Show Must Go On
Por Luninha | 01/12/2008, 20h30
Me desculpem aqueles que acham que bandas desfeitas não devem se juntar de novo, mas o show do Queen + Paul Rogers foi FANTÁSTICO! Discussões inúteis sobre ser ou não Queen sem Freddie Mercury a parte, a banda não deixou nada a desejar.
Não era preciso conhecer todas as músicas para se empolgar com os longos solos de Brian May aliás, não era preciso conhecer nenhuma música para se acabar no show. Não sou especialista no assunto, nem perto disso, mas pela primeira vez me senti em um verdadeiro show de rock. A empolgação da banda era contagiante e o público respondia a altura. Roger Taylor também não decepcionou nos solos de bateria, quando se sentou na parte da frente do palco e tocou percussão até em um baixo!
Paul Rodgers, um vocalista que o público brasileiro não conhecia, mostrou todo o seu talento dos tempos de Free e Bad Company. Eu confesso que nunca tinha ouvido falar nele, mas gostei muito. Não só ele tem uma voz muito bonita, como tem uma presença de palco que impressiona. Além de ser um coroa inteiraço (risos). Fiquei curiosa para conhecer mais sobre o Free depois das duas músicas tocadas no show.
A estrutura também ajudava, eu estava lá em cima, no poleiro (ingresso mais barato), e conseguia ouvir perfeitamente. Uma parte do palco avançava sobre a pista, como se fosse uma larga passarela, fazendo com que os músicos pudessem chegar bem perto dos fãs. As luzes eram um espetáculo a parte. Nunca imaginei que ia ser tão bom assistir um show do alto, de longe, foi ótimo. A combinação das cores e os canhões realmente se destacaram.
Difícil eleger o momento mais emocionante. Em Love of my life, Brian May sentou em um banquinho com um violão no colo, bem perto da platéia. Antes de começar, ele falou “vamos cantar essa música para aqueles que já não estão mais entre nós, especialmente para Freddie Mercury”. O público cantando foi de arrepiar, claro que nada comparado as 300 mil pessoas do Rock in Rio, mas valeu. Considerando que nunca achei que fosse ver essas músicas sendo cantadas ao vivo, a emoção foi muito grande.
Talvez o momento mais emocionate e esperado tenha sido Bohemian Rapshody. No começo, apenas Mercury aparece cantando no telão. Depois, a luz ilumina Roger Taylor na bateria ao vivo. Depois, o resto da banda vai aparecendo, inclusive com o solo de May na guitarra. Depois de mamma mia, na parte mais rock n’ roll, o palco se ilumina e a música passa a ser apresentada inteiramente ao vivo, com Paul Rodgers cantando. No final, Rogers faz um lindo e arrepiante dueto com Mercury no telão. Inesquecível.
Isso sem contar o bis com We Will Rock You e We are the Champions. Os ingleses só pecaram ao terminar o show ao som de God save the queen. Depois de uma música tão emocionante, com todo mundo cantando, não precisava de um final tão frio. Para quem nunca esperava chegar nem perto de um show do Queen, ou ver essas músicas ao vivo, valeu muito os R$60 gastos com o ingresso. Infelizmente não foi um show com Freddie Mercury, mas afinal, The Show Must Go On.
P.S Como é difícil achar um vídeo que não tenha a voz de quem está gravando cantando junto!


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