É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

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Drops de delicadeza

Por Claudia Lyra | 17/10/2007, 08h04

Comprei os livros da Fal – “Crônicas de Quase Amor” e “O Nome da Cousa” – no jantar árabe do dia 06. Finalmente. Tinha tempo que queria, mas sou muito preguiçosa e sempre protelava mandar email encomendando, minha ida ao banco e essas coisas todas. Mas lá no jantar os livros estavam à mão e aproveitei.

Comecei por ler o “Crônicas de Quase Amor” assim que cheguei no hotel. Mas já eram quatro da manhã e estava cansada. Não avancei muito na leitura. No dia seguinte, sim, tive tempo e disposição pra ler e, simplesmente, o fiz de uma tacada só. E, imediatamente depois, emendei com “O Nome da Cousa”, indo até o final quase sem tomar fôlego.

Bom… a Fal, no seu Drops, está sempre a me fazer rir e chorar, muitas das vezes ao mesmo momento. Com seus livros não foi diferente. Me espanta ver meus próprios sentimentos escritos por outra pessoa. Me encanta ver esses sentimentos escritos de maneira tão clara, simples, e de forma tão poética.

Uma vez me disseram que a Fal escreve pra mulherzinhas. Não posso concordar. Porque a Fal não é uma mulherzinha. Ela nem tem paciência com esse tipo de coisa. A Fal escreve sobre a perplexidade das relações; ela escreve sobre os desencontros, que têm sido muito mais freqüentes do que os encontros.

Os livros da Fal radiografam o coração das gentes pra descobrir que os sentimentos estão lá, mas tão confusos que fica quase impossível destes se revelarem. A Fal nos mostra que estamos perdidos e que não há nenhum caminho fácil à vista. Mas, se isso serve de consolo, que não estamos sozinhos nessa confusão.

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Quem mora na região de Campinas, não pode perder a noite de autógrafos da Fal. Gente, aproveitem pra comprar os livros, abraçar essa mulher deliciosamente macia e cheirosa e trocar uns dedinhos de prosa com ela, porque vale muito a pena.

Noite de Autógrafos “Luxo, Poder e Glória” com Fal Azevedo

Dia 10/11/2007, sábado

A partir das 19h00

No Tilli Center, em Barão Geraldo, Campinas – SP

Av. Albino J.B. Oliveira, 1600

Contato: 19 3289-4266

Maiores informações: livrosdafal@gmail.com

São Paulo – parte II

Por Claudia Lyra | 13/10/2007, 12h22

Continuando o relato de meu fim de semana paulista…

… no domingo, por motivos fáceis de se imaginar, acordei meio tarde. E tinha combinado com Ana P. e Neutron de almoçarmos juntos. O encontro seria às 11h, na porta do hotel. Pulei da cama meio zonza e comecei a bater as canelas nos móveis do quarto, tentando me arrumar rapidamente.

Ao me olhar no espelho, notei que estava num Total Bad Hair Day e quis chorar, pois não tinha levado meu incomparável secador de cabelas, que sempre me salva nessas horas. Mas aí me lembrei que, se além de cabelo pavoroso, estivesse com a cara inchada de choro, meus queridinhos sairiam correndo, assustados. Então, fiz uma toca de cabelo rápida com o saco de sapato e rezei pra funcionar.

A Aninha ligou, avisando que se atrasaria 23 minutos. O Neutron chegou nove minutos atrasado sem avisar nada mesmo. Por fim, Aninha chegou com 26 minutos de atraso, mas não justificou direito o que ela fez nesses três minutos a mais. Balbuciou coisas vagas, culpando o metrô. Neutron e eu fizemos cara de “ah… claro…” e partimos em direção ao Shopping Santa Cruz, sedentos e famintos.

Bom, isso significa que a capiau aqui andou de metrô, né? Ai, que feio que fiz. Assim que vi a quantidade de conexões a serem feitas, meu queixo caiu e não levantou mais. Me agarrei na mão de Aninha, com medo de me perder na cidade grande, e falei sem parar pra disfarçar o nervosismo. Aninha e Neutron me olhavam com cara de dó, menos por ver meu pavor do que pela condição lastimável do meu cabelo.

Finalmente, chegamos na cervejaria indicada pela Aninha. Tudo ótimo! O chopp de lá é muuuiiiiitoooo bom! A gente conversou e riu tanto, que imagino que o garçon tenha ficado na dúvida se éramos fraquinhos pra beber ou se a gente já chegou lá bêbado. E, um pouco depois, chegou Juju, minha filhoca querida! Ah, foi um almoço bom demais. A gente descobriu que se considera… muito. Isso, se considera muito mesmo!

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Juju, eu, Aninha P. e Neutron (com cara embaçada e voz de pato)

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Muito gatas, podem falar

 

Bom… o papo e os chopps foram rolando e, quando me dei conta, já estava atrasada pro meu próximo compromisso: chá-das-cinco-que-foi-às-três na casa da Fal.

