<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Algo a mais... &#187; Esportes</title>
	<atom:link href="http://dialetica.org/luninha/category/esportes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://dialetica.org/luninha</link>
	<description>Blog da Luna Vale</description>
	<lastBuildDate>Tue, 08 Nov 2011 20:09:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>O dia em que colocaram vodka na pint inglesa</title>
		<link>http://dialetica.org/luninha/o-dia-em-que-colocaram-vodka-na-pint-inglesa/</link>
		<comments>http://dialetica.org/luninha/o-dia-em-que-colocaram-vodka-na-pint-inglesa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 17:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luninha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/luninha/?p=95</guid>
		<description><![CDATA[Cerca de uma hora antes do anúncio oficial dos países escolhidos para sediar as Copas de 2018 e 2022, as TVs inglesas já estavam com as suas transmissões abertas, com especialistas e entrevistados discutindo as chances de cada candidato.  Apesar da confiança dos britânicos, não foi dessa vez que eles irão sediar a sua segunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de uma hora antes do anúncio oficial dos países escolhidos para sediar as Copas de 2018 e 2022, as TVs inglesas já estavam com as suas transmissões abertas, com especialistas e entrevistados discutindo as chances de cada candidato.</p>
<p> Apesar da confiança dos britânicos, não foi dessa vez que eles irão sediar a sua segunda Copa do Mundo (a primeira foi em 1966, vencida pelos donos da casa). Após o anúncio de que a Rússia receberá o Mundial de 2018, os ingleses começaram a buscar explicações para o fracasso. O que pode ter dado errado em um projeto considerado o melhor tecnicamente pela Fifa?</p>
<p> É consenso que eles fizeram o melhor possível e enviaram para a Suíça os melhores cabos eleitorais disponíveis, entre eles o primeiro ministro David Cameron, o ex-jogador David Beckham e o Príncipe William, presidente da FA (Football Association). A campanha custou um total de £16 milhões, o equivalente a R$43,2 milhões.</p>
<p> Em entrevistas aos canais de televisão, os três afirmaram estar decepcionados, parabenizaram a Rússia e não culparam nada nem ninguém. O sentimento comum era de que não havia nada mais que eles pudessem ter feito para convencer a Fifa. Mais tarde, membros do comitê disseram que se sentiram traídos por pessoas “que nos olharam nos olhos e mentiram”. Cameron desabafou: “No fim, parece que ter a melhor proposta técnica, a melhor proposta comercial e uma paixão pelo futebol não é suficiente. Isso é muito triste.”</p>
<p> O chefe executivo da delegação, Andy Anson, afirmou: &#8220;Claramente é uma decisão política. Pessoas que nos prometeram o voto, obviamente mudaram de ideia.” Perguntado se membros da Fifa simplesmente não gostavam da Inglaterra, ele respondeu que acha que não. Já o secretário de Cultura, Jeremy Hunt foi mais político: “É desolador, mas o nosso país inventou o <em><span style="color: #000000">fair play</span>, </em>não é a hora de reclamar da decisão.”</p>
<p> O que mais atormenta os ingleses é o fato de eles terem recebido apenas dois votos na primeira rodada, sendo eliminados com uma candidatura considerada perfeita. Tentam achar um culpado a qualquer custo. Na televisão, muito se falou sobre o controverso programa <a href="http://www.bbc.co.uk/iplayer/episode/b00wfl8t/Panorama_Fifas_Dirty_Secrets/" target="_blank"><span style="color: #3366ff">Panorama</span></a><span style="color: #000080"> </span>da BBC, exibido na última segunda-feira com sérias acusações de corrupção envolvendo dirigentes da FIFA. O mais interessante é que, sempre ao questionar o <em><span style="color: #000000">timming</span></em> do programa (por ter sido exibido na semana da votação), os comentaristas deixavam claro que não queriam interferir na liberdade de imprensa da BBC de exibir o que quiser, quando quiser. No domingo anterior o jornal The Sunday Times já havia publicado uma reportagem sobre corrupção, levando à expulsão de dois membros do comitê executivo da FIFA</p>
