Marmota, mais dos mesmos

Desde 2002, muito obrigado por nada.

Arquivos: outubro/2002

Essa não! Pastor expulsa noiva montada!!!

Por Marmota | 31/10/2002, 20h38

Esta saiu na Globo.com: há dois anos, um pastor evangélico simplesmente se recusou a realizar um casamento. Tudo porque a noiva Simara dos Santos Azevedo estava, segundo o celebrante, “excessivamente maquiada e decotada”. Nesta quinta, a justiça decidiu que o pastor terá que pagar uma multa para o casal – decisão inédita na justiça do país.

Bem que andam dizendo que o “casamento é uma instituição falida”… Se a moda pega, vai falir mesmo (piada fraca detected).

Manifesto contra os 3kb

Por Marmota | 31/10/2002, 19h51

Não é a primeira vez que eu falo neste assunto por aqui. Certamente já aconteceu com você algo extremamente desagradável: seu post não cabe no blog por ter mais de 3kb de tamanho. Percebi o fenômeno pela primeira vez, nos primórdios de MMM, quando inventei o horóscopo do desempregado. Frustrado por não conseguir colocar tudo no mesmo post, tive que dividir em dois, coisa que acho bastante desagradável.

Para piorar, agora a janela do post não avisa mais quando o texto excedeu o limite, cortando impiedosamente o que ultrapassar os 3kb” Foi assim na estréia do Fique por Dentro – só descobri que faltava um pedaço do último parágrafo no dia seguinte – e ontem, com o texto do Drummond – felizmente percebi a lambança a tempo e dividi o negócio em dois.

Por um lado, o limite de 3kb é interessante: aumenta nossa capacidade de síntese e edição, aquela arte milenar de “cortar as palavras em excesso”. Além disso, existem leis vindas não sei de onde afirmando que “devemos sempre escrever textos curtos na web”, pois ninguém lê tratados extensos. Contribui para isso o desconforto ao ler diante de um monitor, ou mesmo enquanto se trabalha com o estressante computador.

Agora, por outro lado, se o assunto é interessante e escrito com coerência, seja sincero: é algo impossível ler tudo de ponta a ponta? De jeito nenhum! Quando o tema merece mais parágrafos, por que não escrever mais de 3kb? Afinal de contas, a Internet fornece esta mobilidade – ao contrário de uma folha de papel, não teríamos que nos preocupar com o espaço ou com o número de linhas.

Assim, faço aqui o meu protesto contra essa limitação que tanto nos prejudica. Segundo os administradores do sistema, isso é um bug passível de correção. Até agora, a única “correção” tratou de tirar a única referência que tínhamos sobre o tamanho do texto, isto é, não dá para saber onde terminar um texto, nem se podemos ir além. Se o problema for simples, por que não arrumar? Mas e se a questão for não liberar para evitar abusos, por que não fixar um limite maior, como 10kb por post?

Afinal de contas, não é justo perdermos minutos elaborando um post para que, num passe de mágica, ele se perc

Olha o movimento pró-fansign de volta!

Por Marmota | 31/10/2002, 19h46

Depois do Eduardo Nookie Carvalho enviar o seu fansign para o globlog MMM, a nossa equipe unitária de redatores tem a honra de divulgar aos seus visitantes duas novas manifestações de leitores. A primeira é o banner acima, enviado pela gloriosa Alessandra Clemente Pereira Jones, dona do Mundo da Cherie. Ficou bem bacana, apesar de não conhecer as duas figuras que aparecem nas extremidades do banner. “Não se preocupe com eles, eu também não conheço!”, respondeu Cherie Jones. Então tá! Agradeço imensamente!

Recebi ainda o fansign de um dos mais assíduos visitantes do MMM: direto da Boa Viagem, Evilasio Tenorio, do Tecendo Idéias, envia o fansign acima, lembrando que as marmotas costumam viver bem longe das praias! Também agradeço de coração e, cumprindo a promessa, aqui vai o segundo fansign produzido nos estúdios da Marmocorp (o primeiro, apenas para lembrar, foi para o meu guru Inagaki). Nada mais justo a um dos points que já virou tradição e referência entre os blogueiros!

O que? Não sabe o que é fansign? Então vê lá o que eu já escrevi sobre o tema!

O milagre alviverde tem nome

Por Marmota | 31/10/2002, 01h36

O volante-zagueiro Galeano é um marco na história do Palmeiras. Vindo das categorias de base, foram 466 jogos e quase treze anos de altos e baixos no time do Parque Antarctica. Em agosto, ganhou passe livre do clube, em consideração aos serviços prestados. Mal sabia a diretoria do Palmeiras que os tais “serviços prestados” ainda não haviam terminado…

30 de outubro de 2002. Galeano, um dos destaques do Botafogo no Brasileirão, enfrenta seu ex-clube pela primeira vez. O time paulista, num esforço para se livrar do rebaixamento, faz 2 a 0 nos primeiros cinco minutos de partida. Apesar do começo fulminante, os cariocas diminuiram ainda no primeiro tempo.

