É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

Arquivos: Sotaques

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Por Claudia Lyra | 20/09/2007, 10h21

Já aconteceu de você se sentir ofendido por alguma coisa que alguém te fez, só que você simplesmente não consegue expressar em palavras exatamente o que foi ofensivo naquele ato, naquela atitude?

Já aconteceu de você ter convicção de que está com a razão, só que você não consegue explicar nem pra você mesmo os motivos de toda essa certeza?

Já aconteceu de você achar toda uma determinada situação extremamente enervante, só que você não consegue identificar o que te deixa assim tão alterado?

Já aconteceu de você querer que tudo fosse completamente diferente, só que você não tem idéia de como poderia ser melhor do que, de fato, é?

Já aconteceu de você ver que não tem saída fácil e indolor, só que você se questiona o porquê de estar cogitando a rota de fuga, pois, na verdade, onde você está é confortável, seguro e bom?

(Postado pela primeira vez em 07/10/2006)

Engraçado… Já aconteceu de você escrever uma coisa cheia de emoção e, algum tempo depois, você não saber exatamente o que motivou todo aquele sentimento?

Boletim do tempo

Por Claudia Lyra | 05/06/2007, 11h50

É um frio assustador e que, todos sabem, vai demorar muito a passar.

Porque o inverno teima em ser rigoroso.

É um frio terrível e que, todos sabem, gela seus pés.

Porque eles estão lá embaixo e o coração não tem mais força pra mandar sangue pra lá.

É um frio imenso e que, todos sabem, abarca todo o resto.

Porque o resto, subitamente, ficou muito pequeno.

(Postado pela primeira vez em 03/08/06)

Pois é… fez frio em agosto do ano passado. Mas um frio no íntimo, uma sensação ruim…

Hoje a temperatura está muito mais baixa, está um frio de cortar apesar do sol, mas, por dentro, estou quentinha. Estou contente, estou feliz. E isso é muito bom!

Por falar em temperatura ambiente, Marido me deu de presente um termômetro, daqueles de se colocar na parede. Tinha tempo que queria um desses. Muito legal! Agora posso ficar me torturando.. saio da cama e falo: “ai, Deus!!! Está fazendo 9°C ?!?!?!?!?!? Vou congelar!!!!!!!” Uma delícia, ahuahauahauahauhauhauahua…

Banheiro Feminino II – “A vingança será malígna” ou, ainda, “A neura é a mesma, só muda o foco!”

Por Claudia Lyra | 07/05/2007, 15h14

- Você nem imagina quem encontrei quarta-feira, na academia.

- Quem?

- *malícia pura* O Jorge

- Hã?

- O Jorge! Aquele filho-da-puta que andei saindo na época da faculdade!

- O Jorge?!?! A “divindade hindu reencarnada”, como você mesmo dizia?!?!?

- Ele mesmo.

- *olhos arregalados* Meu Deus! E aí? Como é que ele está? Ainda é aquilo tudo?

- Bem… é um quarentão charmoso, bonito, jeitão de rico. Aff… nem acredito que já se passaram tantos anos…

- Caraca! Mas, você falou com ele?

- Claro! Aliás, ele veio falar comigo.

- Sério?!?!? Me conta, droga!

- Ele me reconheceu e veio falar comigo. Lembra que, logo depois de formado, ele mudou daqui? Pois é… me falou que está esses 17 anos nessa outra cidade, casou, mas que já se separou. Está aqui de férias, a passeio, visitando a mãe.

- Aff… *ar sonhador* aquele homem era a alegria da mulherada na época da faculdade.

- Você não me engana, vaca! Aposto que também saiu com ele!

- Hã, eu? Saí nada! Mas, me conta tudo!

- *desconfiada* Bom, o papo foi rolando, ele perguntou de mim. Falei que também casei e que também separei. Perguntou do trabalho, falei um pouquinho, patati patatá. Daí, ele falou que eu estava ótima, que não tinha mudado nada, continuava com o mesmo rostinho. Hahahaha… deixe-me rir!

- Não exagera! Você se cuida, ainda nem chegou aos 40. É claro que você está ótima.

- Tá, tá… Sei que a conversa foi se estendendo, a gente foi falando do passado, bons tempos aqueles, coisa e tal… “lembra disso?”… “lembra daquilo?”… Por fim, o cara lembrou daquele fatídico dia em que ele apareceu com duas barangas ao nosso encontro. Hahaha… demos umas risadinhas, tudo muito educado. Nem chamei ele de filho-da-puta.

- E?!?!?

- E aí ele me chamou pra sair. Vê se pode? Disse que estava em dívida comigo. Que eu não podia negar essa chance a ele. Nada demais, sem pressão: a gente saía pra jantar, talvez dançar um pouco, essas coisas. Eu disse que não podia, estava sem tempo, muito trabalho. Ele insistiu, mas propôs um cinema, talvez fosse melhor, coisa de amigo. Aí eu disse que sim, tudo bem, vamos ao cinema. Na despedida, ele me beliscou… na cintura…

- Menina! Que máximo! E quando vai ser?

- Já foi…

- Já foi?!? E o que rolou?

- Rolou nada.

- Nada?!?!? Não acredito!!!!! Por que, mulher de deus?!?!?