Assim, corri pro hotel onde a linda, chique e elegante Tati Tatuada já me esperava, junto com Mani e Patsy, para me dar carona. Primeira parada: casa de minha irmã gêmea Juju Alcântara. Depois, fomos em comboio para o apartamento de Fal.

Olha… pra ser sincera, acho que Fal só se deu conta da loucura que fez quando chamou tanta mulher doida pra tomar chá na casa dela tarde demais. Mas Fal é um ser superior de verdade. Ela sorria pra nós, nos mimava, distribuía carinho pra todas. O lanche estava delicioso! Cara, e cês não tem noção, a Fal cantou pra gente! Isso! Que voz linda! Ah, poxa, é covardia a pessoa escrever bem pra caramba e ainda saber cantar. Uns com tantos talentos e outros com tão pouco…

A verdade é que tenho váááárias fotos desse chá, mas como a sociedade é secreta, as mesmas são impublicáveis.

Após o jantar, Mani, Patsy e eu voltamos para o hotel apenas pra pegar casacos. Ganhamos a rua logo em seguida e fomos nos encontrar com Mr. Avec – amado marido de Patsy – num restaurante muito legal, perto do Shopping Ibirapuera, mas que, infelizmente, não lembro o nome. Algo como Fifty ou coisa parecida. Gente… que delícia de lanches! Pena que a minha fome não era tanta.

Então… assim foi meu fim de semana paulista. Muito bom mesmo: encontrei pessoas maravilhosas que só conhecia virtualmente, mas que já tinha aprendido a gostar. Mais links que viram gente pra mim.

 

 

 

 

 

 

 

São Paulo – parte I

Por Claudia Lyra | 10/10/2007, 00h01

Então, fui pra Sumpaulo, finalmente. Caramba! Foram só dois dias, mas tem tanta coisa pra contar!

Por isso, como sempre me acontece, só de pensar no tanto que teria que escrever fico com preguiça. Melhor intercalar o texto com alguns “momentos fotolog”, que é muito mais simples. Além do mais, como é dito exaustivamente por aí, uma imagem vale por mil palavras.

E como o quesito originalidade em mim é próximo ao zero, vou começar do começo.

O COMEÇO

Bem… não tenho fotos do começo do começo. Mas, posso dizer que, contrariando todas as expectativas, num ato sem precedentes em toda a história humana, Trotta atendeu meu telefonema e foi me buscar no hotel pra almoçarmos juntos. Demos uma volta pela Av. Paulista antes do almoço em si. Fiquei impressionada – como sói acontecer com quem vem da roça e vê aquela grandeza toda – mas, capiau e bestona que sou, não tirei foto de nada. Pois é…

 

 

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Assim, a primeira foto que tirei foi do meu sanduíche indecente, que levei mais de uma hora pra comer uma vez que não parava de falar um só minuto no ouvido do pobre Pogodom.

Como é fácil de se constatar, Trotta estava interessadíssimo no papo.

 

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Mas ele é um fofo-tudibão e tirou retrato comigo quando finalmente raspei o prato.

 

Aí, depois disso, Trotta me levou de volta pro hotel a tempo de me arrumar pro Jantar Árabe da Fal.

 

O JANTAR ÁRABE DA FAL

Bodas e , junto com Trotta, foram me buscar de carro e partimos pro jantar. Coisinha linda: o Bodas foi seguindo as indicações de caminho que Marilia, organizada e previdente como ela só, fez questão de anotar num papelinho. Assim, como resultado desse eficiente trabalho em equipe, chegamos rapidinho no restaurante da Drica, sem erros e sem idas e vindas.

Ao descer do carro, já fui dando meu primeiro fora: não reconheci a Fal, que estava parada logo na entrada bebericando um proseco, puro luxo, poder e glória. Nem lembro pra quem perguntei “quem é ela?”. Só sei que perguntei e, com a resposta “essa é a Fal, douda!”, corei. O bom foi que ela me deu um abraço beeeemmm apertado, macio e super cheiroso. Eita mulé cheirosa, benza Deus!

Aí, dentro do restaurante, aconteceu uma sucessão de encontros pontuados com gritinhos histéricos, abraços de urso, beijos estalados e outras manifestações típicas do ato de se escoisear. Não sei se vocês sabem, mas as amigas da Fal – as Falmigas – têm uma sociedade secreta com sede no Yahoo, com reuniões diárias e intermitentes e… mais não falo, porque a sociedade é secreta, não é pra ninguém ficar sabendo o que a gente faz lá. De qualquer maneira, o jantar virou um grande encontro de Falmigas completamente desarrazoadas. Parecia que estávamos todas bêbadas.

