É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

Arquivos: Correspondência quase secreta

Da série “Correspondência quase secreta”: Domiiiingoooo eu fui ao Maracanãããããã

Por Claudia Lyra | 02/03/2009, 10h51

Então, meu lindo, que ontem fui ao jogo. Fui com o Primogênito e o Caçula, mais uma colega de trabalho do Primogênito, a Lia. Só que os três queriam ficar na torcida do Resende e eu, na torcida do Botafogo. Ai, que coisa…

Bom… depois de quase vacilar e acabar aceitando ir com eles pra torcida do Resende, resolvi que – sacanagem! – já que tinha mais de 20 anos que não ia ao Maracanã ver meu time jogar, merecia que esse meu retorno fosse em grande estilo. E lá fui eu em direção à maior torcida organizada que consegui identificar no estádio, a Fúria Jovem.

Tudo bem que o Botafogo, dentre os times grandes do Rio, é o menorzinho, mas… olha… foi uma experiência e tanto!

Sou de natureza muvuqueira, esse é o fato! Porque, no meio de um monte de homem gritando e xingando (tinha umas poucas mulheres, mas todas acompanhadas de seus maridos e afins), fiquei lá sozinha, também xingando muito, gritando, cantando aquelas músicas de torcida, fazendo a coreografia dos bracinhos pro alto, rodando camisa, comemorando muito os três gols… fiz a hôla, fiquei embaixo do bandeirão, segurei e agitei a faixa na hora em que o jogo já estava pra terminar. Não me furtei de nada.

Delícia, meu lindo, delícia!!! Hoje estou aqui completamente rouca, mas valeu cada segundo. Adorei!

Beijos! Te adoro!

Então…

Por Claudia Lyra | 03/01/2009, 03h43

… que viajei pra Vila Velha/ES e fiquei dez dias lá. Isso eu já tinha dito, né? Pois é…

Mas quero contar que foi muito bom pro meu emocional viajar. Muito bom mesmo. E por vários motivos. Queria expor aqui alguns deles. Você teria paciência pra ler? Vou acreditar que sim, hehehehehe…

Primeiro de tudo, porque fui à praia. Tipo assim, fui à praia todos os dias menos um, sabe como? Praia linda, linda, muito sol, água limpinha. Uma delícia. Gente, como eu gosto disso!!! É impressionante como gosto disso!!! Voltei revigorada de verdade.

Depois, porque viajei com meu pai, com minha mãe e com o Caçula. E foi muito legal! A gente riu muito um com o outro no carro (doze horas na ida e oito na volta… dose pra leão!), dentro de casa, nos lugares onde fomos. O convívio foi quase o tempo todo pacífico. A presença do meu pai suaviza a chatice de minha mãe e vice-versa. E parece que fico mais pimpona quando estou com eles. Coisa besta, né? Eles se separaram quando eu tinha 13 anos de idade e, ainda assim, fico feliz  com essa impressão de “família unida”. Vai entender…

Também foi legal rever meu primo. Sabe aquele primo por quem você é apaixonada até os dez anos de idade? Pois é… é ele. Mas, tirando essa paixonite infantil – que não era correspondida, diga-se de passagem – a gente sempre foi muito amigo, sempre se deu muito bem. Ele também toca violão e, na adolescência, a gente se encontrava pra 

trocar partituras, cifras e afins. Aí que, no dia que cheguei, ele levou os violões lá pra casa da mãe dele (onde fiquei hospedada) e a gente tocava quase todo dia. Me senti adolescente de novo.

Nesses dez dias que fiquei fora, caminhei no calçadão da praia e não bebi nada alcoólico. Isso foi bom, porque estava engordando por conta de tanta “confraternização de fim de ano”, sinônimo de beber e comer muito todo dia. Acho que emagreci um pouquinho. Beleza!

A viagem também serviu pra me mostrar quais as ausências que, realmente, são quase que insuportáveis. 

Por exemplo, foi quase insuportável ficar tanto tempo longe do Primogênito. Em cada lugar que fui, a cada coisa legal que fiz, minha mente se reportava imediatamente a ele. Posso dizer com segurança que a viagem só não foi perfeita porque Primogênito não estava com a gente. E esse sentimento foi compartilhado de forma sincera por meus 

companheiros de viagem, o que também foi bem legal de perceber.

Três amigas aqui de minha cidade se mostraram essenciais pra mim. Fiquei com muita saudade delas, coisa terrível. Ficar longe foi bem difícil.

(…)

Bom… fiquei esses dias todos sem acesso a internet e senti muito a sua falta. Isso é impressionante. Fiquei tão feliz de receber mensagens pelo celular da Evinha e da Alline!!! A da Evinha eu respondi, mas a da Alline eu não consegui… 

Ah! Vi fogos na praia! O prédio da minha tia é na orla de Vila Velha, coisa chique, e à meia-noite, na hora da virada, a gente desceu pro calçadão e vimos os fogos. É tão lindo, não é? Eu acho. Tinha anos que não fazia isso. Pensando bem, acho que, na última vez que vi os fogos na praia, eu ainda era solteira!!! Deus me livre!!!

Então, estou de volta à vida normal. Trabalhei nessa sexta-feira, mas só começo no trampo com força total no dia 07 de janeiro. Tenho uns dias de flozô em casa. Quem sabe faço algo útil, tal como cortar o cabelo e fazer a “pôgressiva”?!? Oremos!!!

Em uma caixa de emails perto de você!

Por Claudia Lyra | 30/11/2008, 12h33

… amorzinha… esse medo é comum a todas as mulheres?

Vou te dizer uma coisa: euzinha fiquei casada toda uma vida… posso dizer que passei a inteireza da minha vida adulta casada.
Isso significa que agora não sei bem como é que adultos se comportam quando estão livres e desimpedidos e querendo um ao outro. Não sei mesmo. 
Achei que era só manifestar ou não o tal interesse. Mas já vi que não é tão fácil assim. A grosso modo, me parece que, se você está a fim, tem que esconder, pro outro não achar que já tem você à mão; se não está, tem que fingir que está, pro outro não seguir o caminho dele e continuar lustrando seu ego.
Então… de verdade, estou perdida. E estou ficando cansada. Acho que cansei rápido demais, né? Mas estou cansando sim. 
Esse gajo que conheci me parece uma pessoa boa. É simpático, bonito e tem uma excelente percepção de tempo, porque, até agora, acertou em cheio os momentos mais propícios para me procurar. Quer dizer, ele ligou e/ou apareceu nos momentos em que mais estava me sentido só. Mas ainda é muito cedo pra dizer qualquer coisa sobre o lance. Olhando com precisão, na verdade nem tem lance ainda. Vamos ver.
Te amo.
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