Tinha um casal, já meio idoso, que fazia sucesso nas rodinhas de seresta aqui de Resende cantando Tem que Rebolar. Clicando no link, a gente vê que é um samba bem engraçado mesmo e o povo se divertia em ver a esposa, mulata estilo gostosona, e o marido, negro e magrinho, nesse diálogo abusado.
Isso foi o que me contaram. Porque só vim a conhecer a mulher muitos anos depois, já viúva e bem idosa. Mas ela continua frequentando serestas e cantando – provavelmente não esta música -, apesar dos seus mais de 80 anos, como fiquei sabendo ontem por acaso.
Enfim… me contaram também que essa senhora sentiu muito a morte do marido. O que não me surpreendeu, já que, pelo jeito, aquele era um casal que sabia se divertir junto, que tinha uma atividade prazerosa em comum, e deve ter sido muito duro perder alguém que, mais do que um marido, era um companheiro pra todas as horas, sobretudo nas alegres.
Porque essa coisa de estar junto quando há crise é importantíssima, sem dúvida nenhuma, mas é maravilhoso quando a pessoa que a gente ama compartilha nossos gostos e nossos momentos de descontração também. Melhor ainda é perceber que o lazer do outro inclui a nossa presença, que a gente não faz parte apenas das suas “obrigações”. Faz a gente se sentir amado, sei lá…
… que carái-di-asa é esse tal de wikipedia youtube que tá deixando duzentos mil (mentira, foram só 26) comentários-spam na minha caixinha?
Preciso faxinar minha casa, mas, de verdade, vou mesmo é continuar jogando FarmVille.
Aqui no blog tem uma orelhinha lá no alto da tela, do lado da orelhinha “home”, que se chama “paixão”. Clicando nela, a gente cai num texto que escrevi há três anos. Antigo, mas verdadeiro, principalmente quando fala que a paixão nos faz dar vários tiros no pé.
Passei uns trinta e nove anos da minha vida sem me deixar levar pela euforia de estar apaixonada. Bom… isso mudou, né? Fiz tanta idiotice nestes dois últimos anos, me emocionei tanto, tive tanta idéia fixa, chorei tanto e perdi tanta coisa por conta de paixão que, putz, acho que tirei o diploma na matéria “Pateta Abobalhada” com louvor. Mas continuo no curso, estou fazendo pós-graduação.
Talvez o cúmulo da pieguice de mulher apaixonada é guardar as cartas, emails e afins que a gente troca com o ser objeto de nosso desejo. Não… pensando melhor, não é isso não… o cúmulo da pieguice mesmo é reler essas cartas, emails e afins. Vergonha que me deu, viu. Vergonha da minha cegueira, vergonha da minha insistência. Porque, é claro, mulher apaixonada que se preza se apaixona por um cabra canalha.
E permanece apaixonada.
E sofre.
Aff…
… e não vai ser hoje que vou escrever algo que preste. Mas é que tenho que deixar registrado o quanto gosto da propaganda da Coca-Cola sobre o jeito de comemorar gol. Caraca… chega a encher meus olhos dágua…
É verdade, sou pateta.
A propaganda é essa aqui:
comemore do seu jeito
Pois é… não soube colocar o vídeo no blog, mas cliquem no link. Ou não, já que esta propaganda tá bombando na TV e todo mundo já viu. Vocês sabem do que estou falando, portanto.
Acontece que ando muito chorona. Problemas sérios de grana e uma desilusão amorosa de médio porte, além da provável farra do boi que meus hormônios devem estar fazendo em meu organismo, têm me deixado sensível e boca aberta. Aí eu choro, bem menininha mesmo, porque não quero mais ser a fodona, a forçuda, a macho pra caralho.
Quero ser menininha e quero falar palavrão também. Hahahahahaha… até me deu vontade de rir agora, porque lembrei que tem mais ou menos meia hora que um carinha numa bicicleta me xingou – o viado estava na contramão e se irritou quando entrei numa rua – e eu mandei pra ele um “tomá no cu, vá pá puta que o pariu” bem alto, mostrando o dedo do meio pela janela do carro. Libertador, pra se dizer o mínimo.
Então é isso. Tô chorando e xingando e seguindo a canção. Não necessariamente nesta ordem.