Marmota, mais dos mesmos

Desde 2002, muito obrigado por nada.

Arquivos: março/2003

Vida de maluco

Por Marmota | 28/03/2003, 11h25

Ô semaninha essa. Mesmo escalado para o plantão do final de semana, ao menos agradeço a Deus por ser sexta-feira. Vez ou outra eu paro pra pensar se vale a pena seguir nessa rotina de doido… Enfim, de certa forma, todos que trabalham em uma cidade com o ritmo de São Paulo devem se sentir meio tantãs mesmo.

Mas poderia ser bem pior, como mostra o texto “Como parecer um louco na sociedade moderna”, cujo autor, depois de tantas idas e vindas pelas caixas postais e blogs alheios, entrou para o rol dos desconhecidos. Serve como anedotário, para aliviar a sua tensão, ou ainda como receituário, caso você queira admitir sua frágil sanidade!

No elevador:
- Quando houver só uma pessoa no elevador, de um tapinha no ombro dela e finja que não foi você.
- Aperte os botões do elevador e finja que eles dão choque. Sorria e faça de novo.
- Ofereça-se para apertar os botões para os outros, mas aperte os botões errados.
- Segure a porta e diga que está esperando por um amigo. Depois de um tempo, deixe a porta fechar e diga: “Olá Zé. como vai você?”
- Deixe cair sua caneta e espere até alguém se oferecer para pega-lá, então grite: “Ei, é minha!”
- Traga uma câmera e tire fotos de todos no elevador.
- Traga uma mesa para dentro do elevador e quando alguém entrar, pergunte se marcaram hora.
- Leve um Banco Imobiliario e pergunte para as pessoas se elas querem jogar.
- Deixe uma caixa no canto, e quando alguém entrar, pergunte se elas ouviram um tique-taque.
- Finja ser uma aeromoça e revise os procedimentos de emergência com os passageiros.
- Pergunte: “Você sentiu isso?”
- Fique bem perto de alguém, fungando seu cangote de vez em quando.
- Quando a porta se fechar, fale: “Tudo bem. Não entrem em pânico. Ela abrirá novamente”.
- Mate moscas que não existem.
- Diga às pessoas que vc pode ver sua aura.
- Grite: “Abraço grupal”, então force-as.
- Faça caretas dolorosamente, bata na sua testa e murmure: “Calem a boca, todos vocês, calem a boca!”.
- Abra sua pasta ou bolsa, e enquanto olha dentro, pergunte: “Tem ar suficiente aí dentro?”
- Fique quieto e parado no canto do elevador, encarando a parede.
- Encare outro passageiro por um tempo, e grite com horror: “Você é um deles!”, e recue devagar.
- Coloque uma marionete na mão e use-a para falar com os outros.
- Escute as paredes do elevador com seu estetoscópio.
- Faça barulhos de explosão quando alguém apertar um botão.
- Encare outro passageiro por um tempo e fale: “Estou usando meias novas”.
- Desenho um pequeno quadrado no chão com giz, e diga para os outros: “Este é o meu espaço”.

No trabalho:
- No seu horário de almoço, sente-se no seu carro estacionado, coloque seus óculos escuros e aponte um secador de cabelos para os carros que passam. Veja se eles diminuem a velocidade.
- Insista que o seu e-mail é: Xena.Princesa.Guerreira@nomedaempresa.com.br ou Elvis.O.Rei@nomedaempresa.com.br.
- Sempre que alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, pergunte se quer que fritas acompanhem.
- Encorage seus colegas de sala para fazer uma dança de cadeiras sincronizada com você.
- Coloque a sua lata de lixo sobre a mesa e escreva “Entra” nela.
- Desenvolva um estranho medo de grampeadores.
- Coloque café descafeinado na máquina de café por três semanas.
- Quando todos tiverem superado o vício da cafeína, mude para expresso.
- Sempre que alguém lhe falar alguma coisa, responda com “isso é o que você pensa”.
- Termine todas as suas frases com “de acordo com a profecia”.
- Ajuste o brilho do seu monitor para o que o nível dele ilumine toda a área de trabalho. Insista com os outros que você gosta desse jeito.
- Não use pontuações.
- Sempre que possível, pule em vez de andar.
- Descubra onde o seu chefe faz compras e compre exatamente as mesmas roupas. Use-as um dia depois que o seu chefe usá-as. Isso é especialmente efetivo se o seu chefe for do sexo oposto.
- Mande e-mails para o resto da empresa para dizer o que você está fazendo. Por exemplo: “Se alguém precisar de mim, estarei no banheiro, na cabine 3″.
- Coloque uma tela de mosquitos ao redor do seu cubículo. Toque um CD com sons da floresta o dia inteiro.
- Faça seus colegas de trabalho lhe chamarem pelo seu apelido, “Duro na Queda”.
- Fale para o seu chefe “não, são as vozes na minha cabeça”.