- Você tá doida? Cara, é o Jorge! O JOOORGE, tá ligado? Você acha que eu ia expor minha figura pro sujeito?

- Que isso?!?!? Você é que tá maluca! Você já saiu com outros caras depois de separada, nunca está sozinha, tava namorando até bem pouco tempo. De onde saiu esse complexo agora?

- Fala sério, amiga! Nada a ver! Ele me conheceu gatinha, meu amor, com vinte aninhos! Tá doido eu exibir meu corpixo de 37 pro bofe! Muda tudo: a pele, o formato do corpo, tudo, tudo! Sem chances… As comparações seriam inevitáveis.

- *pensativa* É… olhando por esse prisma…

- Mas, foi bom, me vinguei.

- Se vingou?!?

- É… cheguei no cinema com duas amigas… hahahahaha

- Hahahaha… Que filha-da-puta! hahahahaha

- É… Sou mesmo! hahahahahaha

(Postado pela primeira vez em 11/01/06)

Essa história do Jorge deu pano pra manga. Começou com um texto da Eva – tem link lá em cima – Poeta Matemático, Arno e eu resolvemos fazer nossas versões. Foi muito divertido imaginar o antes e/ou depois.

Cidades

Por Claudia Lyra | 14/04/2007, 15h19

Volta e meia sou lembrada dos perigos da internet. Certo artigo que li mui apropriadamente comparou a grande rede com uma metrópole. É preciso cuidado, todo mundo sabe, ao passear pelas ruas de uma cidade grande: cuidado com o trânsito, cuidado com a violência, cuidado com malfeitores…

A internet também é assim. Trânsito louco, violência, pessoas com disposição de te fazer o mal, tudo isso está on-line. Mas, como numa cidade real, existem coisas maravilhosas para se ver e fazer.

Tenho que confessar que a intenet só passou a fazer sentido para mim quando li pela primeira vez um blog. Talvez porque seja uma leitora compulsiva, daquelas que pegam um livro para ler antes dormir, acaba vendo o sol nascer com ele nas mãos e só o fecha quando, finalmente, alcança a última linha, fiquei maravilhada com a blogosfera.

Tantos textos bons à minha disposição – isso foi mágico! E o que mais me facinou foi a possibilidade de comentar as idéias ali colocadas e de interagir com os autores. Sou mesmo louca por blog!

Acontece que não estava preparada para um dos efeitos colaterais dos blogs. Tudo bem que é uma coisa boa, mas até hoje me deixa perplexa. É que, simplesmente, não esperava fazer amizades nesse ambiente virtual. Então, de repente, me vi trocando idéias com pessoas admiráveis, inteligentes, sensíveis, bem humoradas. E, de repente também, passei a me preocupar com essas pessoas, me alegrar e me entristecer junto com elas e a compartilhar sentimentos de uma forma que nunca tive coragem antes.

Bem, o “Sotaques” reúne alguns desses meus queridos amigos. Todos estes dispensam apresentações e, sem dúvida nenhuma, sou o azarão aqui no meio desses feras. Mas, estou tão feliz de dividir um projeto com esses “meus meninos” que engavetei por completo a modéstia e mergulhei de cabeça nessa viagem.

Uma viagem em todos os sentidos! Quando estivermos funcionando a todo vapor, o leitor vai, de um post para o outro, visitar Manaus, São Paulo, Tijucas/SC, Salvador, Resende/RJ e Alentejo, em Portugal. Pois é… muitos “Sotaques”.

Gente, torça por nós, porque a idéia é boa.

Beijos.

(postado pela primeira vez em 06/01/06)

Esse foi meu primeiro texto no Sotaques. Engraçado que tem um pouco mais de um ano, mas parece que já se passou tanto tempo! Esse tal de 2006 foi intenso e passou voando. Breve, mas, ao mesmo tempo, tudo está tão distante!

Bom… mas gosto desse texto porque reflete bem o que penso da internet, de blogs e de meus amigos virtuais. E, ainda bem pra mim, o pessoal do Sotaques continua podendo ser descrito assim: como amigos.

As fotos provam tudo

Por Claudia Lyra | 30/03/2007, 23h22

Cá estão as foténhas do encontro entre dois blogueiros paraenses e duas blogueiras cariocas. Tá certo, tá certo… tem mestre Boné, também, o jedi que ainda não é blogueiro, mas será em breve.

A jornalista Top Cat, linda, linda, linda

 

Mestre Boné, futuro blogueiro

 

Policarpe, o sorriso mais lindo do Pará

Coyote, o físico teórico (mas que tem cara-de-artista)

E nós todos juntos… ai, como a gente deu gargalhada, benza Deus!

Foi muito, muito legal. Quem sabe um dia a gente não consegue reunir todo mundo que está na listinha de colaboradores aqui do Sotaques? Sonhar pode, né?

Ps. – como não podia deixa de comentar, notaram, na foto do Policarpe, a performance da mocinha por trás dele? Acho que ela se empolgou ao contar um caso pro seu acompanhante… mas, os braços ficaram numa posição bonita, né?

(Postado pela primeira vez em 26/07/2006)

 

Hoje recebi um scrapinho da Alana… e me deu uma saudadona dela… então… lá vai um post requentado. Mas tem ela – e mais outros amigos muito queridos – linda, linda!

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