Marmota, mais dos mesmos

Desde 2002, muito obrigado por nada.

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Lemmings de volta para casa!

Por Marmota | 30/11/2002, 17h59

No ar mais uma série em MMM! Inspirada no Surrealices do Léo Vidal, especialista em desencavar verdadeiros achados arqueológicos, o Back to the Future será a nossa máquina do tempo. Vez ou outra você será convidado a embarcar no DeLorean comigo e com Martin McFly, resgatando aquelas coisas que parecem ter saído ontem…

Na estréia, vamos nos reencontrar com um pequeno grupo de roedores, espécies vindas do Ártico que, vez ou outra, aparecem ao norte do Canadá. Durante a década de 90, estes bichinhos também desembarcavam em monitores VGA. Estamos falando dos Lemmings, jogo de computador que fez muito sucesso e lembrado até hoje como um dos melhores jogos de estratégia de todos os tempos.

A idéia é simples: os Lemmings, assim como seus parentes roedores marmóticos, são muito estúpidos. Mesmo com habilidades invejáveis, os cururus só sabem andar para frente, e nada mais. Qualquer passo em falso e eles morrem! A sua missão é evitar que isso aconteça, guiando-os para a saída. Para isso, você pode fazer com que eles cavem, escalem paredes, parem o trânsito, pulem de um desfiladeiro com uma sombrinha ou até mesmo explodam!

Só para se ter uma idéia, a primeira versão dos Lemmings, de 1991, traz mais de uma centena de fases, proporcionando horas de diversão – mesmo para aqueles que preferem jogos mais realísticos! Neste site é possível encontrar informações preciosas sobre a história deste clássico. Uma delas diz respeito a empresa que criou o game, a Psygnosis, que foi comprada e absorvida pela Sony. Os japoneses ignoraram as criaturinhas.

O último game da griffe saiu em 1998: Lemmings Revolution, lançado pela Take 2, não deu o retorno desejado pela empresa e, por esse motivo, certamente não terá continuação. Mas se você também ficou com saudades dos Lemmings, não se desespere: este site funciona como uma verdadeira “reserva de preservação” dos Lemmings. Ali é possível baixar todos os jogos da “velha guarda”. Sugestão e tanto para quem não tinha o que fazer no final de semana!

O assunto “joguinhos antigos” vai longe! E antes que eu volte a ligar o DeLorean para falar mais do mesmo, visitem www.pcnostalgia.com e divirtam-se!

Vamos tucanar!

Por Marmota | 30/11/2002, 17h09

Tudo começou com José Simão, colunista da Folha de S. Paulo. Ele foi o criador do verbo “tucanar”, expressão que vem tomando corpo nas rodas de bate-papo. Até em Brasília, onde o líder do PFL disse que o PT “tucanou”. A brincadeira está se disseminando entre os colegas: quem nunca ouviu um “ele tucanou a pergunta!” ou ainda “para de tucanar e desembucha, bacana!”, entre outras expressões.

Todo mundo pode brincar de tucanar! O próprio José Simão tucanou a definição do negócio: “formular declarações fazendo com que o sentido das mesmas se tornem inócuas, utilizando recursos dialéticos que vão do barroco mineiro ao rococó francês”. Traduzindo: evitar ser direto e objetivo dizendo a mesma coisa usando muitas palavras. Ops, tucanei aqui também. Resumindo: encher linguiça.

Um compêndio de exemplos pode ser encontrado neste blog, que reuniu pérolas do dicionário tucanês do José Simão, tais como “Energético glicosado natural” (caldo de cana) ou “aparelho estimulante intravaginal” (vibrador). Mas você mesmo pode brincar de tucanar, “escrevendo” frases inteiras e ainda assim ficar sem escrever absolutamente nada! Veja o exemplo abaixo:

“Gostaria de enfatizar que o novo modelo estrutural aqui preconizado prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes dos modos de operação convencionais. Não obstante, a estrutura atual da organização estende o alcance e a importância do processo de comunicação como um todo. Desta maneira, a revolução dos costumes afeta positivamente a correta previsão dos índices pretendidos.”

Não pensem que levei horas elaborando a sensacional parábola acima. Que nada! Usei apenas esta maquininha de tucanar, batizada pelo seu criador – o Padre Levedo – de “gerador de lero lero”, outra boa definição para este fenômeno.

Se você já conhecia o incrível sistema, você pode usá-lo perfeitamente para tucanar seu bate-papo! Este é um dos exemplos mais conhecidos da grande rede:

“A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente ao paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas”.

