Marmota, mais dos mesmos

Desde 2002, muito obrigado por nada.

Arquivos: abril/2003

Impressões sob a luz do luar

Por Marmota | 30/04/2003, 23h37

Vamos começar esse princípio de feriado prolongado (ao menos para a maioria das pessoas) com um post especial: apenas a luz do luar irá iluminá-lo. Não apenas pela referência ao nosso satélite natural, mas por que não, comemorando o retorno do nosso amigo Eric Draven, uma das criaturas que mais a veneram.

Se você entrou aqui pela primeira vez, começou a ler esse texto, interpretou da maneira que lhe pareceu mais adequada… Pronto, está formada em sua mente uma idéia, ainda que vaga, sobre quem é esse sujeito. Normalmente, o primeiro adjetivo que as pessoas adotam quando me conhecem é "engraçado". Mas nem sempre é assim. Vejam só o comentário da Cora, no blog da Cacau, a respeito do post que fiz recentemente sobre o dia do beijo:

"Uai… Num entendi… O Marmota falou que se negava a falar sobre o dia do beijo e fez um post enorme sobre o beijo, até com pesquisa histórica e científica… Sei lá… Achei um pouco amargo"

Amargo… Logo eu, um sujeito que não cansa de fazer piada do mundo. Evidentemente, essa reação pode ser encarada de maneira simples: ela não entendeu a brincadeira, levou minha ironia a sério e ficou com uma impressão negativa. O mesmo aconteceu com o Ulisses, ao esbarrar com um comentário da Cynthia sobre a Miss Brasil 2003. Tenho certeza de que, se o Ulisses conhecesse esta minha colega de trabalho, seria acometido pelo mesmo sentimento que ela provoca na maioria dos homens e a pediria em casamento.

Mas enfim. As duas situações poderiam ser evitadas, não é mesmo? Talvez. Mas é possível prever se o nosso comportamento vai agradar alguém de bate-pronto? Impossível.

A razão é simples: nós nunca observamos a personalidade do outro diretamente, de uma maneira isenta. Inevitavelmente, nós teimamos em comparar as pessoas com as nossas referências pessoais, nossa experiência de vida. Conhecemos a pessoa pelo que nós temos, e não pelo que ela tem.

Se já é difícil se ver livre desse olhar distorcido em nosso cotidiano, não tem como não "metralharmos no escuro" nos famigerados primeiros encontros…

Lembro como se fosse ontem. Ela morava na Zona Sul e trabalhava num escritório na região da Paulista. Num final de semana, entrou numa sala de bate-papo com o nick Lua. Resolveu conversar com o simpático marmota24sp – aos engraçadinhos, o número 24 correspondia a minha idade, época batizada por alguns como "a fase da decisão"…

Sem mais divagações. Além dos dados preliminares, descobri que ela era capricorniana – meu signo preferido! Trocamos e-mails, ICQ, mensagens, telefone… Combinamos um almoço numa terça-feira qualquer do inverno paulistano. Treze horas em frente ao Viena, na praça de alimentação do Shopping Paulista. Esbaforido depois de caminhar os 900m que separam a redação do ponto de encontro, subo dois lances de escadas rolantes. E lá estava ela. Com a blusa vermelha e a bolsa de couro a tiracolo, como havia me informado naquela manhã.

Caminhava devagar enquanto olhava atentamente para Lua. Aliás, lua cheia: ela estava um pouquinho acima do peso. Até aí, somos dois, nada contra. Dou mais alguns passos, e o celular dela toca. Diminuo o ritmo, ela atende. Devia ser algum colega de trabalho. Não, colega não era, a julgar pela cara feia que ela fez. Deu para identificar alguns impropérios naqueles lábios mal-humorados.

E era com ela que, em alguns segundos, tentaria promover um almoço agradável…

Juro que pensei em dar meia volta, afinal de contas, "o Diabo mora nos detalhes", como diz o outro. Mas fui até o fim. Esperei ela terminar o esporro e desligar o telefone antes de me apresentar. Beijinho no rosto. Comemos e conversamos um bocado. E ela sorria o tempo todo e se mostrava muito simpática. Mas nada era capaz de tirar da minha cabeça aquela carranca assustadora, com todo respeito que a Lua merece. Poderia ter aproveitado mais essa oportunidade para desencalhar. Mas no fim, aquela tarde de terça-feira foi a primeira e última vez que nos vimos.

