Can’t find a better man*
Por Luninha | 08/11/2011, 12h55
Só agora parei para ouvir as versões do show do Pearl Jam de domingo. Arrepiante. E quem diria que eu iria curtir tanto…
Dei o aval para o Rafael comprar o ingresso sem grandes expectativas. No de 2005 acabei não indo. Resolvi ir por gostar das poucas músicas que conhecia e adorar ir a shows.
A grande vantagem de comprar com tanta antecedência é ter tempo de se preparar. Pedi uma lista das músicas mais conhecidas, baixei todas e passei a ouvir sempre que possível. Mas o que mais me deixou animada foi assistir o “Pearl Jam Twenty”. Não tinha ideia da história da banda, dos ideais, nada. Saí do filme, que por acaso foi visto no dia do show do Eric Clapton, muito animada para o dia 6 de novembro. No fim da sessão, dois pensamentos: que pena que não conheci tudo isso antes e queria ser amiga do Eddie Vedder. Finalmente entendi o que o Rafael fala tanto. O cara é demais
Nessa pesquisa de músicas, descobri Just Breathe. Achei que nunca ouviria ao vivo, por não ser das mais famosas. E fiquei muito surpresa ao saber que eles estavam tocando em quase todos os shows. Era a única que eu fazia questão de ouvir. Sabia que eles não tocariam todas as famosas, que alternavam, que mudavam sempre o setlist. Só queria ouvir essa.
No primeiro acorde de Just Breathe, as lágrimas foram instantâneas. Me senti como aquela criança que ganhou a viagem pra Disney de aniversário. Senti o meu rosto se transformando em cara de choro. Não precisava de mais nada. E quem diria que a maior surpresa ainda estava por vir.
Começou o último bis e Eddie Vedder avisou que iriam tocar uma música em público pela primeira vez. Já achei o máximo. Quando ele anunciou que tocaria uma música de Roger Waters, não acreditei. Havia comentado no dia anterior que eles já tinham tocado cover do Pink Floyd e que seria demais se ele repetisse. No primeiro acorde, reconheci Mother. Muitos a minha volta não conheciam, certeza de que meu pai ficou orgulhoso. Não conseguia tirar a cara de felicidade e de espanto. Não estava acreditando que, de todos os shows, eu tive a sorte de tocar Pink Floyd no Rio!
Não conheço as 7845374 da banda e não fui ao show de 2005, mas isso não me impede de opinar. O show foi simplesmente inesquecível e perfeito, não faltou nenhuma música. No meio, comentei com Rafael que faltavam Jeremy, Alive, Black e Better Man, no que ele me falou que só tocariam mais uma dentre essas. E os caras tocaram TODAS!
Não precisa ser fã há anos para gostar de um show. A energia estava demais, a companhia, melhor ainda. Saí de lá me perguntando quando conseguiria ver um show desses de novo. Tenho a sorte de já ter conseguido ver muita gente boa ao vivo, com certeza esse foi um dos melhores shows, se não o melhor, que já fui.
*O título do post é um agradecimento ao grande responsável por me fazer conhecer e virar fã da banda. Rafa, ver ao show do seu lado tornou tudo mais especial e inesqucível.
Diferente da música, I can’t find a better man porque simplesmente não há =)


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