Traduzindo: Rapadura é doce, mas não é mole!

Veja ainda como é fácil “tucanar” uma expressão conhecida:

“Quero aproveitar o ensejo para lhe fazer uma solicitação: recentemente, através de referências metafísicas adquiridas em um local especializado, decidi que passaria a utilizar uma nova alcunha. Assim, peço encarecidamente que você passe a utilizá-la, com o intuito de estreitarmos a nossa cordial relação interpessoal”.

Traduzindo: Dadinho é o caralho, meu nome agora é Zé Pequeno, porra!

Marmoturbo batizado?

Por Marmota | 29/11/2002, 17h39

Antes de vir para a Paulista 900 nesta sexta-feira, encostei o Marmoturbo no postinho da praça, aquele que aceita até vale refeição, mas com desconto. Normalmente, após mandar colocar os tradicionais “déis conto”, o simpático frentista pergunta, despretenciosamente:

- Vai um aditivo aí, dotô?

Sempre agradeci gentilmente o pedido, mas nunca aceitei. Hoje, novamente, o mesmo ritual – a diferença é que, ao invés dos “déis conto”, levei uns dez passes de ônibus quase vencidos. E o chapinha veio com a mesma pergunta. Resolvi, então, puxar conversa.

- Vem cá, sempre que eu abasteço aqui você oferece o aditivo. É só publicidade mesmo ou você não garante a sua gasolina?

- Não, dotô! Quéqueéisso! É que eu acho importante, você sabe, pro motor e tal…

- Sei… Mas você acredita que eu vou ter problemas com o carro se eu não puser o seu aditivo?

- Olha, não sei, dotô. Mas que é bom botar, ah, isso é.

Apenas para acrescentar algumas informações adicionais: o litro da gasolina no postinho é R$ 1,79 – bem baratinho. E claro, o posto não tem “bandeira”, isto é, não pertence a nenhuma distribuidora conhecida.

Deixo aqui duas perguntas:
- Além dos barulhos normais do possante (a cada esquina uma poça), preciso me preocupar ainda com o motor do carro e, por tanto, devo mudar os meus hábitos e trocar de posto? O que me diz, Adilson?

- Logo mais estarei na Cardeal Arcoverde, acompanhando o mega evento promovido pelo Alexandre Inagaki (veja o convite ao lado) e seus blue caps. Vocês acham que eu devo contar essa historinha para as pessoas que oferecerei carona na volta? Aliás, o que me diz, Adilson? Vamo ae?

Notícia triste

Por Marmota | 29/11/2002, 13h31

Luto na família colorada, que perdeu nesta madrugada um de seus membros mais valorosos.

Mahicon Librelato, destaque do Internacional neste Campeonato Brasileiro, tinha apenas 21 anos.

Enfim, não há muito o que dizer. O melhor a fazer é parar alguns minutos e pensar na vida.

Mundo estúúúpido!

Por Marmota | 28/11/2002, 18h37

Fugindo da mesmice, o Plantão Marmota traz até você duas notícias que você certamente ainda não viu nas manchetes dos principais portais desta quarta-feira! Começando com a 76ª parada anual do dia de Ação de Graças, promovida pela loja de departamentos Macy´s, em Nova York (Veja mais aqui, em inglês, about “the 76th annual Macy’s Thanksgiving Day Parade”). Presenças de 13 grandes bonecos infláveis, representando célebres personagens infantis: o dinossauro Barney (que teve passagens pela TV Bandeirantes há uns cinco anos), o pássaro magrela da Vila Sésamo, o sapo Caco, dos Muppets, e ele, grande ícone de uma geração, meu personagem preferido de todos os tempos: Charlie “E Eu Uma Pedra” Brown!

Enquanto isso, no outro lado do mundo, um dos maiores shoppings centers de Hong Kong promoveu uma celebração especial, inaugurando a iluminação de Natal. De acordo com este artigo do International Herald Tribune, a colônia chinesa vive o mais forte período de deflação econômica desde a Segunda Guerra Mundial, provocando fortes quedas nos preços e desemprego. A idéia deste e de outros shoppings é reverter o quadro. Para isso, colocou, no lado de fora, legítimas mulatas brasileiras!

“Brasileiro, bicha e coca-cola você encontra em todos os cantos do mundo”, diz Narazaki, que colaborou com as duas informações. Já diria o Cebolinha: “Pola, Nalazaki, faça um blog, calalio!”

Informou o Plantão Marmota, com fotos da Agência Reuters. Amanhã tem mais!

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