Marmota, mais dos mesmos

Desde 2002, muito obrigado por nada.

Arquivos: dezembro/2002

Férias do MMM

Por Marmota | 25/12/2002, 22h09

É isso aí, pessoal. Esta será a minha última intervenção aqui no Globlog MMM em 2002. Depois de um ano cansativo, é hora de curtir férias! amanhã mesmo já estarei a caminho do Rio Grande do Sul, onde vou passar boa parte do tempo em Pelotas. Cidade de pessoas bacanas como o Ricardo, a Raquel, o Otávio, além é claro de toda a minha família!

Nossas atividades envolvendo o MMM estarão de volta em janeiro! Como ainda não sei o dia, resolvi compensar a minha ausência prolongada com uma tonelada inteira de posts! Estou falando da minha retrospectiva 2002, que como vocês podem perceber, tomou conta deste espaço neste dia de Natal. Para fechar o especial de final de ano do MMM, se bem que poderia ser o especial de férias!

Para quem ficar em casa, aproveite como nunca este final de ano! Quem vai viajar, atenção redobrada nas estradas! Para todos, agradeço desde já a sua visita durante 2002, e esperamos por você no ano que vem! Afinal, já dizia uma latinha de Guaraná Kuat comemorativa: 2003 promete!

Aliás, atenção as mensagens das referidas latinhas: “Em 2003 prometo deixar minha cama sempre arrumada. Vou passar todas as noites fora”. “Em 2003 prometo encontrar um namoro perfeito. Enquanto isso vou treinando com os imperfeitos”. “Em 2003 vou viver mais próximo da natureza. Vou andar mais pelado”. “Em 2003, prometo colocar um piercing na língua. Não na minha, claro”. Guardem bem! Por hora, fiquem com a retrospectiva do Marmota em 2002! Abraços a todos!

Retrospectiva 2002: mais um ano vai…

Por Marmota | 25/12/2002, 21h54

Contagem regressiva para o final de 2002. É tempo de juntar a papelada da mesa, ver o que presta e o que deve ir para o lixo. Hora de organizar todas as fotos que você tirou durante o ano. Dar baixa nas anotações pendentes da agenda e esperar pela nova, que certamente virá como presente de algum cliente bacana.

A virada do ano é a melhor época para renovar as esperanças, traçar novos planos, rever antigas metas, tirar as devidas lições do passado. É também o mês onde todos os veículos de comunicação lançam as suas retrospectivas, como forma de resgatar os fatos mais marcantes, que fizeram parte da nossa história. Um resumo organizado de toda a zona que vivemos, em algumas páginas ou em trinta segundos, como aquele último comercial do ano da Globo.

Recordar é viver, e é isso que o Globlog MMM vai fazer a partir de agora. Está entrando no ar a Retrospectiva Marmota 2002. Já estou ouvindo o Narazaki gritando: “não disse que blog é que nem diário? Olha o díario aí!” Tudo bem, Narazaki. Ainda assim, não deixe de perder!

Dezembro já está aí

Por Marmota | 25/12/2002, 21h54

Antes mesmo da geração blog, onde um computador, templates coloridos e sistemas de comentários mudaram o sistema de escrever sobre o que acontece em nossas vidas, alguns faziam o mesmo com caderno e caneta, para lembrar algum acontecimento marcante sempre que desejar. Pois bem, desde 1989 já usava este sistema metódico e eficiente para descrever, anualmente, um dos momentos mais constantes da minha vida: a viagem de final de ano.

Bom, quem já teve a curiosidade de clicar no item “quem é Marmota” no menu lateral já se deu conta de que a minha família é gaúcha. De fato, todos os meus parentes mais próximos vivem em Pelotas, Rio Grande do Sul. Nos últimos vinte e poucos anos, reservamos esta época do ano (Natal, Reveillon e parte do mês de janeiro) para visitar todo mundo, esquecer a metrópole e respirar outros ares – e aqui sem trocadilhos com a fama “pelotense”.

