É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

Arquivos: Meu povo é assim

É bolante

Por Claudia Lyra | 23/12/2009, 19h34

Entrei aqui pra falar da apresentação da banda do Pogodom, que foi muito legal.

Depois falo, num outro post.

Porque neste momento, definitivamente, estou bolada com o jogo de PS3 que meus filhos estão jogando agora. Tem alguma coisa a ver com zumbis numa casa que parece que está abandonada e caindo. Gente! É MUITO violento!! Extremamente violento!! E feio também, uma coisa sinistra. Por demais. Horrível!

Cara… enfim… já falei que não gostei, só que minha vontade é de proibir geral. Mas, como eles estão com amigos aqui agora, não vou envergonhá-los. Deixa eles comigo mais tarde.

Saco, viu…

Aqui tá frio pra caramba

Por Claudia Lyra | 17/06/2009, 09h27

Ontem saí com uma amiga e tomamos vinho. Uma garrafa e meia. Já tinha me esquecido como isso esquenta o corpo.
Cara, gosto tanto de vinho e estou cercada de não-apreciadores. E pra beber vinho  preciso de companhia. É claro que não sei nada sobre aquela coisa de enfiar o nariz na taça pra sentir o cheiro, bochechar a bebida, fazer cara de quem comeu e não gostou e dizer “bom” (by Regina Casé), mas alguma coisa em mim – instinto de sobrevivência talvez, dado o caráter letal do vinho ruim – identifica quando o vinho é de qualidade razoável. Os de ontem me pareceram muito bons, um chileno e um português, e o dia de hoje confirmou isso, pois acordei bem, sem um pingo de dor de cabeça ou gosto ruim na boca, apesar de ter ido dormir meio beubinha.
Quando a primeira garrafa já estava no finzinho, chegaram Cassio, o primogênito, e Fábio, o sobrinho, e pediram chopp. A gente conversou e riu até fechar o bar e… fomos para outro bar, onde minha amiga e eu tomamos a tal meia garrafa. E mais risadas e mais conversas.
Minha amiga é bem mais nova do que eu, acho que uns oito anos, e é linda. Tem 1,75m de altura, mas, como ela não dispensa salto alto, está sempre com mais de 1,80m. Olhos azuis, escandalosamente azuis, pele bronzeada, cabelos castanhos bem escuros e bem longos. Magra. Rica. Super bem vestida e a bordo de um Honda Civic. Não, não dá pra chegar num barzinho com ela de forma discreta. Na verdade, não dá pra chegar em lugar algum com ela sem que todo mundo vire pra olhar… simplesmente não dá.
A gente é amiga há muitos anos e, quando a vi pela primeira vez, foi literalmente um susto. Ela entrou na sala de audiências, eu estava no computador e, quando olhei pra ela, simplesmente fiquei de queixo caído. Era um escândalo de tão bonita: os olhos, o cabelo, o sapato – Deus, o que era aquele sapato?!? – a roupa. Altíssima. Chiquerésima. Um escândalo, não tem outra palavra.
Mas agora, precisamente nesse ano de 2009, o que se tem destacado na minha amiga é o amadurecimento. Ela está mais linda ainda, como se isso fosse possível. Quero escrever sobre isso mais detalhadamente. Ah… mas hoje não. Me deu preguiça.

Trabalho em grupo II

Por Claudia Lyra | 14/03/2009, 04h15

Não é que o tal vídeo, fruto do trabalho em grupo sobre violência contra mulher, ficou bem legal? Hermes e Renato que se cuidem!!!

Notinhas:

  • meu caçula é o que aparece logo no início dando uma voadora na “mulher”
  • meu primogênito é o que aparece jogando uma banana na “mulher”, revoltado com a “janta”
  • a única menina do grupo é a namorada do meu caçula
  • o irmão dela – cunhado do meu caçula, portanto – é o menino barbudo que aparece tocando violão
  • os outros dois meninos que aparecem no vídeo são os melhores amigos do caçula
  • foi tudo filmado na minha casa
  • então… como podem ver, é o que chamamos de “produção familiar”, hahahahahhaha…

RPG: Galahil, o elfo marcadão by Fábio Melo.

