QUÍMICA DA MULHER
Elemento: Mulher
Símbolo: Mu
Descobridor: Adão
Peso Atôrnico: Aceito como 50 kg, mas é sabido que varia de 45 a 92 kg.
Ocorrência: Quantidade excedente em toda a área urbana.
COMPOSIÇÃO
10% Peitos
10% Coxas
50% Pensamentos Vagos
30% Roupas
PROPRIEDADES FÍSICAS
1. Superfície geralmente recoberta por revestimento colorido.
2. Ferve por nada, congela sem razão.
3. Derrete se submetida a tratamento adequado.
4. Amarga se usada incorretamente.
5. Alta periculosidade se manuseada por mãos inábeis.
PROPRIEDADES QUÍMICAS
1. Possui afinidade com ouro, prata, platina e pedras preciosas.
2. Capaz de absorver grandes quantidades de substâncias caras (roupas,
jantares, casas, carros… etc..)
3. Pode explodir espontaneamente.
4. Extremamente barulhenta quando encontrada em grupo.
5. Insolúvel em líquidos, mas com atividade aumentada por saturação em
álcool.
6. Cede a pressão quando aplicada em pontos corretos.
UTILIDADES GERAIS
1. Altamente ornamental, especialmente em carros esporte, artes e piscinas.
2. É o mais poderoso agente redutor de dinheiro que se conhece.
3. Pode ser de grande ajuda para relaxamento.
4. Muitas vezes, quando usada corretamente, pode lavar, cozinhar,
passar e buscar chinelo e jornal para o Dono da casa.
5. Ideal para elevar espíritos deprimidos, bem como para deprimir
espíritos elevados.
O QUE FALTA EM SUA ESTRUTURA
1. Botão de ON/OFF.
2. Botão de volume.
3.Controle Remoto
Recebi por email, sem indicação do autor de tão valorosa aula de química… humpf…
Tem tempo que quero te escrever, mas demorei a reunir a disposição necessária pra transformar a vontade em ato. Mesmo agora, depois de uns bons minutos olhando a tela do computador, a preguiça de ordenar os pensamentos num texto é grande.
Preguiça. Não é a melhor palavra. Mas já que foi essa que veio à mente, é essa que vai ficar.
E o que tenho pra te dizer? Basicamente o que está no título do post. Você é muito importante pra mim. Muito. Como amigo, como amante, como observador da minha realidade. Quantas vezes o que você falou de mim pra mim deu uma nova perspectiva ao meu jeito de ver as coisas? Foram muitas vezes. Você sabe.
Você também é importante por conta da maneira que reage a mim. O jeito que você recebe minhas palavras, minhas observações. Gosto quando te deixo meio desconsertado. Você é sempre tão seguro, sempre tão rápido em responder sarcasticamente. Um muro. Te olhar através desse muro é delicioso e – pode ser ilusão minha - parece que tenho talento pra isso. E isso me faz sentir importante. E isso faz com que você seja importante pra mim.
Você é tão importante que me motivou a escrever vários textos no blog. Não que eu tenha escrito sobre você, mas escrevi sobre meus sentimentos e sensações. Até queria colocar um link de um deles aqui, mas não estou achando. Engraçado que não achar o tal texto no arquivo de datas do blog me fez questionar há quanto tempo que você é tão importante assim pra mim. Só que, pensando bem, você é importante pra mim desde quando a gente se conheceu, por um motivo ou por outro. Desde o primeiro minuto que você entrou na minha vida, você teve o poder de influenciá-la. E podia ser para o bem ou para o mal.
Então… tem tanta coisa que podia falar. Do quanto chorei, do tanto de frustração que sofri… das vezes que me senti a mais feliz das criaturas, êxtase. Mas não são esses extremos de emoção que fizeram você se tornar assim tão importante. Ao contrário. Sua importância reside mesmo nos momentos em que me pego, do nada, pensando “preciso contar isso pra ele” ou “ele enxergaria o problema mais claramente”. Ah, sim, porque adoro seu jeito de interpretar as coisas. Costuma ser tão racional.
Você é muito importante pra mim. E senti muito não ter você perto quando resolvi mudar completamente minha vida. Mas isso eu já te falei.
Em tempo: achei o texto, mas não vou colocar o link. Sei lá… melhor não. Beijos!
Cara… assim… ontem cheguei em casa depois das 4h da matina… acordei às 7h… não, não, não, óbvio que não fui fazer caminhada… sem condições, né? Mesmo porque ontem simplesmente me derreti no forró. Assim, literalmente, sabe como? Então, acho que compensa.
Aí que a tonta aqui tinha marcado de levar o carro ao eletricista às 8h da madrugada. Porque me odeio, é claro. Mas, como o dia tá lindo, deixei o carro pontualmente nas mãos de Seu Turquinho e resolvi voltar a pé pra casa. Pois é… Seu Turquinho até se ofereceu de me trazer, mas – não!!! – falei que não precisava. É gente… esse é o tamanho do ódio que a pessoa tem por si própria: a oficina do Seu Turquinho dista uns dois quilômetros da minha casa. E eu vim me arrastando… caráleo, viu!
Mais ou menos no meio do caminho tem um padaria e, como estava em jejum, resolvi entrar pra tomar café. Gente, não sei você, mas adoro tomar café na padaria. Suco de laranja (que não fui eu quem espremi –
by Fal), sanduíche de peito de peru defumado num pãozinho de sal indecente de fresquinho e, depois de tudo, uma xícara de café preto. Eu lá, sentadona no balcão, vendo Ana Maria Braga e comendo… delícia!!!
Então que hoje, enquanto caminhava, tocou no MP3 aquela música da Cassia Eller.. aquela que fala sobre All Star azul, tênis de cano alto… não sei o nome da música. Uma bobagem, é sim, uma bobagem. Mas, já te disse, essa música me lembra a época que a gente começou a namorar. Quando falei isso, você torceu a cara… eu sei… você não gosta da Cassia Eller. Eu gosto… você sabe, né? Então… normalmente eu pulo essa música. Pulo outras também. Pulo aquela do Nando Reis que fala que tem certeza que com determinada pessoa daria certo… ah… pulo um monte de músicas. Mas hoje resolvi ouvir essa do tênis. Já tem tanto tempo, né? Você não usava tênis quando a gente começou a namorar… nem eu… a gente era tão sério, tão adulto… agora tenho um all star, mas é marrom. Só que você morava em Laranjeiras, no 12º andar. E eu ficava tão feliz de entrar naquele elevador, não via a hora de te encontrar pra continuar aquela conversa… ai… olha, chorei muito. Tá, tá… estou chorando agora também, mas hoje, enquanto caminhava, chorei muito. E na rua…. chorar na rua é bem constrangedor, mas eu estava de boné e sem lentes de contato… eu não enxergava ninguém… então, tive a ilusão de que ninguém percebeu minha cara inchada, meu nariz vermelho. Chorei – e choro – porque me lembro claramente de como a gente era. Eu lembro, sabe? Nunca me esqueci… a gente era tão feliz… a gente ia ser tão feliz… a gente foi tão feliz… como é que a gente veio dar nisso? Não sei… ou sei… acho que sei… sei lá… a gente sabe, a gente sabe… a gente sempre sabe.