Creio que eu seja uma pessoa privilegiada nesse aspecto: passo o ano inteiro no ritmo caótico de São Paulo e, durante alguns dias, meu relógio funciona em outro ritmo. É outra cidade, mas na prática, é outra dimensão. Costumo dizer que Pelotas é o cenário de uma “história paralela”, onde o tempo não é contado da maneira convencional – horas minutos, segundos. São anos.

Retomando. Viajar para o Rio Grande do Sul faz parte da minha vida desde 1977. Mas apenas em 1989 comecei a registrar tudo de maneira ininterrupta. No meu velho caderninho, minhas anotações se parecem com as temporadas regulares da NBA: 89/90, 90/91 e assim por diante… Todas as histórias possuem a mesma linha de raciocínio: saímos de casa, percorremos 1500 quilômetros, passamos Natal, Ano Novo e alguns dias, até voltarmos. Evidentemente, cada “temporada” dessas possui as suas peculiaridades. Em 90/91 meu pai levou uma barraca e ficamos acampados uma semana no sítio onde minha mãe nasceu. Em 95/96, por exemplo, pude falar pela primeira vez que tinha uma namorada. Em 96/97 fui sozinho com o meu irmão, e passamos um sufoco enorme quando ele torceu o joelho.

Vamos reumir a última delas, a “temporada 01/02″. Saí de São Paulo dia 24 de dezembro, um dia depois de ter colocado a manchete “Atlético Paranaense campeão brasileiro” na capa da Gazeta. Permaneci em trânsito até 14 de janeiro – deu até para visitar o Beira-Rio nesse intervalo! Mas o que me deixou impressionado foram os efeitos do tempo, e aqui não falo apenas do time… Aquela antiga namorada está casada. Meus primos continuam indo comigo no Cine Capitólio, mas o assunto na sorveteria do calçadão da Andrade Neves passou a ser o fato de “todos terem ficado com todas” no baile do Clube Brilhante. Os antigos casarões do Passo das Pedras e do Canto Grande, onde meus pais se criaram, estão abandonados. aquelas histórias típicas envovendo familiares ficam cada vez mais enroladas… Nessas horas, é meio difícil ser um cara nostálgico.

Histórias não faltaram em mais um final de ano. E assim como em todas as últimas temporadas, ela terminou com a frase “dezembro já está aí”. E mais uma vez, dezembro chegou! Tudo bem que, desta vez, passamos o Natal em São Paulo pela primeira vez em 14 anos, e cá entre nós, não foi um Natal tão alegre assim. Além disso, tivemos um ano tão atribulado que as expectativas para a nossa tradicional viagem não são as mesmas. Mas isso não importa: vem aí a temporada 02/03, a partir desta quinta, e espero que seja inesquecível – é incrível como, já na primeira parte da retrospectiva, o período de um ano já acabou!

Campeonato de sucesso

Por Marmota | 25/12/2002, 21h52

A idéia não era nova, mas ganhou força em fevereiro, durante uma comemoração reunindo, entre outros convidados especiais, os companheiros de trabalho do antigo Núcleo de Internet da Fundação Cásper Líbero. A proposta, bastante simples, tinha como objetivo reunir os amigos todo mês, aliando um bom pretexto para tal.

- Vamos fazer um campeonato de boliche?

Nascia ali a Taça Elaine Foster, uma brincadeira comparada a qualquer competição profissional da modalidade. Mas com uma grande diferença: diversão garantida para todos que comparecessem. Ainda em fevereiro, durante um jantar na nossa churrascaria preferida, definimos o calendário e o regulamento: dez etapas de duas partidas cada, pontos somados, mais um bônus para os três primeiros em cada uma. Conquistaria a Taça Elaine Foster quem somasse mais pontos, descartando as três piores etapas – um respiro para quem não pudesse ir em alguma delas.

Durante o ano de 2002, os competidores “viajaram” por toda a cidade – cada etapa foi estabelecida em uma arena de boliche diferente. Começando pelo Eldorado, passando por Morumbi, Interlagos, Anália Franco, Center Norte, ou mesmo Guarulhos e Osasco. Para manter a expectativa dos participantes elevada, tratei de elaborar um site oficial, criei ainda uma série de boletins informativos “engraçadinhos”, além de dividir a logística da brincadeira com o Adilson, os dois “transportadores oficiais” do evento.