E eu, uma pedra. Graças a tal da primeira impressão, capaz de provocar este e outros "foras". Além de aumentar a minha fama de exigente, daqueles que enxergam defeitos onde não existe, talvez essa atitude ainda me mantenha solteiro por mais cinco anos.

Tudo bem, aos poucos a gente aprende. Eu, a Cora, o Ulisses, a Cynthia e todos nós.

Este post fica melhor ao som de Tendo a lua, com os Paralamas.

Mais uma promoção encerrada!

Por Marmota | 30/04/2003, 01h31

E o ganhador do concurso “seja o nosso 40000º visitante e receba uma linda camisa do Palmeiras, ou seja mais inteligente e faça seu post no MMM” foi o Franklin Cassaro, um dos milhares de adeptos ao bio concretismo!

Só que o nosso vencedor, mesmo conhecendo o regulamento da promoção – ou camisa do super Palmeiras ou post neste blog – fez uma pergunta capciosa, afinal, não custa nada. “Posso trocar pela do Botafogo do Rio”?

E então, explico para ele que aqui não tem virada de mesa, que a escolha do prêmio foi proposital – já que nem os próprios palmeirenses estão aceitando o brinde, ou posso ser bonzinho com o torcedor botafoguense e arrumar uma? O que você acha?

Agenda de popstar!

Por Marmota | 30/04/2003, 01h08

Não sou daqueles blogueiros que descrevem o dia, como se isso aqui fosse o meu “querido diário”. Mas no caso dessa terça-feira, vale o registro.

5h00 – Saio da cama sem saber para onde ir.
5h05 – Ducha gelada para tentar acordar.
5h15 – Engulo algo que, acredito, devia ser o café.
5h30 – Deixo o Buraco do Marmota em direção ao trabalho.
6h00 – Acordo.
6h30 – Entro na redação e ligo o computador.
6h50 – Depois de ler os e-mails, tento postar novos virunduns. Mas a Globo não deixa.
7h30 – Viajo para a aprazível cidade de Santos.
9h00 – Acompanho o treino do aprazível time do Santos.
11h30 – Deixo a aprazível cidade de Santos.
13h00 – Uma horinha rápida para almoçar.
14h00 – Retorno da bóia para terminar a tarefa do dia.
16h15 – Deixo a redação para me encontrar com o Triunvirato.
16h55 – Sessão de fotos do Triunvirato para o Paparaz… Ops, para uma revista semanal de informação.
17h20 – Mais uma sensacional happy hour com o Cumpadi Inagaki.
19h00 – Presto consultoria tecnológica para a ilustríssima Lu Dançante.
21h30 – Telefonema de meia hora com um amigo de longa data.
22h00 – Jantar light na companhia da ilustríssima Lu Dançante.
00h40 – Perdi o Carga Pesada, mas chego em casa com a sensação de que o dia rendeu…

Melhor que Zorra Total…

Por Marmota | 28/04/2003, 02h08

… A Praça É Nossa ou mesmo o jogo do Palmeiras na Segundona, que aliás só empatou. Engraçado mesmo foi se divertir com o Miss Brasil 2003 na Bandeirantes! A começar pelo corpo de jurados, melhor que o do Show de Calouros: Sílvio Luiz, José Simão, Danuza Leão, Dona Marisa Alencar…

A brincadeira começou quando eu comecei a fazer as minhas apostas logo no começo do desfile. “Nossa, a gaúcha não chega aos pés da Deise. Essa de Sergipe também não dá. A do Pará é negra, isso pode fazer diferença. Mas não sei, não. E essa amazonense japonesa? Minha nossa, onde acharam essa carioca? No Vidigal?”. Minhas favoritas eram, pela ordem, a potiguar, a capixaba, a catarinense, a paranaense e a mineira. Pela torcida, a paulista corria por fora, ao lado da acreana e da sul-matogrossense.

