Mais uma seção inédita oferecida para você, assíduo leitor do globlog MMM. Inspirado no programete exibido pela Rede Globo no início da década de 90, o Fique por Dentro vai destrinchar assuntos aleatoriamente, sempre com o intuito de esclarecer ao máximo assuntos curiosos que figuram em outros blogs. Sempre com a ajuda do nosso oráculo Google. E melhor: sem a voz do Sergio Chapelin!
E vamos a nossa estréia, falando sobre alfabetos japoneses. Você já deve ter visto por aí o sensacional sistema desenvolvido pelo Cassio Sudo. Através do site, você pode conferir como fica o seu nome no alfabeto katakana – ao lado, você pode ler “Marumota”, por exemplo.
Mas você sabe o que é katakana? E você sabia que, no Japão, outros alfabetos também são comuns?
O Katakana é um alfabeto composto por 71 “letras”, criadas por monges japoneses. No Japão, esse sistema é usado, na maioria das vezes, para representar palavras de origem estrangeira, nomes de pessoas e países, termos científicos, entre outras palavras que não podem ser grafadas usando um kanji.
O kanji, aliás, é outro alfabeto bastante comum, notadamente em seu país de origem, a China. São os famosos ideogramas, aqueles símbolos complicados repletos de tracinhos. Os primeiros kanjis datam de mais de cinco mil anos antes de Cristo: os desenhos, cada qual representando um conceito diferente, sofreu alterações durante esses milhares de anos e hoje existem mais de cinqüenta mil kanjis. Sua presença no Japão se deu através do intercâmbio com a China, numa época que não havia escrita no Japão. Atualmente, um japonês adulto sabe em média cerca de dois mil kanjis. No Japão, os kanjis são utilizados mais para escreverem-se substantivos, pronomes e radicais de verbos, de advérbios e de adjetivos.
Até hoje, na China, se usa apenas o kanji. Mas no Japão não. Temos ainda o katakana, como já dissemos, o alfabeto romano (o mesmo que nós e boa parte do mundo usamos), e ainda o hiragana. Sua origem é bastante interessante: no Japão antigo, as mulheres eram proibidas de ir a escola, por isso dificilmente aprendiam os kanjis. Elas acabaram criando letrinhas simples que, de alguma forma, lembravam os kanjis. Essas letras foram aperfeiçoadas, tornaram-se um padrão e hoje o hiragana, composto por 71 sílabas, baseia toda a fonética da língua japonesa, usado principalmente ao lado dos kanjis. Textos infantis, para crianças que ainda não aprenderam muitos kanjis, são compostos quase exclusivamente deles. Outros textos também utilizam o hiragana em forma de kana (letras colocadas próximas dos kanjis mais difíceis).
NÃO SEJA IMBECIL E LEIA ANTES DE FAZER SEU PEDIDO – IMPORTANTE
Este post é, disparado, o campeão de buscas do Google – ganha de qualquer mulher pelada. Todos que aqui chegam desejam escrever nomes comuns em japonês. Infelizmente não tenho esse dom – o nome acima foi feito graças ao sistema do Cassio Sudo – por motivos que desconheço, o link saiu do ar.
Se você chegou até aqui pelo buscador, peço desculpas por ter decepcionado sua procura… Mas a verdade é que não tenho mesmo como enviar qualquer nome em japonês.
Entendeu? Então não repita o mico dos cururus abaixo e simplesmente ignore essa página.