Marmota, mais dos mesmos

Desde 2002, muito obrigado por nada.

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Reprise de Carnaval

Por Marmota | 28/02/2003, 23h25

Este blog vai pular o Carnaval, literalmente. Vai parar nesta sexta e volta apenas na quarta-feira de Cinzas. Enquanto mais da metade da população estiver aproveitando a folia, não tem muito sentido encher este espaço com novidades – apesar de já existirem algumas engatilhadas para a próxima semana!

Sendo assim, teremos reprise! Sim, a Marmota Television tem o prazer de disponibilizar, mais uma vez, os oito programas “Na Ilha da Magia”, inovando não apenas em seu pioneirismo, mas também no bom humor! Durante o mês de fevereiro, os visitantes do Globlog MMM acompanharam as aventuras de quatro amigos em Florianópolis. Quem já viu, poderá rever os piores momentos desta inesquecível viagem! E quem ainda não viu, não deixe de perder!

Apenas para quem não conhecia, algumas dicas. Sugerimos que, para cada link, você clique com o botão direito e salve o arquivo em sua máquina. E para assistir, é preciso ter instalado o Windows Ana Media Kátia Player. E não deixe de contar pra gente qual foi o seu vídeo preferido! Vamos lá?

Primeiro programa: Na estréia, Marmota e Adilson avistam um ponto turístico qualquer e resolvem visitar. Mal sabiam que estavam bem longe de Floripa… No fim, saiu um belo passeio na Arena da Baixada!

Segundo programa: Ainda em Curitiba, hora de seguir viagem em direção à Ilha da Magia. Para isso, Marmota e Adilson tiveram que descobrir o caminho entre a Arena da Baixada e a BR-376. Uma aventura que levou horas!

Terceiro programa: Já em Florianópolis, Marmota e Adilson ganham a companhia de Lello Lopes. Neste episódio, você connhece a pousada onde os Estúpidos passaram a semana, além da famosa praia da Joaquina.

Quarto programa: O mais engraçado de todos, sem sombra de dúvidas! Em busca de Narazaki, o quarto beatle, Marmota e Adilson contaram com a firmeza do cinegrafista Lello para registrar a paisagem do Mirante da Lagoa. Sem sucesso…

Quinto programa: Ainda no resgate de Narazaki, desta vez o programa foi totalmente gravado na rodoviária da cidade. Será que Lello e Adilson conseguem encontrar o japonês perdido na bela Ilha?

Sexto programa: Quem disse que os Estúpidos eram um bando de molóides? Que nada. Entre os esportes radicais praticados pelos quatro intrépidos viajantes, uma das tentativas mais bem sucedidas: o snowboard!

Sétimo programa: Já sem Lello e Narazaki, que voltaram para São Paulo, Marmota e Adilson aproveitaram os últimos dias na Ilha da Magia. Nesse dia, quase a chuva atrapalha o imperdível passeio de escuna.

Oitavo programa: Ainda dentro do passeio, a escuna de Marmota e Adilson atraca na Ilha de Anhatomirim, onde está localizado um dos três fortes construídos pelos Portugueses ao redor da Ilha. Nesse último programa, você ainda confere a emocionada voz de Renato Lello Russo Lopes.

E um feliz e aproveitável Carnaval a todos os visitantes do MMM!

Crie o seu próprio hit de Carnaval

Por Marmota | 26/02/2003, 20h03

Sim! O Globlog MMM vai entrar na dança que está agitando não apenas o verão, mas a maioria dos blogs da grande rede! A tal Eguinha Pocotó, do MC Serginho, ganhou milhares de adeptos em todo o país e, ao mesmo tempo, despertou a indignação de pessoas como o jornalista Luciano Pires, autor deste ótimo texto sobre o tal quadrúpede.

Muitos colegas blogueiros também já devem ter recebido por e-mail as novas versões desta popular canção (canção?), certamente você já deve ter lido várias por aí. Pois bem, para contribuir com a nossa parcela e, ao mesmo tempo, conceder a oportunidade de qualquer visitante criar a sua própria versão, aqui está o sensacional criador de hits carnavalescos.

É só escolher a sua combinação de palavras preferida – ou mesmo utilizar o amplo léxico da própria letra, cantar bem alto, imprimir a folha (claro, apenas se você se apaixonar pela sua música) e dividir a sua obra prima com os amigos. Assim, até o simpático dançarino da foto ao lado pode criar a sua própria versão e, quem sabe, conquistar a sua independência financeira!