Veio a Daniela Mercury, e seu microfone não funcionava. E veio o Fábio Júnior, perguntando se “já está gravando”. E veio a Wanessa Camargo, mais bonita que muitas candidatas, mas cantando uma música ruim de doer. De repente, a parte que todos esperavam: as mulheres de maiô. Um negócio azul pós-moderno um tanto quanto esquisito. Sinceramente, achei que as moças não ficaram muito bem com aquilo. No bloco seguinte, a gafe da noite: Astrid e Mion, da MTV para o Miss Brasil, chamaram apenas nove das dez finalistas: simplesmente se esqueceram da gaúcha! Vê se pode! Logo a gaúcha!

Naquela altura, a nostalgia do Miss Brasil nos tempos do SBT já era muito forte. Ficou faltando a apresentação das misses em trajes de gala com seus padrinhos (lembro que em um ano até o Bozo desfilou com elas), sem contar na expectativa sensacional da soma das notas, em cima daquele pequeno contador a la painel de aeroporto.

Mas enfim. Escolheram inacreditáveis dez finalistas, deixaram de fora a bela Miss Espírito Santo, entre outras… Preferiram a carioca!!! Deve ser por isso que eu vivo solteiro. Sem divagações. Hora de mais uma invenção da festa fashion brega, como definiu o Estadão: a sabatina dos jurados!

Deixaram o Sílvio Luiz perguntar para a Miss Pará se “ela gosta de futebol”. Ou o tal do Amir Slam questionar o tipo de roupa preferido da carioca. Ou a estúpidez da Lygia Kogos, querendo saber se a Miss Rio Grande do Norte é vaidosa. Ora, pois!

Melhor para Gislaine Ferreira, 19 anos (qual será o signo dela?). Estudante de jornalismo e Rainha Nacional do Milho em 2000. E maravilhosa, como se o restante não bastasse. Apesar de nascida em Patos de Minas, para alegria do Ulisses, a bela concorreu pelo estado do Tocantins.

E deu sorte em responder a melhor pergunta da noite, sobre violência, feita por João Pedro Flecha de Lima. No início, quando ela disse “desculpe, eu não ouvi a pergunta”, pensei que ela iria rodar. Mas ela se saiu muito bem, deixou a falecida Joseane no chinelo e mereceu os gritos de “já ganhou”. E ganhou mesmo, recebeu a coroa e o cetro da chorosa Thaize, que reinou por apenas dois meses, e será a nossa representante no Miss Universo!

Para encerrar: vejam as opiniões de quem acompanhou o concurso mais de perto neste fórum sobre o Miss Brasil 2003.

Castigo divino (ou A história se repete)

Por Marmota | 27/04/2003, 04h01

Antes de começar este longo episódio relacionado a imagem da semana, reproduzo aqui um antigo texto, escrito há cerca de um ano, ainda na era pré-blog.

Adilson, André, Narazaki e Sakate se encontraram na última sexta-feira santa. Os quatro pensaram seriamente em encontrar uma churrascaria rodízio e cometer uma blasfêmia. Sem sucesso, os quatro resolveram jogar uma partidinha de boliche amistosa no Shopping Anália Franco.

As emoções começaram no trajeto, todos a bordo do Fuzomóvel. Circulando durante à noite pela cidade, o rapaz certamente acumulou mais 672 pontos na carteira. O "mortorista" ainda gastou meio tanque de combustível andando pela cidade com os estúpidos. Já no local da peleja, os quatro tiveram uma nova frustração: restaurantes fechados e sem um vestígio sequer de uma suculenta picanha mal passada.

"Assim é demais, deveria ter comido os jabás das escuderias", reclamou Narazaki, que estava sem comer há horas em função da cobertura da Fórmula 1 em Interlagos. Depois do joguinho, mais uma volta pela cidade até chegar a mais uma parada, desta vez para apreciar o clássico bauru do Ponto Chic. Carne, afinal. Mas já era sábado.

