O melhor que poderia me acontecer é me tornar indiferente
Por Claudia Lyra | 29/07/2010, 20h57
Há mais ou menos um ano, um ano e meio, comecei a namorar um amigo de uma amiga e, desde então, vivo apaixonada. Quem nos vê de perto diz que meus olhinhos brilham quando estou com ele, uma coisa assim vexaminosa pra quem sempre teve fama de durona-mulé-macho-sinsinhô. Mas quem gosta mesmo de mim diz que eu deveria estar correndo léguas desse homem.
Como não estou correndo léguas dele, pode-se concluir que não gosto tanto assim de mim mesma. Amor-próprio e auto-estima, essas coisas que nem sei se ainda pode escrever com hífen, parecem que não têm dado suas caras aqui pro meu lado. Pelo menos não com a intensidade que deveriam.
Tô levando uma coça danada pra conciliar orgulho próprio com paixão. E não tô conseguindo não, vamos combinar. Enfim…


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