Marmota, mais dos mesmos

Desde 2002, muito obrigado por nada.

Arquivos: agosto/2003

Inverno: cobertores, lareira e… fondue!

Por Marmota | 29/08/2003, 18h19

A origem é suíça, e quer dizer “fundido, derretido”. Mas a tradição européia invadiu o inverno brasileiro, tanto que um dos programas mais comuns em Campos do Jordão é o fondue. Carne, queijo, chocolate… Seja em um dos restaurantes da cidade ou em casa. Quem entra em qualquer restaurante ou mercadinho na cidade encontra todos os apetrechos e ingredientes para saborear a iguaria.

Mas nem sempre o fondue foi considerado refinado. Os suíços só perceberam o quanto era bom derreter pedaços de queijo e mergulhar pedaços de pão na panela durante a Segunda Guerra Mundial! Com o tempo, o preço dos queijos gouda, gorgonzola, emental e gruyere, a fondizeira (ou “rechaud”), entre outros produtos, tornaram o negócio mais sofisticado.

Apesar disso, vale a pena aproveitar o frio para chamar os amigos e mandar ver no fondue de queijo. Que tal? A receita a seguir dá para quatro pessoas. Você vai precisar de: 1 dente de alho; 300 a 400ml de vinho branco seco; 600 a 800g de queijo Gruyer (para cada 200g de queijo, 100ml de vinho); 3 colheres de sopa de kirsch (aguardente de cereja), 4 colheres de chá de maizena, pimenta e noz moscada à gosto.

Corte o dente de alho ao meio e passe no fundo da panela de fondue. Esquente o vinho em fogo suave. Acrescente o queijo ralado ou laminado, e mexa sem parar até misturar bem. Quando estiver tudo derretido, junte o kirsh com a maisena e mexa mais. Deixe ferver e tempere com pimenta e noz moscada. Sirva em seguida, sirva, sempre fervendo, no rechaud (ou “fondizeira”), acompanhado de cubos de pão italiano.

Ou faça como os protagonistas desta série, que já compraram a mistura pronta… É mais fácil, e o efeito é o mesmo.

Episódios de hoje: O café e Despedida
Últimas horas de viagem. Depois de um merecido descanso, um café da manhã nutritivo e, logo depois, malas prontas para deixarmos a cidade, após um final de semana e tanto.

Mais uma vez, temos dois episódios pelo preço de um: clique com o botão direito do seu mouse e salve primeiro o café, e depois a despedida. Como em todos os outros, você precisa do Windows Media Player para ver.

E está chegando ao fim mais uma série especial no MMM! Aproveite o final de semana para rever todos os episódios, viajando conosco nas fotos da Laura Prado (mais delas aqui), além da trilha sonora oficial da série!

Aqui estão as músicas que compõem os episódios: Renato Russo (Mais uma vez), Matchbox Twenty (Disease), Rolling Stones (Waiting on a friend), Beatles (Eleanor Rigby), Tribalistas (Velha infância), Skank (Dois Rios), Billy Idol (Dancing with myself), Wayne Fontana & the Mindbenders (Game of Love), Cartola (O mundo é um moinho), Louis Armstrong (What a Wonderful World), além dos temas de I Love Lucy e Missão Impossível. Mais uma da Barba Ruiva Records!

Badalação pra quem pode, não pra quem quer…

Por Marmota | 28/08/2003, 20h48

Você pode até pensar que será muito gostoso passar frio em Campos do Jordão com seus amigos. Vai ver gente bonita, bares lotados, lugares que lembram a Suíça… Mas não se iluda: a cidade, que se transforma no inverno em função dos turistas, está de olho na grana dos mais abastados.

Assim, as lojas da moda e emissoras FM se instalam na cidade durante os meses de junho e julho. Pegando carona, os mais requintados restaurantes e as mais badaladas danceterias preparam um pacote especial para os gastões. Chocolate então… Casas como a Montanhês, na praça do Capivari, são como joalherias.