<p>“Ouvi rumores de que perdemos devido à imprensa britânica. Eu espero que isso não seja verdade. Eu acredito em uma imprensa livre e ela apóia tremendamente esse esporte que eu amo” , disse Beckham.</p>
<p> É possível que a difícil relação entre a mídia britânica e o futebol internacional tenha desestimulado os delegados a escolherem a Inglaterra, apesar de vários terem afirmado que as denúncias exibidas pela BBC não iriam interferir no resultado. No dia seguinte à veiculação do programa, o jornal The Sun <a href="http://twitpic.com/3bv7p9" target="_blank"><span style="color: #3366ff">estampou na primeira página</span> </a>uma mensagem de apoio à candidatura e de repúdio ao conteúdo do Panorama.</p>
<p> Um dos membros do comitê inglês, Sebastian Cole, admitiu que a apresentação dos russos foi inteligente ao mostrar que nunca houve uma Copa no leste europeu, contra dez Mundiais no oeste do continente. “Foi um conceito parecido com o que o Rio de Janeiro usou em Copenhagen (quando foi eleita cidade sede das Olimpíadas de 2016). Acho que isso funcionou muito bem hoje.”</p>
<p> O jornal gratuito Metro, sempre com capas criativas, estampou a manchete: “Russia 2018, Inglaterra 0”. Na matéria principal, reproduziram alguns <em><span style="color: #000000">twitts</span></em> que refletem o humor britânico. “E daí que a Russia roubou a Copa do Mundo debaixo do nosso nariz? Esperem até eles voltarem para casa e descobrirem que nós roubamos o clima deles”, em referência às baixas temperaturas que dominam a Inglaterra nos últimos dias. Também no <em><span style="color: #000000">Twitter</span></em>, o capitão da seleção inglesa, Rio Ferdinand, mostrou a sua indignação: “Inglaterra só recebeu 2 voltos. Que P&#8230; Alguma coisa realmente está errada nisso&#8230;”</p>
<p> Com a decisão da FIFA de levar a Copa para novos países, não se sabe quando a Inglaterra terá a oportunidade de se candidatar novamente. Fica no ar um sentimento de que tinha de ser dessa vez. Agora só resta aos ingleses focar nas Olimpíadas de 2012 e torcer por uma classificação sem sustos da sua seleção principal para as Copas que estão por vir.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/luninha/o-dia-em-que-colocaram-vodka-na-pint-inglesa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Like a virgin: minha primeira Copa como jornalista</title>
		<link>http://dialetica.org/luninha/like-a-virgin-minha-primeira-copa-como-jornalista/</link>
		<comments>http://dialetica.org/luninha/like-a-virgin-minha-primeira-copa-como-jornalista/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 02:24:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luninha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Copa]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/luninha/?p=84</guid>
		<description><![CDATA[Eu sempre gostei de futebol. Não lembro quando isso começou, mas sempre fui fã de esportes em geral. Cresci indo ao Maracanã, ouvindo do meu pai que eu não deveria chorar, que era só um jogo e essas coisas mais. Era uma das únicas meninas a gostar da aula de educação física e a ficar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre gostei de futebol. Não lembro quando isso começou, mas sempre fui fã de esportes em geral. Cresci indo ao Maracanã, ouvindo do meu pai que eu não deveria chorar, que era só um jogo e essas coisas mais. Era uma das únicas meninas a gostar da aula de educação física e a ficar com raiva de não poder jogar porque as outras fingiam estar com cólica.</p>
<p>Decidi que queria ser jornalista com uns 15 anos. Sempre fui comunicativa, com personalidade forte, tinha muita coisa a dizer e queria ser ouvida. Todos sempre acharam que eu seria jornalista política, nacional ou internacional. Sempre gostei muito do assunto, lia tudo no jornal e adorava as aulas de história política.</p>
<p>Eis que, por obra do destino, meu primeiro estágio na área foi numa redação de esportes. Até então, nunca havia pensado em trabalhar com jornalismo esportivo, mas sempre gostei do tema e pensei “por que não?” Sabia que seria um desafio, um território novo, totalmente dominado por homens.</p>