A história rendeu comentários entre os amigos durante semanas. Um ano depois, novamente vivíamos a data sagrada para os católicos. No esforço de criar uma tradição em estupidez, os mesmos amigos se reuniram outra vez na noite da Paixão de Cristo. Missão: churrasco.

Além dos quatro citados acima, Lello e Max também foram convidados – com isso, dividimos o grupo entre o Fuzomóvel e o Marmoturbo. “Apesar de ser temente a Deus, não acredito que é pecado comer carne na Sexta-feira Santa”, argumentou Max. Realmente, com fé no coração, também acho que é possível. “Os heréticos da turma se resumem a mim e ao Lello. Todos os demais são fiéis cordeiros seguidores do Velho e do Novo Testamento. Estou ansioso para cravar meus dentões numa picanha suculenta”, babava Adilson.

Pouco antes das dez horas, os seis intrépidos iniciaram a longa jornada pela cidade de São Paulo. Primeira parada: Marginal Tietê. Assim como no ano passado, passamos em frente a nossa churrascaria preferida. “Não me lembro bem do que aconteceu no ano passado. Será que nós não chegamos tarde demais? Não tinha nenhuma outra churrascaria aberta?”, perguntava Adilson, o mais entusiasmado. Não era o horário: mais uma vez, ela estava com as portas fechadas.

Mas a esperança reacendeu alguns metros depois, com uma grande faixa: “Pare aqui! Estamos funcionando! Temos carne e frutos do mar!”. Ótima pedida para quem ainda relutava em comer carne. Antes de decretarmos o fim da viagem, nos aproximamos da entrada e perguntamos como a casa – que por sinal era muito chique – funcionava.

- Tem carne aí? – questionamos, apenas para confirmar.
- Sim, senhor. E apetitosos frutos do mar, além de um farto buffet de saladas.
- Beleza. Quanto morre?
- O preço, especial para este feriado, é de 31 reais. Bebidas e sobremesas não inclusas.
- CARAL… Ops, Ah, sim. Obrigado.

Antes de prosseguir a busca, pausa para reunir o conselho.

- Trinta paus? Mas nem…
- Já vi esse filme antes. Olha o bauru do ponto chic…
- Imagine, aqui na Marginal tá cheio de churrascaria!
- É, mas se duvidar, o preço vai ser esse mesmo…
- Pessoal, tive uma idéia. Eu conheço uma que é classe A lá na ZL.
- Beleza, vamo nessa.

A tal churrascaria classe A ficava ao lado do Carrefour Aricanduva, tão longe quanto a minha casa. No trajeto, sinal evidente do desespero provocado pela fome: Adilson, que ia na frente, notou uma churrascaria aberta e parou o carro. Era uma daquelas cujo cartaz com o preço é maior que a placa com o nome do estabelecimento: R$ 7,90 por pessoa. Para os padrões paulistanos, podemos definir o lugar como… joinha. Apelidei a espelunca com o singelo nome de “Churrascaria Boi Bumbá”. Nova reunião do conselho.

- E aí? Essa tá aberta!
- Sete e noventa pra comer nesse boi bumbá? Cê tá loco?
- Boa. Eu concordo. Viemos pra jantar, não pra nos matar.
- Aliás, estou com fome. A gente tá longe da Aricanduva?
- Tá um pouco. Mas relaxe. O lugar é classe A, vocês vão ver.
- Beleza. Fora Boi Bumbá.

Eu estava convicto de que seria um risco entrar naquela biboca. Mas tenho certeza de que muitos se arrependeram de não tê-lo feito. Mais alguns quilômetros, incluindo algumas ruas próximas que remetiam a algum capítulo de “Turma do Gueto”, até finalmente emborcarmos os bólidos no estacionamento do hipermercado, pouco depois das onze horas.

Logo no guichê, a ducha fria. Churrascaria fechada. Um misto de riso e desespero que culminou em uma nova – e nervosa – reunião do conselho.