Campos do Jordão se transforma em uma verdadeira vitrine durante a alta temporada, de acordo com Pedro Luiz Nathan, responsável pelo Campos do Jordão e Região Convention & Visitors Bureau, nesta matéria do Estadão. O desafio de Nathan, aliás, é tornar a cidade atrativa fora do mês de julho e dos feriados, quando muitos estabelecimentos – inclusive restaurantes – fecham durante a semana.

Deve ser porque os cerca de 100 pontos comerciais aproveitam bem durante a temporada, quando cada turista gasta em média R$ 100 por dia, segundo as estimativas da prefeitura da cidade encontradas nesta matéria da Folha. Faça a continha de multiplicar, sabendo que são cerca de 1 milhão de visitantes durante o inverno…

Pena que alguns abusados tentam pegar essa grana de uma única vez. Na temporada de 2003, uma vila temática trouxe um pedacinho de Havana em Campos do Jordão. No lugar, de dois mil metros quadrados, estava instalado o Cielo de Havana, uma das casas mais badaladas de Campos nas férias de inverno. A idéia de passar uma noite por lá foi por água abaixo ao constastarmos o preço: R$ 70 reais por pessoa. Uma gelada!

Dica: para viajar um pouco mais, navegue pelas matérias citadas neste post e descubra um verdadeiro guia de Campos do Jordão.

Episódio de hoje: Compras
Mesmo sem ter onde cair duro, Marmota resolve fazer suas compras. Mas nada de lojas badaladas: o negócio é investigar as banquinhas de artesanato. Ao seu lado, os viajantes descobrem o prazer de comprar: conheça a incrível blusa de Doug e fique com água na boca na loja de chocolates.

Hora de clicar aqui com o botão direito do seu mouse para pegar mais um filme da série. A essa altura, você já deve ter no seu PC o Windows Media Player, certo?

Em Campos do Jordão não poderia faltar um…

Por Marmota | 28/08/2003, 18h24

No badalado centro de Capivari, em frente a uma loja de chocolates Araucária. Gabriel observa atentamente uma “torneira de chocolate” ininterrupta e, sem pensar duas vezes, pede para a atendente um copinho descartável cheio de chocolate. Pedido aceito, mas por conta da temperatura ambiente, o conteúdo do copinho se solidificou aos poucos:

“… é sólido! Sólido! SÓLIDO!
Não é feito de borraaaaaaacha…”

Diálogo entre o caçador bigodudo e seu cachorro palerma (Dap dap! Dap!). O baixinho tentava explicar ao burraldo que um pato de verdade não esticava o pescoço. Ambos passaram a tarde toda tentando caçar um pato, aproveitando o período de migração dos mesmos. Pica Pau, como bom defensor de seus amigos, fez de tudo para evitar o paticídio, usando apito característico e patos de borracha.

Destaque para as cenas onde o cão tonto vai arrancando os elásticos que prendem sucessivas ceroulas do caçador. Ou ainda a cena final: o Bigode se dá por satisfeito ao levar outro pato de mentira, mas cheio de munição e um fósforo aceso dentro. “Fujam! Pato louco! Pato louco!”, foram suas últimas frases, ao fugir do pato atirador. Para encerrar, os amigos patos repetem a risada característica do Pica Pau: “quen quen-quen-quen queeen”. (Do episódio Coy Decoy, de 1963).

Episódio de hoje: Marabalistas
Nossos intrépidos viajantes não passaram a noite inteira brincando de stop e discutindo a procedência das palavras. As noites frias à beira da lareira renderam algumas participações musicais acompanhadas pelo violão…

A história de hoje apresenta os Marabalistas, banda cover piorada daqueles que você já conhece, cantando o mega-sucesso romântico da estação. Clique aqui com o botão direito do seu mouse, salve o filme-clip em seu PC e dedique-o para a sua namorada. Aliás, peça para ela instalar o Windows Media Player para acompanhar os programas da Marmota Television.

Lugares que nós não conhecemos!