No dia-a-dia:
- No canhoto de todos os seus cheques escreva “Ref. favores sexuais”.
- Pergunte às pessoas de que sexo elas são. Ria histericamente depois que elas responderem.
- Quando estiver em um drive-thru, especifique que o pedido é para viagem.
- Cante junto na ópera.
- Vá a um recital de poemas e pergunte por que os poemas não rimam.
- Com cinco dias de antecedência, avise seus amigos que você não vai à festa deles porque não está no clima.
- Ligue para o CVV e não fale nada.
- Quando sair dinheiro do caixa eletrônico, grite.
- Ao sair do zoológico, corra na direção do estacionamento gritando “Salve-se quem puder, eles estão soltos!”.
- Na hora do jantar, anuncie para os seus filhos: “Devido à nossa situação econômica, teremos de mandar um de vocês embora”.
- Todas as vezes que você vir uma vassoura, grite “Amor, sua mãe chegou!”.

Agradecimentos especiais a bela e simpática moça que enviou esta mensagem. Ah se ela me desse bola…

Indústria do mal

Por Marmota | 27/03/2003, 11h33

Falar em spam já virou perda de tempo. Uma pena, a impressão que eu tenho é a de que esse bando nefasto vai continuar espalhando lixo pela rede sem maiores pudores. A única saída é tentar bloqueá-los – aquela velha história, mascarar a febre quebrando o termômetro.

Mas a coisa é cada vez mais “profissional”, se é que podemos falar assim. Já virou rotina receber spam assinado por remetentes conhecidos (amigos, colegas de trabalho) e com subjects genéricos (como “olá”, por exemplo” – formas encontradas pelos fiadaputas para burlar os filtros.

Outra moda é o tal spam via ICQ. “Você tem computador? Coloque-o para trabalhar!”. “Olá, eu sou o Dave Mishoris!”. “Oi, eu sou a Priscila! Minha amiga Ju disse que você estava afim de ver as nossas fotos picantes…”. É só mandar um destes para a “ignore list” e, no mesmo dia, surgem mais dois.

Mas as melhores de todas, sem dúvidas, são as mensagens dos “camelôs” da indústria do mal. Oferecem listas com milhares de e-mails prontinhos para serem massacrados, além de técnicas e táticas poderosas para espalhamento de abobrol. E agora também pelo ICQ! Vejam se tem cabimento a mensagem abaixo:

Olá Marmota!
Conheça, o ICQMarket, um programa que faz divulgações no ICQ.
Divulgue o que quiser, filtrando os destinatários por sexo, idade, cidade, estado, país, profissão, etc…
Atinja mais de 50.000 destinatários por dia.
100% de aproveitamento, pois não tem usuários inválidos, ou inexistentes.
Licença FULL por apenas R$ 80,00 – GANHE UM DESCONTO DE R$ 60,00 NA PROMOÇÃO

Por essas e outras, devo continuar recebendo propagandas como o “apóie nossas tropas”:

Só me resta parafrasear Rafael Perret: “pior do que o spam natural é o spam mal-direcionado”.

Taí o que você queria!

Por Marmota | 25/03/2003, 02h03

Você que já leu uma série de posts e se divertiu com uma sequência de fotos dos blogueiros em Hopi Hari, certamente deve estar pensando: “espere um pouco: tá faltando alguma coisa!”

