A série especial Marmota no Rio acabou, mas os problemas envolvendo a Cidade Maravilhosa parecem estar apenas começando. Manchete da Folha Online: fechamento do comércio no Rio, ordem atribuída ao crime organizado, mobiliza toda a polícia do Rio de Janeiro.
Mais detalhes com a minha “correspondente” Márcia, que acompanhou boa parte da cidade inteira voltando para casa mais cedo. “Um absurdo. A gente tem que deixar o que está fazendo simplesmente porque alguém resolve provocar uma anarquia na cidade”. Outro que também fez seus comentários foi o Eduardo, do Faz Sentido: “imagina se eles resolvem descer o morro mesmo? Tenha medo, muito medo…”.
Apesar da hipótese de que a coisa tenha sido armada por Beira-Mar e sua trupe, nada foi confirmado. Mais: a idéia teria sido descartada pelo governo do Rio, que prefere acreditar em uma conotação política. “Todo mundo com quem falei não achou nada demais em nenhum dos caminhos que fez. Eu, por exemplo, voltei para casa pela zona sul e está tudo normal”, descreveu Márcia. “Estou começando a pensar foi sacanagem… Espalharam boatos: matarm um pessoal aqui, outro ali… Coisa normal para os atuais parâmetros”, concluiu.
Boataria ou não, outro toque de recolher, este sim verdadeiro, mobilizou outro ponto do Rio, desta vez no Jornal do Brasil: entre sexta-feira e hoje, 14 profissionais da redação foram dispensados, segundo informa a Blue Bus. Eh, Brasil! Enfim, ainda bem que, em São Paulo, um dos nossos maiores problemas parece estar se resolvendo… Fora Maluf!
Há uma semana, um fenômeno incomum tomou conta da Internet. Muitos blogs – inclusive este aqui – conseguiu um número absurdo no número de acessos. Tudo por causa de umas fotinhas tiradas numa festinha (aqui eu me reservo no direito de não repetir as palavras, pra não me acusarem de usar isso ao meu favor).
Coincidência ou não, isso aconteceu justamente na segunda-feira após a publicação de duas matérias sobre o tema, uma na Istoé e outra na Época. Uma conclusão bem tosca pode ser tirada de bate-e-pronto: isso pode justificar o aumento do número de caçadores de imagens.
Mas vamos voltar ao fenômeno do dia 23 de setembro, data que poderia ser comemorada por muitos de nós, blogueiros: “oba, multiplicamos os nossos acessos!”. Mas não encontrei nada de oba. Mesmo quem brincou com o tema, como fez o Adilson Final do Fuzo, “custou a acreditar que o recorde de visitas que obtive hoje é oriundo de tarados desavisados”.
Quem também não teve motivos para comemorar foi a Flavia Durante, uma das minhas inspiradoras. Ela registrou nada menos que 3.451 acessos na última segunda-feira. “Mas o tanto de gente sem noção que atraiu não compensa”, comentário que eu assino embaixo. E ela conclui: “o que me deixa mais chateada é o tempo que o povo desperdiçou com essa besteira”.
Enfim, deixei para o final as palavras do meu guru Inagaki, que em apenas uma palavra definiu o que foi este 23 de setembro: “não deixa de ser divertido, eu sei, mas… pfuf”. Ele ainda escreve o que eu e tantos outros adoraríamos ter escrito. Sem esquecer de citar o ótimo blog desabafo, cuja autora, por sinal, já encerrou o assunto.
Coisa que estou fazendo agora, para tristeza dos visitantes que ainda procuram por esse tema por aqui. A todos eles, sugiro que façam o mesmo.
Durante três dias, acompanhei in loco o confronto Brasil x Canadá da Copa Davis. O trajeto Botafogo-Barra-Botafogo foi praticamente o único neste período. Tanto que os únicos “pontos turísticos” que conheci foram o Barra Shopping (programa de paulista), o Gameworks no New York City Center (programa de gringo) e o Hard Rock Café. Tudo na Barra mesmo.
Pois bem, segunda-feira, tradicional dia de labuta, resolvi bancar o turista. Para isso, contei com a ajuda de duas belas amigas – a Rachel, uma carioca autêntica, e a Márcia, paulista de Franca, mas que aos poucos está se “cariocando”. Duas aplicadas alunas de enfermagem na UNIRIO – a propósito, este foi um dos locais que visitamos, pouco antes do almoço.
