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Em defesa de Israel

Por Luninha | 11/01/2009, 11h31

POR PILAR RAHOLA

“Por que não vemos manifestações em Paris, ou em Londres, ou em Barcelona contra as ditaduras islâmicas? Por que não as fazem contra a ditadura birmanesa? Por que não há manifestações contra a escravidão de milhões de mulheres que vivem sem nenhum amparo legal? Por que não se manifestam contra o uso de “crianças bomba”,  nos conflitos onde o Islã está envolvido? Por que nunca lideraram a luta a favor das vítimas da terrível ditadura islâmica do Sudão? Por que nunca se comoveram pelas vítimas de atos terroristas em Israel? Por que não consideram a luta contra o fanatismo islâmico, uma de suas principais causas? Por que não defendem o direito de Israel de se defender e de existir? Por que confundem a defesa da causa palestina, com a justificação do terrorismo palestino?

E a pergunta do “milhão”, por que a esquerda européia, e globalmente toda a esquerda, estão obcecadas somente em lutar contra as democracias mais sólidas do planeta, Estados Unidos e Israel, e não contra as piores ditaduras? As duas democracias mais sólidas, e as que sofreram os mais sangrentos atentados do terrorismo mundial. E a esquerda não está preocupada por isso.

E finalmente, o conceito de compromisso com a liberdade. Ouço essa expressão em todos os foros pró-palestinos europeus. “Somos a favor da liberdade dos povos”, dizem com ardor. Não é verdade. Nunca se preocuparam com a liberdade dos cidadãos da Síria, do Irã, do Yemen, do Sudão, etc. E nunca se preocuparam com a liberdade destruída dos palestinos que vivem sob o extremismo islâmico do Hamás. Somente se preocupam em usar o conceito de liberdade palestina, como míssil contra a liberdade israelense.

Uma terrível consequência decrre destas duas patologias ideológicas: a Manipulação jornalística.

Finalmente, não é menor o dano que causa a maioria da imprensa internacional. Sobre o conflito árabeisraelense NÃO SE INFORMA, SE FAZ PROPAGANDA. A maioria da imprensa, quando informa sobre Israel, viola todos os princípios do código de ética do jornalismo. E assim, qualquer ato de defesa de Israel se converte em um massacre e qualquer enfrentamento, em um genocídio.  Foram ditas tantas barbaridades,  que já não se pode acusar Israel de nada pior. Em paralelo, essa mesma imprensa nunca fala da ingerência do Irã ou da Síria a favor da violência contra Israel; da inculcação do fanatismo nas crianças; da corrupção generalizada na Palestina. E quando fala de vítimas, eleva à categoria de tragédia qualquer vítima palestina, e camufla, esconde ou deprecia as vítimas judias.

Termino com uma nota sobre a esquerda espanhola. Muitos são os exemplos que ilustram o anti-israelismo e o antiamericanismo que definem o DNA da esquerda global espanhola. Por exemplo, um partido de esquerda acaba de expulsar um militante, porque criou uma página  de defesa de Israel na internet. Cito frases da expulsão:`Nossos amigos são os povos  do Irã, Líbia e Venezuela, oprimidos pelo imperialismo. E não um estado nazista como o de Israel.` Por outro exemplo, a prefeita socialista de Ciempuzuelos mudou o dia da Shoá pelo dia da Nakba palestina, depreciando, assim, a mais de 6 milhões de judeus europeus assassinados. Ou em minha cidade, Barcelona, o grupo socialista decidiu celebrar, durante o 60º. aniversário do Estado de Israel, uma semana de `solidariedade com o povo palestino`. Para ilustrar, convidou Leila Khaled, famosa terrorista dos anos 70, atual líder da Frente de Libertação Palestina, que é uma organização considerada terrorista pela União Européia, que defende o uso das bombas contra Israel. E etc.

