Achava espetacular aquela ilusão de conquistar outros mundos, viajar pelo espaço, ver meu planeta de longe… Mas talvez tivesse pés no chão suficiente para achar que essa tarefa não era das mais simples.