<p>Esse mês, quase dois anos depois, minha primeira Copa do Mundo trabalhando. Sou nova sim e a primeira Copa que eu me lembro foi 94, mesmo assim, não muito. Sabia que essa Copa seria diferente, um marco. Confesso que estava bastante ansiosa, sempre gostei de estar no meio do furacão, vendo tudo acontecer. Os dias foram passando e o clima de Copa foi aumentando. A ficha foi caindo quando via o pessoal que foi trabalhar na África se despedindo. Não sabia muito bem o que ia fazer, mas estava animada.</p>
<p>Agora, quase duas semanas depois do início, penso que a Copa já pode acabar. Pouco se mostrou dentro de campo e muito fora dele. As brigas, xingamentos e mau comportamento de técnicos e jogadores estão brilhando mais que os dribles, as belas jogadas e os gols. Zebras acontecem. E acho ótimo que aconteçam, para nos relembrar de que o futebol é imprevisível. Mas, a impressão que tenho, é que os times mais fracos estão ganhando por falta de competência dos favoritos e não porque estão jogando brilhantemente. E a falta de competência está diretamente ligada a falta de comprometimento causada pelos problemas extracampos.</p>
<p>Os favoritos são tão favoritos, que muitos pareceram começar a Copa como se já estivessem classificados para as oitavas, como se a fase de grupo fosse apenas para cumprir tabela. Alguns treinadores e jogadores parecem querer ganhar a Copa apenas para esfregar na cara da imprensa que conseguiram.</p>
<p>A sensação que fica é que falta motivação. Falta vontade de jogar, de ganhar, de realizar o sonho de ser campeão do Mundo. Muitos ali parecem pensar que vencer é calar os críticos, é esfregar na cara da imprensa que conseguiram e nada mais. Errado. Vencer uma Copa do Mundo deveria ser muito maior do que tudo isso. Já perceberam como as chamadas zebras comemoram cada gol como se fosse um título? Talvez seja hora dos “grandes” aprenderem com os “pequenos”. Talvez falte uma palavra nessa Copa: humildade.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/luninha/like-a-virgin-minha-primeira-copa-como-jornalista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Futebol inocente</title>
		<link>http://dialetica.org/luninha/futebol-inocente/</link>
		<comments>http://dialetica.org/luninha/futebol-inocente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 23:23:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luninha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/luninha/?p=66</guid>
		<description><![CDATA[Hoje fui para o meu futebol como faço toda segunda e quarta. O treinador faltou e por isso algumas meninas foram embora portanto, não tínhamos o número suficiente de pessoas para completar dois times. Chamamos uma criançada de escola pública que estava pelo ginásio para jogarem conosco.  Eram cinco meninos e uma menina na faixa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Hoje fui para o meu futebol como faço toda segunda e quarta. O treinador faltou e por isso algumas meninas foram embora portanto, não tínhamos o número suficiente de pessoas para completar dois times. Chamamos uma criançada de escola pública que estava pelo ginásio para jogarem conosco.  Eram cinco meninos e uma menina na faixa de uns 12 anos. Claro que na hora eles aceitaram e isso me fez pensar.</p>
<p style="text-align: justify">Será que se fossem mais velhos, eles aceitariam jogar contra mulheres? É bem possível que não, que preferissem não jogar a jogar com “meninas”. Só que crianças não têm tantos preconceitos quanto os adultos. Eles jogaram e se divertiram. Tomaram dezenas de gols, mas não estavam nem aí. Para a minha surpresa, não falaram nenhum palavrão, eu disse nenhum. Nem os considerados mais leves. Nada. E cada gol que eles faziam era comemorado como se fosse uma final de campeonato. Eles só queriam jogar bola e nós também. Cada bola errada era uma risada. Gritavam tanto que parecia haver dez crianças em quadra.</p>
<p style="text-align: justify">É um pequeno registro de algo que pode parecer sem importância, mas que faz a gente parar para pensar. Quantas vezes não deixamos de fazer coisas por puro preconceito? Não quero dar lição de moral, acho que isso é algo que todos nós fazemos. Mas de vez em quando, é bom parar, olhar para as crianças e lembrar que a vida pode ser muito mais divertida se deixarmos certos pré-conceitos de lado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/luninha/futebol-inocente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um comportamento inexplicável*</title>