Mas vamos ao princípio. Apesar do retorno do “nimbus Narazaki” à São Paulo – com escala na Vila Mimosa, onde você paga e come na hora, o tempo permanecia horrível. Muitas nuvens e uma temperatura que mais parecia com as que encontro no sul do país. Mandei tudo isso pra cucuia e vesti camiseta e bermuda. “Nossa, assim você está um autêntico carioca”, observou Márcia, devidamente agasalhada em função do “frio” de 16 graus.
Fizemos uma escala nas Laranjeiras, onde mora um amigo “colorido” da Rachel, antes da primeira parada: lagoa Rodrigo de Freitas. O visual é deslumbrante, apesar da poluição… Apenas duas aves corajosas e desavisadas nadavam e mergulhavam por ali, enquanto falávamos do mau tempo e outras amenidades. Ficamos ali por pouco tempo, ainda passamos pela orla – Leblon, Copacabana, Ipanema, leme… Voltamos para as Laranjeiras – a Rachel precisou deixar o amigo em casa. Dali em diante, exclusividade total para o Marmota! Que beleeeza!
O nosso almoço foi tipicamente paulista: num shopping, próximo à UNIRIO, em uma dessas redes de fast-food que você encontra em qualquer canto. Foram algumas horas batendo papo sobre a vida, as pessoas ao nosso redor e as que poderiam estar. Ah, se elas me dessem bola! Fui interrompido pelo Adilson, na hora que combinamos o nosso encontro em Congonhas, aquele que não teve…
Nosso city tour seguiu adiante. Como não havia a menor condição de avistar o Corcovado em função da névoa, decidimos pelo Pão de Açúcar. Bom, na verdade, o máximo que conseguimos foi chegar ao morro da Urca, primeira escala do bondinho. Poderíamos perfeitamente ir até o topo da outra pedra: quem sabe não encontraríamos São Pedro ou o Anjinho, da Turma da Mônica?
Enfim. Nem a forte neblina impediu alguns turistas de bancar mais 12 reais e arriscar o segundo estágio. Também não impediu muito a nossa vista da maravilhosa cidade. Nada melhor que ficar sentado, observando os aviões chegando e saindo do Santos Dumont, pensando em nada…
Nosso passeio pelo Rio terminou com uma volta pelo centro, de carro, na hora do rush. Avenida Presidente Vargas, Sambódromo, São Cristóvão, Maracanã, Avenida Rio Branco… E um telefonema, de Bangu: Rachel teria que sair correndo para uma cirurgia – e quem pensa que vida de jornalista é a pior por ter que trabalhar aos finais de semana? Meu dia inesquecível no Rio de Janeiro terminou exatamente onde começou, no Santos Dumont. Com aquela sensação de que viajar é uma das melhores coisas que existe!
Olha só isso aih!
- A Márcia é uma das melhores exceções a regra na qual “toda pessoa do sexo oposto que você encontra na Internet é uma grande encrenca”. Ela merece sim outros adjetivos bem melhores!
- Não poderia terminar esta série de historinhas sobre o Rio sem falar no Albergue da Juventude, onde fiquei hospedado. Conforto e café da manhã à R$ 25 por dia. O lugar é uma verdadeira torre de babel: tinha argentino, alemão, norte-americano… E duas suecas que fizeram com que eu me arrependesse muito de não ter ido às aulas de inglês.
- Em tempo, prometi o último episódio da série ontem. Mas sabem como é, ontem foi sexta-feira…
- “Você precisa voltar ao Rio quando tiver sol!”. “Você precisa assistir a um jogo no Maracanã!”. “Você precisa vir com mais tempo pra passearmos mais!”. Pronto. Já anotei tudo. Prometo que, um dia, vou cumprir!
E eu pensava que tinha sido inconveniente o bastante quando contei o final de “O Sexto Sentido” na redação. E foi uma cena digna de um filme pastelão.
- Pois é, minha gente. Assisti ao único filme onde o Bruce Willis morre no final.
- Marmota, não seja burro! Você está contando o final do filme!
- Putz, tem razão! Contei errado! Na verdade, ele morre no começo. Mas ele só descobre isso no final!
Confesso que fiz de propósito, e por isso, mereci todo tipo de ofensa por causa dessa história, lembrada por todos até hoje. Mas com certeza não ouvi nem a metade do que o criador deste blog: Meninos, eu vi, em alusão ao bordão usado por Juca Pirama, interpretado por Luiz Gustavo, em O Salvador da Pátria (popularmente conhecido por Sassá Mutema), em 1989.
Mas isso não vem ao caso. O fato é que o sujeito propõe contar o final de todos os filmes, novelas, seriados e afins. Inclusive o do Sexto Sentido, que está lá junto com o final de Sinais. É uma proposta polêmica. Mas uma ótima idéia, sem sombra de dúvidas!