VouToumandandoandandodançandorodandoberrandosentandonadandochutandolargandoumnumprumpropradebemmeubeijinhobeicinhobenzinhobequinhobailinhobaldinhobarquinhobichinhobaixinholadinholaguinhoSerginhoDadinho
PraProPrumDoDaOACom aCom ofilhinhaminha tiameninaDeinhazoinholindinhobrotinhoZezinhoManecasambistaSeu TônhoMarmotaChitãoe prae proe prume oe anonavovótia-avóBozóChicóXororógogócipó
Só não possoSó não devoSó não queroSó não tentoesquecerremexerrefazerconhecerte perderte comerver choverter você
Minha eguinha PocotóVocê lá nos cafundóNa viagem a CabrobóMeu gostoso pão-de-lóMinha lavoura de jilóO show do Didi MocóDançando forrobodóUma volta de trenóSocado no xilindró
Pocotó, pocotó, pocotó, pocotóCafundó, cafundó, cafundó, cafundóCabrobó, Cabrobó, Cabrobó, CabrobóPão-de-ló, pão-de-ló, pão-de-ló, pão-de-lóDe jiló, de jiló, de jiló, de jilóSeu Mocó, seu Mocó, seu Mocó, seu MocóDe trenó, de trenó, de trenó, de trenóXilindró, xilindró, xilindró, xilindró
Minha eguinha PocotóVocê lá nos cafundóNa viagem a CabrobóMeu gostoso pão-de-lóMinha lavoura de jilóO show do Didi MocóDançando forrobodóUma volta de trenóSocado no xilindró

Para executar a brincadeira acima, usei a velha técnica do post interativo, publicada originalmente em outubro passado (muitos dos 14 assíduos leitores do MMM devem lembrar). Fique a vontade para aproveitar o sistema e, usando palavras como vovó, pocotó, mocotó, curió, cocoricó, pataxó, rabicó, bocó, bocoió ou similares, bolar o seu criador de sucessos! E não esqueça de me avisar!

Porque estamos no APSE do mundo digital…

Por Marmota | 26/02/2003, 19h57

Esta você já deve ter recebido por e-mail, mas vale a pena divulgar. Conheça algumas das pérolas, escolhidas a dedo entre as redações do Vestibular 2003 da Unicamp – Universidade de Campinas. Todas falam em evolução, mudança, progresso… Ou ao menos tentam. Um bom estímulo para quem, assim como eu, pensa que escreve mal…


“As mudanças ocorrem devagarosamente.”

“Dificilmente vamos encontrar mudanças ou progressos que são positivamente bons para ambas as partes.”

“Pode-se notar que o homem só conseguiu ir para diferentes lugares do mundo a partir dos primatas, que desenvolveram a roda, tendo como conseqüência a possibilidade de conhecer culturas variadas.”

“Desde a priori aos tempos remotos…”

“Antigamente ao bater uma carroça na outra dificilmente alguém morria, hoje após a evolução, milhares morrem em acidentes de carro.”

“O homem progrediu as custas de outros, como Frankstein, que deu vida a uma criatura, adquiriu a evolução mas não teve bom êxito com o monstro criado. Já que este monstro não tinha noção da sua força e deformação.”

“Pode até ser por acidente. Tropeçamos no progresso, caimos na mudança e levantamos na evolução.”

“Tudo vem dos seres vivos, até os seres não-vivos.”

“E o Homo Sapiens continua seu progresso: desmatando, poluindo e usando desinfetantes, só para dar cheirinho no seu banheiro.”

“Eu, particularmente, desenvolvi uma cabacidade de raciocínio e argumentação incríveis.”

“Como diz o ditado: é duro agradar a pobres e troianos.”

“Todos os seres evoluem, cada um com a sua evolução, pois somos todos individualistas.”

“O homem tem a capacidade infinita de evoluir, mas não sabe utilizá-la de forma segura e promíscua.”

“Os próprios seres humanos somos mudanças ambulantes.”

“A falta de consideração para com a natureza ocorre devido a falta de maturidade da cabeça e dos pensamentos humanos.”

“Somos a própria imagem da evolução refletida no espelho do progresso.”

“O mundo está reagindo as reações que o homem está fazendo.”

“Sonhamos com um mundo melhor, visto que o dinossauro cedeu lugar ao cachorro, gato…”

“Os aminoácidos foram os primeiros habitantes da terra…”

“Fazendo uma comparação das proezas do coelho que se reproduz em grande quantidade, os humanos já venceram com maior número populacional.”

“Segundo a terceira lei de Newton, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”

“A cultura mudou, os costumes mudaram, até os dentes dos nossos bisavós eram diferentes, temos dentes a menos.”

“Após cinco anos de sua introdução à sociedade, havia concluído dois cursos superiores e penetrado na vida política.”

“O macaco é descendente do homem.”

“FMI, gente que nunca veio aqui e nem sabe o que é sofrer…”

“O filósofo Nich do início do século já observava que a evolução gerérica teria que ser de forma moderada…”

“Porém o mundo anda em progresso as grandes maioridades das vezes.”

“Os maias, por exemplo, pouco se sabe sobre essa civilização, muitos acreditam que eles chegaram a tal ponto evolutivo que transcenderam. Ou mesmo as civilizações dos cristais que ocuparam o planeta há muito tempo atrás e que obtinham todos os seus poderes dos cristais.”

“Ainda não se sabe alcerto qual foi…”

“Estamos no apse do mundo digital.”

“Tivemos uma longa conversa de cinco minutos…”

“Hoje sou antropófago…”

“Anafaquistão, um país que derrubou as torres e que tem como deus um tal de Bilack…”

Agora fiquei na dúvida: não sei se eu acho isso engraçado ou triste…

Mais uma matéria sobre blogs!