Este pensamento global, que faz parte do politicamente correto, impregna também o discurso do presidente Zapatero. Sua política exterior recai nos tópicos da esquerda lunática e, a respeito do Oriente Médio, sua atitude é inequivocamente pró-árabe. Estou em condições de assegurar que, em particular, Zapatero considera Israel culpado do conflito, e a política do ministro Moratinos vai nesta direção. O fato de que o presidente colocou uma Kefia palestina, em plena guerra do Líbano, não é um acaso. É um símbolo. A Espanha sofreu o atentado islâmico mais grave da Europa, e `Al Andalus` está na mira de todo o terrorismo islâmico. Como escrevi faz tempo, “nos mataram com celulares via satélite, conectados com a Idade Média”. E, sem  dúvida, a esquerda espanhola está entre as mais anti-israelenses do planeta. E diz ser anti-israelense por solidariedade! Esta é a loucura que quero denunciar com esta conferência.

CONCLUSÃO

Não sou judia, estou vinculada ideologicamente à esquerda e sou jornalista. Por que não sou anti-israelense como a maioria de meus colegas? Porque como não judia, tenho a responsabilidade histórica de lutar contra o ódio aos judeus, e na atualidade, contra o ódio a sua pátria, Israel. A luta contra o anti-semitismo não é coisa dos judeus, é obrigação dos não judeus. Como jornalista, sou obrigada a buscar a verdade, para além dos preconceitos, das mentiras e das manipulações. E sobre Israel não se diz a verdade. E como pessoa de esquerda, que ama o progresso, sou obrigada a defender a liberdade, a cultura, a convivência, a educação cívica das crianças, todos os princípios que as Tábuas da Lei converteram em princípios universais.

Princípios que o islamismo fundamentalista destrói sistematicamente. Quer dizer, como não judia, jornalista de esquerda tenho um tríplice compromisso moral com Israel.

Porque, se Israel for derrotado, serão derrotadas a modernidade, a cultura e a liberdade. A luta de Israel, ainda que o mundo não queira saber, é a luta do mundo.”

Pilar Rahola é jornalista e ex-membro do Parlamento Europeu

Yom Kipur

Por Luninha | 13/10/2008, 00h31

Esse ano, pela primeira vez, resolvi fazer o jejum do feriado judaico mais importante – o dia do perdão. É um dia para refletir sobre o ano que passou, o que fizemos de errado e o que devemos melhorar. As pessoas mais religiosas passam o dia na sinagoga, outras rezam em casa. O propósito do jejum é limpar o corpo, se livrar de pensamentos como comida para poder se concentrar no que é importante de fato.

No meu caso, e em muitos casos, funciona ao contrário. Acaba que a gente passa o dia pensando em comida por causa da fome. Eu fiz pois queria ver como era e não gostei. Me senti muito mal, com muita dor. Chegou um momento que já havia pensado e não tinha mais o que fazer, estava entediada e com fome. Acho super válido para quem consegue e principalmente para quem acredita. Mas me pergunto, adianta fazer jejum e ir trabalhar, ir à faculdade? Concordo com a teoria de que se pode refletir sem o jejum. Afinal, de que adianta ficar sem comer se a sua cabeça está ocupada com provas ou trabalhos? Eu acho melhor não fazer.

Pela primeira vez fiquei em casa, abri mão de faculdade e outros compromissos. Isso sim eu gostei. Não vejo problema em comer, realmente, é possível pensar no ano que passou, onde erramos, onde podemos melhorar sem abrir mão de algo indispensável à vida: comer. Quero deixar bem claro: Não sou contra o jejum. Pelo contrário, admiro que o faz com seriedade. Mas acho que fazer por fazer é uma maneira de enganar a si próprio. A impressão que eu tenho é que as pessoas levam mais a sério, tomam como mais importante, fazer o jejum do que realmente refletir.

Gostei bastante desse Kipur. Me aproximei da religião, consegui acompanhar melhor as rezas (lendo em hebraico!), experimentei uma sinagoga nova e fui quebrar o jejum com a família. Foi uma experiência válida, afinal, cresci ouvindo a minha mãe dizer para deixar o leiker (bolo de mel) que distribuíam na Hebraica ao final da cerimônia para quem estava de jejum. Mas não sei se pretendo repetir ano que vem.

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