Por Marmota | 27/08/2003, 23h40

Viajar é sempre bom: além de arejar a mente, proporciona contato com lugares diferentes e, em muitos casos, desconhecidos. Campos do Jordão, a estação de inverno mais popular do Brasil, está cheia de pontos turísticos que valem uma visita.

Museu Felícia Leirner – No alto da Boa Vista, bem perto do Auditório Cláudio Santoro, trata-se de um museu a céu aberto, um jardim com esculturas da artista Felícia Lerner, que viveu em Campos do Jordão. Para quem gosta de arte, a cidade conta ainda com espaços como o Museu de Arte Sacra, o Museu da História, Imagem e Som, e a Pinacoteca Municipal Camargo Freire.

Festival de Inverno – É no Auditório Cláudio Santoro que acontece o mais importante festival de música erudita do país. Por lá já passaram orquestras de vários países. Para quem não curte o estilo, a Prefeitura da cidade organiza shows mais populares no centro turístico de Capivari.

Pedra do Baú – Está dentro do Complexo do Baú, formado por rochas que criam paredões de até 350 metros. Parada obrigatória para quem curte caminhadas, trilhas ou mesmo aventuras mais parrudas, como escalada. Fica em São Bento do Sapucaí, nas proximidades de Campos. Quem tiver menos pique, pode subir o Morro do Elefante, pertinho de Capivari, no teleférico… E prepare-se para ser taxado de molóide.

Gruta dos Crioulos – No Século XIX, os escravos fugidos se escondiam nesse lugar cercado de mistério. Hoje as grutas podem ser exploradas tranquilamente, num passeio que não requer tanta forma física quanto a pedra do Baú.

Horto Florestal – Batizado de “Parque Estadual de Campos do Jordão”, é uma área de 8.300 hectares, arborizada e repleta de atrações para a criançada: desde os viveiros de plantas e o lago das carpas até o trenzinho que percorre a floresta. Quem quer algo mais animado pode tentar uma das cinco trilhas em meio às araucárias preservadas e os animais silvestres.

Como um final de semana foi pouco e a preguiça foi muita, as sugestões que você viu acima também vão servir pra gente. Quem sabe no ano que vem.

Episódio de hoje: A cidade
Apesar das incontáveis atrações que não foram vistas, nossos intrépidos viajantes não dispensaram um passeio pelo centro nervoso de Campos do Jordão: a região do Capivari, onde a badalação se concentra.

Para caminhar com a gente, clique aqui com o botão direito do seu mouse e grave o quinto episódio de Entrando Numa Gelada em seu computador. Lembre-se que para acompanhar os programas da Marmota Television é preciso ter o Windows Media Player instalado. Acho que eu já disse isso antes.

Invasores de Marte!

Por Marmota | 26/08/2003, 17h04

Se pudéssemos transformar a notícia a seguir em um Momento Pica Pau, fatalmente lembraríamos das formigas marcianas (ou seriam cupins) , que invadem o planeta e se alimentam de todos os objetos que vêem pela frente. Outros desenhos animados exploraram como nunca a imagem do “Planeta Vermelho”, alimentando nossa infância com idéias relacionadas a homenzinhos verdes.

Pois bem. Se existir mesmo a chance de algum invasor vindo de Marte chegar à Terra, o melhor dia para o ataque é esta quarta-feira. Depois de 60 mil anos, o planeta estará a apenas 55,8 milhões de quilômetros da Terra. Para os padrões espaciais, nosso vizinho no Sistema Solar estará logo ali. Segundo os cálculos dos astrônomos, um alinhamento de Marte tão próximo só acontece de novo em 2287.

Infelizmente, vai ser mais fácil enxergar a cor verde dos marcianos do que o vermelho do planeta: mesmo tão perto, Marte a olho nu parecerá apenas mais uma estrela no céu. Mas não custa nada tentar. Quem tiver a chance, pode explorar o planeta num dos endereços sugeridos no final desta matéria do Terra, que cita ainda o fascínio despertado nos humanos. Outra dica, como em qualquer assunto astonômico, é o Hemerson Brandão.

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