É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

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É difícil…

Por Claudia Lyra | 12/01/2009, 08h22

Alguns aqui já se confessaram ciumentos. E quero, de coração, pedir a estes desculpas por esse post. Mas, estou precisando mesmo falar sobre isso.

Eu não sou ciumenta… quer dizer, tenho certo ciúmes de meus filhos (que é mais motivo de piada do que qualquer outra coisa) e, além deles, quase nada me provoca esse sentimento, que sei ser fortíssimo. Mas, é muito difícil conviver com pessoas ciumentas. Isso, às vezes, me tira do sério.

Graças a Deus, não sofro com um marido ciumento. Por alguma manobra bem feita do destino, Marido e eu temos praticamente a mesma maneira de reagir a situações que, em outras pessoas, causariam ciúmes. Entretanto, tenho uma amiga que é ciumenta à beça.

É difícil, porque o ciumento vê como afronta pessoal coisas que, na maioria das vezes, não têm nada a ver com ele. Na verdade, só o fato da coisa, atitude ou seja lá o que for, não ter nada a ver com o ciumento já o ofende. E é complicado, muito complicado.

Se você está em grupo, o ciumento se ressente da atenção que você dá a outros. Se você está só com ele, é quase impossível satisfazer a ânsia de exclusividade. E ai de você se resolver fazer qualquer coisa que seja sem o ciumento ou, pelo menos, a anuência dele!

Cansativo… é o mínimo que posso falar. Nem sempre estamos dispostos a justificar nossas atitudes. Principalmente quando a gente não pede satisfação de nada, por achar natural os limites que uma amizade normalmente tem. Então, a gente se vê obrigado a pisar em ovos para não entristecer alguém que você ama. Cansativo…

(Postado pela primeira vez em 01/05/06)

Vamos ver se cola…

Por Claudia Lyra | 07/03/2008, 16h55

– Marido…

– Diga, mulher.

– Vamos pro Rio esse fim de semana?

– Pro Rio? Ah… não dá não… tenho umas coisas pra fazer aqui…

– Mas, eu queria ir.

– Fazer o que lá, mulher?

– Ué! Vai ter o show dos Rolling Stones.

– Eita! Tá doida!

– Doida por que? Vai um monte de gente, não vai?

– Não tô te entendendo… você nem gosta de Rolling Stones. Aquilo lá vai ficar uma loucura, gente pra dar com o pau!

– Bem… na verdade… a gente nem precisa ir ao show.

– Ah, não?!?!?!? Agora que não entendo mesmo nada.

– É que o que eu queria mesmo era encontrar um amigo meu que vai estar lá.

– Amigo?!?!? Que amigo é esse?!?!? Desde quando a gente tem amigos que vão a shows de rock na praia?

– Não é nosso amigo. É meu amigo… um amigo virtual um blogueiro…

– BLOGUEIRO?!?!??!?!?!!!!! Hahahahahaaha… e você acha mesmo que vou sair daqui, do meu santo lar, viajar duas horas e meia de carro, pra você ver um blogueiro? Mulher, eu vou te internar! Enlouqueceu de vez!

– Ah, Marido… ele é meu amigo…

– Mulher, mulher! Já te falei um monte de vezes: não existe essa coisa de amigo virtual. Você é que está com essas histórias na cabeça e é tudo culpa desses blogueiros! E se o cara for um golpista?!!? E se ele nem existir?!!? Ele pode ser imaginário, já pensou nisso?!?!??!!! Sem chances…

É… não colou…

(Postado pela primeira vez no Sotaques em 20/02/06)

Então

Ah… eu gosto desse texto. É requentado e tô sem tempo agora… mas eu realmente gosto desse texto.

Redes administradas… bah!

Por Claudia Lyra | 20/02/2008, 12h19

Tão bom seria se não houvesse a necessidade das redes serem administradas e monitoradas. Queria poder abrir meu e-mail no trabalho. Queria usar livremente o MSN. Preciso, acima de tudo, que a rede não bloqueie os blogs!