Por Claudia Lyra | 10/01/2009, 08h49

(…)

Por favor, não me repreenda por não recordar direito as datas e nem pela falta de precisão cronológica. Há alguns anos, como você deve saber, houve uma intensa batalha na cidade de Lennorien em que os elfos perderam o poder da cidade para a Aliança Negra. Lá vivíamos eu, meus amigos e parentes. Poucos de nós que não fugimos foram aprisionados,  levados para as terras goblinóides e feitos de escravos. Os que não fugiram e nem foram presos, morreram! Não posso mais detalhar sobre esse massacre, aqueles momentos foram apagados da minha memória, consciente ou inconscientemente. Mas o que vi ao acordar posso descrever bem.

 ”Acordei, acredito, pelo cheiro forte que fazia arder minhas narinas. Carne pobre espalhada por todo o acampamento armado com muita destreza, mesmo que com materiais rudes. Uma multidão de goblinóides amontoados e armados até os dentes, prontos para destruir mais uma cidade. Muitos se preparavam como se fossem avançar naquele momento; outros, sentados em volta de fogueiras, comendo mãos de elfos. Vi até alguns sugando os olhos de uma cabeça infante. São verdadeiros monstros, canibais, feras incansáveis.

“Tudo isso vi em um segundo. Quando mal dei por mim, fui arrastado para os limites do acampamento e entendi que deveria ajudar na construção das torres de vigia; não entendi uma palavra do que aquele dizia, mas junto a mim havia alguns elfos que já se esforçavam na construção.

(…)

“Aparentemente todos tinham suas línguas cortadas. Assustado não demorei a conferir a minha. Por sorte a minha estava no lugar que deveria estar. Andei alguns passos em direção a uma marreta encostada em um monte de troncos, curvei-me e a segurei; tive a impressão que pesava mais que o meu próprio corpo; óbvio, sou um pequeno ser de pouco mais que 1,60m. Senti uma pressão na nuca e desmaiei. 

 (…)

 

“Por uma surpresa do destino, um desses monstros, um tanto maior que este guarda me pegou pelo braço e levou-me para uma reunião do que me parecia ser dos comandantes do grupo. Esse, de nome Hurgar Uran, por mais forte e maior que fosse, parecia um pouco mais racional que o menor. No meio da reunião, olhou-me como se fosse me matar. Abaixou a cabeça na minha direção e disse ‘Não falo bem língua sua, mas você vai entender língua minha e comandar obra obedecendo ordens deles!’. 

“Assim foi feito, tive que aprender a língua bruta o mais rápido possível, a obra exigia pressa e não podia demorar, já que era o único com língua no acampamento. Em alguns meses já havia dominado a pobre língua deles, com poucas palavras, era mais fácil do que o imaginado. Depois que aprendi a língua, a obra ganhou velocidade e em pouco tempo toda a segurança do acampamento estava pronta. Ganhei minha vida devido minha utilidade. Naquele momento, já era escravo chave para os serviços do grupo e como tal fui marcado com essa marca que me pergunta, uma marca eterna, vergonha!

 ”Havia um erro ao me ensinar sua língua, que Hurgar não percebeu. Agora eu escutava a tudo e a todos numa naturalidade como se falassem elfico, ou a língua comum de Arton. Eu sabia de todos os planos e estratégias.

(…)

“Em um dia não diferente dos outros, senti algo que há muito tempo não sentia. Era como se meu sangue fluísse com mais facilidade pelo corpo, sentia uma corrente continua por toda a parte. Não era meu sangue, era algo diferente, sobrenatural. Já havia sentido isso na infância, e talvez até na adolescência. Era energia, descia de trás das minhas longas orelhas e escorria pelo pescoço, arrepiando-me toda a coluna, ombros, braços e pernas. Meu coração palpitava e me faltava ar. Quando acontecia e não estava sozinho, alguns dos guardas se tornavam imóveis, outros pasmavam-se e tinha alguns que até sentiam frio e fortes dores nos membros. Eram acontecimentos estranhos, e eu tinha certeza que isso partia de mim.