Com o final de ano se aproximando, o ritmo dos boletins caiu, assim como a atualização do site oficial. Nem por isso o ânimo dos participantes caiu – pelo contrário! As etapas ganharam importância entre os amigos, conquistaram novos adeptos durante o ano e se fortaleceu de tal forma que a Taça Elaine Foster, que nasceu de brincadeira, foi um dos maiores sucessos da minha vida em 2002!

Tenho certeza de que, entre os amigos, a temporada 2002 do boliche, encerrada no último dia 12 de dezembro com a tão esperada entrega da Taça, também será inesquecível. Apenas para fortalecer essa idéia, passei um final de semana inteiro preparando um “presentinho”, distribuido entre os participantes da última etapa. Cortesia da Marmocorp, em conjunto com a Barba Ruiva Produções Artísticas.

O e-mail do ano

Por Marmota | 25/12/2002, 21h52

Durante 2002, recebi cerca de cinco mil e-mails. Mais da metade era lixo puro. Boa parte do restante eram pequenas amenidades, envolvendo questões do dia-a-dia. Uma parcela menor envolve aqueles amigos novos que mandam um e-mail e pronto, e os velhos amigos – que por uma questão de tempo, também mandam só uma mensagem.

Entre todos, um deles foi enviado pelo meu grande amigo Luís Carrijo, o “Meu”, escrito em conjunto com a sua namorada – e também minha amiga – Viviane. A mensagem abaixo foi enviada semanas depois da nossa festa de aniversário, um revival de outra idêntica feita por nós no mesmo local em 1998. Com vocês, o e-mail do ano!

Original Message
From: Luis Marcos Carrijo Jr.
To: André Rosa de Oliveira
Sent: Tuesday, July 09, 2002 12:42 AM
Subject: Re: Oi Gente!

Vi: Oi André! Tudo bem com você! Finalmente estamos nos falando!
Luis: Meeeeuuu!

Vi: Desculpe-nos pelo sumiço também. Após a festa começaram minhas provas, algumas pessoas do meu escritório tiraram férias e eu tive que trabalhar em dobro, enfim…
Luis: MMEEEEEEUUUU!!!

Vi: Pois é, não falamos ainda sobre a festa. Sei lá o que aconteceu… No domingo achei que todos nós estávamos meio frustrados, principalmente você, mas talvez porque nossa expectativa tenha sido grande demais. Os preparativos foram empolgantes. Passamos um mês nos falando, sonhando, comprando coisas, você construindo o site (que ficou o máximo), chamando os amigos, eu e o Lu fazendo limpeza na casa e cortando o mato, você escolhendo o bolo… Eu me lembro dos nossos amigos cheios de entusiasmo, esclarecendo dúvidas sobre o mapa, perguntando sobre o sítio, falando sobre cochonetes, etc. No sábado, enquanto eu e a Kátia arrumávamos tudo, nós ficamos dançando, escolhendo a trilha sonora para festa, brincando com as bexigas e me lembro de estar esgotada a noite. Então veio a festa. Eu me diverti muito, mas realmente parececia que eu já estava festejando há um mês. Aí no domingo saí meio sem saber o que pensar e ainda teve o problema da ressaca do Lu :) . Mas já na segunda-feira recebi telefonemas e e-mails, todos querendo mais festa. Na faculdade, todos ficaram sabendo da festa, rimos muito nos barzinhos com os comentários superpositivos, desde o site, a estrada, as músicas, as bexigas, o Luis bêbado, a quantidade de bebida que sobrou, o bolo delicioso, os “amigos japoneses” super inteligentes e engraçados… A Kátia, então quer outra festa de qualquer jeito e os que não foram se lamentam.
Luis: Meu, então, né, até q a festa foi muito boa sim. Nossa expectativa é q foi grande demais. É verdade tb q eu bebi um pouco além da conta, me arrependi um tanto. O cansaço tb foi grande. Fiz o trajeto São Paulo – Mairiporã muitas vezes, o carro do Osiro quase caiu do barranco, o salvamento foi muito empolgante, mas tb consou bastante, além de queimar a embreagem, mas tudo bem, ela não sente dor. Além disso, o povo chegou meio tarde, incluindo vc. Acredito q seu atraso teve a contribuição da nossa amiga Rosangela, certo?