		<link>http://dialetica.org/luninha/um-comportamento-inexplicavel/</link>
		<comments>http://dialetica.org/luninha/um-comportamento-inexplicavel/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luninha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/luninha/?p=64</guid>
		<description><![CDATA[Há algum tempo venho me perguntando, a cada jogo que assisto, porque as pessoas gostam tanto de futebol, porque eu gosto tanto desse esporte. Analisando friamente são apenas 22 jogadores correndo atrás de uma bola, com o objetivo de colocá-la dentro de retângulo com rede no fundo, além de um cara, normalmente com uma camisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Há algum tempo venho me perguntando, a cada jogo que assisto, porque as pessoas gostam tanto de futebol, porque eu gosto tanto desse esporte. Analisando friamente são apenas 22 jogadores correndo atrás de uma bola, com o objetivo de colocá-la dentro de retângulo com rede no fundo, além de um cara, normalmente com uma camisa escandalosa, que corre atrás dos jogadores para ter a certeza que eles estão fazendo tudo certo e dois caras que o ajudam.</p>
<p style="text-align: justify">Uma situação que me fez pensar um pouco mais sobre isso foi o jogo do Fluminense na quarta. Percebi que há muitas coisas com as quais eu não concordo no futebol como, por exemplo, o fato de as torcidas se xingarem. Eu sei, é inevitável, mas não seria muito mais legal ir ao jogo e ouvir a sua torcida incentivando o seu time, em vez de mandar a outra praquele lugar? Depois ninguém sabe como uma pessoa é capaz de matar outra apenas por não torcerem pelo mesmo time. Assim começa o fanatismo. Tudo bem, a pessoa fica chateada, triste, mas sair xingando e batendo em todo mundo? Por que aquelas pessoas se estressam muito e gritam com os jogadores? Por que xingam o juiz? Por que quem ganha tem que fazer barulho? Tudo bem  comemorar, mas quem está em casa não tem nada a ver com isso.</p>
<p style="text-align: justify">Pois é, se tem tanta coisa que me irrita no futebol, porque eu gosto tanto? Porque futebol é isso. É uma paixão inexplicável por um time que a gente não sabe muito bem porque escolheu, é xingar os adversários, e ficar triste quando o seu time perde, é sair com a camisa, cheio de orgulho quando seu time ganha. É saber a posição do seu time no campeonato para poder jogar na cara dos amigos que o seu é o melhor. É sempre saber um título, mesmo que seja de 200 anos atrás, que os outros times não tenham e o seu tenha. É ir ao estádio assistir ao jogo às 21h45 da noite, mesmo sabendo que pode perder, é acordar as 03h30 da manhã para assistir a um jogo do Brasil, mesmo sabendo que não é importante. É comprar tudo verde e amarelo para torcer na Copa, é querer ver jogos que não são do Brasil, ou do seu time, simplesmente porque vão ser bons.</p>
<p style="text-align: justify">É gritar com os jogadores, xingar o técnico e chamar o juiz de ladrão, mesmo sabendo que eles não vão ouvir. É entender que os jogadores reclamam com o juiz para pressioná-lo, para que ele marque a favor daquele time. É saber a regra do impedimento. É ter horror às cores vermelha e preta juntas porque são as cores do time adversário. É preferir torcer para o River do que para o Flamengo ou Corinthians. É generalizar e dizer que todos os flamenguistas são favelados. É sempre classificar o time rival como sendo da terceira divisão, mesmo que isso tenha acontecido há anos.</p>
<p style="text-align: justify">Futebol é ter simpatia por pessoas que você nem conhece, mas que torcem pelo mesmo time que o seu. É tentar explicar para quem não entende que futebol tem graça sim e que essa graça é simplesmente inexplicável.</p>
<p style="text-align: justify">*Esse texto foi escrito há uns dois anos. Mas poderia, falcilmente, ter sido escrito nos dias de hoje.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/luninha/um-comportamento-inexplicavel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rio 2016. Por que não?</title>