Por Marmota | 26/02/2003, 13h06

Se você teve a oportunidade de abrir o caderno de informática da Folha de S. Paulo nesta quarta-feira, já sabe. Caso contrário, fique frio: a Folha Online já disponibilizou as cinco “retrancas”, que trazem informações básicas, mas necessárias para começar a fazer um blog. Vamos a elas!

A primeira parte é uma introdução. Explica o que é blog, mostra os primeiros passos para montar um e faz aquela tradicional ressalva: “… instrumento para quem tem – ou acredita ter – algo a dizer”. Isso é importante!

Virando a página, ou melhor, no clique seguinte, rápidas pinceladas em torno da interminável discussão: seriam os blogs um fenômeno, uma revolução, ou nada disso? Pessoalmente, acho que a mesma pergunta poderia ser aplicada de maneira global: a Internet é uma nova mídia, onde podemos criar novos modelos de negócio, ou é simplesmente um monte de computadores interligados? Enfim, creio que ainda são duas perguntas difíceis.

Mas voltando ao tema. Seguindo o preceito básico do jornalismo de “ouvir o outro lado”, temos um contraponto ao texto anterior na terceira parte. Aqui, todos acreditam que o blog é, sim, uma revolução. Além se ser muito fácil.

A reportagem termina com esta seleção, definida como os 50 blogs mais interessantes da web, e um passo-a-passo bem detalhado para quem quer dar o primeiro passo.

Apenas para não fugir do assunto: quer saber por que o Google comprou o Blogger? Achei este link no blog da minha quase-conterrânea Raquel.

Encontros na onda dos sonhos

Por Marmota | 25/02/2003, 21h27

Você já deve ter lido por aí notícias como esta, sobre as estratégias de marketing do Playcenter, parque de diversões que completa 30 anos de existência em julho, para reconquistar os paulistanos. O carro chefe do parque neste verão chama-se Waimea, palavra que os surfistas havaianos usam para designar a onda dos sonhos.

Por aqui, Waimea quer dizer “brinquedo de maior sucesso em todo o mundo, agora no Brasil”. Exageros à parte, a atração é realmente bem bacana. Aparentemente, lembra o bom e velho Splash: o carrinho sobe tranquilamente, mas desce rapidamente, de encontro à água. Uma volta, que dura pouco mais de dois minutos – ao contrário do antecessor, que percorria um enorme circuito antes da queda principal.

Mas as diferenças não param aí: o “carrinho” do brinquedo comporta 20 pessoas. Tente imaginar agora o impacto dessa canoa cheia na água, que após descer a rampa chega à 60km/h. Voilá, quer dizer, Waimea (aqui, lê-se “Vai Miá”). Todos a bordo são atingidos por uma onda de cinco metros de altura. Ao sair do brinquedo, você passa por uma ponte que cruza justamente o fim da queda – mais um banho, dependendo da sua posição. Aqui, uma dica: para ficar ensopado de verdade, não fique na mesma linha do percurso, e sim ao lado. E prepare-se.

Só isso já seria suficiente para que a fila permanecesse grande durante o acalorado verão paulistano. Como a capacidade e rotatividade dos barquinhos é grande, não tem como ficar esperando muito tempo. Além disso, em todas as oportunidades que pude andar no Waimea neste último sábado, percebi, ao lado dos meus amigos Estúpidos, que se tratava da fila mais animada do Playcenter.

Em uma dessas oportunidades, eu, Adilson, Narazaki e Pratti (Lello Lopes tem medo de água e ficou fora) ficamos posicionados justamente entre outros dois grupos de amigos. Um deles liderado por um moleque bastante atrevido, cuja pele negra rendeu-lhe apelidos como Lacraia ou Lafond. O outro, mais velho, tinha como balaústre um sujeito de óculos, calvo e barbudo, batizado pelo Lacraia como Bin Laden. As duas facções ficaram trocando provocações durante a fila:

- Olha ali o Bin Laden! Achamos o Bin Laden!
- Olha o respeito, hein Lafon?
- A pipa do Vovô não sobe mais… A pipa…
- Ô Lacraia, se não fosse o seu avô, você não estaria aqui…

Na hora do embarque, caímos justamente na mesma jangada: a turma dos Estúpidos, a do Lacraia e a do Bin Laden. As provocações, ainda que amistosas, continuavam. Enquanto subíamos, tratei de amenizar o clima, cantarolando uma das canções mais conhecidas entre os antigos frequentadores do parque:

- Na Monhtanha… Encantada… É gostoso navegar… E Navegando… Você leva a vida… a Sorrir… E a… Cantar! – pouco antes da queda final, fui perguntado por um dos amigos do Lacraia se a Montanha encantada estava aberta.

Nisso, veio a descida, a onda, a molhação. Finalizamos o percurso gritando juntos alguns impropérios – coisas como “vai tomate cru, filho da truta”. Estava selado um encontro fugaz, mas inesquecível – a síntese da mensagem de confraternização promovida pela onda dos sonhos.

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