(…)

“Sabia que aquele era o momento da minha liberdade. Convenci Hurgar que comandaria metade dos escravos em uma construção de um novo acampamento na superfície enquanto eles e a outra metade escavavam o túnel. Ficamos, na parte de cima, 30 elfos, 1 Bugbear Comandante ( Kargaik ) e 20 soldados goblins.

“Nós estávamos sem suprimentos para o acampamento e ofereci-me a Kargaik para atrair alguns humanos da fronteira de Khalifor para uma emboscada sob a custodia de 4 soldados, e assim teríamos pelo menos a janta garantida. Avançamos mata a dentro e quando não mais escutávamos as vozes do acampamento, lancei quatro feitiços, um em cada soldado. Dois fugiram de medo, um travou na mesma posição e outro, surpreendentemente, teve sua fronte perfurada. Depois do susto, percebi que havia matada um ser vivo, nunca imaginei que teria coragem para fazer isso (futuramente treinei esse feitiço, que ainda hoje tento domina-lo com eficácia). Já que matei um, não custou para matar o outro com sua própria arma que furtei, uma besta leve.

“Assim, fugi do acampamento, avancei pelos portões de Khalifor depois de muito explicar o que fazia além da fronteira. Ali começou uma nova vida para mim. Depois de atravessar a fronteira, tive como objetivo de vida avisar a todos que pudesse sobre um possível traidor no Panteão. Todos me ridicularizam, mas com esperança cheguei aqui, em Valkaria, e acredito que seja aqui mesmo que encontrarei alguém que me dê ouvidos e faça alguma coisa a respeito”. 

Orkut

Por Claudia Lyra | 14/03/2008, 16h31

Cometi orkuticídio em novembro do ano passado. Eu acho. Me aborreci com algumas assombrações que apareceram, pessoas que me acharam pelo orkut, e resolvi deletar minha conta. E não sinto a menor falta.
Tudo bem que eu já quase não acessava o orkut mesmo. Pra não deixar o scrapbook às moscas, habilitei a paradinha de receber aviso por email quando deixavam novos recados e só entrava no dito cujo pra responder – ou deletar – quem ainda insistia em me contatar por ali. Não visitava comunidade nenhuma, não futucava na página de quase ninguém, não brincava de nada. Realmente, orkut nunca foi um grande passatempo pra mim.
Mas ontem, enquanto lavava louça…
Pausa pra um parênteses
(Gente!!! Que coisa triste é tirar férias pra ser dona de casa. Vou te contar, viu! Ontem passei uma pilha de roupa maior do que eu, lavei louça pacas… hoje, antes das oito da matina, já estava com almoço no fogo e lavando mais um monte de louça suja. Já varri a casa, coloquei roupa de cama pra lavar… NINGUÉM MERECE ISSO!!!! Vamos combinar que férias boas são aquelas em que você viaja, fica num hotel e só se preocupa em salgar as partes e dourar a virilha*)
Fim do parênteses.
… então. Ontem, enquanto lavava louça, sei lá porque fiquei pensando no meu orkut suicidado. Aí me lembrei de uma coisa que me deixava contente quando tinha aquilo lá: ver quem eram as pessoinhas que acessavam minha página.
Tinha um menino, em especial, que me deixava muito contente quando eu via o nominho dele lá na lista de quem tinha acessado. Esse moço é o mesmo dessa história aqui e, como já escrito no texto desse link – vai lá ler, vai! -, ele é um filho do coração que está longe. E toda vez que eu via que ele tinha visitado minha página do orkut, eu ficava feliz. E ia na página dele também, só pra ele ver meu nome lá depois de alguns dias. Aproveitava pra olhar os scraps e ver o que ele estava fazendo. Aliás, a tal viagem que ele fez do Rio à Paraíba pilotando sua Biz, acompanhei em sua página, que virou um tipo de diário de bordo.
Pois é… sem meu orkut, não dá pra me manter atualizada sobre a vida desse menino que amo tanto. Só às vezes, quando encontro com a mãe dele, tenho algumas notícias, mas, cês sabem como é, mãe é uma coisa desatualizada e por fora da vida dos filhos, o que significa que ela nunca tem muito o que me dizer. Enfim…
* by família Vitiello
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