		<link>http://dialetica.org/luninha/rio-2016-por-que-nao/</link>
		<comments>http://dialetica.org/luninha/rio-2016-por-que-nao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 23:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luninha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[esporte]]></category>
		<category><![CDATA[olimpíadas]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[rio2016]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://dialetica.org/luninha/?p=59</guid>
		<description><![CDATA[Pode-se dizer que hoje é o dia mais importante do ano para o esporte brasileiro. Na raça e no coração, o Rio conseguiu o direito de sediar as Olimpíadas de 2016. Podem me chamar de romântica, mas estava torcendo sim e para mim, foi uma conquista do Brasil. Acho que merecemos sim, e muito! Temos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Pode-se dizer que hoje é o dia mais importante do ano para o esporte brasileiro. Na raça e no coração, o Rio conseguiu o direito de sediar as Olimpíadas de 2016. Podem me chamar de romântica, mas estava torcendo sim e para mim, foi uma conquista do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify">Acho que merecemos sim, e muito! Temos a experiência de fazer o maior reveillon do mundo, o carnaval. Somos um povo alegre, que sabe receber os turistas. Vocês acham que na Europa não há malandros querendo enganar os gringos? Só no Rio isso acontece?! Na Europa não há problemas de pobreza? De violência?</p>
<p style="text-align: justify">Não entendo como nunca houve uma Olimpíadas na América do Sul. Logo um evento que preza tanto pelo tal “espírito olímpico”? Pela união de todos em prol do esporte, pelo fim do preconceito, pela igualdade entre os povos? Vão dizer que o continente não tinha nenhum país preparado, que não tinha condições, que os outros sempre têm melhores instalações. Por este raciocínio, Europa e EUA sempre vão ganhar. Afinal, contam com muito mais dinheiro e infra-estrutura que os chamados “países de terceiro mundo”.</p>
<p style="text-align: justify">Bem ou mal, o Pan 2007 funcionou. Teve corrupção? Sim. Superfaturamento? Sim. Instalações que não foram utilizadas depois? Sim. Mas nada é perfeito. Tudo isso sempre vai existir. Haja vista a Cidade da Música. Teve tudo isso e não vai deixar nada para a cidade. Olimpíadas não são como o Pan. As garantias são muito maiores, assim como as obrigações, as cobranças, os compromissos.</p>
<p style="text-align: justify">O Rio tem violência? Claro, mas que grande cidade não tem? Acham que em Chicago não há homicídios?? A diferença é que nós, brasileiros, adoramos falar mal do nosso próprio país. É fácil reclamar e minimizar as conquistas. Mas tenho certeza de que quem reclamou hoje, vai aproveitar, e muito, as Olimpíadas aqui. Seja indo assistir a algum esporte, sendo aproveitando as melhorias na cidade. Quem disse que não vai dar certo? Quem disse que as obras não ficarão prontas a tempo? Não sou romântica a ponto de achar que tudo vai ser perfeito. Mas não sou ranzinza a ponto de achar que o Rio não merece isso.</p>
<p style="text-align: justify">Pensem nos investimentos que a cidade vai ganhar. No aumento do número de turistas, no tão falado legado. Alguma coisa vai ficar e não serão só as instalações olímpicas. O Rio vai poder, finalmente, mostrar para o mundo que não é só samba, mulheres peladas, futebol e violência. Vamos poder provar que o Brasil não é pior do que os EUA porque é “menos desenvolvido”. Finalmente, o Rio vai poder se mostrar de verdade para o mundo.</p>
<p style="text-align: justify">É uma questão de trabalho e de cobrança. Quem hoje torceu contra e reclamou da escolha do Rio, deveria usar as energias para cobrar dos governos que tudo seja feito da forma correta. Tem coisas que não dependem da gente? Claro. Mas 2010 está aí. Até as Olimpíadas teremos mais duas eleições presidenciais e uma eleição municipal. Cabe a nós votar certo, com sabedoria para sabermos que nós fizemos a nossa parte para que tudo dê certo em 2016.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://dialetica.org/luninha/rio-2016-por-que-nao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

