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‘E Deus descansou no sétimo dia…’ Ou não

Por Luninha | 24/04/2010, 11h07

Feriado prolongado e a galera logo pensa em praia. Digamos que você more perto e não precise pegar um ônibus para chegar. Mas o sol está forte e você resolve tomar um mate quando de repente se da conta: não passa nenhum vendedor na praia. Procura então os barraqueiros… nada. Quando você olha em volta, percebe que não há pessoas trabalhando, nem na areia, nem nos postos de salvamento ou nos quiosques. Por quê? Porque é feriado oras! E, afinal, ninguém trabalha no feriado! Ou não.

A situação acima é hipotética, mas serve para demonstrar que nem todo mundo folga nesses dias santos. E a gente não da valor a isso. Digo “a gente” porque admito que só me dei conta da quantidade de gente que trabalha nos feriados e fim de semanas quando passei a fazer parte de grupo.

Jornalistas (e todos envolvidos no processo), médicos, comerciantes de shopping, porteiros, garçons e cozinheiros, pessoas ligadas ao turismo, vendedores de rua, motoristas e cobradores, taxistas, esportistas e por aí vai. A lista é maior do que se imagina.

Quando a pessoa faz o que gosta, tanto faz trabalhar segunda ou sábado. E, sinceramente, melhor trabalhar fins de semana e feriados com algo que a gente goste do que apenas nos dias úteis e ser infeliz na profissão.  Mas, cá entre nós, é chato demais ouvir “Mas você trabalha amanhã? Amanhã é feriado .”

É claro que quem não trabalha tem mais é que curtir o feriado mesmo. Mas não custa ter em mente que, se você está curtindo, seja vendo TV em casa, é porque tem alguém trabalhando para que você possa aproveitar o seu dia de folga.

Futebol inocente

Por Luninha | 30/11/2009, 20h23

Hoje fui para o meu futebol como faço toda segunda e quarta. O treinador faltou e por isso algumas meninas foram embora portanto, não tínhamos o número suficiente de pessoas para completar dois times. Chamamos uma criançada de escola pública que estava pelo ginásio para jogarem conosco.  Eram cinco meninos e uma menina na faixa de uns 12 anos. Claro que na hora eles aceitaram e isso me fez pensar.

Será que se fossem mais velhos, eles aceitariam jogar contra mulheres? É bem possível que não, que preferissem não jogar a jogar com “meninas”. Só que crianças não têm tantos preconceitos quanto os adultos. Eles jogaram e se divertiram. Tomaram dezenas de gols, mas não estavam nem aí. Para a minha surpresa, não falaram nenhum palavrão, eu disse nenhum. Nem os considerados mais leves. Nada. E cada gol que eles faziam era comemorado como se fosse uma final de campeonato. Eles só queriam jogar bola e nós também. Cada bola errada era uma risada. Gritavam tanto que parecia haver dez crianças em quadra.

É um pequeno registro de algo que pode parecer sem importância, mas que faz a gente parar para pensar. Quantas vezes não deixamos de fazer coisas por puro preconceito? Não quero dar lição de moral, acho que isso é algo que todos nós fazemos. Mas de vez em quando, é bom parar, olhar para as crianças e lembrar que a vida pode ser muito mais divertida se deixarmos certos pré-conceitos de lado.

Falta de ‘simancol’

Por Luninha | 16/11/2008, 18h29

Aprendi desde pequena que o meu direito acaba onde o do outro começa. E que devemos ter bom senso. Acho que a minha mãe era uma das únicas a passar isso para os filhos, porque existem certas pessoas que parecem viver em mundo paralelo. Elas não se dão conta de que eu não quero ouvir a música que ela está ouvindo, eu não quero saber o que ela está falando no celular e nem o que ela tem a dizer. Acho incrível a capacidade das pessoas de ignorar que estão em um espaço público e não na sala de casa.

Algo que me irrita profundamente é falta de respeito, como fazer obra e barulhos altos de madrugada. Volta e meia tenho problemas com reformas que são feitas de madrugadas em prédios comerciais perto da minha casa. Quando vou reclamar, sabe o que eu ouço? “O prédio só permite obra após as 22h.” Como pode isso? É contra a lei. Claro, o pedreiro que fica lá dando marretadas não tem culpa, mas muita gente teve que dar o aval para que essa obra ocorresse, não é possível que não tenha uma pessoa que tenha pensado “Caramba, aqui é cercado de prédios residenciais, vai ter muito barulho de noite e as pessoas não vão conseguir dormir”. A gente sabe que o que vale é o dinheiro e tal, mas custo a aceitar que ninguém tenha o mínimo de bom senso.

Outro problema. Acho que deviam fazer uma campanha publicitária informando que o fone de ouvido já foi inventado. Me impressiono constantemente com a quantidade de pessoas que colocam músicas no celular em viva-voz. Ou seja, todos os passageiros são obrigados a ouvir a música que um cidadão elegeu como sendo boa. Dá vontade de dar o meu fone para ele e depois comprar outro.

E aquela pessoa que fala aos berros no celular em lugares como ônibus, loja, restaurante, etc. Tudo bem que as vezes a ligação está ruim e mas dá para perceber quando a pessoal não percebe o volume que está falando. Falta de bom senso ficar falando alto em um lugar silencioso, ainda mais de trabalho. Tem gente também que entra no ônibus falando com o amigo como se estivesse fazendo um discurso para todos, enquanto o povo está cansado, voltando do trabalho, quase dormindo. Falta de simancol.

Muitas vezes a gente comete algum desses erros sem perceber. Quem nunca falou alto em uma rua silenciosa de madrugada? Só que ninguém gosta de estar do outro lado, portanto, finalizo usando outro ensinamento de mamãe: Faça com os outros aquilo que gostaria que fizessem com você.

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