- Put i keep are you, man! Tanta volta pra nada!
- E se a gente fosse ali no Macronalds ou no Habibs mesmo?
- Eu tô com foooome!!!
- Porra! Que mané Rabibis! Vamos comer carne!!!
- Então vamos decidir logo. Já está ficando tarde.
- E eu estou com fome!!!
- E se a gente antecipasse o final da história e fosse lá no Ponto Chic da Paulista?
- Não! Isso não!!! Não quero repetir o mesmo final!!!
- Tudo bem. Vamos tentar o Outback do Anália Franco. O que acham?
- Beleza. Bóra.

Mais voltas, mais gasolina. E alguns comentários.

- Vamos gastar no Outback os mesmos trinta paus daquela primeira…
- Que nada. É só não pedir a sobremesa.
- Querem saber? Não vamos gastar nada. Algo me diz que lá está fechado.
- Fechado uma ova! Eles ficam abertos até bem tarde!

Finalmente, o shopping. E a constatação: restaurante aberto apenas até as onze da noite. Atraso de meia hora. Desta vez, a reunião do conselho não foi tão tensa quanto a outra.

- Já estou vendo na minha frente o bauru do Ponto Chic…
- Tá, mas antes, já que estamos aqui, que tal um bolichezinho?
- Que mané boliche! Vamos decidir logo o que vamos comer!
- E o Burdog?
- Ah, pára! Se é pra comer no Burdog, vou comer em casa!
- Tive uma idéia. O Sujinho, da Consolação, fica aberto 24 horas.
- É legal lá. Podemos tentar.
- Eu já ouvi falar. Parece que eles fecham apenas um dia por ano, né?
- É. Pela nossa sorte, deve ser na Sexta-feira Santa…
- Hahahahahahahahahahahahahahaha!
- Beleza. Sujinho, então.

Voltamos praticamente ao nosso ponto de partida. Sem sequer tentar a zona Sul, poderíamos perfeitamente arriscar alguma coisa na Avenida dos Bandeirantes. Mas depois de quebrar a cara, certamente optaríamos por um café da manhã na padaria. No caminho de volta, passamos novamente pelo inesquecível “Boi Bumbá”. Já estava fechado, o que representava um alívio para mim.

Ainda faltavam alguns minutos para a meia noite quando o celular tocou, já na subida da Consolação.

- Cara, vamos tentar um último recurso. Paulista Grill, na Rebouças. Se não der, vamos de Sujinho mesmo.
- Beleza. Toca o barco.

Já não havia qualquer expectativa. Estávamos conformados com a hipótese de encararmos novamente o sanduíche com rosbife, o famigerado bauru do Ponto Chic, caso tudo desse errado. Próximos ao Paulista Grill, no entanto, uma luz: parecia aberto! Sim! Pessoas estavam lá dentro, sentados à mesa com aquilo que procurávamos durante toda a noite: um prato com carne…

Paramos o carro ao lado da porta. De longe, o gesto do manobrista: mais uma vez, nada feito. E eu, uma pedra. No rádio do carro, o locutor anuncia: meia-noite. Já era sábado de Aleluia. Na prática, a partir daquele instante, terminava a “proibição” respeitada pelos católicos, dogma que tentou ser quebrado pelos estúpidos pelo segundo ano consecutivo.

Foram horas em função de um objetivo, e outra vez as circunstâncias puseram fim ao nosso desafio às leis divinas. Parecia até castigo. Ou, quem sabe, uma lição, que pode ser resumida em uma única palavra: respeito.

“Que nada. A lição é fácil: ano que vem, vamos direto no Paulista Grill”, disseram alguns. Perfeitamente.

Enfim, a noite terminou no Sujinho, mais um tradicional ponto de encontro dos paulistanos. Na porta, o aviso que poderia ter evitado todos os parágrafos anteriores: “abertos à noite toda nesta sexta-feira”. Ainda deu tempo de “fugir” do flanelinha, em outra cena hilária desta odisséia. O jantar estava deliciosamente saboroso, não apenas pela qualidade dos pratos, mas por mais este inesquecível encontro de amigos, capaz de render uma história marcante em nossas vidas.

Links relacionados:
Nossa churrascaria preferida
Bauru do Ponto Chic
Carrefour Aricanduva
Outback Steakhouse
Lanchonete Burdog (a de sempre)
Sujinho da Consolação

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