Anatomia de uma matéria sobre blogs
Por Marmota | 28/06/2005, 12h28
A frase “só quem tem um blog sabe o que é um” ainda soa como verdade absoluta. Mas a coisa está mudando: aos poucos, a grande imprensa abre caminho na selva de páginas web e trilha o caminho da explicação. O exemplo mais recente está na matéria da revista Istoé desta semana. Antes que você diga o que achou, preste atenção nesta historinha.
Digamos que, por alguma razão qualquer, a redação da revista decidiu pautar uma repórter para escrever sobre blogs – entre as milhares possíveis, a razão poderia ser o texto da Veja, que saiu no final de maio. Para fugir do conceito “coisa séria” da concorrente, apostou em mais um texto sobre comportamento.
Escalaram Juliana Vilas, uma repórter fascinada pelo tema. A proposta inicial do texto: os blogueiros “lado B”, que aproveitam a facilidade e o anonimato para contar histórias sobre prostituição e consumo de drogas.
No meio da produção, mudança de planos: por que não incluir o “lado A” blogueiro no texto, ainda na mesma linha – a influência deles na vida das pessoas? Tratou de conversar com alguns sujeitos, alguns deles anônimos, mas que fazem um trabalho bacana e, por isso mesmo, representativo dentro da blogosfera nacional. Entre eles o Alex Castro. “Fiquei mais de uma hora e meia no telefone com a Juliana e foi ótimo”, diz ele.
Deve ter ouvido muita coisa sobre blogs, fotologs, podcasting, videoblogging, rss, open-source… Certamente a repórter ficou mais fascinada e repleta de dados interessantíssimos. De repente, nova mudança de planos: por que não dar um respaldo maior ao tema incluindo gente famosa? Até porque, não teríam condições de fotografar as fontes consultadas até então. Mais trabalho, mas tudo bem: a matéria sairia apenas na semana seguinte, e com mais espaço.
E assim fez. Aproveitou o ótimo momento do Ricardo Noblat e o episódio envolvendo seu blog e o mensalão (assunto tratado como merece pela Cora). Conversou com três conhecidas e talentosas moças (Fernanda Lima, Samara Felippo e Thalma de Freitas). Foi atrás do presidente da Abranet e de um psicólogo, para costurar tudo.
Em quase duas semanas, a Juliana ouviu meio mundo – juntou material suficiente para montar um caderno especial semelhante ao que o Instituto Humanitas, da Unisinos, lançou recentemente. Mas tinha apenas três páginas. Cortou, colou e juntou peças com a orientação que já conhecemos: o público-alvo da Istoé não sabe mesmo o que é um blog.
Pronto. Pode dizer agora que a matéria ficou abrangente demais, mas com uma pinta de “falta algo”. Diante das circunstâncias todas, eu adorei.
Assim que a Veja soltou sua matéria “blog é coisa séria”, pipocaram críticas (pincei duas delas, a da Gorete Figueiredo e a do Rafael Lima). Vamos esperar as observações do texto da Istoé e a resposta da Época – a única das três “superpoderosas” que não destacou o assunto nas últimas semanas.
Falando em Ricardo Noblat, no meu singelo ponto de vista o “blogueiro” mais importante e influente do país, apresentou nesta semana seu novo visual e endereço. Não deixe de ler ainda sua entrevista ao André Luís Leite, publicada no Observatório da Imprensa.
Por fim, uma crítica a “nossa categoria”. Há duas semanas, o Senac promoveu uma série de debates sobre blog e linguagem. Desde análises de forma e conteúdo até sua multiplicação e impacto entre as pessoas. Só o Sérgio Corrêa Vaz, colaborador do Intermezzo, citou resumidamente como foi. Os outros participantes esqueceram que podiam saciar a curiosidade de quem não teve tempo para ir e contar como foi – podiam até usar blogs pra isso.


Lembra daquele tempo quando éramos puros e ingênuos, inocentes criaturazinhas que entravam na “venda do seu Miguel” (ou seja lá como você chamava sua loja de guloseimas favoritas)? Ficávamos encantados com aquele som do baleiro girando, experimentávamos todas as novidades – mas sem esquecer dos nossos doces prediletos. Entre eles, os pirulitos. Tinha aquele grande, cheio de linhas coloridas; aquele com cabinho em forma de apito (o pirapito, que só funcionava com o restinho de doce na ponta, ou na famosa dedada); ou ainda aquele que vinha com uma hélice em anexo (o pirocóptero, que minutos mais tarde, se perdia no telhado de casa).
Ou melhor, nos EUA a viagem em forma de doce
Comece a fazer cotação para comprar a tinta verde e amarela! Peça pra sua mãe desenterrar aquele molde do mascote da Copa de 82! Vá juntando sacos plásticos da feira e barbante: dentro de pouco tempo, o país vai começar a enfeitar a rua e cornetar para quem quiser ouvir: na estréia do Marmota na Copa, lembramos que falta um ano para o evento mais esperado por milhões de aficcionados. Tudo bem, o Brasil ainda não se classificou. Mas convenhamos: Copa sem Brasil é igual entrar sozinho no motel.
Argentina na Copa – Do clubinho de campeões, apenas dois já estão garantidos em 2006: Alemanha e Argentina, que carimbou o passaporte ao
:



2008 - 2012 