Mas não só de Falmigas se fazia o jantar. Blogueiros famosos, misses cangaíbas e blogstars estavam ali reunidos. Como sou fã deslumbrada, cliquei alucinadamente pra todo lado com a fúria de uma paparazzi. Cá está o resultado de todo meu esforço:

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Patrícia “Cintaliga” Köller, com o namorado Tuca, do Fiapo de Jaca, e Donizete do Hedonismos

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Biajoni, com Lia e Mônica.

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André Marmota

Também aproveitei pra tirar foténhas agarrada com esse pessoal, pra ver se, nem que seja por osmose, consigo adquirir um pouco da ginga e malemolência desse povo blogueiro. Aí estou eu…

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… com Bodas e Marilia

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… com Lia, Bia e Karen.

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… com Marmota e Trotta

 

Esses blogueiros são tudo chegados num vício, pude perceber. Assim que tiveram oportunidade, armaram uma marica enorme e começaram a puxar fumaça, coisa triste. E como não afirmo nada sem provas, fotografei tudo e disponibilizo o material aqui para análise.

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Botando brasa

 

 

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Soltando a fumaça

 

 

 

 

 

 

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Meio caido

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Fazendo biquinho

 

Nessa hora, pra não me entregar a essa prática vil, resolvi treinar pra ser avó e brincar de boneca.

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De qualquer forma, resolvemos terminar a noite no Frans Café, lugarzinho em que fomos cruelmente desprezados pelos garçons e garçonetes. Mas nada de perder o rebolado. O importante é a companhia.

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Este foi meu sábado na terra da garoa. Aliás, não posso deixar de consignar que não tinha garoa nenhuma; estava um calor do cão e, como boa carioca que sou, me senti em casa.

Próximo post: meu domingo.

 

Ps – Ah, gente… o registro do sábado não seria completo se eu deixasse essa foto aqui de fora:

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“Deus do céu! Que sorvetão!”*

*não foi exatamente isso que ele falou, mas todos os comentários acerca do sorvete do André foram censurados.

Noventa e duas

Por Claudia Lyra | 17/09/2007, 00h14

Noventa e duas fotos! Sim, sim… tenho noventa e duas fotos de pessoas que conheci por causa do blog. Ficam numa pastinha chamada “Virtuais” que, por sua vez, está dentro de outra que se chama “Amigos”.

Alguns desses retratados já vi de perto. Mas a maioria ali permanece no plano do virtual mesmo. Poucas fotos foram tiradas por mim, pois quase todas me foram mandadas via MSN durante bate-papos, ou por email.

E tem foto de tudo, viu! Tem fotos de formatura, tem fotos de casais de blogueiros apaixonados. Tem meu karateca recebendo faixa nova e, também, posando com o Papai Noel. Tem meu patrãozinho dançando tango com uma louraça, lááá na Argentina.

É claro que tem fotos dos encontros que tive com esse povo e algumas dessas já postei aqui.

Tem algumas fotos muito engraçadas. Uma foi tirada durante um papo de MSN, só pra me provar que meu interlocutor, realmente, está barrigudo. Tem foto de um adolescente cabeludo e roqueiro; anos depois, o moço corta o cabelo, mas deixa um rabinho estilo padawan, coisa mais fofa. E eu tenho essa foto também!

Tem umas fotos de amigos ainda nenéns. Ai, gente… gracinha, né? E as fotos de meu amigo imaginário, acompanhado de Ash, Misty, Pikachu, Chapolin Colorado e PowerRangers. O moço é muito criativo, sem dúvida. Sem contar as fotos de minha miguxinha Aline, no clássico estilo “antes e depois”.

Bom… sei que, surpreendentemente, sem pensar muito, formei uma bela coleção de fotos. E olha que nunca consegui colecionar nada direito, nem papel de carta, nem tampinha de cerveja… agora vejo que coleciono foténhas. Foi por acaso, mas é bem legal.

 

 

Emotiva eu ?!?

Por Claudia Lyra | 28/05/2007, 16h23

Então, nesse fim de semana, mais um link virou gente pra mim. Gigio e eu tomamos chocolate quente juntos e conversamos, conversamos, conversamos… caramba, conversamos pra valer!

Gigio é feito de detalhes e sensibilidade. Eu fui olhos e sentidos. Perfeito, não é? Gigio não é de gestos vazios. Fiquei gamada.

Ele gravou um CD pra mim: Chicas – quem vai comprar nosso barulho? E agora esse CD não pára de tocar no meu carro, não consigo largar. Gente, que vozes são essas?!?!? Maravilhosas!!! As músicas são lindas, algumas eu não conhecia, mas tem uma do Rappa, outra do Zeca Baleiro e uma versão para Espumas ao Vento, putz, que ficou parecendo tango. Lindo!

Pois é… ele acertou em cheio. Esses meus momentos, sozinha ouvindo música, me deixam tão feliz!

Ai, ai… acho que estou sensível…

 

 

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