A “estrela solitária” também não vem bem na tabela, e um resultado adverso complicaria ainda mais sua vida. Um minuto após o intervalo, a grande chance do clube carioca. O goleiro Sérgio derruba Bruno dentro da área. Pênalti que daria o empate ao Botafogo, esquentando ainda mais o clássico dos desesperados.

E quem é o batedor oficial do Bota? Galeano, oras, por pura ironia do destino. O ex-palmeirense já havia declarado que não comemoraria um gol contra seu antigo clube. Pois ele fez mais o que isso: bateu a cobrança para fora.

“Uh, Galeano! Uh, Galeano!” A torcida comemorava o anti-gol do herói palmeirense da noite. No final, o placar se manteve inalterado, resultado que, combinado com os outros jogos da rodada, milagrosamente livrou o Verdão das últimas posições e, ao mesmo tempo, deixou um problema para o Botafogo e outro para Galeano, que certamente vai ter problemas para explicar o ocorrido para a torcida…

Aproveite a viagem para ver como foi o jogo, além de conferir o panorama completo do Campeonato Brasileiro, destaque para a vitória do Corinthians no Rio, o empate do Santos na Bahia e, como todo castigo pra pobre é pouco, a derrota do Inter em BH – que já precisa pensar em escapar do rebaixamento…

Quantos alfabetos existem no Japão?

Por Marmota | 29/10/2002, 20h18

Mais uma seção inédita oferecida para você, assíduo leitor do globlog MMM. Inspirado no programete exibido pela Rede Globo no início da década de 90, o Fique por Dentro vai destrinchar assuntos aleatoriamente, sempre com o intuito de esclarecer ao máximo assuntos curiosos que figuram em outros blogs. Sempre com a ajuda do nosso oráculo Google. E melhor: sem a voz do Sergio Chapelin!

E vamos a nossa estréia, falando sobre alfabetos japoneses. Você já deve ter visto por aí o sensacional sistema desenvolvido pelo Cassio Sudo. Através do site, você pode conferir como fica o seu nome no alfabeto katakana – ao lado, você pode ler “Marumota”, por exemplo.

Mas você sabe o que é katakana? E você sabia que, no Japão, outros alfabetos também são comuns?

O Katakana é um alfabeto composto por 71 “letras”, criadas por monges japoneses. No Japão, esse sistema é usado, na maioria das vezes, para representar palavras de origem estrangeira, nomes de pessoas e países, termos científicos, entre outras palavras que não podem ser grafadas usando um kanji.

O kanji, aliás, é outro alfabeto bastante comum, notadamente em seu país de origem, a China. São os famosos ideogramas, aqueles símbolos complicados repletos de tracinhos. Os primeiros kanjis datam de mais de cinco mil anos antes de Cristo: os desenhos, cada qual representando um conceito diferente, sofreu alterações durante esses milhares de anos e hoje existem mais de cinqüenta mil kanjis. Sua presença no Japão se deu através do intercâmbio com a China, numa época que não havia escrita no Japão. Atualmente, um japonês adulto sabe em média cerca de dois mil kanjis. No Japão, os kanjis são utilizados mais para escreverem-se substantivos, pronomes e radicais de verbos, de advérbios e de adjetivos.

Até hoje, na China, se usa apenas o kanji. Mas no Japão não. Temos ainda o katakana, como já dissemos, o alfabeto romano (o mesmo que nós e boa parte do mundo usamos), e ainda o hiragana. Sua origem é bastante interessante: no Japão antigo, as mulheres eram proibidas de ir a escola, por isso dificilmente aprendiam os kanjis. Elas acabaram criando letrinhas simples que, de alguma forma, lembravam os kanjis. Essas letras foram aperfeiçoadas, tornaram-se um padrão e hoje o hiragana, composto por 71 sílabas, baseia toda a fonética da língua japonesa, usado principalmente ao lado dos kanjis. Textos infantis, para crianças que ainda não aprenderam muitos kanjis, são compostos quase exclusivamente deles. Outros textos também utilizam o hiragana em forma de kana (letras colocadas próximas dos kanjis mais difíceis).

NÃO SEJA IMBECIL E LEIA ANTES DE FAZER SEU PEDIDO – IMPORTANTE

Este post é, disparado, o campeão de buscas do Google – ganha de qualquer mulher pelada. Todos que aqui chegam desejam escrever nomes comuns em japonês. Infelizmente não tenho esse dom – o nome acima foi feito graças ao sistema do Cassio Sudo – por motivos que desconheço, o link saiu do ar.

Se você chegou até aqui pelo buscador, peço desculpas por ter decepcionado sua procura… Mas a verdade é que não tenho mesmo como enviar qualquer nome em japonês.

Entendeu? Então não repita o mico dos cururus abaixo e simplesmente ignore essa página.

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