É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

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Tema de novela

Por Claudia Lyra | 02/03/2010, 06h46

Voltando a falar de música, sempre me admiro quando ouço uma letra que retrata exatamente o momento em que estou vivendo. Incrível, ouço a música e me pergunto como é que o carinha sabia o que tem no meu coração.

De verdade, ninguém passa por nada inédito nesta vida. As mesmas agruras e as mesmas boas coisas acontecem a todos, variando pequenos detalhes insignificantes, tais como endereço ou valores na conta bancária. Aí vem o sujeito, com sua sensibilidade de compositor, e transforma em poesia e som aquele seu perrengue. Ou a graça alcançada, porque acontece muita coisa boa também, ora pois!

Mas a Vanessa da Mata ano passado abusou e fez um disco inteirinho que tem tudo a ver com o que estou vivendo agora. Nem preciso dizer que o bicho tá tocando incessantemente no meu ouvido, né? Passei as músicas todinhas pros computadores de casa e do trabalho e pro meu celular. O CD fica no carro. Assim, não há nenhum lugar neste mundo que me seja impossível ouvir este disco.

É claro que já decorei não só as letras, mas também a sequência das faixas. É claro que os caminhoneiros da Dutra têm me visto diariamente cantando bem alto no carro, chorando com a boca bem quadrada numas horas, rindo e fazendo trejeitos de Carmem Miranda em outras. E é claro que, das 14 músicas-tudo-a-ver-comigo desse disco, tem a que é A Música Tema da minha vida amorosa atual*.

AMADO

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu?
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volta atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um “sim” ou “nunca mais”

É tanta graça lá fora passa o tempo sem você

Mas pode sim ser “sim”, amado, e tudo acontecer


Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem
pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina


É tanta graça lá fora passa o tempo sem você

Mas pode sim ser “sim”, amado, e tudo acontecer

Quero dançar com você

Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você


*Mas rola pra gente também muitos momentos Quando um homem tem uma mangueira no quintal. Afinal, ninguém aqui é bobo, né?

Fora de forma

Por Claudia Lyra | 14/09/2009, 20h49

Ontem fui a um forró. Pleno domingo e eu dançando vigorosamente. “Vigorosamente” é a palavra, não tem outra. Depois de três músicas, pensei que teria um ataque cardíaco. Mas é claro que não ia dançar só três músicas, ora pois!

Sabe como se dança forró hoje em dia? Aquela coisa de te rodar e te jogar pro alto e te submeter a váááários cambrets e de segurar na sua mão e deixar você cair e quase encostar tua cabeça no chão e te puxar violentamente e voltar a te rodar… tudo isso ao ritmo de “você não vale nada, mas eu gosto de você” e similares.

Os meninos com quem dancei – três ou quatro meninos – não aparentavam ter nem 25 anos de idade. E eu, às vésperas de completar 41, sem dançar/andar/correr há uns três meses, pensei que expeliria meu pulmão ali, na frente de todo mundo. Quando cheguei em casa, meu rosto ainda estava vermelho. Suei como há muito não suava. Depois do banho, meu corpo doía tanto que pensei até estar com febre.

Mas, a despeito da agitação tão pouco tempo antes de dormir, tive um sono sem sonhos que durou a noite inteira. Detalhe: a luz do meu quarto ficou acesa a noite toda, porque pensei que conseguiria ler um pouco antes de dormir, mas ferrei no sono sem sentir.

Então… terça-feira é dia de forró em outra boate. Acho que vou.

O dia está tão lindo aqui…

Por Claudia Lyra | 08/09/2009, 09h42

… que deveriam decretar continuação do feriado. Sério, deve ser pecado trabalhar com um sol desses, uma temperatura tão agradável, um dia tão bonito.

Ontem também fez um dia lindo, mas não aproveitei muito. Na verdade, fiz faxina e passei roupa. Pois é, estou sem faxineira desde julho e sou eu quem tem que dar um jeito, pra mó di a casa não criar bicho. Não criar bicho dentro de casa, é bom frisar, porque o quintal está um horror, o mato está bem alto e ontem mesmo tive que convencer um sapo a sair da minha frente pra que eu pudesse passar.

De tardezinha, por volta das cinco, fui passear um cadiquinho de moto com um amigo. Ainda estava calor, com sol forte, e é tão bom andar de moto nessas horas. Andamos até anoitecer e, depois, fomos comer pastel. Meu amigo estava um pouco desanimado – chateado com o filho, um menino de 19 anos – e a gente conversou bastante sobre isso. E quando ele me deixou em casa, a carinha dele já estava bem melhor.

Minha grana está muito curta. Talvez sempre tenha sido assim, mas é que, depois de um casamento de 22 anos, só agora voltei a gerir meu próprio dinheiro. Mas não deve ser nada novo, pois meu ex-marido sempre reclamava que a gente não tinha dinheiro. Aliás, era uma piadinha nossa repetir o bordão “esse mês não vai dar”.

Lembrar de piadinhas internas é engraçado, né? Só tinha graça entre a gente mesmo…

Tem tanta coisa da época de casada que me lembro com carinho. Porque meu casamento foi feliz a maior parte do tempo. Talvez só os últimos dois anos tenham sido muito ruins. Pra mim, pelo menos. Mas os últimos dois anos foram muito ruins em vários aspectos da minha vida, não só no casamento. E mesmo nesse tempo, o casamento não era assim insuportável. Não me separei por “não aguentar mais”, como muitos dizem quando se separam. Só que não fazia mais sentido continuar do jeito que estava.

De qualquer forma, com dia lindo ou não, hoje tenho que trabalhar. E estou com uma preguiça…

Funcionária Pública

Por Claudia Lyra | 07/08/2009, 14h12

Em maio fez quinze anos que sou funcionária pública. Depois de uma prova escrita e outra de datilografia (olha a naftalina aí, gente!), fui aprovada em 47º lugar num concurso que oferecia 100 vagas para a região sul-fluminense. E foi aí que virei resendense, porque a gente não tinha muita escolha, era em Resende que precisava de funcionário, e foi em Resende que vim parar.

Funcionário público tem fama de quem trabalha pouco. Pior é que nos últimos cinco anos, desde que fui transferida para Volta Redonda, tenho feito justiça a essa fama, pois pego no serviço só na parte da tarde. Sem contar as férias, licença-prêmio, recesso. Não me canso de achar graça no pessoal que fala pra mim “mas já está de férias de novo?!?!?!?” e eu respondo que “não, dessa vez é licença” ou “estou é de recesso”. É muito engraçado.

Então… esse mês de agosto é férias do meu chefe. Não tirei férias e nem licença. Mas estou  num devagar-quase-parando lá no meu trabalho. Minha semana se resume em terça, quarta e quinta, dias que não posso dar bobeira pra não ver o serviço se acumulando. De qualquer maneira, estou folgando nas segundas e sextas.

Ai, ai… bom, né?

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