Tá certo! Meu empregador não me paga pra que eu fique de frozô pela internet. Mas, puxa vida! Qual é o problema de ler um bloguezinho de vez em quando? Tá, tá… não é tão de vez em quando assim… tá, tá… é toda hora, o dia inteiro, um monte de blog. Mas, eu consigo fazer as duas coisas, ué, trabalhar e ler blog!

Bem… a rede do meu trabalho eu até entendo que tenha alguns bloqueios. O que não entendo é a faculdade me bloquear certas coisas. Imagine! Não tenho acesso ao MSN na faculdade! Pô, qualé?!?!?!? Não tenho acesso, também, aos blogs. Geeeeente! O administrador de rede bloqueou os blogs lá na faculdade! Isso é um absurdo! Em vez de incentivo à criação de textos, encontramos é o bloqueio. Ah… sem explicação!

Definitivamente, bloqueio na rede é um saco. Que o digam os levantadores e atacantes do voley! Fala sério…

(Postado pela primeira vez em 10/02/06)

Pois é, gente… o bloqueio tem se aperfeiçoado lá no trabalho. Não é desculpa minha quando falo que não consigo comentar os blogs que gosto, viu!!! Huahuahaua…

E se eu…

Por Claudia Lyra | 21/01/2008, 09h39

… desistisse de tudo agora? Sei lá… vontade de parar e reconhecer que não dá pra continuar, que é bobagem insistir nisso. É como se fosse tudo uma farsa, teatrinho, como se não fosse isso que quero.

Arre!!! Lá vem!! Se aquieta! Eu hein…

(Postado pela primeira vez em 20/06/2006)

Posso não? Droga…

Impotência

Por Claudia Lyra | 15/10/2007, 08h26

Taí algo que acho muito difícil de digerir: o sentimento de impotência. Não gosto de situações em que sou obrigada a reconhecer que nada posso fazer. Isso é terrível para mim. Quero, pelo menos, tentar alguma coisa! Mas, nem sempre isso é possível. Nem sempre isso é aconselhável. E essa sensação de “mãos atadas” não me é fácil.

Quer ver uma hipótese que sempre me deixa perplexa? Quando um filho meu está doente. É claro que há várias coisas que se pode fazer nessa situação: levar ao médico, medicar da forma prescrita, fazer os exames pedidos. Mas, e depois? Você já fez tudo o que podia e devia, só que a doença não cede. Você se sente impotente. Aquela criaturinha tão frágil, tão indefesa, está ali sofrendo e você não pode fazer mais nada a não ser esperar que o organismo reaja bem, reaja da forma esperada. Ah, isso é horrível!

Uma vez meu filho mais velho levou um tombo e machucou o fêmur. O primeiro ortopedista que consultei disse que o único tratamento era cirúrgico. Meu Deus! Um menino de nove anos fazendo cirurgia no fêmur! Fiquei apavorada. É claro que procurei outros médicos. Só que, de uma consulta para outra, o que podia eu fazer? Nada… só esperar. Lembro de ir ao quarto de meu filho, depois dele já ter dormido, sentar na beira de sua cama e chorar, chorar e chorar. Eu estava impotente… Eu estava com as mãos atadas… E esse sentimento era muito difícil de suportar.

Tenho essa sensação de impotência, também, quando tenho que enfrentar problemas causados por atos de outras pessoas próximas. Por exemplo, quando eu tinha 13 anos, meu pai resolveu sair de casa e ir morar com outra mulher. Caraca! Isso significou uma mudança tão radical na minha vida – mudei de endereço, mudei de escola, a falta de dinheiro se tornou absurda, minha mãe teve que começar a trabalhar fora – e eu não podia fazer nada. Me lembro de chorar, à noite, não só pela tristeza de ter a família dividida, mas de raiva pela impotência diante do acontecido. Ai, minha boca chegava a amargar.

Bom, o certo é que sou mesmo centralizadora. Quero saber que tenho o domínio da situação, que tenho o domínio da minha vida. Imprevistos, no geral, me deixam um tanto quanto mal humorada. Mas, se tenho como lidar com eles ótimo. Agora, me ver impotente diante de alguma coisa… hum… é detestável!

(Postado pela primeira vez em 27/03/2006)

E a impressão de que tem muito mais coisas me fugindo ao controle não é falsa… infelizmente…

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