Vi: Quero mais festa!
Luis: Meu, então, vc gostou do rádio? Olha, tem q instalar no Mamoturbo, quando vc trocar de carro, compra um rádio melhor, novo. Ou então fazemos a festa do MarmoExtraMasterTurbo, e realizamos uma “vaquinha” e compramos um ExtraMasterSuperBasSoundSurroundMusicPower para o MarmoExtraMasterTurbo. Q q vc acha????? excelente idéia, heim… Intão, Meu, mas instala esse coiso aí. Lembre-se q terá q trocar a correia da fita, pois com muito tempo sem uso ela se resseca, beleza? Meu, vc tb tá mi devendo o CD com o Pé na Areia, vê se não esquece. Comprei um cd com o Adobe Premiere 6.0, o q há em matéria de edição de vídeo, a placa fire wire tb já está funcionando. O problema agora é q 1 hora de vídeo consome, antes de ser compactada, mais de 10GB, todo o meu winchester, preciso de outro bem maior, ai então poderemos fazer nosso filmeco e muitos outros.

Vi: Agora vomos tocar num assunto difícil. Serei direta: O q te deu na cabeça para acompanhar sua ex namorada, seu ex cunhado e o atual de sua ex ao cinema? (estou dando um tapa em minha testa de revolta e indignação). Acho bonito q vc e sua ex sejam amigos, mas é sempre gostoso conservar as lembranças das coisas bonitas q vcs já tiveram e até mesmo se encontrarem com aquele carinho, aquela “amizade colorida”. Por mais q tenha passado, sair com ela e o namorado já é demais. Sei lá, é minha opinião, pq em mim, doeria demais. Ai, ai, ai, ai …
Luis: Meu, tenho q concondar com a Vi, claro, se eu não concordo apanho, hehehe. Mas intão, Meu, tá na hora de arrumar outra namorada, vc merece alguém muito melhor q ela. E é demais ela te chamar pra ficar se amassando com o +piii+ na sua frente, +piii+ que o +piii+, se eu visse a Vi se amassando com algúem, que não eu, mesmo após muito tempo de terminado, eu ficaria irado. Eu teria, no mínimo, que me amassar tb, a uma garota ainda mais bonita q ela (no meu caso não existe :) , mas no seu tem sim, e muitas viu…)

Vi: Quero que ela te veja bem feliz e com outra menina da próxima vez!
Luis: Morte ao Paul Pfifer!

Vi: Eu diria, felicidade aos noivos! e Muuiitta felicidade e boa-sorte com sua futura namorada, que espero, seja sua alma-gêmea. Aliás, a Avó do Lu tem uma historinha bonitinha. Ela costuma dizer que todo mundo tem um respectivo alguém a quem está ligado por uma cordinha ao tornozelo. Esta cordinha vai cada vez mais se encurtando, até que as duas pessoas se encontram, mais cedo ou mais tarde.
Luis: Meu, procure a cordinha do seu tornozelo e vai puxando com força.

Vi: Gostamos muito de você, muito mesmo! Desculpe se nossa opinião te magoou, desculpe realmente.
Luis: Não peço desculpas não, besteira. Você é meu mano.

Vi: Precisamos conversar e nos ver.
Luis: Conversar com os amigos e vê-los é muito importante. Os amigos é que nos mantém vivos.

Vi: um beijo e um abraço.
Luis: um tradicional “beijo na bunda”.

Em tempo, ainda revi a minha ex-namorada depois. E não estava com a menina bonita. Tudo bem, ela também não estava mais com o Paul Pfifer…

Mais no Dialetica.org:
Creative Commons 2008 - 2012 Alguns direitos reservados • Dialetica.org utiliza WordPress 3.3.1 WordPress