Não falta mais! Clique aqui agora mesmo com o botão direito do seu mouse e salve em seu computador esta superprodução de 7Mb feita pela Marmota Television! Marmota, Mr. Pinguim, Naninha, Nikki, Sabbath, Eric Draven, Dilmarx e Sabrina eternizam aquele momento inesquecível, direto do estacionamento do parque.

Encerramos aqui os posts especiais de Hopi Hari. Tchau e…..da-se!

Você sabe o que é “virundum”?

Por Marmota | 21/03/2003, 17h02

Quem nunca se confundiu ao cantarolar uma música? Tenho certeza de que você já trocou “tocando B. B. King sem parar” por “trocando de biquini sem parar”, ou algo do gênero. Pois bem, em 31 de março do ano passado, meu cumpadi Alexandre Inagaki trouxe, no editorial do seu SpamZine, a definição do termo “virundum”.

Trata-se de uma expressão criada por Paulo Francis, baseada no hino nacional. “O VIRUNDUM Ipiranga às margens plácidas, do que a terra MARGARIDA, verás que um FILISTEU não foge à luta” são alguns dos comuns trocadalhos do carilho existentes em nosso símbolo nacional.

No final do texto, Inagaki faz uma irresistível pergunta: “vai, confessa aí: qual foi o pior virundum que você já cometeu?”. Não demorou para que o e-zine começasse a receber inúmeras contribuições, uma mais engraçada que a outra. Inclusive uma do meu irmão gêmeo, que confundiu o Sinca Chambord do Marcelo Nova com Ursinho Caxambó.

Recentemente, Inagaki repetiu o texto no seu blog (que aliás é Top 3 do Ibest, não deixe de votar!). Foram outras dezenas de comentários. Juntando as contribuições do SpamZine com as novidades, Inagaki não pensou duas vezes: esse negócio merece um blog próprio.

Assim nasceu Virunduns, o mais novo blog do pedaço. Além do seu inspirador, a empreitada conta ainda com a participação de Ian Black, autor do design, e minha. Só pelo barulho causado em um ano, a brincadeira certamente vai render uma incrível coleção de virunduns em pouquíssimo tempo.

E então, tá esperando o que para ir conhecer e deixar a sua contribuição?

No stress, make a blog

Por Marmota | 21/03/2003, 16h22

Uma das mais antigas campanhas propostas pelo Globlog MMM, o banner “No Stress – Make a Blog”, disponível ali no item “Diversos”, sintetiza outra grande virtude que só esta ferramenta é capaz de fazer. Muito se especula a respeito da influência dos blogs na Internet, mas sabemos – e até já escrevi sobre isso em 18 de fevereiro – que, para existir, um blog deve ter um objetivo definido – seja para falar sobre um assunto específico ou episódios do dia-a-dia. Com o tempo, acaba por juntar pessoas afins e, aqui está finalmente onde eu quero chegar, o blog é uma ótima válvula de escape para se livrar do mau humor!

Só quem faz um blog sabe o quanto é bom. Por isso, é bastante comum encontrarmos pela web pedidos e campanhas direcionadas a pessoas que já conhecemos bem, e que certamente fariam blogs soberbos. É o caso do teimoso Narazaki, que ainda acredita que esse negócio de blog é como se fosse um “querido diário” e, mais recentemente, do nosso companheiro de Hopi Hari DilmarX – campanha da Lady Evil.

Existe ainda o outro lado da moeda: blogs que começaram, cresceram, foram inseridos dentro do contexto e, por motivos dos mais diversos, terminaram. Ultimamente, os blogs com o indicativo “morreu” ali do lado direito aumentou bastante. Aqui a campanha é outra: queremos ver esses caras de novo! Vou citar dois exemplos: o Fuzo, que prometeu mas ainda não cumpriu, e o Eric Draven, que deixou muitos fãs órfãos neste mês. Um deles, a Nikki, transformou o seu blog em um verdadeiro pedido irrecusável!

Nem preciso dizer que você está autorizado desde já a divulgar qualquer uma destas campanhas – e também criar a sua! Com certeza o mundo seria outro se os personagens acima e tantos outros resolvessem dedicar uma parcela do dia nesse maravilhoso passatempo, capaz de proporcionar horas agradáveis e, porque não, afastar os problemas. A propósito, o Globlog MMM aproveita o mote e lança aqui uma campanha mundial.

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